Notas iniciais
Oie! Vejo que tem muita gente empolgada por aqui! fico feliz que estejam com expectativas e espero saciar cada uma delas. Esta será uma fic um pouco diferente do meu habitual, que eu carrego bastante no romance. Ela terá uma conotaçao maior do desejo antes do amor. E claro, o velho drama que não pode faltar. Quem ainda não leu nenhuma história minha fique a vontade, tenho duas finalizadas e outra que finalizo essa semana, mas terá continuação. É só ir no meu perfil ;) Agradeço imensamente os reviews de vcs, eles são o meu combustível! Capitulo um pouco maior para explicar algumas coisinhas... Boa leitura ;)

— Bom dia a todos! Como minha linda mãe já me apresentou eu vou somente pincelar um pouco sobre a minha trajetória e logo abordaremos o tema proposto. — A voz mais sexy e máscula que eu já ouvi soou pelo auditório silencioso e eu senti meu corpo formigar. Eu tinha que concordar com Leah, eu já estava em estado lamentável de abstinência sexual. Como eu podia ficar tão excitada com uma voz? Balancei a cabeça e tentei me concentrar no assunto para poder fazer o relatório depois.

Percebi que era uma tarefa complicada logo nos primeiros 10 minutos. Edward Cullen era um cara completamente sedutor. Tudo nele me atraía de forma esmagadora. Sua fala direta, seus gestos precisos, seu andar viril e seu sorriso sexy. Era a imagem da tentação. Eu estava completamente conectada a ele e depois de um tempo usei isso ao meu favor. Me concentrando somente nele, deixei minhas anotações de lado e comecei a olhá-lo. Ele então olhou na minha direção e nosso olhar se conectou por alguns instantes.

Dali então eu me tornei o foco de sua atenção. Sempre que ele se dirigia à plateia seu olhar repousava sobre mim, como se a palestra fosse somente para mim. Eu consegui me concentrar em tudo que ele dizia e mesmo sem anotar nada, eu tinha certeza de que faria um bom relatório sobre aquela palestra. Ele tinha um ótimo domínio da oratória, o que provavelmente herdou de Esme, uma professora nata. Logo ele estava abrindo espaço para perguntas e após responder meia dúzia delas, ele encerrou seu momento. Esme veio até ele e fez um lindo agradecimento que foi ovacionado com palmas e alguns gritinhos.

Todos então foram saindo do auditório, mas o meu olhar se prendeu nele mais um pouco enquanto eu acompanhava minhas amigas até a saída. Ele me olhou de relance novamente e falou algo com a mãe. Esme sorriu para mim e eu automaticamente sorri de volta corando. Desviei então meu olhar e segui meu rumo para a próxima aula. Logo toda aquela tensão fora dissipada entre as vertentes da literatura na idade média.

Trabalhei normalmente e depois fui para casa ficar com o meu filho. Eu fiz alguns cupcakes e num deles coloquei uma pequena vela para comemorar os 9 meses do Theo. Tirei várias fotos dele se lambuzando no creme e mandei para Leah e Ang. Guardei o cupcakes delas para levar amanhã e comi um. Estava realmente muito gostoso. Logo Theo dormiu e eu fui para a minha maratona de atividades, começando pela palestra do Cullen.

Foi fácil escrever pois bastou fechar meus olhos para que eu revivesse cada momento daquela palestra. As palavras dele ainda estavam bem frescas em minha memória. Ele parecia ser um grande profissional na área, e de fato a Cullen Corporation estava alcançando lugares inimagináveis. Em muito pouco tempo já era referência no estado, quiçá no país. E ele a fundou sozinho, segundo seu relato. Desafiando as críticas que o consideravam um empresário imaturo e jovem demais.

Claro que sua reputação pesava nessas falas. Edward Cullen era conhecido como o ‘demônio das mulheres’. Aquele tipo perfeito de playboy que só quer uma noite e nada mais, e que em sete dias conseguia ser visto com 14 mulheres diferentes. Considerado o solteiro mais cobiçado do estado pelas revistas femininas, era conhecido também pelo dom de destruir corações, já que deixava diversas pretendentes desoladas com o pretexto de que ‘ainda não encontrou a mulher certa’. Muitas mulheres com quem ele já se envolveu tentaram agarrá-lo, mas nunca conseguiram. A certeza é que, numa sexta a noite, você sempre verá Edwad Cullen saindo de uma balada com uma mulher bonita e gostosa do lado até o dia em que, quem sabe, seu coração for fisgado.

Tirando este detalhe de sua vida pessoal nada discreta, em relação ao seu trabalho, nada podia ser denegrido. Ele sempre fora um excelente CEO e ganhou muitos prêmios nos últimos anos. Sua empresa estava sempre bem relacionada e comentada nos principais meios. Era um grande sucesso de fato, e seu dono e CEO tem apenas 29 anos, o que é louvável.

Suspirei quando terminei o último parágrafo de meu relatório e peguei uma xícara de chá de capim limão. Migrei para mais duas atividades e logo terminei tudo. Olhei para o relógio e me assustei, eram 23h47. Arrumei meu material para o dia seguinte e sorri ao lembrar que se trataria de uma sexta feira. Enfim, descanso! Tranquei a casa, dei um beijinho em Theo e fui dormir.

A sexta passou como voando e sem surpresas. Logo era manhã de sábado e eu estava sentada no tapete da sala, ainda de pijama, brincando com o Theo. Meus finais de semana eram todos para aproveitar a companhia do meu filho. Eu acordava mais tarde e brincava com ele o sábado inteiro, fosse em casa ou em algum parquinho. Como hoje o dia estava nublado resolvi ficar em casa mesmo.

Enquanto uma música infantil tocava e meu pequeno andava tropeçando pela sala eu tirava várias fotos. Era assustador o ritmo com o qual ele estava crescendo. Logo ele estaria falando e correndo. Meus olhos marejaram levemente. Queria tanto poder dividir essa felicidade com alguém, mas com quem? Minha mãe não estava mais aqui e meu pai... não! Ele deixou claro que não queria mais saber de nada sobre mim, então muito menos de Theo. Graças a Deus eu ainda tenho a tia Sue e minhas amigas.

Fiz um almoço leve e comemos na sala mesmo. Depois do almoço Theo adormeceu cansado de tanta bagunça e eu dei uma geral na casa. Coisa rápida já que Heidi sempre a mantinha limpa. Peguei um livro que eu estava lendo e me concentrei nele até ouvir a campainha.

— Boa tarde! Sou Ashley Scott, assistente social. Procuro Isabella Swan. — Uma senhora baixa e gordinha, morena de olhos escuros se dirigiu a minha. Agradeci por ter tomado um banho e trocado de roupa depois que Theo dormiu. Estar de vestido floral e sandálias era melhor que estar em um pijama minúsculo.

— Sou eu mesma, que deseja? — Eu já sabia o que era, mas quis parecer cordial.

— Vim fazer uma visita de rotina, tudo bem? — A mulher respondeu simpática.

— Ah claro, fique a vontade. — Eu disse dando passagem para ela, que entrou e varreu a sala com o olhar. — Meu filho está dormindo agora, sabe como é, depois do almoço ele sempre tira um cochilo.

— Sim, entendo perfeitamente. Então conversaremos um pouco e depois eu dou uma olhadinha nele, pode ser? — Ela respondeu sentando no sofá que eu indiquei.

— Certo. Aceita alguma coisa para beber? — Perguntei e ela negou. Então sentei no outro sofá para encarar o interrogatório.

O fato é que depois que me mudei para Illinois, eu tive que passar por um processo do Conselho Tutelar por uma denúncia do Charlie, meu pai. Ele disse que eu não tinha condições para criar uma criança, que eu era imatura e irresponsável. Então tenho recebido visitas para verificar minha situação. Não é das melhores, eu admito, mas consigo oferecer a meu filho o básico para seu crescimento ser saudável. Pelos meus cálculos, esta seria a última visita, a que é sem aviso prévio.

A sra Scott me perguntou sobre a minha rotina e a do meu filho. Sobre as finanças da casa e o acompanhamento de saúde do Theo. Depois de lhe mostrar os documentos necessários, eu a levei para o quarto dele para ela ver como ele estava. Após nos despedimos, ela me disse que em breve eu receberia uma carta do Conselho sobre sua decisão. Por último, já na porta, ela perguntou do pai do Theo.

— Ele tem depositado o valor estabelecido pelo juiz todos os meses, mas nunca mais apareceu aqui. O que tenho agradecido – Eu disse a ela.

— Mas você sabe que...

— Sei sim senhora. Eu não posso impedi-lo de visitar o filho duas vezes ao mês. — Respondi automaticamente. — Mas fico feliz que ele não faça questão, só mostra que ele não é uma boa influência para o Theo.

A mulher assentiu sem dizer nada. Afinal, o que se diz numa situação dessa?

Quando ela foi embora eu voltei para a minha leitura me sentindo mais leve. Enfim essa agonia estava acabando e tudo ficaria em paz. E isso é tudo o que eu mais preciso. Voltei para o meu livro, mas não me concentrei nele. Fiquei pensando no tanto de mudança que eu tive de passar nos últimos anos.

Primeiro foi a morte precoce de minha mãe num acidente de carro violento quando eu tinha 17 anos. Aquele dia vai ficar marcado em mim para sempre. Ela era enfermeira no único hospital de Forks e tava vindo para casa em seu carro quando um idiota bêbado a acertou na contramão. Ela nem teve chance, ele pegou exatamente o lado dela. Morreu na hora, sem direito a despedida.

Eu fiquei revoltada. Primeiro porque a minha mãe morreu, segundo porque o cara sobreviveu. Paralítico, mas sobreviveu. Seis meses depois ele foi julgado e condenado a prisão por 45 anos. Mas minha mãe não voltou nunca mais e nem irá voltar. E aquilo mudou a minha vida.

Minha mãe era a única que realmente se importava comigo. Meu pai era muito distante apesar de morar na mesma casa. Depois da morte de Renée ficou pior e eu busquei refúgio em outro lugar. Nos amigos, nas festas e nas bebidas. A primeira decisão errada que tomei.

Apesar de não descuidar de meus estudos, eu passei a andar com uma turma baladeira da escola. Chegava tarde em casa e ia para festas todos os finais de semana. Como meu pai é policial e vivia em seus plantões, nunca estava em casa para me dar bronca. Nesta turma, conheci o Mike. Quer dizer eu já o conhecia, porque todo mundo se conhece em Forks, mas passamos a nos envolver quando eu tinha 18 e estava no último ano. Com ele eu tive as minhas primeiras e únicas experiências sexuais. A segunda decisão errada.

Mike Newton é um playboy de Forks cujos pais são médicos importantes e ricos. Ele não é o poço de beleza, mas é charmoso e demonstrava carinho comigo. Para alguém carente, como eu estava na época, era como usar mel para atrair abelhas. Lá estava eu numa pseudopaixão desenfreada. Namoramos por um ano. Quando eu entrei na faculdade de Port Angeles o namoro ficou bem sério a ponto de me entregar a ele totalmente.

Depois disso o namoro mudou. Ele se tornou mais distante, me tratava mal. Como eu tava focada no primeiro semestre da faculdade demorei para perceber que estava sendo corneada por ele até com algumas ‘amigas’. Terminei o relacionamento, mas já era tarde. Duas semanas depois eu descobri que estava grávida. Eu não tomava pílula, mas usávamos camisinha sempre em todas as nossas relações. Acontece que um dia ou outro a camisinha rasga ou fura e aí fode com tudo né?

Foi o desastre e a salvação da minha vida. Desastre porque Charlie simplesmente passou a me ignorar de vez e me expulsou de casa. Como a faculdade era na faculdade vizinha eu ainda morava em Forks nessa época. A cidade inteira falava de mim e Mike Newton teve a cara de pau de duvidar da paternidade do Theo. Salvação porque, se não fosse o bebê que estava dentro de mim, com certeza, eu não estaria mais no mundo dos vivos. Eu passei humilhação demais.

Eu tranquei um ano de faculdade, trabalhei durante a gestação e fui morar com Sue, a mãe de Leah. Depois que Theo nasceu, eu enviei cartas de transferências para outros estados e consegui a bolsa para Chicago. Me mudei sem nem pensar duas vezes já que Leah também vinha para cá. Foi aí que eu comecei a sonhar com um futuro melhor para mim e meu filho. Mas Charlie e Mike tinham que dificultar tudo. Mike teve que engolir o DNA positivo e pagar a pensão estipulada pelo juiz, mas eu não quis o sobrenome dele. Ele também não reclamou. Já Charlie me denunciou por incapacidade, mas eu estou provando que sou uma mãe melhor do que o pai que ele foi.

Despertei de meus pensamentos assustada com o chorinho agudo do Theo. Fui então cuidar dele e deixei meus pensamentos guardados no fundo da minha alma. Não valia a pena sofrer com essas lembranças. Troquei o menino e o coloquei no meu seio para mamar. Ele estava cada dia mais lindo e forte. Graças a Deus tinha herdado poucos traços do pai. Ele tem meus olhos verdes água e os cabelos castanhos só um pouco mais claros que o meu. Porém não chega a ser loiro com o de Mike. Talvez o nariz e alguns traços do rosto lembrem o pai dele, mas nada muito significativo. Ele é a minha cópia.

Leah veio jantar com a gente e brincar com o afilhado. Conversamos um bocado até que Theo dormiu no colo da dinda. Colocamos o menino no berço e voltamos a conversar.

— E aí, ta animada? — Leah perguntou se largando no sofá.

— Animada..? — Eu perguntei confusa

— Aff Bella, a festa de sexta feira, seus 2.1! — Ela disse revirando os olhos.

— Ah isso... é, acho que tô. — Eu disse enrolando meus cabelos num coque.

— Nossa! Deu pra perceber sua animação. — Ela disse irônica — É sério Bella, essa festa vai abalar as estruturas de Chicago. A LolliPop é fantástica!

— Você já foi lá? — Eu perguntei e ela negou — Várias pessoas lá da firma já foram e elogiaram bastante. Meu chefe mesmo, vive indo lá com os amigos.

— Aquele gato! — Leah exclamou se abanando

— Leah! — Eu a repreendi

— Ah Bella, pára! Ele é lindo, grande, forte... — Ela disse suspirando – Imagine o furacão que ele não é na cama. Ah Deus!

— Leah, o que é isso? Ele é meu chefe, não posso pensar nele assim. — Eu falei espantada e ela me deu um sorriso safado

— Ah, para Bella... vai dizer que você nunca se imaginou deitada na mesa só de meia 7/8 com ele te comendo todo vestido naquele terno caríssimo? — nem preciso dizer que eu corei até a alma. — Eu já pensei...

— Chega Leah, é claro que não! — Eu respondi alarmada – Emmett sempre foi muito respeitador comigo. E eu acho que ele tem uma crush, a filha do Carlisle e da Esme.

— Hum, e ela é bonita? — Leah perguntou

— Absurdamente linda. Afinal é filha do Carlisle e da Esme né? Devia ser crime ter tanta beleza numa família só.

— E eu num sei, o que é aquele Edward Cullen? — Ela exclamou

— É, ele é muito lindo mesmo.

— Lindo só? Ele é o próprio Eros amiga. O cara exala sexo no sorriso! Aquilo deve fazer a mulher de brinquedo na cama.

— Credo Leah! — Eu falei corada, afinal eu tinha que concordar com ela.

— Eu nem reclamaria em ser um brinquedinho para ele... tipo uma bonequinha – ela disse e caiu na gargalhada. Eu fiquei quieta, ainda pensando em como devia ser estar na cama dele. Deus! Eu estou realmente em abstinência, só pode. — Bom amiga, eu vou indo viu, vou te deixar descansar. — Leah falou me tirando dos meus pensamentos pervertidos e nos despedimos com um abraço.

Depois que Leah saiu eu tranquei a casa e apaguei as luzes. Tomei um banho relaxante e adormeci rapidamente.

Notas finais
Conhecendo o passado de Bella, vamos ter uma ideia do perfil de mulher que ela se tornou depois de ter passado tanta coisa. Ela cometeu alguns erros e pagou caro por eles. E a única coisa boa disso tudo é o que a mantem viva. Por isso ela fara tudo pelo filho. E aí gostaram? Pra quem acompanha 'Arte da Vida' ultimo capítulo amanhã e epílogo na quinta! Beijos e até sexta amores!