Body guard

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Oi pessoal, sinceramente não ligo se tiver poucos comentários e tudo mais. Acho um desperdício não investirem na escrita de Shoot aqui no Nyah, pois eu amo esse shipp, juntamente com a série. Então quem assiste e shippa assim como eu, divirtam-se com essa fic, e espero que gostem!

Pense em uma sala calma, com um silêncio que poderia ser ensurdecedor naquele ambiente. Apenas um sofá grande, confortável e estofado. Do outro lado um luxuoso divã de couro com detalhes exagerados. O lugar era exageradamente refinado, com cada coisa no seu excelentíssimo e devido lugar cautelosamente. Uma enorme janela de vidro adquiria uma bela vista para a cidade agitada ao lado leste da sala, apenas o barulho calmo do vento que passava por ali constantemente era se sentido ou até mesmo apreciado por ambas as pessoas que se encontravam ali, cada um sentado no seu devido assento. E mais uma vez o silêncio retornava, o homem ao qual estava sentado sobre o divã, pega sua caneta em mãos e começa a bate-la freneticamente em sua prancheta, porém ao mesmo tempo ele analisava cada gesto de sua paciente. O olhar confuso, talvez amedrontado, inseguro. Os lábios se amassando um no outro numa expressão de nervosismo, enquanto suas mãos prendiam seus dedos uns nos outros ao mesmo tempo que contornavam a ponta do seu joelho. O homem que aparentava em média de 53, 54 anos estudava cada simples expressão da mulher a sua frente. "Mulher bonita" ele pensou. Aparência sofisticada, de classe, e exageradamente produzida. Com um lindo vestido colado ao seu corpo, mostrando suas curvas delicadas mas ao mesmo tempo sensuais. Aquela mulher, sem dúvida seria um ótimo partido para qualquer homem, ainda mais de sucesso. Ao menos pela sua aparência elegante e extravagante. Cabelos castanhos, levemente ondulados desciam pelos seus ombros, os cobrindo sorrateiramente. O doutor percebeu que a mulher desejava muito desabafar, talvez explodir tudo o que estava guardado dentro de sí, pois seu comportamento sem duvida revelava isso em cada traço expressado.

- Srta. Groves? — Ele a chamou, recebendo o olhar da mesma em menos de um segundo. Ela piscou, ergueu sua postura e esboçou um pequeno sorriso descontraído.

- Sim, Doutor? — Perguntou tranquilamente. Ao menos era uma tentativa fracassada, pois sua voz saiu trêmula em cada palavra.

- Creio que a Srta não pagou uma quantia muito considerável, apenas para vir apreciar minha sala.. — Disse ele severamente, porém tranquilo.

- Certamente que não.. — A mulher sorriu novamente, massageando o joelho com as mãos juntas. — mas é uma bela sala! — Ele parou de bater sua caneta e se endireitou melhor no seu divã.

- Por que acha isto?

- Bom.. por ela ser aconchegante.. talvez até tranquila demais! — Respondeu olhando em volta.

- Gosta de lugares do gênero? — Ela sorriu de canto, como se lembrasse de algo específico.

- Minha casa.. é muito parecida com aqui. Quieto.. sofisticado, organizado.. tedioso! — Revirou seus olhos parecendo estar insatisfeita. — mas.. mas eu não quero falar disso agora.. — Abaixou o olhar. "Sinal de decepção" pensou o velho homem.

- Então do que queres falar Srta?

- Root.. me chame de Root Doutor.. não precisamos de formalidades aqui, certo?

- Esta certo.. Root! Me diga.. o que lhe incomoda? — Depositou sua prancheta, em cima do pequeno criado mudo ao seu lado e juntou suas mãos analisando a bela paciente de olhos numa mistura de verde e castanho.

- Por que acha que algo me incomoda Doutor?

- Se não houvesse nada, não estaria aqui.. não é? — Root desviou seu olhar e suspirou delicadamente.

- Eu acho que estou com um problema.. um problema grave. — O Doutor a fitou com mais atenção.

- Pode me contar?

- Sim.. mas preciso saber mesmo se.. nada sairá dessa sala! — Olhou dentro dos olhos do velho homem.

- Asseguro-lhe que sim Root..!

- Ótimo.. — Suspirou novamente. Ela parecia estar com medo, nervosa, confusa, atordoada e talvez até perdida. Só havia três opções para o que ela deveria ter. Uma doença, um problema de família, ou apaixonada. Poderia ser também um problema no trabalho, mas Root não trabalhava, segundo aos conhecimentos do velho e sábio homem, então sobraria apenas as três primeira opções. — Eu acho que.. to encrencada.. numa enrascada.. e estou totalmente confusa.. — Ela respira profundamente, como se aquilo fosse muito difícil a se dizer. — eu, eu sinto.. é isso.

- O que sente? — Perguntou o homem coçando o queixo.

- Sentimentos fortes.. por alguém! — "Terceira opção? Correta!" Pensa ele. A mulher se levantou e andou rapidamente até a janela. Cruzou os braços e ficou em silêncio. O doutor nada disse para atrapalha-la, daria o tempo que precisasse a ela, ao menos até a sessão acabar.

- E você.. tem certeza desses sentimentos?

- O que quer dizer? — Ela se virou a ele, ainda de frente a espaçosa janela.

- Você tem certeza que sente o que acha que esta sentindo e talvez de algum modo isso esteja lhe frustrando..? — Root nada respondeu, então voltou a olhar pela janela.

- Eu tenho certeza do que estou sentindo, Doutor.. e isso esta me frustrando!

- E por que? Há algo errado em quem você.. possuí esses sentimentos?

- Não.. não há nada de errado com ela.. — Respondeu-lhe fitando os carros que ficavam parados naquele imenso transito de Nova York pelo vidro.

- 'Ela'.. então é uma mulher.. por isso esta frustrada?

- Não, eu.. eu gosto do tipo eu só.. — Se virou e caminhou lentamente até o sofá, tomando o assento formosamente. — Droga Doutor.. acho que estou apaixonada pela minha guarda-costas!

***

1 Mês atrás.

- Esta certa deste serviço Srta Shaw? — O cheiro de riqueza se aflorava nas narinas de Sameen. Ela podia sentir o aroma do dinheiro naquela sala particular e isso era tudo o que ela precisava. Dinheiro. Mesmo tendo que enfrentar uma filhinha de papai mimada que faz todas as vontades, o preço que foi-lhe ofertado era generoso demais e depois de tudo o que ela já passou, isso seria fichinha, ao menos na sua opinião.

- Pode apostar que sim.. — Seu olhar sério e sua postura ameaçadora, já eram bons sinais de que ela faria o serviço direito, pensou o homem que olhava seu currículo e depois a observava. Afinal ele devia escolher muito bem a pessoa para o trabalho, se não seu chefe o demitiria, como havia prometido se outro guarda-costas se demitisse, fugiria ou acabasse pior.

- Sua ficha é uma das mais impecáveis que já vi.. você serviu no Afeganistão..

- Cinco anos.. — Atrapalhou ela não tirando seus olhos do homem, o que o assustou um pouco. Aquela mulher parecia impossível de se derrubar, e a cada resposta era como se fosse um tipo de robô respondendo. "Daria uma ótima exterminadora do futuro" Ele pensou com um risinho. "Perfeita para o trabalho"

- Isso.. e também, trabalhou na CIA depois disso!

- Três anos.. eu era a melhor! — Disse o mais naturalmente possível estendendo os braços pelo encosto da cadeira.

- Ótimo.. mas depois você largou, certo?

- Sim.. bom, não.. aconteceram.. — Suspirou profundamente desviando o olhar, parecia que ela havia esboçado algum sentimento humano afinal, mas em seguida voltou a olha-lo com o mesmo olhar vazio. — aconteceram algumas coisas que me forçaram a sair.. por isso estou aqui agora e também pelo dinheiro! — Disse diretamente um pouco impaciente. Shaw não via a hora daquilo terminar e começar o trabalho, afinal pra consegui-lo foi difícil. Um ano inteiro passando de uma lanchonete para a outra não foi nada confortável para ela, mesmo com uma ficha maravilhosa, depois de tais acontecimentos ela não pode mais entrar no mesmo ramo e por sorte, a chamaram para pelo menos poder carregar uma arma, pois no fim ela sentia falta desesperadamente de poder atirar ou bater em alguém, e mesmo que tais coisas não acontecessem naquele trabalho, segurar uma arma já era um começo.

- Entendo.. mas saiba que se pagamos uma quantia tão gorda, o serviço deve ser feito perfeitamente. — Ele fez uma pausa, dando mais uma olhada nos papéis, em seguida os largando e apoiando seus braços na mesa, para se aproximar um pouco mais da mulher que não havia mexido um músculo se quer. — Vou ser sincero com você Srta. Shaw.. esse trabalho não é fácil.. mas com a filha do Sr. Reese é muito, muito pior! Você não vai mais ter uma vida, vai viver exausta e vou ser sincero, de saco cheio! E daqui há uns meses vai implorar pra ser despedida! — Disse a olhando diretamente. Um silêncio se fez e Shaw sorriu de canto, inclinando seu tronco para mais perto do homem.

- Vou carregar uma arma? — Pergunta tranquilamente.

- Vai..

- E se algo acontecer, vou poder atirar?

- Se a garota estiver em perigo.. poderá sim!

- Então ta perfeito! — Voltou a postura olhando ao homem que estreitou as sobrancelhas. O que aquela mulher tinha afinal que não se importava com a vida e sim com armas?

- Tudo bem Srta.. mas

- Não me chame de Senhorita.. tenho cara de senhorita por acaso? — Interrompeu dobrando a ameaça em seu olhar.

- N-não.. e-eu..

- Shaw.. só Shaw! — Ordenou mas depois tentou sorrir disfarçadamente.

- Okay... Shaw.. eu só estou alertando que você não terá mais vida.. isso não importa pra você?

- Acho que não estou aqui pra falar da minha vida e sim para proteger a filha de um ricaço, o que te garanto.. que farei muito bem!

- Ótimo.. então saiba Shaw, que o Sr. Reese é muito cauteloso e tem uma extrema necessidade de ver sua filha em segurança, por isso mesmo sabemos tudo sobre você... — Ela o olhou com mais atenção. — Pequeno apartamento no Brooklyn, trabalhava numa lanchonete chamada: Frangos e cia. Não tem família, seus pais morreram em um acidente de carro há 18 anos e depois você começou a morar com a sua vó até ela falecer quando você tinha 15 anos e desde então você ficou sozinha, até entrar para o exército. Você tem um cachorro chamado Bear, o que me intrigou por ter um cachorro tão grande num apartamento tão pequeno, mas isso não vem ao caso. Sabemos que você é cautelosa, discreta e faz todo o serviço bem feito, por mais simples que seja, e sendo totalmente profissional. Essas são qualidades para se admirar, pois nesse trabalho você vai ser inteiramente e totalmente profissional! Estamos te contratando por que é difícil arranjar uma mulher como você hoje em dia Shaw. Quer saber por que uma mulher? Bom, o patrão acha muito melhor assim pra sua filha, afinal os últimos homens que protegeram a filha dele, um saiu da cidade, outro esta em coma no hospital.. — Shaw franziu levemente o cenho. — mas não se preocupe, parte da culpa não foi dela. Enfim, entre outros mas o que importa agora, é que você faça o seu serviço e apenas isso.. se pensar em algo imprudente Shaw, lembre-se.. nós sabemos tudo sobre você! — O homem a fitou com o mesmo olhar de ameaça, mas claro que a mulher não se abalou nem um pouco, se o ricaço tava sendo cauteloso, ele tinha uma boa razão pra isso e o resto não importava para ela. — Bom, acho que agora estamos esclarecidos. — Ela o fitou tranquilamente, como se todas as palavras do homem fossem as mais comuns a se falar. Ele se levantou e saiu de trás da sua mesa indo até Shaw que levantou e voltou a fita-lo. — Você esta contratada Srta. Shaw! — Estendeu a mão a ela que olhou, e depois de um tempo ela apertou com certa força, deixando o homem um pouco sem ar. Assim que soltou ele pôde finalmente respirar, retomando sua postura.

- Quando começo? — Foi direta, não via a hora de começar.

- Agora mesmo.. — O homem voltou a sua mesa e jogou algumas chaves no ar em sua direção que imediatamente as pegou, voltando a olhar o homem. — seu carro esta lá fora.. a mansão do Sr. Reese fica um pouco longe, você usará o carro apenas para uso do trabalho, o endereço esta já esta marcado no GPS do carro, chegando lá você encontrará os seguranças no portão de entrada. Apenas diga que Fusco lhe mandou e eles vão lhe instruir tudo o que precisar! — Shaw olhou o homem mais uma vez, pensando em tudo o que deveria fazer, e se virou caminhando até a saída do prédio chique. Ela apertou no pequeno botão de alarme que vinha junto as chaves, e em seguida o carro apitou rapidamente. Assim que ela botou os olhos naquele carro seus olhos cresceram levemente, e um sorriso sádico apareceu nos seus lábios. Afinal não era todo dia que ela poderia dirigir uma Mercedes de luxo preta. Rapidamente ela entrou no carro e olhou em volta a máquina linda que aquele automóvel era. Os bancos de couro perfeitamente costurados e o painel parecia realmente uma nave espacial. A direção era até confortável de se sentir em seus dedos, o cheiro de carro novinho sem duvida era um dos melhores aromas.

- É Sameen.. parece que hoje é o seu dia de sorte! — Disse pra si mesma ligando o carro, despertando o som do poder daquela máquina luxuosa. E com um arranque brusco ela apertou o pé no acelerador e dirigiu rumo a mansão dos Reese, vendo no magnífico GPS é claro.

Chegando no portão gigantesco, ela abriu a janela do carro, olhando a cabine feita de pedra, ao lado dali com dois engravatados dentro da mesma. Um deles saiu dali indo até o carro.

- Fusco me mandou. — Disse olhando lentamente para o homem com um tamanho um tanto incomum, ele era realmente alto e robusto. "Deviam colocar gorilas de guarda numa vez" Pensou Shaw soltando um discreto riso.

O homem concordou com a cabeça, acenou para o outro e deu meia volta no carro abrindo a porta e sentando no banco do passageiro. O portão começou a se abrir lentamente. Shaw não questionou nada, apenas dirigiu para dentro do portão onde revelava uma estrada em meio a um gramado extenso e muito bem cortado, conforme o carro andava uma imagem de uma mansão totalmente luxuosa aparecia pelo caminho, e foi aumentando cada vez mais. A mansão, na verdade parecia um castelo. Ela se surpreendeu, pois não via muita riqueza nos últimos anos, não daquela classe ao menos. Aquela mansão/castelo era incrivelmente estruturada, com uma enorme e linda fonte no meio do pátio antes de se seguir até a enorme porta de entrada. — Estacione ali! — Ordenou o grandão engravatado, e assim fez ela estacionando mais ao canto da mansão/castelo. — Venha comigo.. — Disse saindo do carro, e assim ela saiu apertando no botão novamente para ativar o alarme do carro.

- Não vamos pela entrada? — Ela pergunta vendo que estava indo para uma parte mais isolada da mansão/castelo.

- Aquela área só serve em serviço.. e para isso você precisa estar vestida para o trabalho. — Ele abre uma grande porta, onde revelava um corredor chique, com quadros de pinturas exóticas, mas indo mais a fundo no corredor, outra porta é se abrida onde as paredes começaram a ficar totalmente na cor branca, e mais pra frente o homem abre outra porta onde levou a um local organizado, porém não tão chique. O local era nem muito grande mas também não muito pequeno. Haviam vários armários e algumas coisas pessoais jogadas em vários bancos ordenados ali. O homem se afastou, abriu um armário específico, e pegou um cabide com um pequeno terno cobrido por um plástico protetor, e entregou nas mãos de Shaw. — Esse é o seu novo uniforme.. já vem com dois pares, no caso de sujar. Aqui é a área dos funcionários, e aqueles.. — Aponta para os armários atrás dela. — são os armários de cada um.. o de cima esta vago, aquele com a chave. É seu! Lá já esta sua arma. — Falou na arma e Sameen já foi rapidamente até o armário, e assim que o abriu seu sorriso se abriu junto. Um revolver policial, junto a um coldre estava ali.

- É disso que eu precisava.. — Ela pega o revolver, o destravando e analisando a 'belezinha' nas suas mãos. — preferia uma M4A1, mas.. essa vai servir.. — Sorri de canto pensando na arma que realmente queria, o que era mil vezes melhor que aquela e muito maior, é claro.

- Pelo visto, entende muito bem de armas.. — Comentou o homem a olhando.

- Usávamos muito uma M4A1 no Afeganistão.. éramos inseparáveis. — Disse em desânimo por lembrar de ter que se separar da bela arma há anos.

- Quantos anos serviu?

- Cinco..

- Quatro.. — O segurança disse dele mesmo.

- Não aguento o trampo, han? — Ele esboçou um leve sorriso de canto.

- Eu tinha família para voltar.. sorte minha que sobrevivi todos esses anos..

- É.. sorte sua.. — Shaw aponta a arma, apenas para testa-la, e em seguida pega o coldre do armário. — trabalho melhor agora?

- Não digo que é as mil maravilhas, mas paga o suficiente!

- Ótimo.. onde posso me trocar? — Pergunta friamente, pegando tudo o que precisava em mãos.

- Nos fundos tem o banheiro feminino e masculino.. — Apontou para o lado norte da sala, indicando onde ela deveria ir. Assim ela vai e entrando no banheiro ela troca sua roupa, colocando o sofisticado terno feminino junto a uma gravata que havia ficado um pouco maior. Shaw se olha pelo espelho e suspira impaciente, ajeitando o blazer preto no seu corpo. Ela não gostara muito do visual, mas se era apenas para o trabalho, que mal faria? Deu de ombros e enlaçou o coldre na sua cintura, encaixando a arma ali e prendendo seu cabelos castanhos escuro num rabo de cavalo, com leves fios caídos pelo seu rosto.

- Você esta muito bem, Srta. Shaw.. — Falou o homem vendo ela se aproximar.

- E quando começo meu trabalho? — Pergunta ignorando o quase elogio do homem.

- Agora.. eu só preciso lhe instruir mais algumas coisas.. venha comigo! — Ordenou retomando sua postura e caminhou para fora dali, indo até o pátio novamente, e dessa vez seguindo até a porta principal de entrada, onde ele abriu, apenas revelando e confirmando que a mansão/castelo era simplesmente muito mais luxuosa e maravilhosa do que ainda demonstrava por fora. Duas escadas em cada canto da entrada seguiam para cima, e cada degrau parecia feito da madeira mais cara do país. Os móveis, vezes de vidro, vezes de madeira eram um espetáculo. Tudo em seu devido e extravagante lugar. O lustre no teto, feito de diamantes e cristais. Havia tantas portas e tantos cômodos que qualquer um poderia se perder ali. Shaw se surpreendia com cada coisa que olhava. Vezes algum funcionário passava, empregada, segurança. Shaw só voltou ao estado normal quando sentiu algo no seu ouvido. — Isso é para se comunicar conosco quando mais precisar, mas somente em casos de emergência. — O segurança falou enquanto colocava uma escuta de ouvido na sua orelha.

- Mais alguma coisa? — Perguntou impaciente.

- A comida é por sua conta.. e, seria apenas isso, então Srta..

- Claro chefe, encontrei a pessoa perfeita para o trabalho, dessa vez! — Shaw olhou para trás e viu que o homem que a contratara vinha paparicando e conversando com um homem de aparência extremamente séria, totalmente engravatado e com uma postura exageradamente arrogante. — Ah chefe.. aqui esta ela.. — Fusco olhou para a mulher que imaginou já ser o Sr. Resse ao lado do homem mais baixo.

- Parece que meu dever aqui acabou.. já vou indo. — E assim, o segurança se retirou. Fusco ficou ao lado de Shaw, enquanto o homem alto se aproximava com mais duas mulheres de aparência chique atrás de si.

- Srta. Shaw.. este é o Sr. Reese, você irá cuidar da filha dele! — Fusco complementou.

- E espero que faça isso com total responsabilidade Srta. Shaw. — Reese estendeu a mão para ela que apertou fitando seus olhos.

- Farei. — Disse severamente. Reese a analisou de cima a baixo e olhou para seu assistente.

- Ela vai servir.. vamos ver se dura! — Ele diz friamente enquanto passa por ela junto as outras mulheres que nem ao menos cumprimentaram-na. — Tenho uma reunião em quinze minutos com o prefeito, Lionel certifique-se de que a Srta. Shaw comece seu trabalho. — "Sujeitinho arrogante" "Mas já era de se esperar" Pensou Sameen, observando o homem refinado sair pela porta junto com suas acompanhantes.

- Venha Shaw.. — Fusco a chama e ela o segue, sem questionar. A mulher apenas olhava cada detalhe da casa, cada sofá, quadro, cadeira, era tudo tipicamente riquíssimo. Foram mais a fundo na casa, enquanto Shaw o seguia, se perguntava como uma pessoa pode ser tão rica a ponto de ter algo daquele gênero.

- Então eu disse.. não estou aqui pra ouvir você, muito menos olhar você.. — Risos e uma voz feminina um tanto chamativa se ecoava de uma enorme sala. Quando Shaw entrou junto ao homem que ela seguia, viu que poderia ser a sala principal, pois era exageradamente enorme, com milhares de sofás, mesas de jogos e tudo mais. Três garotas estavam sobre um dos sofás impecavelmente brancos, sorrindo entre si e contando fofocas, mas assim que eles chegam, as três param, uma delas revirou os olhos.

- Srta. Grover? — As outras duas sorriram baixinho. Todas com vestidos caros e bolsas que valiam mais que o salário de qualquer um da classe média. Maquiadas e extravagantes. "Qual delas, será a filhinha do papai?" Pensou Shaw analisando as três, mas sua atenção foi diretamente na que revirou os olhos para Fusco.

- Já disse Lionel.. me chame de Root!

- Mas Srta, seu pai pede que eu..

- O que meu pai pede não importa, Lionel.. — Disse arrogantemente, fazendo as outras sorrirem de novo. A garota se levanta delicadamente e fica a frente deles. Belas curvas, com um vestido colado ao seu corpo, alta, bonita e formosamente soberba. — então.. quem é dessa vez? — Pergunta a ele em desânimo.

- Srta. Shaw.. — Fusco abre caminho para ela, e os olhares se encontram. Por um breve tempo, permaneceram um no outro, perdido talvez. Mas uma conexão forte pairava sobre o simples gesto. A mais alta analisou Shaw lentamente de baixo para cima. Shaw por outro lado ficou estática, permanecendo séria, mas ao mesmo tempo em que cruzou seu olhar com o da outra mulher, ela se arrepiou rapidamente, sem controle total disso. — esta é a Srta. Groves, você a protegerá a todo custo!

- Mas que prazer, Srta. Shaw.. — Olhou de volta de cima a baixo a mais baixa e sorriu de canto. Fusco ficou confuso, junto as outras amigas de Root. Pois a mesma jamais havia se quer olhado para os guarda-costas anteriores.

- O prazer é meu Srta. Groves. — Retribuiu, tentando ser educada, porém ainda fria.

- Parece que meu pai acertou na vigilância agora.. — Root sorriu para Fusco que revirou os olhos, mas sorriu falsamente em seguida.

- Boa sorte Shaw.. — Lionel olhou a ela e disse sinceramente, antes de sair pela porta da sala.

- Meninas saiam.. — Root ordenou sem retirar os olhos de Shaw, e elas saíram cochichando entre si. "Vamos ver qual é a dessa mimada!" — Pensou Sameen, observando as outras patricinhas saírem da sala. — Parece que temos muito o que conversar Srta. Shaw.. — Root sorriu maliciosamente, enquanto Shaw permanecia no mesmo olhar, sem querer se deixar abater com aquela frase, ou aquele sorriso.

Notas finais
Arma: M4A1:http://navyseals.com/wp-content/uploads/2013/01/M4-Navy-01.jpg

Mansão:http://blogdecoracao.biz/wp-content/uploads/2015/02/mans%C3%B5es.jpg

Mercedes: http://extra.globo.com/incoming/14618083-79b-002/w640h360-PROP/2014-769562189-mercedes-benz-s-class_maybach_2016_1600x1200_wallpaper_01.jpg.jpg