Bonheur

3 Soeur Jumelle


— Como é que é? — dizia uma morena incrédula, com os olhos mais arregalados do que jamais estiveram.

Félix conhecia Emma muito bem, e Bridgette melhor ainda. Ambos sabiam que ela não reagiria nada bem à notícia da vinda de um bebê, principalmente pelo fato do pai desse bebê ser Félix, e que as coisas se tornariam cada vez mais difíceis a partir dali.

— Mana... — uma outra voz se pronunciava. Era Louis, de boca aberta. Passaram-se alguns segundos, sem ninguém dizer nada, até que o filho do meio resolvera falar o que se passava em seus pensamentos. — mana, eu estou realmente surpreso... — ele olhou para Félix. — vocês irão viver juntos?

— Sim. Irei cuidar disso logo, logo. — Félix respondeu, tentando não parecer surpreso pela maturidade de um menino que ainda iria completar treze anos.

— Então, se vocês vão viver juntos, e estão felizes, eu estou feliz por vocês dois. — Louis sorriu, com sua gentileza costumeira.

— Feliz? — Emma quebrou o clima singelo que havia se formado, falando alto. — eu não estou nem um pouco feliz! — Emma se levantou do sofá com raiva, fitando Brid e Félix. — como você pôde fazer uma besteira dessas, Brid?! E ainda mais com esse frutinha de terno aí!

Uma veia saltou na testa de Félix. Se havia alguém que lhe tirava a paciência, esse alguém era Emma Agreste, sem sombra de dúvidas.

Entretanto, antes que ele retrucasse, Bridgette se levantou bruscamente, ficando cara a cara com Emma.

— Chega, Emma! — falou no mesmo tom que a irmã gêmea, surpreendo à todos. — eu entendo que esteja irritada, mas não vou aceitar que fique ofendendo o Félix!

— O que?! Vai defendê-lo?! — Emma se revoltou, misturando a surpresa com ainda mais raiva, respondeu: — eu só quero o seu bem, Bridgette! Você está fazendo besteira!

— Não estou!! — Bridgette gritou de volta, se segurando para não chorar. Queria parecer forte, e Félix percebera isso. — eu já estou cansada de você me tratar como se eu fosse uma criança que não sabe de nada! Pois quer saber de uma coisa? — Bridgette se levantou, pegou seu cachecol e se dirigiu a porta, puxando Félix pelo braço. — eu vou ficar com o Félix, sim! Porque é isso que meu coração quer, e é isso que eu quero!

*PAF!*

A porta da sala da casa dos Agreste foi fechada com toda a força possível.

— Então tá! Que se fodam vocês dois! — Emma respondeu fervendo de raiva, e saíra pisando forte no chão em direção ao seu quarto.

Ao se deparar sozinho na sala vazia, Louis suspirou.

— Isso não vai prestar...

(...)

Desde então, as coisas foram acontecendo, os meses foram passando, e logo Bridgette e Félix compraram uma casa. Era uma casa grande e bem bonita, e também bem espaçosa, que fora recomendada por Marinette e Adrien, já que ficava relativamente perto da casa do casal.

Bridgette já estava grávida de sete meses, sua barriga já estava bem grandinha e à mostra, já que a jovem mãe era pequena e magrinha.

— Mãe... *snif*Meu vestido não cabe em mim... *snif* — uma Bridgette chorando e totalmente bagunçada aparecera na enorme cozinha da casa do casal mais novo. — eu... Estou... Gorda...!!!

Todas as mulheres presentes na cozinha começaram a rir de Bridgette começaram a rir.

— Brid, você não está gorda. — Marinette não aguentou e soltou uma leve risada. — ele não entra por causa da sua barriga.

— Verdade, menina! Você está ótima! — Alya foi para perto de Bridgette e bagunçou seus cabelos. Bridgette olhou para ela, fungou e a abraçou, como se fosse uma criancinha que acabou de se machucar.

— Amor, onde eu coloco essas... — Adrien apareceu na cozinha, segurando várias caixas aparentemente pesadas. Ao ver sua filha com os olhos marejados, colocou as caixas no chão. — o que houve?!

— Não foi nada, Adrien. Não precisa se preocupar. — Alya falou, rindo levemente. Sem entender, Adrien olhou para Marinette.

— Coisas de mulheres. — Marinette piscou para Adrien, que pareceu ainda meio confuso.

— Alguém me ajuda a escolher uma roupa? *snif* — Bridgette pediu, secando as lágrimas.

— Eu vou com você, fi...-

Marinette fora interrompida por três crianças, que entraram na cozinha correndo com os pés sujos. Dentre eles havia Chaton e os dois filhos de Alya, o menino, Niko Lahiffe de oito anos, e Luka Lahiffe, a menina, de seis anos.

— O que?! — Alya olhou para aquilo enraivecida. — NINOOOO!!!

— O QUE FOI? O QUE FOI? O QUE FOI? — Nino correra pra cozinha assustado, parecia ter acabado de acordar.

Ao ver o olhar assustador de Alya, o homem pegara a crianças sujas e saíra rapidamente da cozinha. Adrien engoliu o seco, e fora atrás do amigo, provavelmente para limpar Chaton.

Estavam todos na casa de Bridgette e Félix, ajudando nos preparativos para o chá de bebê, pois Bridgette não estava se sentindo disposta para fazer isso, e não contratara ninguém para fazer o buffet ou a decoração pelo simples fato de querer fazer algo próprio seu.

Ainda era cedo. As mulheres, sendo lideradas por Sabine, faziam as comidas, e os homens ajudavam na decoração, sendo que Nino ficara responsável por olhar as crianças. Enfim, Marinette subiu com Bridgette, e logo veio à mente de Alya uma pergunta.

— Onde está o marido dela?

Todas se entreolharam, sem uma resposta.

— Bem... — Louise, a loira amiga de Marinette, quebrara o silêncio. — pelo o que eu conheço do Félix, deve estar trabalhando.

— Hoje? — agora foi a vez de Manon se pronunciar. — se fosse o meu marido, eu não gostaria!

— Ora, meninas. — disse Sabine. — Félix é um ótimo rapaz, provavelmente deve estar fazendo algo muito importante.

(...)

— Ai meu Deus, o Félix está traindo a Brid. — disse Emma, com os olhos arregalados.

Emma Agreste sabia mais do que ninguém que Félix não tinha amigos antes de Bridgette entrar na vida dele, e até os dias atuais ele se recusava a sair para fazer qualquer coisa com outras pessoas. Sempre dizia que era uma perda de tempo e que era melhor fazer algo produtivo como estudar.

E lá estava Félix, no maior clima romântico com uma menina no Café Saint Regis, bebendo algo quente e conversando com a ruiva misteriosa. Ela era bonita, e se portava com uma devida dama. Seu cabelo era bem liso, tinha uma franja reta, com os cabelos na altura dos ombros, com uma coloração escarlate. Seus olhos eram levemente puxados, lembrando os olhos de uma japonesa ou chinesa, e tinham um tom azul extremamente lindo.

Não dava para ouvir o que eles conversavam, mas ela parecia extremamente animada com a conversa.

— "Eu vou te seguir, Félix. Não vou deixar de desmascarar um traste como você. Eu sei bem como você é." — Emma pensou de cara fechada, vendo os dois se levantarem e deixarem o local.

Ao se levantarem, reparou ainda mais. A menina usava um yukata preto, com desenhos de flores de cerejeira, mais conhecidos como sakura.

Emma P.O.V

Tinha caroço nesse angu, e eu não tinha mais dúvidas do que o Félix estava fazendo: adultério. Eu nunca iria imaginar que esbarraria com uma situação dessas, enquanto passava perto da Catredal de Notre-Dame.

Ainda estou irritada com a minha irmã, mas mesmo assim eu ainda a amo. Eu quero o bem dela e por isso não apoio que ela fique com o Bennaci. Ele a machucou demais, e agora que se interessou por ela só quer brincar com ela para mais tarde arrumar uma patricinha nojenta e abandonar minha irmã com um bebê no colo.

Eles olharam uma loja de jóias. Não acreditei. Ele iria comprar uma jóia pra ela? Por um minuto, tentei me enganar, pensando que ele estava lá pensando em comprar algo para Bridgette. Para tirar a prova, entrei na loja devagar, tentando não ser notada, e abaixada fui chegando perto de onde eles estavam.

— Feri-kun, este está perfeito! — a garota disse, parecendo animada. A voz fina dela me deu nos nervos. — mas não acha meio caro? 669 Euros...

— Faço de tudo pela garota mais linda desse mundo. — ele respondeu naquele tom de sempre.

— Feri-kun, você é inkuruabure! — a menina vibrou, enquanto Félix dizia para a atendente que ia levar.

— Incroyable¹. — ele corrigiu enquanto mexia no molho de cartões em sua carteira.

— Ah, gomen! Não estou acostumada com o francês. A pronuncia é difícil.

Eles continuaram a conversar, enquanto ele resolvia os assuntos de dinheiro.

Eu estava com muita raiva. Como ele tinha coragem de sair para comprar um anel para outra garota no dia do chá de bebê do filho dele? Eu não estava acreditando naquilo. O ódio estava me consumindo.

Eu não sabia bem o que fazer. Ao ver que eles iriam sair, eu fui na frente e fiquei escorada num beco, esperando eles saírem.

— Olha só, mas que delícia temos aqui! — eu ouvi uma voz grossa vindo de trás de mim. Assim que me virei, havia um cara bombado muito feito me olhando. Ele parecia estar drogado ou algo do tipo, e fumava um cigarro. — parece ser riquinha... — ele me olhou de cima a baixo, e senti nojo. — vem se divertir comigo!

Ele pegou no meu braço, provavelmente para me conduzir para mais adentro do beco, que eu não havia reparado que era tão pequeno e escuro.

— Não! Me solta, seu escroto! — tentei me soltar dele, mas ele muito forte. Comecei a me debater e gritar, mas ele conseguiu segurar os meus dois braços e cada vez mais nos afastávamos da rua. Logo, me lembrei das aulas de karatê que havia tipo quando era pequena, e lhe dei um chute forte com a perna esquerda.

Eu acertei, e deu para perceber que o machuquei, entretanto, ele soltou meus braços e agarrou minha perna, irado de raiva, e com uma faca que ele tirou do além, fez um corte profundo em minha perna e me jogou no chão, fazendo eu me ralar toda.

Ele parecia com raiva pelo chute, e eu tinha certeza que ou ele iria me matar ali mesmo ou abusar de mim antes de me matar. Eu queria levantar, mas minha perna estava sangrando e doendo muito, sabia que não conseguiria fazer muita coisa.

O vi vindo para perto de mim, mas não consegui ver nitidamente pelo fatos das lágrimas nos meus olhos embaçarem minha visão. A única coisa que eu consegui perceber é que ele levantou a faca para me acertar.

E então, ouvi o barulho de um soco, seguido de um urro de dor. Abri meus olhos arregalada.

Era Félix, que acabara de dar um soco no estômago do homem, que sofria de dor pressionando a barriga. O Félix estava ofegante, e seus olhos pareciam ferver de ódio. Logo o homem se recompôs, e os dois começaram a lutar.

Depois quem se recompôs fui eu, e procurei a minha volta algo que pudesse ajudar. Logo que vi um vaso, não quis saber do que era feito, apenas me esforcei para ficar em pé, me aproximei e o acertei na cabeça, fazendo o homem desmaiar na mesma hora.

— Bennaci... — eu disse ofegante, olhando nos olhos dele. Ele, visivelmente cansado e ofegante, olhou para mim e disse:

— Vamos sair logo dessa droga de lugar.

(...)

Não fomos para o hospital. Uma notícia dessas num momento como esse iria ser ruim para todos, e só iria resultar no nome das famílias Agreste e Bennaci no jornal e na boca do povo novamente, sempre rondado de fofocas e boatos mentirosos.

Estávamos no apartamento da garota ruiva, que até agora o nome eu desconheço. Ela nos falou para entrar no carro e nos trouxe até o seu apartamento, que era perto dali. Nenhum de nós dissera uma palavra no caminho; era um silêncio tenso.

— Kohi²? — a menina ruiva parecia me oferecer algo. Como eu não respondi nada, ela percebeu que eu estava confusa. — ah, esqueci, é "café" em francês, certo? — assenti, e ela me serviu o café. Eu estava no quarto dela, que era bem fofo, e Félix provavelmente estava na sala.

— O Félix partiu para cima dele assim que ele viu que o cara ia me machucar? — perguntei fitando o chão.

— Sim... Eu levei um susto. — ela disse. — eu fiz curativos em você, mas não sei se ficou bom... Está sentindo dor? Você teve sorte de não precisar levar pontos na perna.

— Não está doendo muito. — respondi calmamente.

— Mas foi bom, não é? — a ruiva disse, e eu mais uma vez não entendi. — digo, Feri-kun estava ali por coincidência para te salvar. Parece coisa do destino!

Deixei de encarar o chão, e a olhei nos olhos.

— Qual é o seu nome?

— Meu nome é Kurtzberg Natsuki... — ela se curvou. — Oh não, desculpe, é Natsuki Kurtzberg. — ela se atrapalhou nas próprias palavras.

— Emma Agreste. — me curvei de volta, em respeito à sua cultura.

— Agreste?! — ela arregalou os olhos, visivelmente feliz, e pegou minhas duas mãos. — realmente, você é filha de Marinette Agreste e Adrien Agreste! Suge³! Os desenhos que sua mãe manda para nós são maravilhosos, mal posso esperar para conhecê-la. — ela sorriu.

Eu percebi logo que havia me equivocado. Nada do que eu especulei há umas horas atrás parecia fazer sentido, e percebi que tinha errado feio.

— Onde está o Félix? — indaguei.

— Ele está na sala, colocando gelo naquele olho. Ele não me deixou cuidar dos machucados dele...

Suspirei, me levantando e indo até a sala. Natsuki não me seguiu. Deve ter percebido que eu precisava de um pouco de privacidade com o meu cunhadinho.

— Félix? — o chamei. Ele, que estava sentado no sofá com segurando o gelo no olho, me fitou.

— Não vai me ofender ou me chamar pelo sobrenome? — ele ironizou, e pude perceber que era a primeira vez que o chamava pelo nome.

— Félix, quem é essa menina? — peguei a caixa de primeiros socorros e me sentei ao lado dele.

— É Natsuki Kurtzberg.

— Fala direito.

— ... — ele rodou os olhos, visivelmente impaciente. — ela é filha de Nathaniel Kurtzberg, que era um amigo da minha mãe que foi morar no Japão e virou um artista de mangá... Se não me engano, o termo é mangaká.

— Tá, mas o que isso importa? — perguntei limpando um pouco de sangue em seus machucados.

— Eu a conheço desde pequena porque minha mãe era muito fã do mangá do Sr. Kurtzberg, "Miraculous Ladybug" e manteve contato com ele. Mas enfim, ela veio morar aqui em Paris por um tempo.

— E por que estava comprando um anel de ouro pra ela?

— Como presumi, estava me espionando.

— Fala logo.

— Não é pra ela. É pra Bridgette.

— Bridgette? — arregalei os olhos.

— Sim.

— E por que ela estava testando?!

— Porque só duas pessoas que eu conheço tem o dedo do mesmo tamanho do da Brid, você e ela. Mas como você me odeia, sabia que não iria cooperar...AI! Toma cuidado com isso! — ele reclamou ao sentir o ardor do remédio. Me segurei para não rir.

— Você está um trapo. — falei analisando seus machucados.

— Culpa sua. Evite becos.

Suspirei. Queria apenas esquecer tudo.

— Sabe por que te odeio, Félix? — me levantei, ficando em pé na frente dele. — porque você fez minha irmã sofrer como ninguém conseguiu antes. Você não sabe como foi horrível pra mim ver ela alimentando esperanças de que, um dia, você aceitaria ir com ela ao cinema ou à um show! Ela sofreu bullying por causa disso, sabia? Ficavam zoando ela de trouxa por ser loucamente apaixonada por você, que só fazia recusá-la e dizer palavras frias.

— Eu sei.

— E eu, como irmã, não podia fazer nada, a não ser acariciar o cabelo dela enquanto ela chorava. Ao mesmo tempo, ela começou a ficar estranha, vivia na rua fazendo não sei o que e começou a falar sozinha do quarto com uma amiga imaginária chamada Tikki! Acredita nisso? E agora, do nada, junto com a notícia de que o causador de todos os problemas dela está namorando com ela, vem a notícia de um bebê?! Estou ao ponto de ficar louca!

— Emma.

Parei de gritar, e voltei a olhá-lo. Ele estava sério, e seu olhar estava diferente.

— Eu amo demais a sua irmã. — ele disse quase como um suspiro, expelindo todo o ar dos pulmões. — eu a prezo e protejo como se fosse uma boneca de porcelana, e protejo também tudo o que é importante pra ela com a minha vida.

De início não entendi, e depois percebi que ele falava de mim.

— Não a culpo por não gostar de mim. De fato, eu a machuquei muito e vou me torturar por isso todo dia... Mas ao mesmo tempo, Emma, eu vou fazê-la feliz todo dia para compensar, porque eu amo Bridgette Agreste.

Seus olhos azuis brilhavam. Dava para ver nitidamente que aquele brilho era pelo fato de estarmos falando de sua amada.

Eu estava envergonhada. Me sentindo a pessoa mais burra do universo.

— Tenho certeza que sim. — sorri abaixando a cabeça, tentando esconder meu rosto corado. — eu te aceitei, mas ainda vou implicar com você, engomadinho.

— Também vou, Roberta Pardo francesa.

Ambos rimos de canto.

Quem sabe dali não surgiria uma amizade?

(...)

N/A P.O.V

A festa de chá de bebê já havia começado. Estava tudo bonito e decorado, com luzes coloridas e decorações brancas. Não sabiam ainda o sexo do bebê, por isso a decoração era unissex.

Os convidados chegavam e sentavam-se em seus devidos lugares. Haviam muitos convidados que era amigos antigos de Marinette e Adrien, e a maioria deles já tinham seus próprios filhos que também eram amigos entre si.

— Vovô? — Bridgette virara bruscamente, ao ouvir de Louise que seu avô havia ido. Ela poderia jurar que ele não colocaria os pés ali. Foi até ele, sem se intimidar pelos seguranças e o abraçou como se ainda fosse um criança. — vovô, estou muito feliz que o senhor veio!

— Bela festa. — disse sério, como sempre. — sua avó queria muito vir.

— É uma pena que a mamãe esteja presa lá na África. — Adrien se juntara à conversa, com comida nas mãos e falando de boca cheio.

— Me impressiona o fato de seus modos terem piorado, Adrien. — comentou Gabriel.

— Me impressiona o fato do senhor sempre manter essa pose, Gabriel. — Adrien brincou. Foi para perto do pai, passou o ombro por cima do ombro do mesmo e sorriu. — vamos! Bora sentar e conversar! — e puxou seu pai para algum lugar.

Marinette observava tudo de longe, riu e foi até a filha.

— Está gostando da festa? — a mãe perguntou.

— Sim... — Bridgette deu um sorriso meio forçado. — o Fê sumiu. Não sei onde ele está e não atende o celular. Eu tô preocupada...

— Calma. — Marinette colocou as mãos nos ombros da filha, fazendo-a se acalmar. — ele vai aparecer. Se ficar nervosa será pior. Ele não vai sumir num dia como hoje. — Marinette se virou para a mesa onde Adrien e Gabriel estavam. — veja, até seu pai está distraindo o seu avô para ele não reparar. É só curtir e fingir que está tudo bem.

Bridgette assentiu. Estava sendo divertido, a decoração estava linda e todos estavam gostando, mas nem aquele clima conseguia fazê-la menos preocupada.

Olhou para a entrada, e seus amigos Kin, Hone e Louise haviam acabado de chegar. Brid logo sorriu e foi até eles, os abraçando.

— A Alya já chegou? — Hone perguntou, já que ele e Alya eram primos.

— Sim, ela está ali sentada com a minha mãe. — Brid olhou para a mesa delas. — vai lá falar com ela senão ela vai ficar irritada, hein. — Hone riu e foi até lá.

— Você tá uma gata, hein Brid! — disse Kin, segurando sua mão e fazendo-a rodar. Os dois riram.

— Obrigada. — ela riu.

— Onde está o Félix? — Louise perguntou. Bridgette ficou em silêncio, com um sorriso amarelo no rosto. Kin viu que o clima havia ficado estranho e disse que iria se sentar em algum lugar. — ele não deu notícias o dia todo, né?

— Sim. — disse Brid. Louise olhou para ela um tanto preocupada. Não queria dizer para ela que ele iria aparecer, porque, conhecendo Félix, a chance de não aparecer era grande.

— Se ele não vir, não tem tanto problema. — a loira pegou na mão da amiga. — olhe para isso, Bridgette! Você tem muitos amigos e uma família muito legal que está aqui por você.

— É verdade... — Bridgette sorriu levemente. Sabia porque Louise dizia aquilo. Ela era filha de Chloe Bourgeois, ou seja, tinha muito dinheiro, mas nenhum amor ou atenção materna. Por isso, ela invejava muito Emma e Bridgette.

O tempo foi passando e nada de Félix chegar. Bridgette já estava extremamente magoada, e a esperança de ver Félix aparecendo no quintal já havia desaparecido.

Foi aí que uma coisa inesperada aconteceu. Já estava escuro, e Emma apareceu na festa, chamando atenção de todos pelo fato de aparecer arrastando uma caixa de presentes enorme.

— Emma? Você veio? — Bridgette se levantou, segurando a barriga. Não sabia se estranhava a presença da irmã com quem não falava há meses ou o presente enorme que ela carregava, sendo ajudada por uma menina de cabelos vermelhos que não fazia ideia de quem era.

— Aham. — Emma sorriu. Ela andou até a irmã grávida e pegou suas mãos. — eu trouxe esse presente pra me desculpar. Abre.

Bridgette ainda estava meio confusa, mas sua curiosidade de saber o que tinha ali dentro era maior do que tudo. Então, o mais rápido que podia rasgou o papel de presente e desatou o laço de fita.

Ela já havia recebido de tudo naquele dia: roupas, brinquedos, fraldas, kit's de mamadeiras de diversas cores, além de sabonetes e xampus extremamente cheirosos. Mas a única coisa que ainda não havia ganhado aquele dia era o pai do seu bebê, que como mágica, se levantou da caixa com um largo sorriso no rosto.

Ele estava machucado, além do seu olho esquerdo estar bem roxo. Isso, por um segundo, fez o sorriso de Bridgette desmanchar. Quando ela iria perguntar-lhe algo, ele colocou a mão em sua boca, para que ela ficasse quieta.

— Eu queria dizer... — ele começou a falar, fazendo um silêncio se instalar no local. — que eu te amo demais, e que eu sou mais louco por você do que imagina... E eu não tenho dúvida alguma de que é com você que eu quero passar o resto da minha vida. Então, Bridgette Agreste... — ela já estava chorando de emoção. Félix tirou do bolso uma caixinha, e abriu na frente da garota, revelando um lindo par de anéis. — você quer casar com o seu Chat Noir?

Bridgette secou as lágrimas, corada.

— Não.

Félix gelou.

Como?

— Eu quero me casar com o meu Fê!

Félix riu de si mesmo.

Aquela era sua Bridgette, sempre o assustando.

Estava tudo perfeito.

Estava mais feliz do que sempre esteve, achava que nada poderia dar errado, e que nada de ruim aconteceria mais. Parecia estar num sonho!

O que Félix não sabia é que às vezes, no entanto, os sonhos podem ser traiçoeiros...

Notas finais
Incroyable¹ - Incrível em francês. Kohi² - Café em japonês. Suge³ - Incrível em japonês. Eai, gostaram? '3' meio grande, espero que não se importem kk