Notas iniciais
Grab somebody sexy and tell 'em hey! Quinta-feira, nesse lindo 10/07, e aqui estou eu para vocês. Mas antes, algumas palavras do nosso patrocinador -q. Negos e negas, queria dizer algo sobre o informante de Hinata: não é o Neji! Algumas pessoas confundiram, mas se vocês lerem direito, perceberão que ele só estava presente no local. Segunda coisa: é, foi triste sim o término do Naruto com o Sasuke, mas foi necessário e todos vocês sabem o porquê. Eu tenho leitores que realmente não conseguem mais gostar do Punk, mas, como uma leitora disse, é bom que eu tenha conseguido fazer ela não gostar de um personagem, sinal que consegui realmente envolver alguém com a história. E chegamos aos 302 comentários. CARAS, vocês são fodas! Sério mesmo. Minha primeira fanfic chegou aos 245 comentários com 15 capítulos, mas BL, mesmo com quase 10 capítulos a mais, chegou aos 302, e isso é surreal a beça. Sei que tem gente nesse site com 1000 e poucos e não estou nem aí, o importante para mim é o meu e é nisso que estou concentrada. Vocês praticamente realizam o meu sonho quando comentam o quanto gostaram, se gostaram, o que gostariam, e isso me inspira cada dia mais. Eu amo vocês. Gostaria de agradecer à/às Irmãs Haruno pela linda recomendação. Obrigada mesmo! Esse capítulo é dedicado ao homem da minha vida, Killua! Agora, vamos ao capítulo. Boa leitura!

Naruto.

Estava no bar servindo os clientes normalmente, no momento, aliás, estava entregando uma piña colada para um cara especialmente estranho. Seu rosto era branco como papel, os cabelos longos me lembravam um pouco Itachi – mas bem pouco, só para deixar claro -, e seus olhos eram iguais ao de uma cobra. Sim, tenho certeza do que estou vendo. Não, não consumi nenhum tipo de alucinógeno.

– Você é Uzumaki Naruto? — Por que diabos o cara falou meu nome de trás para frente? Confirmei com a cabeça, e vi o homem estalar a língua. Vi o homem estalar a língua bifurcada. Realmente, eu mereço! Só atraio maluco. — Vai ser um prazer negociar com você...

– Quem é você? — Perguntei com o queixo erguido, fingindo não ter medo. O que eu tinha comigo agora era uma agada de 25cm escondida numa liga, por baixo de minha calça, que eu podia pegar livremente, graças ao fato de meu bolso direito não ter fundo, mas claro, sempre havia a infinita possibilidade dele apontar uma arma para mim, ou até mesmo snipers esperando para me matarem. Era um risco a se correr.

– Sou Orochimaru. Trabalho para Ambu Nation, perto de Deidara e Sasori. — Explicou-me, mas visto que eu continuava desconfiado, voltou a falar. — Deidara e Sasori são artistas, trabalho de Sasori é mais recluso, assim com o meu... São apenas experimentos, e você não tem que saber sobre o que se trata, mas até que o trabalho de Deidara é bem técnico. Ele constrói explosivos, nas mais diversas formas e tamanhos, programados de formas diferentes, mas incrivelmente eficazes... Aliás, admiro muito o trabalho daquele moleque.

Fiz um sinal com a cabeça, indicando que entendi o que ele estava dizendo, mas é claro que eu procuraria depois sobre sua função na ambu Nation. Agora, 50% de tudo de lá era meu, e eu não admitiria que alguém trabalhasse fazendo "experimentos" se eu não soubesse o futuro disso, sobre o que se tratavam os experimentos e se eles usavam cobaias.

– Vim aqui para te dar um recado. — Orochimaru abaixou o tom de voz, fazendo-me chegar mais perto dele. — Daqui a pouco um carro da Ambu Nation te buscará. Você deve estar do lado de fora do Bar à meia noite, caso contrário ficará para trás. Entendeu?

– Está entendido. — Afirmei. Embora tenha achado estranho que Itachi não venha me buscar pessoalmente, resolvi não me importar com isso por agora. Eram só detalhes, e detalhes não devem prender minha atenção nesse momento. Logo eu subiria no palco para cantar uma música, e teria o apoio de Gaara e dançarinas em meu backing vocal.

O homem deu as costas, deixando-me uma quantia exata de dinheiro. Ou seja: apenas veio para uma bebida, não ficaria para o show. Isso me deixava um pouco mais aliviado, já que a presença dele não me deixava muito à vontade. Havia algo muito, muito estranho nele, e eu descobriria o que é.

Olhei para o relógio de meu celular... Bom, agora era exatamente onze e meia, o que significava que minha apresentação seria daqui há alguns minutos, eu ainda tinha tempo para limpar o balcão e me poupar trabalho para o meu substituto de amanhã, caso eu não voltasse para o bar.

– Naruto! Venha! — Chamou-me Gaara, após longos minutos. Era assim cada vez que eu cantava no bar, minha barriga gelava e eu não podia evitar o nervoso que me tomava. Toda vez que eu subia naquele palco, meu sonho se realizava de novo, e de novo, e de novo. Era literalmente sonhar acordado, logo, o sonho não acabava.

Subimos ao palco, as grandes e pesadas cortinas vermelhas com fios dourados estavam fechadas, tampando grande parte do palco. Gaara e eu estávamos de mãos dadas, dizíamos algumas palavras de confiança e inspiração, um para o outro. Apesar do palco ser pequeno, apesar do Nove Ases não ser conhecido mundialmente, ainda assim era um palco e eu iria honrá-lo, respeitá-lo. Dentre as pessoas que assistiriam tinha gente importante, que pode investir em mim, propagar minha carreira a outro nível, e esse tipo de chance não se desperdiça.

Recebemos o sinal do contra regra, o show iria começar em alguns segundos, então para evitar me machucar, tirei minha adaga de minha liga e escondi em um lugar seguro de trás do palco. Os microfones estavam em seus pedestais, mas eram falsos, em formato dos microfones que eram usados nos anos 60. Usaríamos microfones estilo red set, que funcionariam de verdade, afinal, nós também somos dançarinos, não é?

Usávamos ternos de modelo vintage, de cor preta, com a camisa social branca por dentro. Realmente seria um mico ter que aparecer assim no QG da Ambu Nation, mas seria preciso. Meus sonhos, só hoje, viriam primeiro que minhas obrigações.

Ajeitei minha gravata borboleta mais uma vez, e assim que abaixei as mãos, as cortinas se abriram, revelando um público ansioso e em silêncio, aguardando o que estava por vir.

Andei alguns passos para frente, parando na parte do palco que ficava em evidência sobre as luzes mais fortes, e logo vi Gaara a meu lado. Ele, o ruivo, anunciou ao microfone falso.

– Ladies and gentlemen! This is Mambo number 5!

Dei um passo para trás, deslizando meus pés sobre o palco. Abri os braços, para depois puxar o microfone falso com o pé e derrubá-lo para o lado, segurando-o como se fosse uma moça em meus braços.

– One, two, three, four, five. Everybody's in the car, so come on, let's ride to the liqueur-store around the corner.The boys say they want some gin and juice, but I really don't wanna! — Cantei sorrindo. Avistei minha ex concunhada, Sakura, na platéia, ao lado de Itachi, e pisquei para ela. — Beerbust like I had last weekI must stay deep, because talk is cheap! I like Angela, Pamela, Sandra and Rita – Enumerei nos dedos. — And as I continue you know, they are getting sweeter.

Gaara bateu seu quadril contra o meu, empurrando-me para o lado. Dei dois passos grandes, fingindo que ele tinha feito forte demais para me expulsar do palco e roubar minha cena. O público riu com nossa graça e Gaara começou a cantar em seu microfone falso, agarrando o pedestal com as duas mãos e fechando os olhos.

– So what can I do? I really beg and you my Lord! To me flirting it's just like a sport, anything fly. It's all good let me dump it, please set in the trumpet!

Chutei meu microfone em direção ao de Gaara, depois que o ruivo soltou o pedestal, e os dois microfones caíram em sincronia no chão.

Dei língua para Gaara e pus-me a correr pelo palco, meio que em uma polca, deixando bem claro que estávamos brincando e que Gaara teria que me pegar.

– A little bit of Monica in my life, a little bit of Erica by my side... — Cantei para Gaara, ainda correndo, deixando que o mesmo me alcançasse e pusesse uma mão em meu ombro.

– ...A little bit of Rita is all I need, a little bit of Tina is what I see... — O ruivo cantava. Tirei o braço de Gaara de meu ombro usando meu braço, e apoiei esse mesmo braço no ombro de Gaara, assim como ele havia feito comigo. Gaara olhou-me zangado, arrancando mais risadas da platéia.

Gaara fingiu que ia me socar com seu outro braço, e eu abaixei-me, rolando para trás em uma cambalhota, levantando-me e voltando a cantar o Mambo.

– ...A little bit of Sandra in the sun, a little bit of Mary all night long... — Provoquei Gaara e o público, andando em direção ao ruivo e depositando um beijo em sua bochecha. Meu amigo aparentou ficar confuso para o público, enquanto eu dava a volta e ficava atrás dele, que logo mostrou-se recuperado e virou-se para mim, segurando meu queixo com uma das mãos.

– A little bit of Jessica, here I am. — Levantou o outro braço, dizendo “aqui estou”. Aproximou seu rosto do meu perigosamente, antes de cantar com a voz rouca a última frase do refrão — A little bit of you makes me your man.

Escutei um grito particularmente alto de uma voz conhecida que gritava “lindos! Maravilhosos!” e tive a pequena impressão de ser a voz de minha querida amiga Konan.

Tomei Gaara nos braços em posição de dança de salão. Uma de minhas mãos estava em sua cintura, enquanto a outra segurava a mão fria de meu amigo. Demos alguns passos desajeitados, propositalmente, para divertir a platéia, mas depois acertamos a dança.

– Mambo number 5! — Gaara soltou, quando dei um tapa em sua bunda.

As dançarinas de apoio que o Bar tinha entraram pelos lados, quatro à direita e quatro a esquerda, e encenavam tentar separar Gaara de mim.

– Jump up and down go and move it all around, shake your head to the sound, put your hand on the ground. Take one step left and one step right, one to the front and one to the side. Clap your hands once and clap your hands twice, and if it looks like this then you are doing it right. — Gaara e eu agora já tínhamos nos separados, graças aos “esforços" das dançarinas, que agora fingiam tentar roubar nossa atenção para não nos deixarem juntos. Infelizmente eu cantava as partes mais longas da música, assim como essa, mas minha garganta não estava me incomodando nem um pouco, como a de Gaara devia estar, já que ele não estava acostumado a isso, apesar de cantar muito bem.

– A little bit of Monica in my life – Cantávamos juntos, Gaara e eu. A primeira dançarina, da esquerda para direita, deu um passo a frente e fez uma pose, indicando que a Monica da música seria ela. — A little bit of Erica by my side. — E assim seguiu, dançarina por dançarina. — A little bit of Rita is all I need, a little bit of Tina is what I see. A little bit of Sandra in the sun, a little bit of Mary all night long! A little bit of Jessica here I am, a little bit of you makes me your man.

Peguei uma dançarina para dançarmos em passos sincronizados, lado a lado, e Gaara fez o mesmo. As outras seis dançarinas ficaram no meio do palco, já que eu estava do lado esquerdo e Gaara no direito. Elas chutavam as pernas, faziam saltos, enchiam o meio do palco em uma presença única que só uma mulher poderia ter.

– Trumpet! The trumpet! Mambo number 5! — Gaara e sua dançarina voltavam para o meio do palco, e eu fiz o mesmo, afinal, agora vinha o grand finale!

As dançarinas se arrumaram em uma fileira, assim como no último refrão, eu na esquerda, Gaara na direita.

– A little bit of Monica in my life! — A “Monica” chutou a perna para frente, e virou-se de costas para a plateia, abaixando o tronco e deixando seu traseiro exposto para o tapa que eu daria. — A little bit of Erica by my side. — A próxima dançarina fez o mesmo, também recebendo um tapa meu. E assim seguiu. — A little bit of Rita is all I need, a little bit of Tina is what I see. — Conforme eu batia na bunda das dançarinas, o público batia palmas, acompanhando os estalos. — A little bit of Sandra in the sun, a little bit of Mary all night long! — Quando cheguei na última dançarina, como combinado, Gaara havia tomado seu lugar, estava de costas para o público e de bunda para o alto. A dançarina “Jéssica” o olhava fingindo bufar de raiva, e a plateia ria. — A little bit of Jessica here I am, — dei de ombros, como se dizesse “o que posso fazer?”. — A little bit of you makes me your man ! — Finalizei a estrofe dando um tapinha na bunda de Gaara, que levantou o tronco e riu.

As dançarinas viraram de frente de novo, entrelaçando seus braços, Gaara, a dançarina que tinha ficado de fora e eu completávamos a fileira, andando para frente do palco sem pressa, enquanto a música terminava.

– I do all to fall in love with a girl like you! 'Cause you can't run and you can't hide, you and me gonna touch the sky. — Gaara e eu cantávamos juntos, deslizando os pés duas vezes para a esquerda e duas vezes para direita, acompanhados pelas dançarinas, ainda de braços dados. — Mambo number 5!

E quando a música deu seu último acorde, paramos de dançar e abaixamos os troncos, reverenciando a plateia.

Flores, que eu nem sei de onde saíram, foram atiradas ao palco e recolhidas pelas dançarinas, que agradeciam as palmas, assobios e gritos que a plateia dava. O Nove Ases sempre foi um bar calmo, mas hoje foi diferente. Era em momentos como esse que eu me sentia realizado de verdade. Cantar no palco que eu sempre quis, para o público que sempre desejei atingir... É realmente mais do que pensei que conseguiria.

Depois de todos os agradecimentos, que levaram em torno de três minutos de uma salva de palmas initerrúpta, eu pude descer do palco.

Nos bastidores, foi-me oferecida uma toalha úmida para tirar o suor de meu rosto. Limpei-me e fui atrás de minha adaga, achando-a e pondo de volta em seu lugar. Sei que Sakura estava aqui para me ver, mas não poderia me despedir dela, teria que ir para o QG de Ambu Nation agora, e pelo visto, ninguém viria me buscar.

Saí pela porta lateral do Bar, que era apenas para funcionários, acabando no beco entre o Nove Ases e uma loja de roupas, já fechada a essa hora. O beco estava escuro, óbvio, e um pouco úmido devido a uma leve chuva há algumas horas atrás.

Andei até o fim do beco, a fim de pegar minha moto e me mandar, mas algo me impediu, alguém, para ser mais honesto.

Sentada em minha moto estava uma mulher de vestido preto e creme até os joelhos. O tecido era justo, sem nenhum decote muito profundo, o que me espantou um pouco. Um cachecol roxo envolto no pescoço fino ia até o chão, e ao chegar mais perto eu não tive mais dúvidas de quem era.

– Até que você não é tão ruim cantando, Naruto, mas é bem descuidado com seus bens materiais, não é? — Hinata provocou, ainda sentada em minha moto. — Alguém poderia arranhá-la, sabotar o tanque de gasolina, ou até mesmo roubá-la, não acha?

O diabo em forma de gente saiu de cima de minha moto em um pulinho gracioso, caindo apoiada em seus saltos finos que a deixavam pelo menos dez centímetros mais alta. Ela tratou de andar até mim enquanto tirava suas luvas de cetim em cor creme que iam até o cotovelo, e jogá-las na lama, como se nada significassem.

Apesar de não estar nas melhores roupas para uma briga, eu não ia temê-la. Hinata não era ameaça para mim, não sozinha, pelo menos.

– O que está fazendo aqui, Rinavalius? — Perguntei áspero. Vamos apenas dizer que não é de hoje que eu quero esfregar a cara dela no asfalto.

– Apenas vim checar como anda o novo cão de caça da Ambu Nation. — Evitei demonstrar surpresa, enquanto Hinata encostava a ponta de seu dedo em meu peito. — Achou que eu não fosse descobrir, não é, queridinho? Oh Naruto, não faça essa cara, não é como se pudessem esconder tudo de mim.

– Não estava planejando esconder nada de você, cabritinha. — Sorri sem mostrar os dentes, e tirei seu dedo de mim. — Por que não admite logo que veio aqui para ver se eu estava sozinho ou não? Afinal, é tão insegura que precisa de um casamento arranjado para prender um homem. — Pisquei, dando dois passos de distância. Se isso iria acabar em briga física, era melhor não dar sorte ao azar.

– Mas eu vou ficar com um dos dois, certo? Ou até mesmo com os dois. Já você conseguiu perder ambos. Eu só tenho a ganhar. — Hinata sorria maldosa.

Ok, eu vou dar na cara dela.

– Pena que os dois me amam, né, amor? — Ri, jogando a cabeça para trás. — Triste que mesmo que você consiga se casar, eles ainda irão pensar em mim, me querer, brigar entre si para ficar comigo. — Inclinei o tronco para frente, jogando as palavras em sua cara. Se Hinata queria falar sobre os dois Sasukes, então iríamos falar. — Até porque, que eu lembre, terminei com Sasuke porque quis, e com Punk também, afinal, se eu fosse um ser humano baixo como você, teria perdoado a traição na mesma hora!

– Olha só! — Hinata espetou meu peito de novo com o dedo. — Se eu quisesse ter qualquer um dos dois, de verdade, eu teria, pois eles jamais resistiriam. Imagine que ser humano estúpido gostaria mais de um tronco duro e cheio de músculos, do que um seio macio? Ou até mesmo desses cabelos curtos, quando eu tenho tanto o que puxar? Que homem gostaria de uma bunda masculina quando tem algo grande, suave, como o traseiro de uma mulher? Quem gostaria de um corpo sem forma quando se tem uma cintura fininha a disposição? Hein?! — Apoiou as mãos na cintura.

– Talvez a mesma pessoa que morre de tesão só de me ouvir falar, a pessoa que passa a mão nesse meu tronco duro e desce até onde sua imaginação pode ir. A mesma pessoa que tem extremo fascínio por meus cabelos curtos e loiros, que você nem pode sonhar em ter. Talvez seja o homem que gosta de minha bunda durinha, sem chance de celulites ou estrias, que prefere esse meu corpo sem forma, porque só esse meu corpo sem forma é capaz de dar prazer. — Mordi o lábio inferior, para conter um sorriso. — Esse homem é seu noivo, Hinatinha.

Hinata gritou e empurrou-me, fazendo-me dar alguns passos por trás, devido a estar despreparado. Hinata não era fraca, nem um pouco, e tinha mais técnica, mas eu ainda me garantia contra essa cabritinha.

Antes que eu pudesse me recuperar do empurrão, um soco foi desferido contra minha bochecha esquerda.

– Realmente, Naruto, o meu noivo! O mesmo noivo que quando for consumar o casamento comigo, vai delizar por dentro de mim e... — Hinata não teve a oportunidade de terminar de falar. Não depois de eu ter dado um tapa em sua cara com toda a minha força. O estalo soou pela rua vazia, creio que poderia ter sido ouvido há metros de distância. A força usada foi tanta que Hinata caiu e só não bateu a cabeça no chão porque conseguiu se segurar.

Eu não estava com toda essa raiva, mas não a deixaria falar do que Sasuke e ela fariam, porque se dependesse de mim, esse casamento nem ao menos chegaria a acontecer. Tirei a faca de dentro de seu esconderijo em minhas vestes e fui até Hinata, prendendo seu corpo no chão com meu pé em suas costas. Ela tentava levantar o tronco inutilmente, visto que minha posição não a favorecia. Puxei seus longos cabelos, dos quais ela se gabou, e com um golpe de minha adaga, cortei mais da metade dos fios, fazendo o cumprimento de seus cabelos chegar até acima dos ombros.

– Espero que goste bastante mesmo desse seu cabelo, já que afinal, agora pode fazer uma peruca com ele. — Joguei o tanto de cabelo que eu tinha em minha mão em seu rosto, e estava preparado para fazer mais uma loucura quando uma mão em meu ombro me fez parar.

Normalmente eu teria dado uma cotovelada no ser humano que estava atrás de mim, mas a voz que eu conhecia me impediu de fazer isso.

– Acho que já chega, não é, Naruto? — Itachi mantinha o tom de voz calmo. — Ela já teve tudo que merece, por hoje.

– Isso mesmo, Naruto, vamos. O dia hoje é longo, e você não vai dormir nem tão cedo. — Konan, a voz que eu pensei ter escutado durante o show, também estava presente. — Largue ela.

Tirei o pé de cima de Hinata lentamente, e não lhe dei mais nem um único chute. Minhas responsabilidades agora eram outras, e isso incluia Punk.

(…)

Estávamos no QG da Ambu Nation, na portaria, para ser mais exato, e Pain me sorria enquanto Konan estava sentada em seu colo, beijando seu rosto. Ah, esses apaixonados...

Suigetsu estava sentado em cima da mesa de Pain, e eu diria que ele poderia ser um pouco menos vadia e tirar aquelas calças de couro. Todos ali vestiam jeans, alguma camisa e uma jaqueta. Poucas as mulheres da gangue que eu via de catsuit, afinal, quem precisa de catsuit para ficar dentro do QG? Se Suigetsu estava planejando me irritar, estava conseguindo.

– Ele não costuma demorar tanto. — Comentou Itachi, e como mágica, assim que ele fechou a boca, as portas duplas abriram-se num rompante, mostrando Punk entre elas, que as havia aberto com um chute.

Em sua mão direita uma garrafa de uísque pela metade. Claro, ele não pode trabalhar se não estiver bêbado.

– Ora, ora! O que estão fazendo aqui? Vamos trabalhar, vagabundos! — Ele ia zoando, mas parou ao me ver. Era maravilhoso ver que eu estava certo contra Hinata. Os olhos de Sasuke, antes inexpressivos, se arregalaram ao me ver parado a sua frente. — Naruto? O que está fazendo aqui?

– Achei que soubesse que eu viria aprender tudo sobre a função de líder da organização. — Levantei uma sobrancelha, dando mais um passo a frente. — Ainda temos a madrugada toda, Punk. Vai me ensinar?

Aquele sorriso malicioso que eu tanto amava apareceu no rosto de Punk, e pelo canto do olho pude ver Suigetsu pular da mesa fulo de raiva, andando em direção a Sasuke.

– Chefe! — Exclamou, tocando-o no ombro. — Vamos subir logo, sim? Temos muito o que resolver muita coisa antes da hora de seu descanso.

– Não pretendo descansar nem tão cedo, Suigetsu. — Punk respondeu, desviando de mim e começando a andar. — Hoje o trabalho está particularmente interessante.

Segui com todos até a escada, e ali a pequena multidão começou a debandar. Sasuke e Suigetsu seguiam na frente, já no topo do primeiro lance de escadas, e antes que eu me perguntasse para onde deveria ir, Konan agarrou-se em meu braço e começou a puxar-me escada a cima.

– Então é isso, Naruto, você já percebeu que Suigetsu não vai facilitar para você. — Comentou.

– Ele não tem que facilitar, a vantagem já é minha mesmo. — Pisquei para minha amiga, divertido, mas ainda assim triste por Suigetsu ter levado Sasuke. — Só não sei se estou certo de que quero entrar naquela sala, você sabe, foi ali que vi...

– A sala foi reformada. — Minha amiga me cortou. — Agora temos dois gabinetes, um para você e um para Punk. Tudo mudou, até a cor das paredes, não queremos de nada te lembrando daquilo. Relaxa.

Assenti e respirei fundo, já que estávamos chegando na sala.

Quando entrei no lugar, meu coração doeu por um momento, mas assim que meu cérebro assimilou que não parecia nada com a antiga sala, pude ficar um pouco mais aliviado.

Agora no fundo da sala havia um sofá branco, algumas estantes de livros bem cheias atrás do gabinete vazio, que eu presumi ser o meu, e até uma tv gigante em uma parede, mas ali nada passava além de todos os cômodos do QG da Ambu Nation, pelo que percebi. Ou seja, dali poderíamos ficar de olho em tudo e em todos, e isso me dava uma certa sensação de alívio, já que eu não perderia ninguém de vista.

– Então ele vai mesmo dividir a sala com você, não é, Sasuke? — Suigetsu perguntou, sentado na mesa de Punk, enquanto Konan e eu nos dirigíamos para meu gabinete. — Não importa, temos que rever coisas importantes. A invasão de Rinavalius está por um fio, agora que esse loiro burro resolveu que ia bater em Hinata e...

– Espera. — Punk solicitou e Suigetsu prontamente se calou. Punk levantou-se e foi até mim, que estava sentado com Konan ao lado. Ele parecia pensativo, com uma mão no queixo e outra na cintura, e, se querem saber, estava obcenamente bonito assim. Suigetsu aguardava calado, segurando alguns papéis contra o peito. — Você bateu em Hinata?

– Bati. — Respondi. Negar é que eu não iria, já que dei um tapa muito bem dado em Hinata e foi com orgulho. Afinal, ela achava o que? Quem dá mole é água-viva.

– Você sabe que ela pode tentar se vingar, não sabe? — Punk apoiou as duas mãos em minha mesa e olhou fundo em meus olhos. Ele estava se controlando para não rir, e eu tinha plena certeza disso. — Estou orgulhoso de você. Apesar de ter sido imprudente e não ter pensado nas consequencias, mostrou ao inimigo que não é fraco e não tem o porquê temer. É a atitude que eu teria, pena que não posso bater em Hinata, mas acredite, eu queria ter visto essa cena.

Levantei-me, empurrando minha cadeira para trás e descansando minhas mãos por cima das de Sasuke. Suigetsu praticamente quicava em seu lugar, sem poder interferir, e Konan sorria como o Coringa.

– Se quiser saber como foi, na hora do descanso eu posso te contar todos os detalhes. — Levantei uma sobrancelha, sorrindo sugestivo para Sasuke. — E posso acrescentar mais alguns.

– Me parece interessante a sua proposta, Naruto, mas acho que Sasuke está ocupado agora. — Suigetsu interferiu, andando até Sasuke e tocando em seu ombro, mais uma vez. Meu ex namorado o olhou de cima a baixo, parecendo só agora perceber os trajes que Suigetsu usava. Seu cenho franziu, mas ele pareceu lembrar-se de algo. — Nós temos que ver aqueles arquivos, chefe, você sabe que não pode deixar para depois.

– Tem razão, Sui. — Sui?! — Temos que resolver isso urgentemente, eu adiei demais por causa daquilo... Vamos descer, quero resolver isso no meu quarto.

Quer dizer que mesmo depois daquela conversa toda ele iria para o quarto com Suigetsu? E as lágrimas Punk, será que você já as esqueceu?

Quando Sasuke e Suigetsu deixaram a sala, olhei desesperado para Konan. Eu ia perdê-lo de novo? Minha amiga abraçou-me de lado, antes de pedir que eu me sentasse para que ela pudesse sentar-se em meu colo. As mãos gentis de Konan acariciaram-me o rosto.

Eu sabia que não devia ter acreditado que ele mudou.

– Tenha calma, Naruto. — Pediu. — Punk pode ser burro, mas não é irresponsável. Ele não te perderia de novo assim, na sua cara. Esse assunto com Suigetsu, eu não sei sobre o que se trata, apesar de todo meu prestígio aqui, é algo que não foi autorizado chegar até mim.

– Ele poderia ter pedido que eu me retirasse, ou ter ido para qualquer outro canto desse QG, Konan, mas ele quis ir para o quarto. — Retruquei. — Você me tira como idiota? Está bem claro o que foram fazer nesse quarto com Suigetsu usando aquele tipo de roupas.

Konan me socou no braço antes que eu pudesse reclamar mais. Minha amiga censurava-me com um olhar de desaprovação. Será que ela não entendia meu descontentamento? Eu queria me fazer de cego, mas eu não podia ignorar algo que estava bem de baixo de meu nariz. Punk era um mentiroso, sem vergonha e eu havia errado em tentar confiar nele de novo.

Meu coração doía, mas não como da vez em que flagrei Sasuke me traindo. Algo dentro de mim dizia que a cena que eu presenciei era apenas um engano, que estava tudo bem, que eu devia confiar sim. Felizmente ou infelizmente, eu aprendi a parar de ouvir minha emoção, que sempre me leva a fazer coisas estúpidas... Se usar a razão fosse ruim, não teríamos consciência.

Fui abraçado, com a cabeça no peito de Konan. Abraços não iriam me confortar agora que eu sabia que era só um fantoche com qual Punk gostava de brincar.

– Te aconselho a não fazer nada que vá se arrepender. Espere um pouco, aprenda mais sobre suas funções e quando o chefe voltar você pode perguntá-lo sobre o assunto que ele tratava com Suigetsu. Você também é dono desse lugar, Naruto, tem direito de saber sobre tudo que acontece aqui.

E assim a madrugada seguiu.

Fiquei sozinho com Konan por horas finitas, que pareciam nunca passar. Aprendi que ali eu mandava e desmandava no que quisesse. Se eu falasse que todos iriam trabalhar pintados de azul, é porque iriam, e o mais importante, eu não deveria demonstrar fraqueza.

A “surra” em Hinata havia me dado uma pequena credibilidade, já que por todos os lados da manção as fofocas tinham meu nome. Alguns diziam que eu já sabia desde o começo quem meus pais eram de verdade, e que estava planejando vingança. Outros diziam que eu estava aqui por sorte, mas que era perigoso, já que não havia pensado duas vezes antes de descer a mão na cara de Hinata. E eu, bem, eu apenas sorria, porque nada é mais divertido do que plantar a discórdia e se retirar do local, certo?

Aprendi também que meu trabalho não era muito difícil de ser executado, mas era complicado para o pouco tempo que tinha disponível. Orochimaru, o homem que eu encontrei no Bar, trabalhava fazendo experiencias no subsolo da mansão, que era todo tomado por debaixo da grama verdinha que todos viam. De um lado estava Deidara, com túneis que rodavam o quarteirão quase todo, e do outro Sasori, que eu quase vomitei ao saber o que fazia, e Orochimaru, que trabalhava junto de Sasori. O subsolo era um lugar que eu evitaria, mas não sempre, já que todo material balístico que receberíamos iria direto para lá e eu deveria ficar de olho se o que recebemos foi o que pedimos. Além disso também receberia documentos e dociês. Documentos de venda, documentos de compra, de propriedade, de qualquer coisa que tivesse que ser autorizada, iria ter que passar por minhas mãos para ser analisado. Os dociês seriam de pessoas que estávamos de olho, de pessoas que ingressariam na gangue, de cada criança da família Uchiha que ao fazer quinze anos seria integrada a Ambu Nation, e de pessoas que deveriam ser apagadas do mapa.

Eu jamais deveria deixar a mansão para alguma missão. Equipes poderiam morrer, se machucar, perder membros, mas eu só sairia em casos extremos ou desavenças pessoais. Pelo que entendi, o chefe não pode morrer.

As horas passaram até chegar às 05h da manhã, o que significava: hora do descanso. Eu teria direito de dormir até às 8h, o que, para mim, era judiação, mas com toda a adrenalina de minha nova vida correndo em minhas veias, sabia que não conseguiria dormir mais de três horas mesmo.

– Venha, vou lhe mostrar seu quarto, chefe. — Um cara de cabelos curtos e um tapa olho levou-me até o segundo andar, até uma sala de portas duplas, assim como a que eu trabalho. — Sou Obito Uchiha, tio de Sasuke, e esse aqui é o quarto dele, mas tenho quase certeza de que ele não está aí. Sumiu faz horas com aquele Suigetsu.

– É um prazer conhecê-lo, Obito. — Apertei a mão de meu... Sei lá o que ele era meu nesse momento, mas seria da família, certo? — Espero que não tenha ninguém aqui mesmo. Obrigada por me trazer até aqui.

– Não há de quê, pequeno Uzumaki. — Obito sorriu. — Mande lembranças ao Kakashi por mim.

Meus olhos dobraram de tamanho quando Obito calou-se. Como assim ele conhecia Kakashi?! Antes que eu tivesse a oportunidade de perguntar, o tio de Sasuke saiu e deixou-me sozinho. Aquele homem não aparentava ser muito mais velho que Kakashi, talvez um ano ou dois, ou talvez só estivesse cansado.

Parei com a mão na maçaneta. Assim como no dia em que fui traído, algo me dizia para não abrir a porta. Mas, assim como no dia em que fui tráido, eu abri.

O quarto estava silencioso, e para minha surpresa, era todo branco. Eu realmente tinha que entender a sisma da família Uchiha com cores monocromáticas. A cama era grande, de casal, com um grosso edredom em cima. Muitos travesseiros, também brancos, estavam jogados pela cama enorme, onde caberiam quatro pessoas sem passar aperto.

Mais surpreso ainda fiquei quando vi que Punk estava sentado no pé da cama, com algums papéis e fotos em torno dele. Apesar de estar com raiva, não pude evitar de notar que ele não levantou a cabeça quando entrei, era quase como se não me visse aqui.

Andei até ele em passos largos, ajoelhando-me de frente para Punk, que continuou me ignorando. O que ia ser agora? Além de praticamente esfregar na minha cara que ia comer Suigetsu, agora também ia fingir que eu não existo?

– Sasuke. — Chamei, sem obter resposta. — Sasuke! — Tentei de novo.

Segurei suas mãos, fazendo a foto entre elas caírem. Era a foto de um acidente, dentro de um carro de forro preto, com corpos totalmente destruídos, mal dava para ver o rosto dos defuntos.

– É o acidente de meus pais. — A voz de Punk soou baixo.

Pelo que eu sabia, Punk veio depois que soube da notícia da morte dos pais. Então, quem estava na minha frente? Punk ou Sasuke?

– Por que está olhando isso? — Ignorei a raiva por Suigetsu para tentar ajudar. Afinal, não sabia quem estava ali, podia ser qualquer um de meus ex namorados. — Não vai te fazer bem.

– Suigetsu estava investigando a morte de meus pais, porque Orochimaru e Sasori resolveram estudar os restos mortais deles, alegando haver algo suspeito descoberto por Itachi. — Ele engoliu a saliva, e voltou a falar. — E pela primeira vez eu vi as fotos da perícia, de como os corpos ficaram... Eu nem sabia que existiam fotos!

– Como não sabia que existiam fotos, Sasuke? É claro que teriam fotos, qualquer morte acidental ou suspeita há fotos. — Bufei. — Você realmente não deveria ficar olhando isso.

– É isso que você não entende, Naruto. — Meu ex levantou os olhos. Não havia uma lágrima ali. Definitivamente, era Punk. — O carro foi explodido. Por isso, além de outros motivos, eu disse restos mortais. Sobraram partes dos corpos de meus pais na explosão, mas se você ver aqui nas fotos, os corpos estão inteiros, apesar de estarem estripados e com algumas partes separadas de seus lugares de origem.

– Então... O que você quer dizer é que...

– Alguém não queria que alguma coisa naquele carro fosse descoberta, alguma coisa que levaria a quem tramou aquele acidente, por mínimo que seja. — Punk completou. — Um telefone com histórico de chamadas, cartas de ameaças, qualquer coisa. Era isso que Suigetsu queria comigo há muito tempo, me mostrar esses documentos e fotos, mas eu não me sentia preparado para ver.

– Sasuke...

– Não. Eu preciso falar sobre isso. — Punk interrompeu-me. — É foda ser o líder dessa merda toda e não ter o direito de ficar deprimido, mas eu também fico deprimido, entende? Eu tenho minhas razões e eu não quero ninguém interferindo.

Minha mão foi automaticamente para o rosto de Punk, acariciando a pele macia de meu ex. Meu coração descompassou ao perceber que Punk não estava com Suigetsu, e que talvez aquele platinado de merda não tivesse passado nem meia hora dentro desse quarto. Apesar de odiá-lo, ele fez bem de vir para o quarto de Sasuke. Punk não podia demonstrar fraqueza, então que escondesse muito bem seus sentimentos.

Os olhos negros que eu tanto amava me encaravam com atenção, gentis, e por um momento eu esqueci como fazia para respirar. Estar tão perto assim, com ele tão vulnerável, era como uma armadilha esperando que eu caísse, e eu cairia, se Punk não se pronunciasse antes.

– Você não vai me beijar, Naruto. — Punk advertiu. — Não pelo motivo que está querendo. Seu objetivo vindo aqui, além de aprender suas funções, era provocar Suigetsu, provando que você pode mais que ele. Eu posso ter te traído, e sei que você não queria fazer com Sasuke o que eu fiz com Sasuke, mas você está fazendo algo que eu jamais faria contigo. Eu não te usei, Naruto.

– E-eu... Meus sentimentos ainda são os mesmos por você. — Confessei, desistindo de beijá-lo. Ele estava certo. Eu estava tentando usá-lo. — Quando treinamos juntos, Punk, nossa... Eu percebi que eu ainda sinto tudo aquilo e mais um pouco. Ver você frágil fez que a atração falasse mais alto que minhas emoções e o instinto de te proteger que senti. E eu não vou te beijar. Quando tiver que acontecer, se tiver que acontecer, vai ser na hora certa. Quando nem você nem eu tenhamos amarras para nos prender.

– Eu gostaria de ser como você, benzinho. — Não pude evitar de ficar arrepiado quando Sasuke me chamou desse jeito. — Gostaria de ser honesto com meus sentimentos pelo menos uma vez na vida, e acho que consigo agora, nesse único momento, então me escuta. Escuta bem. — Assenti, e agradeci o silêncio naquela mansão para que eu pudesse escutar Sasuke. — Você e a única coisa pura e boa na minha vida, e me entristece que você tenha que se meter com as gangues. Você é um anjo, coração. Todo loirinho, com esses olhos azuis que são donos de todos os meus pensamentos e sonhos, e esse teu gênio difícil de lidar. Você, não Karin, nem Hinata, nem Suigetsu, nem ninguém, só você é o dono do meu coração e do meu corpo. Eu te quero mais do que desejo viver. — Punk inclinou-se para frente e beijou minha bochecha. — Eu te amo.

Ele disse.

Ele finalmente disse que me ama.

Não tive a oportunidade de responder, pois a porta do quarto foi aberta por alguém que eu desconfiava que iria fazer isso mais cedo ou mais tarde. Ali, na soleira da porta, estava Suigetsu, com a face inexpressiva.

– Chefe, precisamos conversar em privado.

Notas finais
E aí? Gostaram? A treta está no ar! Vejo vocês nos comentários!