Borboleta Negra

70 Capítulo Trinta e Oito - Parte II


Notas iniciais
Bom, com esse fica tudo igual, aqui e no grupo. Novamente me desculpem. Vou tentar manter sempre em dia. Desde já obrigada pelos comments que deixarem. Bora ler... BOA LEITURA!

A tensão da casa era sentida no ar. A recomendação era a de que repousasse, mas como seria possível se sua mente não lhe dava trégua, Isabella especulou, devolvendo a xícara que Marie lhe entregou, com o chá praticamente intocado.

– Se eu tomar qualquer outra coisa é possível que desmanche sobre o tapete – resmungou impaciente.

– Fala como se tivesse tomado tudo o que eu trouxe... – Marie retrucou. – Acalme-se.

– Ele não veio Marie – Isabella falou intimista, passando a andar pelo quarto. – Disse que viria e não veio... E agora sei que Rosalie está aqui! Como quer que me acalme? Desculpe-me, mas hoje nem seus chás conseguirão tal feito.

– Você me disse que eram amigas... Deveria estar contente com a chegada da duquesa.

– Disse bem... “Éramos amigas”, hoje não sei o que esperar – comentou, torcendo os dedos nervosamente. – Pelo tempo que chegou, já era para ter acontecido alguma coisa. Seu senhor já deveria ter me chamado, e até agora, nada!

– Não tem tanto tempo assim – Marie novamente tentou tranquilizá-la. –Soube que Lord Edward e Lady Rosalie foram conversar a sós, então aguarde. Tenho certeza de que em breve Sua Senhoria virá.

– Não gosto desse silêncio! Preferia me vestir e ir até eles para...

Isabella se calou ao ouvir que a porta de seu quarto foi aberta. Enquanto se voltava, viu Marie se curvar apressadamente, cumprimentando a recém-chegada, apenas ao dizer:

– Sua Graça.

Quando os olhares se cruzaram, Isabella sentiu o ar lhe faltar, tamanha a emoção de estar diante da amiga. Era insólito revê-la.

– Rosalie... – murmurou ofegante, dando um passo a frente; sorrindo mesmo com o pranto iminente.

– Então é verdade! É mesmo você.

Algo na expressão e no tom de Rosalie fez com que Isabella estacasse, alerta.

– Sim – confirmou por puro reflexo, contendo as lágrimas. – E não sabe o quanto desejava encontrá-la.

– Deixe-nos a sós, Marie – demandou a duquesa, sem deixar de olhar para a moça.

Marie não esperou nova ordem. Depois de recolher a bandeja com a xícara de chá, saiu. Rosalie recuou um passo e fechou a porta. Então avançou pelo cômodo até parar diante de Isabella. Em tempo algum deixou de encará-la.

Assim, de perto, Isabella pôde notar com nitidez a vermelhidão na qual os olhos azuis de Rosalie mergulhavam.

– Desejou encontrar-me? Quando? Para quê?

– Como para quê? – Isabella indagou arfante, ansiosa por abraçar Rosalie. Diante dela descobria a falta que lhe sentiu. – Tantos anos se passaram sem que nos encontrássemos. Agora que voltei...

– Ah, agora que voltou! – Rosalie repetiu duramente. – Muitos anos se passaram sem uma única notícia sua. Sem que eu soubesse se estava viva ou morta. Mas agora que voltou, desejou encontrar-me.

– Rosalie...

– Pois saiba que este foi meu desejo desde que partiu. – Rosalie não deixou que falasse. – Tanto, tanto tempo se passou e eu sempre roguei por uma única notícia sua, e tudo o que tive foi silêncio! Devo lhe dizer que nesse último ano acreditei que estivesse de fato morta, afinal, não havia razão para que nunca me mandasse uma carta, um bilhete... Uma nota com apenas duas pequenas palavras: “estou bem”.

– Eu não podia...

– Por quê? – Rosalie ciciou. – Estava envergonhada por sua traição?

– O quê?! – Isabella recuou um passo. – A que se refere?

– Ao caso amoroso que manteve com meu irmão! Não me olhe assim... Edward revelou toda verdade.

– Rosalie, eu posso explicar...

– Como pôde esconder de mim?! – indagou embargada. – Éramos confidentes! Bem sabe que eu não me oporia caso um dia Edward a correspondesse... Nada me deixaria mais feliz do que tê-la como minha cunhada.

– Então... É o que serei! – Isabella tentou lhe segurar as mãos, porém Rosalie se afastou; confirmando com ações e palavras, aquilo que já sabia; não seria perdoada.

– Com isso espera me alegrar? – a jovem duquesa indagou com escárnio. – Acredita que para voltar a ser como antes basta estar aqui, noiva de Edward, com novo nome e um filho que eu tampouco sabia a existência?

– Eu não podia falar sobre ele, não podia lhe enviar recados. Por favor, entenda... – suplicou. Impedida de dizer a verdade valeu-se da mentira. – Você não se oporia, mas toda sua família, sim... É o que acontece agora. Sua mãe não me aceita, sua irmã ameaçou romper com seu irmão caso nossa união venha a manchar o nome da nova família... Vê que não seria fácil?

– Não apele por compaixão para obter perdão. Será inútil! – Rosalie disse duramente, mesmo que chorasse. – O que diz é prova de que somente adiou o inevitável, fazendo-nos sofrer.

– Eu também sofri! – Isabella alteou a voz, pois a comoção lhe travava a garganta.

– Por livre escolha! – Rosalie replicou, esquivando-se mais uma vez das mãos da amiga, olhando-a acusadoramente. – Ao se manter longe, sofrendo como alega, condenou a mim e ao meu irmão. Juntos nós seríamos fortes e venceríamos a resistência de todos. Bastava você querer.

– Não era simples assim... – murmurou, recuando alguns passos até sentar sobre a cama. – A vida não é como nos contos que criávamos no pomar, onde a boa vontade dos fortes a todos vencia. Para o bem de sua família eu tive que ficar em silêncio.

– Há muito tempo sei que a vida não é doce como em nossos contos de fadas, mas aprendi com eles que sempre devemos lutar por aquilo que consideramos justo e certo, não nos acovardar... Sempre pensei que você tivesse aprendido o mesmo. Ao que vejo, estive enganada.

– Rosalie, por favor...

– Cansei deste assunto! – a duquesa anunciou, recompondo-se. Depois de tentar secar o rosto com as próprias mãos, ergueu o queixo com altivez. – Tive uma longa viagem, necessito de descanso.

– Rosalie... Espere! – Isabella se levantou, mas não recebeu um olhar, ou foi ouvida.

– O correto é Lady Rosalie ou Sua Graça. Não somos íntimas. E saiba que farei o que meu irmão determinar, em consideração exclusiva a ele, depois partirei. Até lá, fale comigo o essencial. Meu afeto pertencia a Cora. Isabella eu não conheço, nem faço questão de estreitar os laços de amizade. Passar bem!

Rosalie deixou o quarto sem olhar para trás. Novamente a sufocar, Isabella caiu sentada em sua cama, repassando todo o encontro, dizendo a si mesma que a reação era a esperada, então não deveria sofrer.

Sim, sua mente sabia; não seu coração.

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Edward olhou com desagrado para os três lugares vazios à mesa. Suas irmãs alegaram estar cansadas após a viagem e as emoções vividas, com isso se dispensaram de comparecer ao jantar. Isabella simplesmente não desceu, mesmo tendo enviado um recado verbal por Marie confirmando sua presença.

Não deveria ter acreditado, pensou. O dia fora igualmente cansativo e emocionante para a noiva. E havia o desmaio.

Infelizmente os acontecimentos da tarde não lhe permitiam subir ao quarto como desejou, e quando o fez, encontrou-a adormecida. Notar a fronte marcada pelas lágrimas depois que lhe afastou as mechas de cabelo que lhe cobria o rosto dizimou o resquício de aborrecimento que ainda pudesse sentir.

A julgar pelo estado no qual encontrou Rosalie em sua primeira tentativa de retornar ao quarto de Isabella, sabia o quanto a noiva sofria.

– Não posso com isso! – exclamara a irmã entre lágrimas. – Não suportarei olhar para ela mais uma vez. Deixarei que os meninos descansem essa noite, e amanhã partiremos logo cedo.

– Não pode! – ele a segurou pelos ombros. – Preciso de você aqui para ajudar nos preparativos do nosso casamento.

– O que me pede é demais. Não consigo nem mesmo me alegrar por você. Jamais a perdoarei pelo silêncio. Durante todos esses anos eu pensei as coisas mais horríveis... Tentava me enganar acreditando que ela estava bem, mas no fundo sentia que não seria assim porque o mundo é cruel com moças sozinhas e sem berço, e eu sofria por ela. Folgo em saber que nada de ruim aconteceu, mas me decepciona descobrir que a amizade existia apenas na minha cabeça e no meu coração...

– Então irá cortar relações comigo, suponho.

– Não seja tolo! Evidente que estou magoada com você, mas é homem!... Pensei que fosse diferente dos demais, mas ser insensível é esperado de todos vocês, então, aceitável. Para ela não há desculpa! Foram anos no mais absoluto silêncio enquanto sofríamos com a falta dela!

– E nenhum deles foi fácil para ela tampouco – argumentou.

– Acabo de ouvir este argumento, porém foi ela quem escolheu que fosse assim. Nós não tivemos escolha. E lhe digo que não acredito em tamanho sofrimento. Caso ela padecesse por qualquer razão, teria nos procurado. Há um filho, pelo amor de Deus! Como pôde deixá-los separados?! Eu não a reconheço, Edward! Não a reconheço!

Com a revelação da verdade tudo seria esclarecido, contudo Edward não o faria. Havia muito em jogo para se compadecer por lágrimas femininas, então apenas abraçou a irmã para acalentá-la até que se acalmasse e cessasse o pranto.

Ao senti-la recuperada, disse mansamente:

– Escute! Nós precisamos de você, mas peço por mim. Fique! Deixe que seus filhos conheçam o meu. Pense no quanto se alegrarão... Se não reconhece sua antiga amiga em Isabella, tente ao menos aceitar minha noiva. Ela teve seus motivos para se manter em silêncio. Eu a entendi e já a perdoei pelo tempo distante. Se lhe der uma chance, sei que fará o mesmo.

Rosalie o encarou por alguns instantes, então disse apenas:

– Vou ver se Lionel e John já foram trocados. Vá buscar seu filho e o leve até o quarto dos meninos, por favor. Vamos promover esse encontro.

– Assim farei.

– Embry, não é mesmo?

– Sim, ele se chama Embry.

– Ela o batizou com o nome de nosso avô preferido – observou novamente embargada. – E mesmo assim o manteve longe. Se eu resolver ficar, será somente por você.

Rosalie se foi, deixando-o livre para seguir seu caminho até o quarto da noiva, porém Beni surgiu com o recado para que fosse até a porta principal, onde dois senhores, moradores da vila, esperavam-no.

A aparição inesperada naquele final de tarde fora somente para que decidisse a quem pertencia uma carroça vendida por um dos verdureiros de Westking, até o momento não paga pelo comprador: um senhor humilde no vestir e já avançado em idade.

– Enfrento dificuldades, milord – dissera pobre o senhor, enquanto apertava um chapéu de abas puídas. – Preciso da carroça para vender os jarros e potes de barro que faço. Ultimamente não tenho tido muitos compradores. Se não puder transportá-los, será ainda pior.

– Não o cobro mais, milord – defendeu-se o verdureiro –, apenas lhe disse que se não tem como pagar é melhor que me devolva a carroça. Isso já se estende a mais de mês. Perdoe-me por vir perturbá-lo com tal assunto, mas concordamos que faríamos o que Vossa Senhoria determinasse. Rogamos para que use sua justiça e decida nosso impasse Lord Westking.

Fazia tempo que não vinham até ele para que resolvesse as questões mais absurdas. Antes, nunca lhe incomodou. Por vezes até considerava divertido dizer a quem pertencia uma ovelha ou galinha fujona, ou ordenar que os limites de uma cerca fossem reavaliados, mas naquela tarde tal pedido o impacientou.

Evidente que não descontaria seus dissabores em dois homens alheios ao seu problema, mas não pôde evitar a rispidez que endurecia sua voz.

– Diga o senhor o que prefere – falou para o verdureiro. – Esperar por um pagamento que talvez não venha ou ter sua carroça de volta.

– Prefiro ter minha carroça de volta, milord. Porque assim...

– Muito bem! – cortou-o, voltando sua atenção ao inadimplente que o olhava entristecido. – Quanto ao senhor, devolva a bendita carroça ainda hoje.

– Assim farei milord – aquiesceu resignado.

– É o que espero. E lhe digo que seu negócio não será prejudicado. Antes de ir embora, siga Beni, esse meu criado. Se não me engano há duas velhas carroças esquecidas atrás do estábulo. Se uma delas lhe servir, providenciarei que seja recuperada e entregue ao senhor para que possa transportar seus jarros.

Edward queria somente resolver a questão sem demoras, então o desconcertou receber a torrente de agradecimentos comovidos. Tanto que logo se retirou, deixando os senhores na companhia de Beni; este incumbido de registrar nome e endereço do artesão.

De volta ao andar superior, Edward seguiu diretamente ao quarto de sua noiva, somente para vê-la adormecida. Depois que lhe tirou o cabelo que lhe cobria o rosto, admirou-lhe um instante, e saiu; tinha um encontro a promover.

Embry se mostrou animado em conhecer os primos depois que lhe dissipou a preocupação por não ter sido novamente visitado pela mãe.

– Por certo ela virá antes que vá dormir – comentou confiante. Foi o que bastou para que o menino saltasse do sofá, muito disposto a encontrar outras crianças.

– Eles se chamam John e Lionel – Embry comentou enquanto seguiam pelo corredor. – Vovó me disse.

– É como se chamam – confirmou. – Lionel tem cinco anos e John, três.

– Sou mais velho – orgulhou-se, contudo, diante dos primos, Embry não expôs sua supremacia etária. Primeiro houve o súbito acanhamento e até mesmo um olhar ressentido para Nero: que flagrou de patas para ar.

Logo, porém, ao se tornar o centro das atenções, Embry sorriu para os primos e para a nova tia, esta apenas o cumprimentou e o observou de longe, ao lado do irmão.

– Quando não estão aqui, ele fica comigo. Segue-me aonde eu for – Embry contou aos meninos, referindo-se a Nero.

– Temos muitos cachorros em nosso castelo, e mamãe não os deixa ir até nosso quarto – queixou-se Lionel.

– Sabia que hoje ganhei um potro? Potro é filhote de cavalo – Embry explicou didático. – Ele ainda não nasceu. Está crescendo na barriga da Palomino.

– Eu tenho um pônei – o primo comentou, não parecendo muito interessado em potros dentro de barrigas. – John ainda não tem porque é muito pequeno.

Embry maneou a cabeça, olhando para o primo menor com compaixão antes de voltar a brincar com Nero.

– Ele se parece muito com você – Rosalie comentou com Edward, sem deixar de analisar o menino. – Se havia resistência de minha parte em aceitar sua ligação com ela, esta findou.

– Embry é meu filho!

Ele repetiria sua verdade quantas vezes fosse preciso; jamais diria o contrário.

– Edward! Não está me ouvindo?

A voz da baronesa trouxe o barão de volta à mesa do jantar. Ela era sua única companhia aquela noite.

– Perdoe-me – pediu ele, sorrindo-lhe levemente. – O que dizia?

– Comentava nossa tarde... Não queria expor minha queixa, mas sabe que foi deselegante não retornar à Sala Rosa.

– Essas visitas, geralmente, são para a senhora. E também não vi razão em voltar quando sabia que seria sabatinado por Lady Tanya.

Ao se calar Edward esperou pelo comentário que não veio.

– Não vai contradizer-me? – indagou com estranheza.

A baronesa tomou um gole de água, então um gole de vinho, secou os cantos da boca antes de responder, sempre a olhar a trama da toalha que cobria a mesa.

– Se foi este o motivo para não voltar, não tenho como contestá-lo – a baronesa disse por fim. – Entendo que Tanya se sinta humilhada, e até que espere alguma explicação, contudo, não que lhe cobre. E se decidisse fazê-lo que fosse em particular. Chocou-me a forma como ela o interpelou abertamente diante de Alice. Acredito que faria o mesmo na presença do conde. E...

– Prossiga – Edward a encorajou, interessado nas opiniões contrárias de sua mãe quanto à pretendente preferida.

– Não gostei de como Tanya sugeriu que você tratasse meu neto... Como se Embry fosse um leproso ou proscrito, indigno de nosso amor.

– Por isso optei por ficar longe. Estou tranquilo de que a senhora soube entretê-los até que partissem.

– Foi penoso ouvir as lamúrias de Tanya que sir Carlisle nunca conseguiu calar, mas sobrevivemos; Alice e eu. Espero recebê-la de mais bom humor na próxima visita.

– Oremos! – Edward sugeriu; rogando intimamente para que a jovem não se animasse a novas visitas.

– E...

– Sim?

– Como está a mocinha?

Edward considerou não ter entendido então encarou a mãe interrogativamente. Esta revirou os olhos e bufou aborrecida.

– Não me olhe como se tivesse surgido um olho no meio de minha testa! A criatura desmaiou e desde então está no quarto.

O filho nada disse, levando-a a novamente bufar, desta vez com enfado.

– Ah, já disse para não me olhar assim. Não há novidade! Não pense que me compadeço. Eu apenas me pergunto se carrega algo contagioso.

– Isabella não está doente – Edward retrucou, ocultando um sorriso satisfeito; aquele era o segundo deslize da mãe. – O dia foi emocionante, apenas isso. Obrigado por se preocupar.

– Eu não me preocupo, apenas resigno-me! – replicou. – Confesso que alimentei a esperança deste noivado findar quando ela o desobedeceu, levando meu neto sabe-se lá para onde, mas não foi assim... Agora suas irmãs estão envolvidas, nossos amigos mais íntimos já sabem, então...

Sorrindo satisfeito, Edward segurou a mão de sua mãe e a apertou afetuosamente.

– Obrigado!

– Não me agradeça! – a baronesa recolheu a mão, desconcertada. – E como já lhe pedi não me olhe como se algo grande tivesse acontecido.

Aconteceu, Edward a contradisse em pensamento, voltando a ocultar seu sorriso. Deixaria que as mudanças, naturais em todas as relações, seguissem seu curso.

A partir dali comeram em silêncio. Lady Elizabeth se recolheu logo depois de terminado o jantar. Edward gostaria de lhe seguir o exemplo, mas não poderia. O quarto para o qual desejava ir estaria vazio àquela hora, então resolveu se ocupar degustando um charuto até que pudesse finalmente subir.

Edward deu à Isabella uma hora para estar com Embry. Caso os encontrasse juntos, far-lhes-ia companhia, contudo, ao abrir a porta do cômodo lentamente, descobriu que o menino dormia tendo somente a companhia de Nero. Parecia tão inocente e sereno que foi impossível não ir até ele para lhe tocar os cabelos castanhos.

– Durma bem – murmurou antes de deixá-lo.

Ansioso por finalmente estar com sua noiva marchou em passos largos pelo corredor. No quarto, não a viu em parte alguma, mas imediatamente soube onde encontrá-la. Com isso trancou a porta atrás de si e seguiu até a passagem que ligava os quartos.

Isabella se mantinha recostada à janela, olhando a noite. Os cabelos negros estavam soltos, contrastando com a camisola branca. Para Edward aquela era uma das imagens mais bonitas que guardaria dela.

Caso possuísse alguma veia artística, eternizá-la-ia naquele instante; efêmera.

O desejo premente era ir até ela para tomá-la em seus braços, no entanto, não soube como fazê-lo. Isabella parecia pensar da mesma forma, pois sequer se moveu depois de se voltar para olhá-lo.

– Esperei-a para o jantar – disse ele, começando a desabotoar o casaco.

– Eu quis cumprir minha palavra, mas não pude. Entenderei se estiver aborrecido.

– Não estou – assegurou ao retirar o casaco. – Hoje, tudo é justificado. Você está bem?

– Estou recuperada do desmaio, se é o que deseja saber.

Isabella, ao relancear o olhar para Edward ao abraçar o próprio corpo, indicou a ele que a semana distante de fato os afastou. Os acontecimentos ao longo do dia somente agravaram a situação. Isabella parecia arredia.

Edward por sua vez, perdoou-a completamente, ansiou estar com ela, porém, agora, não sabia sequer como se mover: optou por continuar a se trocar.

Enquanto desabotoava a camisa, após retirar a gravata e o colete, falou:

– Folgo em saber. Mas também me refiro ao seu encontro com Rosalie. Eu não deveria tê-las deixado sozinhas como ela me pediu.

– Permita que lhe ajude – Isabella pediu ao vê-lo se sentar para retirar os sapatos. A tensão que pairava entre eles era estranha e deveria ser dissipada, ela determinou. Tomou o silêncio do barão como aceitação, então, ao ir até ele retomou o assunto: – Estar conosco nada mudaria. Não impediria de acontecer o que eu previa. Rosalie está magoada comigo e considera ter razão.

Entender o desejo de Isabella não significava que fosse atendê-la.

– Acredite! – disse depois que ela lhe retirou os sapatos. – Compadece-me vê-las entristecidas, ainda assim não posso consentir que mude nossa versão.

– Seria somente para Rosalie...

– Não! – ao negar, Edward se levantou. – Ninguém, nem mesmo Rosalie há de saber a verdade. Se abrirmos uma exceção, logo surgirá outra e mais outra... Para ela e para todos, Embry é meu filho!

– Então serei odiada para sempre.

– Impossível! Venha. Levante-se. – Edward pediu já a erguê-la. Segurando-lhe o queixo, obrigou-a a encará-lo. – Lembre-se, falamos de Rosalie. Como disse, ela está magoada. Caso tenha sido dura foi somente porque ainda a ama na mesma medida.

– Seria isso?

– Por certo – Edward assegurou, animando-se ao ver surgir um sorriso. Para encorajá-la, acrescentou: – Hoje travamos duas das batalhas que estão por vir. Se nos rendermos ao primeiro obstáculo, como sairemos vencedores da guerra?

Isabella aceitou as palavras do noivo e se recriminou por facilmente esmorecer. Pediu que Edward estivesse ao lado dela, porém, e ela? Onde estava em relação a ele?

– Perdoe minha fraqueza – pediu, esboçando um tímido sorriso. – Serei forte e enquanto lutamos, esperarei ansiosa pelo perdão de Rosalie.

– É este o espírito! E tenha certeza de que este virá – encorajou-a, já um tanto disperso por inalar o odor de jasmim que desprendia dela. – Deixe o tempo agir, Bella, arrefecendo toda a mágoa, dissipando a surpresa, e logo tudo será como antes. Ou até mesmo, melhor!

Muito consciente da proximidade do barão, resignada quanto a sua situação com Rosalie, Isabella ateve-se ao assunto anterior; uma das razões que a levou àquele quarto. Afinal, Edward deixou a porta destrancada para que finalmente conversassem.

– Já que citou os benefícios trazidos pelo tempo – sussurrou –, posso saber como este agiu em você?

Edward escrutinou os olhos negros, brilhantes a luz amarelada vinda da lareira, antes de sinceramente respondê-la:

– No que se refere a nós, o tempo dissipou a raiva que eu sentia, mas não calou minha queixa. Estou ainda decepcionado com sua desobediência e temo que minha confiança esteja permanentemente abalada.

– Não diga isso, por favor! Errei, assumo. Mas não voltarei a fazê-lo. Reconheço sua autoridade e compreendo seu medo quanto ao que poderia ter me acontecido, pois o senti em relação ao Embry quando tudo se deu. Se eu o perdesse...

– Compreender meu medo é ainda mais importante do que me ser obediente. – agitando-a levemente pelos ombros indagou roucamente. – Pense o que seria de mim se perdesse os dois?

– Não pensei que algo semelhante pudesse acontecer – justificou-se, pois não tinha a resposta. – Eu deveria ter seguido com o combinado, mas não tive coragem de negar o pedido de Embry. Eu tentei lhe pedir permissão, e não pude. Não dormiu comigo naquela noite e pela manhã saiu sem me escutar.

– Um infeliz imprevisto! – ciciou o barão, soltando-a. – Não falemos mais sobre isso. A partir de agora, caberá a você restaurar minha confiança.

– É o que farei! Não terá novas queixas – Isabella assegurou. Mal ocultando seu contentamento.

Sim, havia ainda a preocupação com Sam, contudo Isabella não traria à luz nada que estragasse a reconciliação. Continuaria a crer que o amigo estivesse bem, afinal, nenhum recado que contrariasse seu pensamento lhe foi entregue.

– É o que espero – disse Edward, apreciando a promessa tanto quanto o sorriso que fazia formigar seu corpo.

– Confie! – ela pediu. – Jamais farei nada que o afaste novamente. Esta foi uma semana horrível, my lord.

– Igualmente para mim – ele garantiu, invertendo a posição das mãos para prender as dela. – Também errei ficando distante.

– Depois do que fiz, foi justificado – gracejou, imitando-o. – E parece que você e Embry ficaram próximos, então não foi de todo ruim.

– Se levarmos isso em consideração, não foi.

– Embry parece feliz. Gostaria de ter estado com ele novamente, mas quando fui vê-lo depois do jantar, encontrei-o dormindo. Estive aqui desde então.

– Se soubesse teria vindo o quanto antes – disse Edward, acariciando-lhe a bochecha, nada satisfeito com o tempo perdido. Com um suspiro, comentou: – O dia de Embry foi cheio de novidades. É natural que estivesse cansado.

– Foi o que pensei. O dia foi cansativo para todos... Agora que tudo está bem entre nós, talvez deva voltar ao meu quarto e deixá-lo descansar – não era o que queria, mas lhe pareceu o certo.

A sugestão abalou o barão como se a moça lhe tivesse voltado às costas e de fato partido, levando seu frescor, sua beleza, seu perfume; sua renovada determinação.

– Não estou cansado – assegurou ao contê-la fortemente pela nuca, sob a cascata de cabelos negros. – Você está? Prefere dormir sozinha?

– Não, evidente que não – Como poderia se padeceu com a solidão todas as noites dos últimos dias? Perguntou-se, estremecendo ante a firmeza aflita de seu noivo. – Você me desacostumou a ficar só. Mal dormi essa semana, my lord...

– Nem eu tampouco, Bella. Nem eu tampouco – Edward admitiu antes de eliminar a distância entre as bocas.

Isabella exalou um suspiro surpreso, e não hesitou em enlaçar o barão pelo pescoço, aproximando seu corpo ao dele, finalmente se deixando inebriar pelo odor de tabaco.

Movido pela falta sentida, Edward invadiu-lhe os lábios com sua língua, ansioso por capturar a dela para que o beijo se tornasse profundo, apaixonado.

Igualmente necessitava senti-la, então, sem receio, com uma das mãos apertou-a contra seu quadril. Com a outra lhe alcançou o seio e o apertou sem muito cuidado por sobre o tecido da camisola.

Impossível não se excitar ao sentir o corpo másculo e quente do barão reagir ao dela. A dureza pujante somada às noites de abstinência transformou o desejo em dolorida experiência.

– Edward – murmurou lânguida ao ter a boca liberada para receber um beijo na curva de seu pescoço. – Seria inapropriado dizer abertamente o quanto preciso que esteja em mim?

– Seria – a voz soou gutural pela grave rouquidão –, se dissesse tal indecência publicamente, não para mim.

Isabella sorriu em meio a um gemido. Incontinente arfou, pois foi erguida sem aviso e carregada até a cama. No entanto não foi deitada. Antes Edward a depositou no chão e, apressadamente retirou-lhe a camisola.

– Oh, my lady... – gemeu ao descobri-la nua. – Vieste pronta para mim!

– Queria seduzi-lo para nos conciliar – admitiu, acariciando-lhe o peito. – Porém não o encontrei e sua demora levou minha coragem...

– Faça-o agora – demandou, abrindo os braços diante dela.

Isabella hesitou apenas um instante, aturdida pelo arrebatamento anterior e a própria declaração.

Logo, porém, ela escorregou as mãos que acariciavam o peito do barão até seu pescoço, entrelaçou os dedos nos cabelos da nuca e lhe baixou o rosto, atraindo-o para um novo beijo.

Refrear-se era preciso. Foi o que determinou o barão ante a vontade quase animalesca de atirar a noiva sobre sua cama para aplacar sem demora o evidente e dolorido desejo.

Isabella, forte em muitos aspectos, porém fragilizada pelas emoções, deveria ser tratada com maior cuidado. Contudo, ele deveria prever que qualquer carinho, o mais leve que fosse somente inflamaria sua paixão.

Edward não pôde conter um audível gemido ao ter seu peito beijado enquanto mãos ansiosas livravam-no de sua calça. Arfante recebeu o delicado carinho em sua hombridade túmida, e conteve o ar completamente ao ver Isabella ajoelhar-se para acarinhá-lo também com seus lábios.

– Bella... – sussurrou num exalar, estremecendo ao ter seu membro acolhido pela boca morna e macia. – Não...

A fraca negativa do barão incitou sua noiva a prosseguir. Estava de fato disposta a seduzi-lo, agradando-o como fosse possível. Como merecido depois de todo dissabor que lhe causou.

Não negava ser uma arrependida um tanto embusteira, pois contentá-lo daquela forma dava a ela infinito prazer. Ardia, e estava decidida a ir até o fim, porém Edward se mostrou não disposto a esperar mais. Ansioso e trêmulo afastou a noiva para em seguida, finalmente, derrubá-la em sua cama.

O tempo distante foi aquele no qual Edward se livrou da calça, da ceroula e de suas meias. Lindo aos olhos de Isabella que envaidecida pela evidente admiração que via nos olhos azuis, igualmente não deixou de apreciá-lo.

My lord... – soprou e abraçou-se a ele ao ser possuída; considerando-se uma tola por se enciumar.

Edward era de fato seu. Confirmava o pensamento na forma urgente como se movia nela, gemendo aflito, sussurrando-lhe o nome entre palavras de carinho. Beijando-a ou apertando-lhe os seios, provocando dor e desejo na mesma medida até que os livrasse da agonia. Em entendimento mútuo calaram-se num beijo, enquanto estremeciam abalados pelo gozo.

– Senti-lhe tanto a falta – Isabella comentou quando foi acomodada sobre o peito ainda agitado do barão. – Poderia pedir que não me deixasse sozinha outra vez?

– Segundo o que me disse, não haverá motivos – disse ele, acariciando-lhe as costas, encarando-a com seriedade. – Não foi agradável para mim tampouco. Raramente dormi, mas era necessário. Conheço-me o suficiente para saber ser acertado evitar uma briga.

– Quando brigamos resolvemos nossos problemas de imediato – retrucou ela, disfarçando a rebeldia ao traçar desenhos aleatórios entre os pelos do peito largo.

– Ou agravamos o problema, dizendo algo que muitas vezes não pensamos nem sentimos de fato e que somente magoaria ao outro – replicou o barão.

– Não tinha pensado desta forma... Perdoe-me por insistir.

– Esqueça! Não tornarei a dizer que não a conheço, mas não posso negar sua pouca experiência. Especialmente ao que se refere aos relacionamentos.

– Fala como se os colecionasse aos montes! – Sim, ela sempre seria uma tola ciumenta.

– Falo de todos os relacionamentos, não somente os amorosos. Esteve reclusa naquela “casa” por muito tempo. Com sir Carlisle, Angela e Sam a paparicá-la sempre que possível par aplacar o horror de sua condição. É madura em muitos aspectos, mas completamente inexperiente nos demais.

– Não tenho como contestá-lo – Isabella se acomodou melhor sobre o corpo de Edward, sem desviar a atenção dos olhos azuis. Aquela era sua chance. – Eles me mimavam sempre que possível, exatamente por isso me são tão caros... Não quero aborrecê-lo, mas... Também não faz ideia do quanto padeci essa semana por não ter notícias. Se eu pudesse...

– Não! – Edward negou veemente antes que ela concluísse, segurando-lhe os dedos que ainda o tentavam. – Se cogita voltar àquele lugar, esqueça! E não subestime meu conhecimento sobre o que lhe aflige. Como prova, enviei Jacob ao Jardim durante a semana para ter notícias de Sam.

– Edward?!... – arfou surpresa, mal disfarçando sua alegria. – E como está Sam?

– Passa muito bem! – Edward anunciou um tanto contrariado por tamanho entusiasmo; preferia que os laços não fossem tão intricados. – Despertou na manhã seguinte e ficou livre da febre no mesmo dia. Desde então está em repouso.

– Graças ao bom Deus!

– Uma vez que parece impossível sairmos desse assunto – a contrariedade lhe endurecia a voz –, devo dizê-la que o traste, intitulado sir Laurent, cumpriu com sua palavra, forjando uma briga entre seus criados na qual um deles terminou morto.

A notícia trouxe imenso alívio para a moça, e ela não se atreveu a comentá-la. Tencionando demonstrar que Hunt não era importante, manteve-se no tema anterior.

– Rogo para que Sam logo se recupere.

– Quando acontecer meu oferecimento estará de pé. Caso Sam queira vir para Apple White, será bem-vindo. Agora, como pedi... Esqueça! Deixemos o que passou no passado e falemos de eventos recentes – determinou, correndo os dedos ao longo das bochechas coradas. – Posso dizer o quanto a considerei bela esta manhã?

– Eu estava tão nervosa... – melhor seria não forçá-lo. – Espero que no fundo, tenha causado boa impressão.

– Para mulheres como Alice, Rosalie ou minha mãe, não é sua aparência que conta, sim, sua origem... Bem – sorriu de súbito, matreiro –, talvez para a senhorita Cullen sua beleza seja também um ultraje.

– Confirmou ao voltar para a sala? – Isabella indagou, afastando-se ressentida.

– Isso não é importante! – Edward aproveitou o distanciamento para deixar a cama, causando estranheza.

Ignorando o olhar inquiridor, vestiu a ceroula e foi até o móvel onde guardava seus pertences de valor. Depois de retirar o que queria de uma das gavetas, voltou, ocultando a mão em suas costas.

– Agora que está sob minha responsabilidade – ele começou, sentando-se ao lado da noiva que, por frio ou recato, havia escorregado para baixo das cobertas –, considero válido também poder mimá-la. Feche os olhos!

Com a curiosidade arrefecendo o ciúme, Isabella o obedeceu e esperou. Estremeceu ao sentir o toque frio do metal em seu colo quando Edward depositou um colar ao redor de seu pescoço. Entre apreensiva e ansiosa, esperou que ele concluísse o laço em sua nuca para prendê-lo no lugar.

– Olhe agora! – novamente ordenou.

Isabella o atendeu e antes de baixar o olhar, distraiu-se com o brilho satisfeito dos olhos cerúleos do barão. Ante o claro contentamento, seu receio natural ao ganhar presentes minguou. E esvaiu-se completamente ao avistar o largo colar, formado por várias flores compostas de pedras azuis.

– Edward... – balbuciou. A beleza da jóia lhe tirou o fôlego e as palavras. – Não... Não deveria...

– Não se atreva a negar! – ordenou o barão já a puxar a coberta lentamente para exibir todo o peito ornado com o colar de diamantes azuis. – Ele pertenceu a minha avó e me foi dado para que presenteasse minha esposa. Considere o primeiro de muitos! Agora, fique parada para que eu veja como ficou.

Nem se quisesse Isabella se moveria. Reconhecia o valor do colar, financeiro e afetivo, e mesmo o aceitando de bom coração, foi inevitável não se sentir uma intrusa. O que Lady Sheldon diria caso soubesse que suas jóias seriam dadas a uma...

– Está linda!

O elogio era direcionado ao adorno, porém Edward acariciou o bico de um seio, interrompendo assim o pensamento inoportuno de Isabella. Há alguns dias aquela parte diminuta de seu corpo se encontrava muito sensível. E talvez, pelos carinhos recentes, nada gentis, seus mamilos se encontravam doloridos.

Inusitado que, em vez de incomodá-la, a sensação era absurdamente prazerosa.

– Minha cansada borboleta merece um jardim de diamantes para enfeitá-la – disse Edward, enlevado, esquecido de seu próprio ciúme, da separação, de sua família; acariciando sempre os picos cada vez mais eriçados, excitando-se. – Aprecio sua simplicidade, mas gostei mais de vê-la enfeitada. Pedirei que evite usar as joias que possui, pois não quero ser forçado a lembrar sua procedência, mas valha-se sempre das que lhe darei.

– Edward... – suspirou ao assisti-lo se curvar e rolar o pico dolorido de seu seio na ponta da língua.

– Não resista – pediu rouco antes de abocanhar a porção que tentadoramente provocava.

Resistir? Ela nem ao menos sabia o que pensar, somente sentia as ondas de calor que a aqueciam, excitando-a mais. Lembrava-se apenas de que na lição anterior, deveria ser ela a agradecer pelo presente, não ser adulada ao recebê-lo. Mas quem comentaria a inversão?

– O-obrigada... – disse tardiamente, contendo o ar ao ter outro seio provado. – Será como pede, my lord...

Isabella não foi ouvida. Edward havia se perdido em seus pensamentos e vontades, em sua nova fome e desejo. Queria de fato mimá-la, agradá-la, completando todos os espaços. Como não poderia fazer dela sua prisioneira, fortaleceria as marras afetivas para que somente ele lhe bastasse.

Rendendo-se ao noivo, Isabella livrou-se da coberta para receber todos os carinhos que pudesse ter, rompendo sua tórrida dispersão para agradecer o fato de toda tensão vivida ao longo do dia, da semana, ter se esvaído.

Estavam novamente juntos! No quarto onde antes se amaram intensamente. Que viessem todas as batalhas.

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado, que a espera tenha valido a pena... Nos vemos em breve. Bjus amores... Se cuidem, fiquem com Deus!