Body guard

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Voltei gente linda! Olha me surpreendi com os comentáros, tenho só a agradecer a vocês que estão acompanhando e comentando! Vai aí mais capítulo desse ship incrível pra vocês! Enjoy!

– Me fale sobre você, Shaw! — Root andou lentamente até a estátua que se chamava Sameen. Seu olhar por sobre a mulher carrancuda era intrigante, curioso e talvez com uma pitada de malícia.

– Não creio que estou aqui para falar da minha vida, e sim para proteger a sua Srta. Groves. — A mais baixa penetrava seu olhar num móvel chique qualquer da sala. Lembrou-se de que o trabalho deveria ser o mais profissional possível e talvez muita troca de olhares não seria adequado.

– Mas você vai ser minha agora.. — Sussurrou andando lentamente em volta dela. — minha guarda-costas. — Complementou ficando de frente a ela. Root estava muito perto, quase invadindo seu espaço pessoal. Mas claro que isso não abalou nenhum pouco Shaw. Apenas para não ser rude, ela fixou seu olhar no da outra sem mudar por um momento sua expressão. — E vai fazer o que eu mandar! — Seu tom foi autoritário, mas ao mesmo tempo manso.

– Fui contratada para te proteger, não te servir. — Disse educadamente com o mesmo olhar. Shaw não poderia negar dentro de si, que os olhos de Root eram muito profundos e chamativos. Seu olhar era um tanto charmoso. A mais alta sorriu de canto e se aproximou mais um pouco tirando um dos fios de Sameen do rosto e colocando delicadamente atrás da sua orelha.

– Sinto que vou adorar que trabalhe pra mim. — A outra sorriu forçadamente, achando a mulher metida demais. — Só não encomode, fique quieta, na sua e fique sempre distante, ao menos quando estivermos em público! — Se afastou tomando um ar de arrogância.

– Com todo o prazer.. — Respondeu irônica forçando de novo o sorriso.

– Vou fazer compras agora.. — Pegou sua bolsa cara, e seus óculos de sol, andando até a saída da sala. — vai ficar parada aí o dia todo ou vai começar a fazer o seu trabalho?

Sameen engoliu em seco sua vontade de já dar um soco na patricia, e andou até ela. — Boa menina! — Root disse e começou a andar até a saída da casa. — Não vai trazer o carro? — Perguntou impaciente para a mais baixa que quase revirou os olhos, mas se dirigiu até a mercedes e ligou, levando até a entrada onde a outra estava. Então entrou no carro, ficando no banco de trás, já mexendo no seu Iphone 6.

– Para onde Srta? — Perguntou olhando pelo espelho retrovisor, vendo Root a ignorando enquanto mechia no celular.

– Já disse, compras! Por acaso você é surda? — Disse não tirando a atenção do celular.

– Não, mas você não mencionou o lugar!

– Vá em qualquer shopping que tenha no mínimo 5 andares, e que tenha muitos vidros. Acho que pra isso você serve. — Shaw suspirou lentamente, e pegou a direção dirigindo até o centro da cidade, estacionando em frente a um shopping com todas as categorias que e a outra dissera. — você fica! — Então ela desceu, mas Sameen saiu junto, ligando o alarme do carro. — você é surda não é?

– Sou sua guarda-costas, não sua motorista. — Disse se aproximando com seu tom sério. Root revirou os olhos e voltou a mexer no celular, entrando no shopping.

– Oi Zoe, pois é, ela foi mais que o esperado, mas já é pessima no que faz, além de parecer surda e.. travada! — Root falava ao telefone enquanto andava pelas lojas com Shaw logo atrás a ouvindo. — Eu sei! — Sorriu com a conversa entre sua 'amiga'. — Ta.. vou tentar me comportar dessa vez. Se não papai não vai parar de encher meus ouvidos com todo aquele blá, blá, blá! — Fez uma pausa. — Pelo menos ela é gostosa. Me anojava com os homens anteriores, eram feios e barrigudos.. você lembra do Sammy? — Não? Aquele que dormiu com a sua prima, e o seu tio descobriu, então brigou com o meu pai que acabou despedindo ele. — Não, não foi o que entrou em coma por eu dar comida apimentada, sendo que eu nem sabia que ele era alérgico. — Não, esse foi o Robert! Então, voltando ao assunto, parece que não vou querer vomitar toda vez que olhar meu guarda-costas! — Verdade! — Soltou uma leve risada enquanto entrava em uma loja de roupas extremamentes sofisticadas, sem ao menos se importar com a presença de Shaw. — Ok, nos encontramos mais tarde, tchau amiga! — E desligou o celular, já olhando algumas roupas. — Não fique tão perto.. — Ordenou a Sameen, que deu dois passos pra trás, cerrando os punhos. — Por acaso parece que estou em perigo olhando roupas?

– Não, srta..

– Me chame de Root! — Ordenou de novo, pegando um dos cabides e olhando o vestido ali. Shaw nada falou, preferiu ficar quieta ao falar alguma grosseria a mulher mimada, e já ser despedida no primeiro dia de trabalho.

Logo uma vendedora, sorriu simpática a Root que retribuiu, dizendo querer experimentar o vestido em mãos. A vendedora indicou o provador enorme a ela com a mão. — Você fica aqui.. ou quer entrar comigo? — Perguntou a mais alta, sorrindo safada a outra que não retribuiu.

– Estou muito bem aqui, obrigado! — Respondeu fria, então Root foi ao provador. De repente ela gritou do nada, e Shaw já sacou sua arma rapidamente correndo até o provador, abrindo as cortinas de supetão.

Ali estava Root, gritando ao mesmo tempo que se olhava no espelho.

– O que? O que aconteceu?? — Shaw perguntou preocupada, mas já se desanimando por não ver nenhuma ameaça.

– Olha esse fio!! — Apontou com o dedo para o minúsculo fio fora da costura do vestido.

– O que aconteceu Srta? — A vendedora logo veio perguntando.

– Que absurdo!! Como uma loja como essa pode vender esses vestidos baratos com costuras mal feitas?? — Esbravejou inconformada para a vendedora que ficou confusa. Sameen, que até agora ficou frustrada pelo comportamento mimado dela, revirou totalmente os olhos e saiu daquele provador. — NÃO QUERO SABER, VOU PROCESSAR VOCÊS!!

Foi o que ela ouviu Root dizer enquanto discutia com a coitada da vendedora. Shaw decidiu se afastar dali, pois não ia aguentar ver a frescura da outra sem antes a socar com seus punhos.

Quando deu por si, Root saía da loja com milhares de sacola em cada mão, e um sorriso no rosto. — Segura! — Deu todas as sacolas para para a outra que foi obrigada a pegar.

– Não sirvo pra isso, esse não é o meu.. — De repente o telefone de Root toca no som de "Bad Blood" da cantora Taylor Swift.

– Oi amiga! Nem sabe.. — E foi andando, deixando Shaw bufando e a seguindo com as sacolas. — Acabei de ir numa loja onde o vestido estava com o fio desbotado, você acredita?? Que miséria! Mas só fui dizer que iria processar, que me deram todos os vestidos que quis de graça! Eu que não iria pagar por vestidos tão pobres, mas já que deram de graça, quem sabe eu use algum! — Eu sei que a loja da sua mãe é a melhor, tem as melhores roupas que uso, ao menos pra dormir! — Soltou uma leve gargalhada, enquanto dirigia-se para a praça gigantesca de alimentação, onde haviam vários vidros com vista para a cidade. Se assentou em uma mesa perto dali, e logo um garçom veio. Root apontou para um prato qualquer no cardápio do restaurante chique, e o homem se retirou. — Claro que estou brincando sua boba! Soube da novidade? Fala com a Zoe, ela conta tudinho! — Sim, claro que nos vemos mais tarde. Beijinhos. — Desligou e mecheu mais um pouco no celular. Depois de minutos ela olhou para Sameen que rangia os dente por dentro segurando as sacolas, a uma distância ainda de pé. — Será que eu preciso dizer tudo a você? Vá levar as sacolas para o carro!

– Sim, srta. — Bufou.

– Root!! — Ordenou voltando ao celular. Shaw suspirou e começou a andar em direção ao carro.

– 'Root, meu nome é Root, o fio ta solto, nhê, nhê' — Imitou a outra pra si mesma fazendo uma voz mais fina. — Vai ver o 'Root' quando eu der um belo cruzado de direita naquele rostinho lindo. — Resmungou pra si, se repreendendo por achar o rosto da outra um tanto atraente.

Quando deixou as sacolas no carro e voltou para a praça de alimentação, a mimada havia sumido. — Mas que diabos! — Se frustrou, mas logo começou a andar por todos os cantos procurando a outra.

Depois de uma hora a procurando, finalmente a encontra, sorrindo com outras mulheres dentro de um salão riquíssimo de beleza. Enquanto uma mulher fazia os pés de Root, a outra fazia as mãos e outra nos seus cabelos. — Pronto, o que achou? — A mulher pergunta mostrando no espelho os cabelos ainda mais ondulados dela num brilho maior dessa vez.

– Adorei! — Sorriu para a mulher com as outras em seus pés e mãos. — Ah você esta ai! Onde esteve? Por que não consegue fazer seu serviço direito!? — Disse indignada, porém um sorriso de canto apareceu em seus lábios em seguida. — Esses gurda-costas incopetentes, não sabem como se trabalha! — Disse as mulheres que sorriram até demais.

– Concordo, o meu último foi um desastre!

– O meu nem se fala garota! — As mulheres gargalhavam enquanto falavam e Root sorria vitoriosa por ver que Shaw segurava todo seu ser pra não estrangula-la.

– O gato comeu a sua língua? — Voltou a perguntar para a baixa.

– Não Srta, só acho que deves tomar cuidando andando por aí fora da minha guarda, sendo que eu estava fazendo algo que me pediu, porém que estava fora dos padrões do meu serviço. — Respondeu severamente deixando um silêncio pelo ar.

– Tudo o que eu disser, esta dentro dos padrões do seu serviço! — Olhou sarcástica a outra. — Como eu disse, incopetentes! — Disse as outras que voltaram a sorrir.

Shaw se segurou de novo e esperou a 'donzela' acabar suas unhas e sair do salão produzida.

– Qual seu primeiro nome? — Perguntou Root no celular, enquanto Sameen já dirigia de volta a mansão/castelo.

– Por que quer saber? — Diz enquanto dirigia e prestava atenção no trânsito.

– Não responda minha pergunta, com outra pergunta!

– Responda a minha que respondo a sua! — Olhou pelo espelho retrovisor, e os olhares se encontraram por ali.

– Curiosidade.. — Sameen deu uma pausa, voltando a dirigir.

– Acho que não sou obrigado a responder a minha.

– Mas tinhamos um trato!

– Ninguém nunca disse isto!

– Esta trapaceando!

– As vezes as trapaças são ideias para algumas pessoas. Já que não nasceram em algum berço de ouro. — Shaw fita seus olhos novamente, pelo espelho.

– Esta tentando insinuar alguma coisa?

– Por que estaria?

– Por se sentir inferior a mim. — Shaw sorriu de canto.

– E por que eu me sentiria?

– Por que não se sentiria? Afinal você esta trabalhando pra mim agora. Mas acho bom não mencionar nada que te prejudique.. 'Shaw'. — Irônizou o sobre-nome da outra com um risinho.

– Eu jamais faria isso. — Forçou um sorriso desejando meter três balas nos miolos da mulher intolerânte.

***

– Root, estamos aqui!! — Uma mulher num vestido colado e cabelos castanhos claros, num sorriso, a chamou. A noite havia chegado, Root passou em casa para trocar suas roupas por mais estilosas e um tanto vulgares. Shaw esperou impaciente até a patricinha voltar para o carro e irem em direção a boate mas popular da cidade.

Música alta, pessoas dançando, luzes coloridas e com vários tons de neon para todos os lados, deixando o ambiente escuro em alguns intervalos. Várias mulheres estilosas e o que pareceu, patricinhas como Root acompanhavam a outra que a chamou. — Zoe, estou aqui querida! — Root se aproximou delas com Sameem um pouco mais atrás, que estava odiando o clima daquele ambiente, embora por outro lado, se não estivesse ali a trabalho, seria muito do seu feitio.

– Como vai garota? — Deram dois beijnhos de cada lado da bochecha e Zoe já entregou um drink para Root. — Uau, você ta um arraso! — Sorriram entre si, erguendo a voz pelo barulho da música.

– Obrigada, você também ta diva demais! Quer despedaçar muitos corações não é?

– Você sabe que é o que faço de melhor. — Piscou para Root que sorriu. — E olha que você não mentiu quando disse que ela era gostosa! — Apontou levemente para Shaw que se distraia com as pessoas dançando.

– Não é? Mas ela não é fácil de se persoadir! Estou fazendo de tudo pra inferniza-la..

– Pobre mulher! — Brincou Zoe.

– E isso é apenas o começo, querida amiga.

– Bom, você não pode infernizar a vida da sua nova gurda-costas, sem um drink não é? — Estendeu seu copo para cima, e assim Root fez os mesmo, virando-o em sua boca em seguida.

– Preciso de mais um! — E assim as duas junto as outras garotas foram até o balcão primcipal de bebidas, pedindo uma rodada atrás da outra. Shaw só ficava na espreita, analisando os movimentos de Root, que agora agia como bêbada que estava.

– Eu sou a mais gosgosa.. quer dizer, gostosa!! — Gritou e subiu em cima do balcão começando a rebolar com o som da música, atraindo a atenção de todos por perto. As amigas dela, gargalhavam e a incorajavam. Breve um dos homens bêbados ali, agarrou as pernas de Root, a fazendo descer. Ela estava caindo de bêbada e o homem estava se aproveitando.

– Hey você! — Shaw se aproximou rapidamente e puxou com força o braço do homem. — solte-a!

– Mas quem você pensa que é, hen vadia? — O homem se frustrou olhando Sameen e não largando Root que gargalhava.

– Penso que sou muitas coisas. — Seu olhar ficou frio e raivoso. — Penso que sou a mulher que vai quebrar seu braço, sua perna ou suas costelas.. você decide! — Ele sorriu, e assim que se vira pra dar um soco nela, a mesma bloqueia e torce o braço dele, o quebrando em seguida, deixando o homem gemendo de dor.

As 'amigas' de Root, nada falaram e ficaram surpresas com a habilidade da moça. — Muito bom, de novo! — Root sorriu e bateu palmas.

– Já ta na hora de você ir pra casa! — Sameen pegou no braço dela, a arrastando pra fora dali.

– Ah serio? Mas eu nem bebi nada ainda! — Disse com a voz arrastada enquanto Shaw a colocava no banco de trás do carro.

– Seus gestos demonstram bem isso! — Falou irônica e voltou para o banco da frente, ligando o carro.

– Agora que a diversão estava começando, por que você fez isso? Por que todos sempre tem que tirar minha felicidade? — Ela brincava com o botão de abrir e fechar a janela.

– Se diversão é ter sido quase estuprada, bom, meus parabéns, você quase conseguiu! — Disse seca.

– Você não entende.. ninguém entende!

– O que não entendo? Que você é uma garota mimada que pra passar o tempo vai a shoppings fazer compras e a boates com as amigas pra afundar o vazio de ter tanta riqueza na bebida. E pra não acabar consigo mesma, já que mal consegue se proteger, precisa de uma guarda-costas!? Acho que entendo perfeitamente Srta. Groves!

– Você.. você não pode agir assim comigo! Mal sabe sobre mim..

– Ah eu já vivi muito pra saber como pessoas como você e sua família são! E além do mais, você mal vai se lembrar amanhã mesmo.

– Família.. se lá tenho família! — Resmungou.

– Se eu fosse você, já agradeceria muito pelo que tem!

– Como se riqueza preenchesse o vazio! — Resmungou de novo, e logo estavam em frente a mansão. — Não.. não quero voltar pra cá! — Root implorou enquanto Shaw tentava a tirar do carro, mas ela se segurava na porta.

– Vamos patricinha.. não seja teimosa! — E com sua força, ela conseguiu desgrudar a mais alta da porta e leva-la até a porta de entrada em seus braços.

– Não sou patricinha..

– Ah você é! E das piores! — Disse enquanto tocava a campainha.

– Você é bonita. — Root passou seus dedos pelo rosto da outra. — Essa carinha amarrada que você faz só te deixa mais sexy, sabia?

– O que eu sei, é que você bebeu demais! — Disse tirando a mão dela do seu rosto, mas por teimosia, Root a empurrou contra a parede e pegou seu rosto com as mãos.

– Deixa eu provar seus lábios.. — Sua boca ficou a centímetros de distância da outra. As respirações se misturaram e uma tensão forte pairava sobre as duas. Como Root era mais alta, estava prendendo com mais força Shaw ali, não lhe dando alternativas a não ser ficar bem pertinho daquele rosto tão belo. — devem ser uma delicia. — Sameen se despertou, e inverteu as posições rapidamente, porém, com a mesma mínima distância.

– Isso você nunca vai descobrir! — O cheiro de alcool junto a perfume importado da mais alta fazia uma boa mistura para Sameen. Se não fosse seu trabalho, com certeza a beijaria ali mesmo, tendo proveito por uma noite da perfeita mulher. Pois ela nunca havia amado, ou tido uma grande paixão na vida. Para ela sentimentos eram coisas descartáveis.

– Eu posso tentar! — Se aproximou mais um pouco porém no caminho, ela abaixou seu rosto, vomitando nos sapatos de Shaw, a deixando impaciente.

– Muito romântico! — E dito isso a porta se abriu, revelando uma das empregadas que imediatamente pegou Root nos braços, a levando para dentro.

– Até logo gostosa! — Root sorriu querendo se soltar dos braços da mulher.

E com isso, Shaw voltou para casa de táxi e chegou no seu pequeno apartamento, acariciando Bear e tomando um longo banho. Depois ligou para fusco, falando de todo o acontecido, recebendo elogio do homem pelo belo primeiro dia no trabalho. Finalmente ela deitou na sua cama, respirando fundo e pensando que seria um grande desafio cuidar de Root de agora em diante.

Notas finais
Espero que comentem! :) E para os que tem duvidas, o relacionamento entre as duas não vai ser logo de cara! Vai demorar um pouco, pois acredito que toda paixão venha com o tempo. Então o que acharam? :D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.