Notas iniciais
Oie leitores! Quem tá ansioso para conhecer o novo dranromance da maluca aqui? Então, vejo que se empolgaram com o prólogo né? Pois é, eu também. Já vou adiantar que aquela parte ali é sobre algo que vai acontecer mais para frente, ela está dentro da história. Esqueci de avisar, mas já deu para entender que esta fic é toda em POV da Bella. Vamos entender um pouco com é a Bella? Sem mais delongas.... Boa leitura!

Enxuguei minha lágrima e respirei fundo com a testa encostada na porta. Era difícil deixá-lo todos os dias, mas quando ele está febril, dengoso e chorando por mim meu coração não aguenta. Nem sei como consegui fechar essa porta e estou juntando meus cacos para ir pegar a condução.

Sou Isabella Swan, tenho 20 anos, sou universitária, secretária e mãe. Principalmente mãe. E mãe solteira, para completar. Meu pequeno Theo, luz da minha vida, tem apenas 9 meses e é tudo que eu tenho. Tudo mesmo. Gostaria muito de ficar aqui remoendo a minha história, mas preciso correr se não irei me atrasar, mais uma vez.

Ufa! Consegui pegar o metrô que me levará ao meu primeiro destino: Faculdade Columbia de Chicago. Porém ele me deixa a 2 quarteirões de distância do meu campus. O que me faz chegar na minha primeira aula suada, cansada e atrasada por 10 minutos. Sorrio amarelo e entro fazendo o mínimo de barulho para não atrapalhar ainda mais a aula da melhor professora do mundo, Esme Cullen. Ela sorri de volta de forma tranquilizadora, me deixando corada.

Me sento ao lado de Leah e Angela, minhas melhores e únicas amigas da faculdade. Leah é praticamente minha prima. Crescemos juntas em Forks, pois sua família descende dos Quileutes, uma tribo indígena que te uma reserva em La Push. Temos a mesma idade e nossas famílias sempre foram amigas pois nossas mães estudaram juntas também. Ela é muito espirituosa e decidida, o que sempre me inspirou a ser mis dona de mim, principalmente nos últimos tempos. Ela possui os traços marcados de sua descendência, cabelos negros e lisos, pele morena azeitonada e corpo com curvas de dar inveja.

Angela é o ponto oposto do meu equilíbrio em relação a Leah. É uma garota romântica e doce. Fora que é uma leitora ávida assim como eu. Nos conhecemos aqui em Chicago, mas é como se sempre fossemos amigas. Ela tem o cabelo liso num tom loiro escuro e corpo magro sem muitas curvas, estilo manequim de passarela. Ela também é alta, o que fez ela ser meio introvertida por conta do bullying no High School. Mas isso não mudou sua essência e ela é uma das pessoas mais doces e nobres que conheço.

Esme hoje dá mais um show de Literatura Inglesa. Ela é uma professora incrível. E uma mulher de coração gentil. Foi a única professora a me procurar para saber o motivo de meus atrasos nas primeiras semanas do semestre, quando meu filho sofria por causa do meu retorno às aulas. Foi a única que me ouviu chorar copiosamente enquanto eu contava que não conseguia dormir à noite, não somente por causa do bebê, como por estar preocupada com as contas. E foi a única a me estender a mão e me ajudar a resolver os meus problemas.

Ela é casada com Carlisle Cullen, um renomado advogado de Chicago e meu atual chefe. Ele é referência nas varas Cível e Família em todo o estado de Illinóis. Um homem loiro, alto, carismático e humilde. Apesar de rico e famoso, é totalmente desprendido de ambição, fazendo de sua profissão uma ferramenta para o bem e não escada para o sucesso. Ele tem uma firma renomada onde realiza atendimentos de assessoria e acompanhamento jurídico para populações carentes. Claro que isso se deve aos milhões que ele ganha vencendo as causas mais importantes do estado. Sua equipe conta com um total de 10 advogados com excelente formação.

Graças a Esme, consegui uma vaga de trabalho como secretária administrativa em um dos setores da empresa. Este salário literalmente me salvou da falência. Isso porque eu tenho uma bolsa integral na faculdade e um mísero crédito estudantil. Porém, por eu ter um filho, não posso ficar nos dormitórios da faculdade e tenho que arcar com minha própria moradia e alimentação, fora o transporte e alguém para cuidar do Theo. O crédito não cobre metade de todos estes gastos, então eu agradeço este trabalho todos os dias, porque apesar de ser meio período, me paga o valor integral de funcionária.

Além de me ajudar nisso, Esme também conseguiu uma senhora de confiança para cuidar de Theo na minha ausência. Heidi tem 55 anos e é muito gentil e bondosa. Aceitou o mísero salário que lhe pago sem pestanejar. Ficou encantada com meu filho e disse que cuidaria dele até de graça. Ela foi babá dos filhos da minha professora e como todos são adultos agora, ela estava se aposentando, mas abriu uma exceção a pedido de Esme.

A manhã passou rápida e resultou num pequeno montante de atividades que eu terei que arranjar tempo de fazer mais tarde. Almocei, correndo como sempre, na lanchonete próxima ao escritório e assumi meu posto pontualmente as 13h. Por sorte meu trabalho fica a alguns quarteirões da universidade e isso me garante conseguir comer na meia hora que tenho entre minha última aula e meu turno de trabalho. Ajeitei meu rabo de cavalo e alisei meu vestido antes de entrar na sala do sr. Emmett McCarty, meu chefe imediato, advogado e supervisor administrativo da empresa.

Ele é simpático e muito respeitador com as funcionárias. Sempre brinca nos momentos de descontração, mas também leva os assuntos importantes muito a sério. Sabe valorizar um bom trabalho e garantir a justiça em toda a empresa. De fato, o senhor Cullen teve muita sorte em contratá-lo. Eu tenho percebido que Emmett nutre algum sentimento pela filha de patrão, a senhorita Rosalie Cullen, que trabalha aqui assessorando o setor de psicologia algumas vezes na semana. Ela é linda, como os pais, mais parece um pouco fechada demais.

Após receber minhas instruções com Emmett, me encaminhei para a minha mesa, que fica em frente a sua sala, e comecei meu trabalho. Hoje havia muitos relatórios a serem corrigidos, o que indica que houve muitas reuniões e novos contratos nesta manhã. Meu turno passou voando e só percebi quando vi Emmett sair da sua sala e se despedir de mim. Ajeitei os poucos relatórios que sobraram numa pasta e guardei nos arquivos para terminar amanhã. Corri para não perder a condução que me levaria para Pilsen, o bairro onde moro.

Ao chegar na porta do pequeno sobrado eu sorri. A risada de Theo fazia todo o meu cansaço desaparecer. Meu pequeno era o meu combustível. Ao entrar avistei ele sentado no tapete com um mordedor enfiado na boca assistindo um desenho animado.

— Boa noite menina Bella! — Heidi me cumprimentou com um sorriso doce

— Boa noite Heidi. — Respondi e me inclinei até meu filho, e o beijei na testa – Boa noite pequeno. Vou tomar um banho e já volto.

Subi as escadas para o meu quarto, onde deixei minha mochila e peguei minha toalha e necessaire e fui para o único banheiro da casa, no corredor do primeiro andar. Tomei uma ducha rápida e lavei meu cabelo. Logo estava sentada na cozinha dando o jantar do meu filho. Liberei Heidi, que mora a dois quarteirões daqui e aproveitei um pouco do meu filho antes que o cansaço o dominasse. As 20h30 ele pegou no sono no meu colo no sofá após uma mamada leve. Suspirei.

O coloquei em seu berço no quarto ao lado do meu e desci com minha mochila para fazer minhas atividades. Por volta de 23h terminei tudo o que havia me proposto a fazer e bocejei. Ainda é quarta feira, faltava muito para eu poder descansar. Tranquei a casa e apaguei as luzes. Passei no quarto do Theo e lhe dei um beijinho. Ele está crescendo tão rápido, amanhã já fará 9 meses. Após agradecer por mais um dia, me permitir adormecer.

Minha rotina começou cedo como sempre. Após a primeira mamada de Theo, eu fui tomar meu banho e fazer meu café da manhã. Vesti um vestido tubinho cinza escuro com detalhes em renda preta na cintura, na barra e nas mangas Heidi chegou a tempo de conversarmos um pouco antes do Theo acordar novamente.

— Heidi, vou deixar aqui um dinheiro para você comprar sabonete e shampoo para Theo. O dele está acabando já. Também com essa cabeleira que ele tem...

— Sim menina, mas a culpa é sua. Olha só que cabelo lindo você tem? — Heidi falou alisando meus cabelos castanhos ondulados e compridos.

— Verdade, estou pensando em cortá-lo um pouco, as pontas estão maltratadas – Falei

— Também, nesta correria que você vive nem cuida dele como deveria mocinha – Heidi disse tirando a louça da pequena mesa.

— O fato de eu consegui me alimentar regularmente já é uma grande conquista Heidi, não queira abusar da sorte. — Eu disse rindo e ela me olhou feio.

— É sério Bella, você precisa se cuidar mais, minha filha. Está tão magrinha e pálida. Théo precisa de você forte e saudável...

— Eu sei Heidi, mas é ...

— É por ele que você faz tudo isso. Eu sei menina, mas você precisa de ajuda. — Ela disse e eu sorri

— Eu tenho você, a melhor ajuda do mundo! — Falei e ela negou

— Você sabe que não é disso que eu estou falando. Theo precisa de um pai, Bella. Ouça o que lhe digo. Um menino sempre precisa de um pai, por mais que ele tenha uma super mãe. — Eu olhei feio para ela e bufei.

— Não precisa não. Ele tem a mim e isso basta. Mike nunca será um pai de verdade para ele.

— Este traste eu sei que não. Mas quem sabe um outro homem. — Revirei os olhos — Você precisa de um companheiro também filha, eu vejo o quão solitária você está.

Eu levantei e dei um beijo em Theo que brincava com a sua colher em sua cadeirinha. Olhei para Heidi e lhe dei um beijo no rosto.

— Quem vai querer ficar comigo com a bagagem que eu tenho? — Eu falei séria — Esqueça isso Heidi, contos de fadas não existem e você deveria saber disso. — Eu disse pegando minha mochila e piscando para ela. — Até mais tarde!

Heidi sempre vinha com essa conversa de que eu preciso dar uma chance para conhecer alguém. O fato é que não tive ninguém depois de tudo o que aconteceu com Mike e não me sinto confortável ainda para me envolver com alguém. Fora que do jeito que os homens são hoje em dia, será muito dificil alguém querer assumir algo sério comigo com um filho de outro. Eles só querem sexo com uma mulher como eu, pois nos julgam fáceis.

Encontro com Angela e Leah no pátio da Columbia. Hoje a nossa primeira aula seria substituída por uma palestra com um editor de prestígio. Deixaram o nome em sigilo para aguçar os alunos e havia um pequeno alvoroço no auditório quando entramos. Até alunos de outros cursos queriam prestigiar a palestra. Sentamos mais ou menos no meio do auditório e ficamos conversando.

Leah e Angela estão tentando me convencer a comemorar o meu aniversário numa boate badalada de Chicago. No dia do mesmo, 13 de setembro, que cai numa sexta feira, a “LolliPop” fará um baile de máscaras com o tema “Sexta feira 13”. Confesso que a ideia me seduziu pois eu não consigo lembrar a última vez que fui numa festa assim e afinal são os meus 21 anos né, não é algo que eu vá fazer todo dia. Acabei cedendo e elas ficaram eufóricas até se aquietarem quando Esme se pronunciou no meio do palco.

— Atenção alunos! — Esme pediu com carisma e o ‘zum zum zum’ foi silenciando. — Como prometido, teremos a visita de um grande editor para falar sobre “Os desafios do novo mercado da escrita”. Não vou falar mais porque vocês poderão dizer que eu estou puxando saco já que o mesmo é meu filho – Senti um burburinho tomar o ambiente. — Sem mais delongas, apresento a vocês Edward Anthony Cullen, dono e CEO da Cullen Corporation, a editora e publicitária ganhadora do prêmio revelação do Estado de Illinóis. — Todos nos levantamos e aplaudimos enquanto um verdadeiro deus grego cruzava o palco. Nunca tinha visto um homem com tanta beleza e imponência na minha vida, até o andar dele exalava poder e charme. Do nada senti meu corpo formigar quando ele parou ao lado da mãe e deu um sorriso torto maravilhoso para a plateia. Ele é lindo, absurdamente lindo!

Notas finais
E aí, meu povo?? Curtiram? Bem de levinho pq eu gosto assim né? Se você é novo por aqui e ainda não me conhece muito bem, te convido a dar um passeio em minhas outras histórias e no meu perfil que foi editado recentemente. Me digam suas teorias a cerca do passado de nossa bonequinha... Até segunda! ;)