Boone's Revenge
1 Capítulo 1
Notas iniciais
— As informações preliminares são de que a legião tomou o controle da barragem e as forças da NCR em nevada foram gravemente reduzidas — A voz familiar do locutor, Mr New Vegas, sai de um pequeno rádio e ecoa pelo local, uma cabana baixa aparentemente construída às pressas e com poucos equipamentos, um telhado de metal esburacado e caindo aos pedaços protege o local contra a luz quente do sol da melhor forma que consegue. Um rifle de caça com seu cano apoiado em sacos de areia na cabana aponta diretamente para um acampamento da legião a um quilômetro de distância do local, a bandeira vermelha do touro balança com o vento refrescante que vem da direção do rio colorado e trás o cheiro do sangue dos crucificados até a cabana, a luz do sol reflete na mira de vidro do rifle que é segurado por um homem portando uma boina vermelha, seu olho esquerdo fechado e seu direito aberto na mira lhe permitindo observar todo o acampamento.
— Mas deixando os rumores e a batalha para os soldados aqui está uma musica que eu pessoalmente adoro, Johnny guitar... — A voz desaparece no rádio e uma melodia de violão começa a tocar, a musica triste e calma preenche quietamente o local enquanto o sniper tenta se concentrar, a luz no seu rosto faz uma gota de suor descer de sua testa e pingar no chão, em sua mira é possível ver o posto de controle do acampamento, uma janela transparente dá diretamente para o local, um quarto/escritório quase vazio. Um tenente legionário alto e bem equipado permanece sentado em uma cadeira escrevendo algo nos papéis sobre sua mesa, a mira do rifle permanece observando sua nuca e o sniper espera, apenas observando como se estivesse aguardando algo.
Após alguns minutos um som alto e grave vem do céu e uma sombra no formato de um pássaro de metal cobre o acampamento, um avião de bombardeio dos Boomers sobrevoa o local vindo diretamente da batalha de Hoover Dam. O som alto do avião camufla perfeitamente o som do rifle que tem seu gatilho apertado rapidamente e solta uma bala que corta o ar e sobrevoa a distância entre a cabana e o acampamento rapidamente acertando a janela do centro de comando e invadindo o local acertando a nuca do tenente que cai morto com seu rosto na mesa. O atirador rapidamente puxa o ferrolho do rifle e o mira em outro legionário, um homem de pé em uma jangada de madeira no rio, com um rápido aperto do gatilho o homem é rapidamente acertado na cabeça e cai na água afundando no rio. Ainda aproveitando o som do avião o atirador faz mais 3 tiros matando outros legionários no acampamento.
Após os tiros o soldado se levanta colocando o rifle pendurado em sua costas, apoiando sua mochila pela alça no ombro e ajustando seus óculos escuros. Boone então acende um cigarro e o coloca na boca pulando por cima dos sacos de areia e correndo na direção do acampamento, enquanto corre o mesmo desce o morro onde estava a cabana e se direciona ao campo de pessoas crucificadas. O tal se abaixa na frente de uma cruz e observa um dos soldados que passa brevemente a sua direita, o cheiro de sangue e gente morta além dos sons de gemidos de dor preenchem o ar e com um rápido movimento Boone se aproxima do soldado retirando uma faca de combate de sua mochila e aloja a lâmina no pescoço do legionário que tenta coloca suas mãos no pescoço mas perde suas forças e após ter a lâmina arrancada de seu pescoço o recruta cai no chão sem mais nenhuma reação.
Após matar o soldado, Boone avança na direção de uma colina adjacente ao acampamento onde uma pilha de barris radioativos permanece — Sabia que ainda estavam aqui... — Boone diz observando o acampamento logo a baixo e colocando seu pé no barril de suporte da pilha lhe dá um empurrão fazendo todos caírem rolando até o acampamento. Alguns barris caem na água poluindo-a em volta enquanto outros se abrem ao acertar as paredes e os soldados liberando a gosma verde e radioativa que queima o que e quem acerta.
— Lá em cima da montanha, aquele degenerado que derrubou os barris — Um dos soldados grita e corre na direção de Boone arremessando uma lança na direção do tal mas acaba errando, enquanto isso Boone avança passando pelo campos de crucificados e saca uma 9mm que usa para atirar nos soldados. Três soldados avançam mas um é acertado com o tiro no pescoço, seu sangue jorra por alguns segundos e enquanto tenta puxar o ar o soldado se engasga no próprio sangue colapsando no solo enquanto os outros avançam, as balas de Boone continuam voando quando uma lança é arremessada em sua direção e por pura sorte acaba passando a centímetros de seu rosto e caindo no solo — Peguem esse desgraçado — Os legionários avançam e o sniper corre até uma pedra adjacente e quando circula a mesma é acertado de surpresa por um soco vindo de um dos guardas que o esperava.
— Maldito soldado, vou te esmagar como a legião esmagou seus amigos — O guarda diz e avança na direção de Boone sacando um facão e fazendo um golpe rápido em direção ao seu rosto mas sabendo como os legionários jogam sujo Boone rapidamente se abaixa sacando novamente sua faca e tentando aloja-la no estômago do guarda que tenta agarra-la mas acaba tendo sua mãos cortada e sua barriga apunhalada pelo golpe. O legionário franze o rosto com a dor do golpe e dá um grito — Aaah, seu maldito traiçoeiro — ele gira o facão na mão e o avança na direção de Boone que se levanta rapidamente agarrando o braço do oponente com sua mão livre e lhe acertando uma cabeçada no nariz o quebrando e fazendo o sangue derramar sobre o chão. Abaixando forçadamente a mão equipada com o facão do guarda Boone aperta seu pulso e o faz soltar a arma e logo em seguida usa a faca que estava encravada no estômago do tal para lhe esfaquear repetidamente até que o sangue sai de sua boca.
Os outros dois soldado que perseguiam Boone aparecem e se deparando com seu companheiro que agora cai morto ficam paralisados por alguns segundos permitindo que Boone se afaste um pouco e novamente saque sua arma atirando repetidamente nos soldados e os acertando gravemente fazendo ambos caírem no chão. Com o acampamento repleto de lixo tóxico o ar começa a ficar turvo e verde, o odor corrosivo e podre invade as narinas de Boone e preenche seus pulmões o fazendo tossir incontrolavelmente. O som de gritos no acampamento é substituído pela tosse e pelos sons de passos dos inimigos que correm freneticamente para se distanciarem do local, Boone também aproveita da comoção para equipar seu rifle e corre para a saída do acampamento se agachando e usando seu rifle para campear os soldados fugitivos matando o máximo que consegue. — Fujam seus covardes! Cottonwood Cove não pertence mais a vocês! — Boone grita vendo os inimigos correrem e por alguns segundos o ar corrosivo do ambiente não o incomoda mais, ele colapsa no solo ajoelhado, o sol e a tensão além da raiva contra o mensageiro domina seu corpo, sua mente corre e pensamentos sombrios sobre toda a situação se passam em sua cabeça, toda aquela luta, o sangue derramado e a destruição de Cottonwood Cove, tudo parecia perdido e desnecessário. Se levantando o tal sai do acampamento destruído com a cabeça baixa. — O Mojave morreu hoje e se eu continuar aqui vou morrer igual a ele.
O sol ardente queima as areias do deserto e mais um dia se passa naquela terra maldita de ninguem.
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