Blurred lines.

25 Love you till the end.


Notas iniciais
E aí, bonitões? Vamos ao que interessa? Então, vamos lá, da quinta passada pra cá passou voando, e eu tô quase tonta de tão rápido que o tempo passou. Como vocês estão? Todo mundo bem? Aliás, a maioria dos meus leitores sumiram! Onde vocês estão, hein? No último capítulo recebi apenas quatro comentários, mas mesmo assim irei postar em homenagem a uma leitora nova que comentou do capítulo 1 até o 13. Bom, não sei se vocês estavam aguardando, mas... Tenho um aviso importantíssimo sobre esse capítulo: LEMON! LE-MON! L-E-M-O-N! Boa leitura!

Naruto.

– Então quer dizer que vocês não se beijaram? — Minha melhor amiga fofoqueira perguntava, lembrando-me da última vez que tentei algo com Punk, há cinco meses atrás.

– Konan, deixe-o em paz! — Shisui pedia. — Podemos, por favor, só escrever uma música em paz?

Estávamos na sala de Shisui, sentados em pufs, cada um com um bloco de papel e uma caneta na mão, tentando compor algo. É, eu precisava de uma música autoral para ontem, mas nada fazia sentido. Eu não poderia ser como esses adolescentes de agora que falam sobre festas, pegação e dinheiro, porque apesar de gostar muito de cada item citado, eu não era fútil. Minhas músicas deveriam ter significado, deveriam tocar as pessoas.

– Você já tentou pensar na pessoa que você gosta enquanto escreve? Poderia dar certo. — O primo de Itachi e Sasuke sugeriu. Ele disse “pessoa” pois provavelmente não sabia se deveria dizer Sasuke ou Punk.

– Já sim, mas nada sai muito bonito... — Mordi o lábio inferior, encarando o papel a minha frente, com palavras desconexas rabiscadas descuidadamente. — Muita mágoa, confusão, mas também muito amor. — Ri, completamente bobo, lembrando de como as letras saiam quando comecei a tentar escrevê-las, meses atrás.

– Então vamos tentar agora, certo? Eu estou com uma coisinha aqui pronta, sabe, compus no piano com a Konan e achei que você fosse gostar. — Shisui deslizou de sua cadeira de rodinhas até seu computador privado, plugando uma caixinha de som ao aparelho eletrônico. Minha amiga piscou para mim e levantou o polegar direito, em um sinal positivo. — Escute isso e depois tente pensar numa letra. Talvez possa ajudar.

Quando ele soltou o play, eu simplesmente senti.

Conforme as notas da música iam soando pelo cômodo, notei que meu pé não parava quieto, instinto em mover-se para os lados, no ritmo da música. De minha boca pequenos sons saiam, algumas palavras começando a fazer sentido, e eu tive de me curvar imediatamente sobre meu colo com o bloquinho para começar a escrever.

– Está dando certo?! — Konan levantou-se, tentando espiar o que eu escrevia, mas não deixei. — Está dando certo! Você é um gênio, Shisui! Ele está escrevendo feito uma metralhadora, dá quase para ver o papel começando a queimar. — Brincou, e eu ri fraco, mais concentrado ainda na música.

(…)

– Tem certeza que quer mesmo gravar de uma vez? Não quer nem ao menos nos deixar ouvir antes? — Meus amigos e companheiros de trabalho perguntavam.

– Não mesmo! Eu preciso gravar isso e ver como vai ficar com o arranjo que Shisui fez. — Defendi meu lado. — Se ficar uma merda vocês podem apagar, mas me deixem tentar, antes que eu perca o embalo!

Peguei os fones de ouvido para que eu pudesse escutar a música e não me preocupar em como minha voz estava soando. Com a mão direita segurava o bloco de notas com a música escrita, com a esquerda fiz um sinal para que a melodia fosse solta.

Naquele dia, tantos dias depois, nós voltamos no tempo.
O que era passado se tornou presente, e o meu maior presente foi você.

Estou dividido, confuso, talvez meio bobo, mas daquele jeito bom.
Será que é impossível ver?
Ver que eu estou tonto de amor.

Foi por você, pelo swing natural de seu corpo, que eu me atraí.
Tão natural quanto respirar, eu me perdi na tempestade dos seus olhos,
Mas, amor, não fique tão triste assim, eu gosto de estar perdido,
Na verdade, amo estar perdido, foi por você que eu caí.

De tudo que tenho, amo você por ser incerto minha posse.
É você, tão livre, tão diferente, que me tem nas mãos.
E eu pergunto: por quê?
É porque só quem é cego não vê.
Eu estou tonto de amor.

Toda vez que você me olha, ou toda vez que me toca,
Eu fico tonto.
Quando estamos a sós, distante do mundo, na paz perfeita,
Eu fico tonto.
Tonto por você, tonto de amor.

Mas também, não pense que eu não percebi,
O dia em que você me olhou diferente pela primeira vez.
Você me tira por bobo, me faz de tolo, só porque quer.
Mas não pense que eu não percebi,
Que eu fiz tudo porque não podia decidir,
Não podia decidir o que queria para mim.

Acho que poderia ser diferente se eu escolhesse outro caminho,
virassse outra esquina, evitasse seus passos.
Mas é quando você está comigo que tudo volta para o lugar,
Onde não já não tem algo, parece não mais faltar.
É como a chuva, que só vem quanto tem que molhar.

Toda vez que você me olha, ou toda vez que me toca,
Eu fico tonto.
Quando estamos a sós, distante do mundo, na paz perfeita,
Eu fico tonto.
Tonto por você, tonto de amor.

Toda vez que você me olha, ou toda vez que me toca,
Eu fico tonto.
Quando estamos a sós, distante do mundo, na paz perfeita,
Eu fico tonto.
Tonto por você, tonto de amor.

– É ISSO! É ISSO, NARUTO! — Konan gritou. — C'est tout! Cette lettre, cette chanson, sa voix! Oh mon Dieu! Pourquoi ne l'ont pas eu cette idée avant?¹

– Konan! Konan! — Chamei a atenção de minha amiga. — Pega leve com o francês, eu não entendo nada que você diz.

– Ah seu cabeçudo loiro! Eu sabia que mais hora menos você iria conseguir! — Graças a Deus Konan parou de falar em francês. — E que letra hein? Mais direta que isso só um soco de esquerda.

Revirei os olhos e estava pronto para retrucar a provocação de minha amiga quando Shisui disse:

– Ela tem razão, Naruto. — Deu de ombros. — Mas de qualquer jeito, vamos passar mais uma vez, para valer e depois podemos fazer uns ajustes de backing vocal, até alguns sons de outros instrumentos por trás, talvez um sax.

– Um saxofone? Sério?! — Perguntei animado. Saxofone era um instrumento que possuía um dos sons mais lindos do mundo, na minha opinião. A música realmente tinha ficado bonita, e eu adoraria ter a oportunidade de cantá-la para Sasuke, ou para Punk.

(…)

Estava a caminho de minha casa, precisamente, estava estacionando minha moto e prendendo-a em um poste para evitar ser roubado. É, eu sei que esse tipo de coisa se faz com bicicletas, mas eu não queria arriscar.

Comecei a andar em direção ao prédio. Abri o portão com calma, mas quando ia fechá-lo, uma mão em meu ombro parou-me. Virei-me, esperando por Suigetsu ou até mesmo Hinata, mas não, era meu ex namorado ali, parado.

Se vocês pensam que eu estava me referindo a um dos Sasukes, enganaram-se, pois era Kakashi.

– O que você está fazendo aqui?- Isso, Naruto! Seja educado mesmo, vai.

– Vim te visitar! — Disse o óbvio. — Pelo visto você não voltaria à nossa cidade nem tão cedo, então falei com seus pais, eles me deram seu novo endereço e aqui estou!

Olhei para o chão durante alguns instantes, ponderando o que deveria fazer. Em questão de duas horas eu devia estar no Bar, trabalhando, mas em compensação, Kakashi havia enfrentado uma viagem até aqui, então por que não recebê-lo?

– Bom, já que você veio de longe só para me ver, eu acho que não tem mal subirmos para conversarmos, não é? — Perguntei mais para mim mesmo do que para Kakashi.

Fui abraçado e recebi um beijo no topo da cabeça que apenas Kakashi sabia como dar. Esse ato, apesar de singelo, lembrou-me de minha adolescência, da época das minhas descobertas sobre o meu corpo, e como eu era dono de mim.

Subi com Kakashi ao meu encalço, falando sobre assuntos amenos, nada demais. Quem visse realmente pensava que ele só queria me ver mesmo. Claro, eu também estava com saudade de Kakashi, mas como amigo, afinal, sua companhia fora a mais célebre em minha vida na outra cidade e me fazia muito feliz tê-lo aqui do meu lado.

– Ainda fico chocado com o quanto você cresceu, kitty... — Não pude evitar ficar estático quando ele me chamou pelo apelido de anos atrás, o apelido que só usava quando nós estávamos... Você sabe. — Não tem mais aquele corpo magricela, mas ainda assim é tão delicado.

– Não deveria reparar assim em mim, Kakashi. — Adverti por cima do ombro enquanto ia para meu quarto, deixar minha mochila sobre a cama. — Não estamos mais juntos como naquele tempo.

– Isso não quer dizer que seu corpo tenha ficado menos suculento, Naruto. — Dentro de meu quarto, encostei-me na porta, engolindo seco e respirando fundo algumas vezes. Eu estava carente demais e Kakashi sabia se aproveitar do meu fraco por palavras certas na hora certa. — Apesar de ter mudado fisicamente, aposto que ainda te conheço perfeitamente por dentro.

Deslizei até o chão, desejando profundamente ter beijado Punk àquele dia na mansão, há tempos atrás. Se eu tivesse o beijado, talvez ele não se controlasse eu poderia ter tido a melhor foda de minha vida.

Acontece que meu corpo tem necessidades, necessidades que qualquer ser humano também tem, e não é fácil lidar com essa necessidade e minha carência enquanto o primeiro homem da minha vida me diz esse tipo de coisa, e olha que eu sabia que ele conseguia pegar muito mais pesado quando a questão era jogo de palavras.

Mas não me acovardaria, não me renderia a nenhum tipo de chantagem sexual, muito menos aos joguinhos de Kakashi, afinal, sou um homem ou um rato? Pelo que me lembre sou um homem que sabe muito bem o que quer e não vai desistir, muito menos se deixar abalar por uma coisa boba, como por exemplo um homem de 1,92m de altura, ombros largos, cabelo grisalho e lábios maravilhosos... Oh, céus.

Troquei de roupa rápido, optando por uma calça de moletom folgada e uma blusa qualquer, a primeira que achei na frente. Abri a porta do quarto e vi que Kakashi ainda estava no mesmo lugar em que o deixei, só aí percebi o quão fui mal educado.

– Sinta-se em casa, Kakashi.

– Neste caso, por que não nos sentamos no sofá para conversarmos melhor? — Sugeriu. — Aquele dia em que nos encontramos mal tivemos tempo de por os assuntos em dia. Você estava com pressa e aquele seu amigo estava tão ciumento que mal deixou-me encostar em você.

– Peço perdão por isso. — Segurei o pulso de Kakashi e o puxei para o sofá. Minha mente me bombardeava de avisos para não confiar em Kakashi, mas meu coração, bobo como sempre, resolveu dar a ele um voto de confiança. — Sasuke é realmente muito ciumento.

– Eu entendo o lado dele... — Meu amigo acariciou meu rosto. — Tendo alguém tão bonito quanto você, eu também seria ciumento.

– Oh, não vamos mentir agora! — Ri da mentira deslavada de Kakashi. — Nós dois sabemos que você não faz a linha do ciúmes. Você é quase como um animal, Kakashi, daquele tipo que traça uma fêmea atrás da outra, deixando filhotes e corações partidos para trás.

Kakashi riu também, e adiantou-se em dizer que não havia deixado nenhum bastardo pelo mundo, que não queria ser pai.

– Mas Kashi, — Merda, o chamei pelo apelido. — Acho que seria uma boa para você entrar em um relacionamento sério, sabe? Uma vez na vida se dedicar a alguém que não seja você mesmo. Ter uma vida de casal, alguém para esquentar seus pés numa noite de frio... Essas coisas.

– Isso não é para mim, Naruto... Há muito tempo atrás, quando você ainda brincava com lama, eu me apaixonei por um cara.. Um menino, assim como eu, na época. — Lembrava Kakashi. — Eu realmente gostava dele, como se minha vida estivesse ligada a dele em um fio invisível. Se ele chorava, doía em mim, se ele ria, meu dia ficava ensolarado, e se ele estivesse com raiva, a briga era minha. Aquele tipo de sentimento, sabe?

Quando percebi que Kakashi estava, pela primeira vez em muitos anos, se abrindo para mim, não pude deixar de abaixar qualquer defesa que tivesse erguido com medo do grisalho tentar algo comigo. Eu seria um bom ouvinte, e tentaria ajudá-lo, se estivesse em meu alcance.

– Nos apaixonamos durante umas férias de verão que eu nunca irei me esquecer. — O tom melancólico de Kakashi me abalava um pouco. Histórias de amor que não davam certo era comigo mesmo, eu estava quase PhD no assunto. — Tínhamos ambos quatorze anos, e ele fora passar as férias com a avó por parte de mãe, lá na nossa cidadezinha. O que tivemos foi... Lindo, natural, esplêndido... Foi aquele tipo de amor que você sabe que só vai encontrar uma vez na vida, e possivelmente vai procurar em outras pessoas o que sabe que nunca mais achará.

“Um dia, estávamos na casa da avó dele, enquanto a doce velhinha cozinhava para nós, nos beijávamos com fervor. Ia ser a minha primeira vez com alguém e, de fato, foi. Transamos como loucos, pelo menos três vezes naquele dia, e eu ficaria para dormir aquela noite. O que não contávamos, é que pouco depois das onze da noite, a avó dele fosse abrir a porta do quarto, e dar de cara com nós... Bem, já de para adivinhar o que estávamos fazendo, não é?”.

Assenti para Kakashi, querendo que ele prosseguisse com a história.

Então era por isso que ele não se envolvia emocionalmente com ninguém? Kakashi nunca, nunca havia me contado isso, e olha que éramos o tipo de amigos que compartilhavam segredos.

– A avó dele ligou para o pai do menino, mas quem veio buscá-lo foi o irmão mais velho, completamente furioso. Ele estava com tanta raiva que não pensou antes de fazer o que sua mente lhe dizia. Jogou uma pedra no rosto de meu menino, cegando-o de um olho, e o levou embora de mim para sempre. — Kakashi mexeu os ombros, tentando aliviar-se da tensão que tomara minha casa. — Eu não quero família, não quero vida de casal e não quero ninguém esquentando meus pés, a não ser que seja ele. Mas ele não vai voltar, Kitty, eu nunca mais soube por onde ele andou, tampouco ele me procurou.

– Em falar em procurar... Bom, eu estou trabalhando num certo lugar e um homem pediu-me para dizer que te mandou lembranças. — Lembrei-me do homem, Obito. Eu provavelmente não ligaria para Kakashi, muito menos mandaria uma mensagem falando sobre esse homem, mas já que ele estava aqui...

– Um homem? E qual era o nome dele? — Kakashi tirava de seu bolso um maço de cigarros, acendendo um sem nem ao menos me pedir autorização, mas eu o entendia, ele estava nervoso e precisava descontrair.

– Obito. — Lembrei-me do homem com o tapa olho. — Obito Uchiha.

Kakashi virou uma estátua. Não piscava, não se mexia, e por pouco eu duvidava se respirava ou não.

– Kakashi? Você está bem?

Foi aí que eu notei.

O irmão do namorado de Kakashi havia cegado-o de um olho, e Obito tinha um tapa olho. Kakashi nunca mais tinha escutado falar dele, e tampouco poderia com o Obito morando em outra cidade e... Completando quinze anos. É claro! Era óbvio! Kakashi nunca mais vi Obito porque ele estava servindo a Ambu Nation, e se Obito era tio de Sasuke, quem havia o cegado era Fugaku!

– Se eu te disser que sei onde Obito está, que posso fazer vocês dois ficarem juntos de novo... Você confiaria em mim? — Kakashi assentiu. — Pois então passe o fim de semana aqui. No sábado eu irei sair a noite, e o falarei para vir para cá. Você ficará o esperando, entendeu bem? Vocês vão ser resolver e não passará dessa semana.

(...)

– Atenção, todos vocês. — Itachi anunciava. Eram sete horas da noite do sábado e meu plano funcionaria hoje, mas primeiro, eu precisava saber o que Itachi queria com a Akatsuki reunida na sala dos chefes, no caso, Punk e eu. Punk esse que estava ao meu lado, já que tínhamos acabado de conversar sobre seu tio. — Hoje vocês terão um desafio de sobrevivência. Quero ver o que o corpo de vocês aguenta. No quarto de Sasuke há oito mochilas com mantimentos necessários para passar uma noite, talvez um pouquinho menos. — O sorrisinho sarcástico de Itachi brincava em seu rosto. — Vocês tem uma hora para pegar uma muda de roupas e um veículo de sua escolha, e é claro, ao lado das mochilas há uma barraca de camping para cada dupla. Às oito horas eu quero vocês todos aqui, cada dupla com um único veículo. As portas da mansão serão abertas às oito da manhã de amanhã, e não pensem que vai ser fácil.

– Pelo menos eu te suporto. — Escutei Karin sussurrar para Suigetsu.

– Vocês ficarão ao ar livre, meus amados companheiros. — Se Itachi fosse mais cínico, acho que eu bateria nele. — Sortearemos para onde cada dupla irá, e boa sorte para vocês, aturar uma única pessoa em um lugar onde nem celular pega pode ser realmente... Incômodo. Estão liberados, até às oito.

Assim que Itachi nos deu as costas e saiu da sala, virei-me para Punk, exasperado, mas o mesmo parecia estar mais calmo que nunca, até meio contente.

– É o seguinte, benzinho, — Contei que nesses cinco meses ele voltou a me chamar assim? — Eu vou atrás do veículo e você pegará as nossas mochilas e barracas. Deixarei meu tio na porta da tua casa e volto até às oito. Não. Saia. Daqui. Entendeu?

Assenti, e com um toque de ousadia, fiquei na ponta dos pés, dando-lhe um beijo na bochecha.

– Vá logo, chefe, não podemos nos atrasar.

(...)

Não conseguia parar de andar de um lado para o outro do saguão do QG. Eram 19h49 e nada de Punk. Já havia descido com nossas mochilas e barracas, e todas as duplas estavam aqui, apenas esperando Itachi retornar com mais instruções.

Em um timming quase perfeito, às 19h55, escutei o ronco de um motor do lado de fora da mansão. Botando apenas a cabeça para fora, pude ver Punk descendo de um jipe camuflado e andando até mim.

– Pronto, nosso veículo!

– Desde quando você tem um jipe? — Ergui uma sobrancelha para ele, e depois fitei o veículo espaçoso, até.

– Desde que passei na concessionária e comprei, ué. — Simplificou. — Precisávamos de um transporte que pudesse nos carregar e carregar nossa bagagem, e que suportasse qualquer tipo de solo, afinal, não sabemos para onde Itachi nos mandará. Simples e fácil, coração.

Queria dizer que não corei como uma menininha quando Punk chamou-me de coração, e, apesar de ser mentira, gostaria que você acreditasse nisso.

– Pois bem! Vejo que estão todos aqui. — Itachi vinha, agora, de braços dados com Sakura, que até então eu imaginava não saber muita coisa sobre a organização. O vestido preto valorizava a barriga de oito meses, quase nove, de minha amiga, me deixando orgulhosa da linda menininha que os dois teriam daqui a pouco tempo. Sakura segurava o braço direito de Itachi, e com o tempo eu aprendi que aquele era o símbolo de poder do casal. — Dupla por dupla eu direi o local e estarão dispensados, ok?

Um burburinho se iniciou entre as outras três duplas, mas logo calaram-se, em espera das instruções de Itachi.

– Konan e Pain, campo das Nuvens; — Minha amiga e seu namorado pegaram suas coisas, pendurando a mochila nas costas e saindo pelos portões da mansão. — Deidara e Sasori, cachoeira de treinamentos; Karin e Suigetsu, Ilha dos condenados; e Sasuke e Naruto, deserto da pedra lascada.

Abaixei-me e peguei a minha mochila e a de Punk, cada uma deveria pesar mais ou menos 10kg. Sasuke encarregou-se da barraca e assim seguimos em direção ao jipe. Tenho que admitir, Punk foi esperto em escolher esse veículo. Se iríamos para o deserto da pedra lascada, precisaríamos, além de tudo, de sorte.

O deserto da pedra lascada não era nada mais do que um local afastado da cidade, praticamente no meio do nada. Ali não tinha solo fértil, porque a grande floresta que algum dia existiu ali fora queimada num incêndio gigantesco. Os supersticiosos diziam que ainda tinham pessoas que iam para o deserto, viam algo tão belo, um vislumbre da antiga floresta e nunca mais queriam ir embora, acabando por morrer ali. É claro que para mim aquilo não passava de besteira, mas mesmo assim, reconheço que pegamos um péssimo lugar. Sem água, com variação de clima não muito boa... Seria difícil, mas nós conseguiríamos.

Já no jipe, Sasuke pediu licença por um momento, antes de começar a dirigir. Virou-se para o banco de trás e tirou uma sacola com cinco garrafas de uísque e cinco de rum.

– Você não achou que realmente fossemos passar sede, não é? — Piscou para mim, que continuei olhando para as bebidas no saco. Ele pretendia matar nossa sede com álcool? Isso não daria certo.

Fomos até o deserto em silêncio, e cada quilômetro que avançávamos a noite parecia ficar mais fria. Estaria batendo meus dentes se não fosse minha jaqueta de couro esquentando-me.

– Me diga que nessas mochilas há pelo menos um cobertor! — Implorei, apoiando a cabeça contra o vidro. — Isso não vai dar certo, Punk.

– O álcool vai nos manter aquecido, meu bem. E na mochila deve ter sacos de dormir, para nos esquentar dentro da barraca. — Sasuke estava concentrado na estrada. — Já estamos chegando.

Estacionamos literalmente no meio do deserto, e eu não via nada por uma boa distância. As luzes da cidade pareciam apenas pequenos pontos coloridos, e eu me arrependia profundamente de ter aceitado toda essa loucura.

Desci do jipe, sentindo solo duro e infértil sob meus pés. Suspirei. A noite seria longa.

Montamos a barraca e abrimos as mochilas. O conteúdo das mochilas eram: duas garrafas de água, cinco barras de cereal e dois sanduíches naturais, um saco de dormir, uma bússola, uma pequena almofada, uma lamparina movida a gás e um celular com sistema de rádio, fora uma coisinha ou outra que não estou a fim de citar.

– Isso vai ser loucura. — Punk reclamava, chutando sua mochila parcialmente vazia. — Eu odeio barra de cereal, olha a minha cara de vegano para comer essas coisas! Eu gosto de carne, proteína, tsc.

– Por que não começamos a beber e conversar? — Sugeri, sentando-me fora da barraca. Peguei o isqueiro de Punk para ascender as duas lamparinas, a que veio em minha mochila e a que veio na dele.

O saco de bebidas estava ao meu lado, então achei uma boa ideia começar com o rum.

– Sabe, Naruto, quando você me falou o lance de meu tio e de Kakashi eu mal pude acreditar. — Sasuke iniciou a conversa. — Quer dizer, eu vi pelos olhos de Sasuke, vi que Kakashi deu descaradamente em cima de você, para depois de tudo ser a fim de meu tio? Loucura, benzinho, é o que eu tenho a dizer.

– As pessoas não controlam por quem se apaixonam. — Respondi, dando cinco longos goles na bebida forte, sentindo descer queimando, arrepiando meu corpo e, por fim, diminuindo a sensação de frio. — Eu não escolhi, por exemplo, e nem você.

– Realmente, não escolhemos. — Punk aceitou a garrafa que eu passei para ele, e bebeu tanto quanto eu. — Mas sabe, se eu pudesse escolher, apesar de tudo que já passamos, eu escolheria você, Naruto.

– Eu também te escolheria, Punk. — Resolvi pegar uma garrafa só para mim na sacola. — De todas as pessoas do mundo, eu escolheria você.

– De todas as pessoas do mundo, você diz... — Refletiu. — Mesmo depois do que eu te fiz? Sabe, eu sei que você não esqueceu.

Suspirei, deitando-me no chão e olhando as estrelas que enchiam o céu aquela noite, que pelo visto ia ser longa.

Pensei mais um pouco na pergunta de Punk. Bem, se depois de tudo estávamos aqui, é porque eu o escolheria, certo? Mesmo não conhecendo todas as pessoas do mundo, mesmo conhecendo pessoas maravilhosas, ainda seriam Sasuke e ele os donos do meu coração. Dois amores diferentes e ao mesmo tempo tão parecidos... Que eu não podia viver sem.

– Eu posso estar perdoando fácil, mas não sei, já se passaram o que? Oito ou nove meses que terminamos, não é? Ou talvez mais que isso, não sou muito bom com contas. — Tentava me expressar enquanto sentava-me para poder beber mais. — É impossível que eu guardasse rancor de você todo tempo, porque eu senti sua falta. Nossa! Só Deus sabe o quanto eu senti sua falta todos os dias que ficamos separados. Tem certas coisas que só você mesmo...

– No meu caso, todas as coisas são você. — Confessou, sorrindo um pouco e também bebendo. — Foi assustador notar o quanto eu gostava de você, o quanto você tinha controle sobre mim, e eu achava que te traindo ganharia alguma independência de você, mas o ato teve exatamente o efeito contrário. Quanto mais tempo eu ficava longe de você, mais parecia com um viciado sem sua droga, definhando, entrando em depressão... Até a hora que eu desisti, deixei Sasuke tomar conta. Mas quando vocês dormiram juntos a última vez, eu não pude aguentar... Foi demais para mim vê-lo com você, ficando com você o tempo todo, sendo o suporte que você precisava e eu não dei. Eu tinha que tentar pelo menos saber se você ainda gostava de mim, mas no final das contas quem não aguentou escutar a sua voz ao telefone fui eu.

Não pude evitar arregalar os olhos para o que Punk me dizia. É, já tínhamos tido conversas sobre sentimentos, é, ele já havia dito que me ama, mas eu precisava ouvir mais e cada vez que ele abria a boca, meu coração se curava mais um pouco. Era loucura viver sem aquele homem, e só agora eu percebo isso.

Bebemos muito, tanto quanto nossos fígados aguentaram, e para mim, toda a situação não passava de um borrado psicodélico no ar.

Tudo era muito bonito, tudo muito colorido e intenso, apesar de estarmos na escuridão da noite fechada. Agora Sasuke e eu dançávamos sem música, pulando descalços pelo deserto, rodopiando com garrafas de uísque na mão. Ele para um lado, e eu para o outro. Gritávamos o nome um do outro, dançávamos juntos por poucos segundos e depois nos separávamos de novo.

Era definitivamente uma grande fantasia feita pelo álcool, aquela felicidade e comodidade.

Terminei de beber o conteúdo de minha garrafa em grandes goles apressados, jogando o recipiente para longe e caminhando até Punk. Impulsos desconhecidos diziam para meu corpo bêbado para fazer isso, e minha mente bêbada concordava plenamente que Punk e eu deveríamos nos resolver agora.

Caminhei até ele, sentindo de verdade o chão castigado pela primeira vez desde que tirei os coturnos. A calça jeans apertava no meu corpo agora fazia sua presença e eu sentia tudo, absolutamente tudo. Sentia o vento passando por meu rosto e pescoço, sentia a presença sufocante de Sasuke perto de mim.

Toquei seu ombro, o acordando de sua dança e fazendo-o virar para mim. Apesar de saber que ele estava bêbado, seus olhos estavam com foco, e eu também sabia que ele concordava que essa era a hora.

– Sasuke... — Chamei manhosamente e o empurrei, fazendo-o cair de bunda no chão, ajoelhando-me em sua frente e engatinhando para cima de seu corpo. — Precisamos conversar.

– Por que você faz isso comigo, Naruto? — Perguntou-me, subindo as mãos por meus joelhos até minhas coxas. — Você não vai embora. Terminou comigo, apesar do erro ter sido meu, mas continuou por perto. Eu mal consigo te ouvir falar! Toda vez que sinto seu cheiro, que tenho você por perto, toda santa vez que eu escuto seu nome... Eu fico duro, Naruto.

[Skillet — Comatose].

– Duro...? — Eu não estava fazendo-me de desentendido, apenas não esperava essas palavras agora. — Você fica com tesão, Sasuke?

Sim, eu resolvi mandar tudo as favas. Eu não transei com Punk enquanto o namorava, muito menos transei com Sasuke, e agora... Tudo estava tão perto de acontecer. A missão, nós dois, e talvez o fim de minha vida e da dele, vai saber. Eu não podia me segurar mais.

Inclinei-me sobre Sasuke, deixando minha boca perto de seu pescoço. Usei a língua para instigar a pele daquele local, subindo, tocando-o no lóbulo da orelha e depois chupando-o.

– Você fica duro, Sasuke? — Perguntei de novo.

– Fico. — Respondeu-me. — Fico duro, pingando de tesão. Minha calça incomoda, meu pau ameaça estourar o jeans, e estou assim nesse exato momento, só porque você está aqui comigo.

Sorri maldoso, passando minhas pernas uma para cada lado do corpo de Sasuke e sentando em seu colo. Apesar das calças apertadas, apesar do tecido incômodo, e podia sentir a ereção de Sasuke despontando contra a minha bunda. Rebolei em cima do bojo formado, jogando a cabeça para trás, aproveitando a sensação de roçar o corpo de Sasuke contra o meu.

Eu sentia meu coração perto de explodir.

As mãos de Punk subiram por minhas pernas, passando por minha ereção que se formava e adentrando minha camisa, por baixo da jaqueta aberta. Seus dígitos dedilhavam minha pele, tocando-me as costelas e chegando aos meus mamilos. Mesmo com o pano impedindo do vento tocar aquela parte sensível de meu corpo, os dedos de Sasuke me estimularam e me arrepiaram até que eu ficasse quente, e as roupas se tornassem quase insuportáveis de usar.

– Você me toca bem... — Admiti, voltando a olhá-lo nos olhos. Punk sorria safado, enquanto mordia o lábio inferior. — Mas acho que posso te tocar melhor.

Tirei a jaqueta de Sasuke, tocando os ombros cobertos por uma fina camisa branca. Abaixei-me de novo contra o corpo de Sasuke, mas dessa vez, revindiquei seus lábios para mim. Sasuke sentou-se, fazendo-me ficar da mesma altura que ele, já que estava em seu colo. Mordeu-me o lábio inferior com gula, sugando-o logo em seguida. Tremi de prazer com o ato, e tornei a enroscar nossas línguas. Beijar Punk sempre era assim, surreal, maravilhoso... Era como se o mundo sumisse, se as preocupações sumissem, os problemas sumissem... Éramos só nós dois vivendo em nosso paraíso particular, onde nos beijávamos e fazíamos amor pelo chão, não deixando um lugar livre de nosso prazer.

As mãos de Sasuke tocavam-me o corpo inteiro, fazendo que eu me sentisse quase que em combustão espontânea. Os toques de Sasuke eram fogo, e eu estava pronto para ser queimado.

Minha jaqueta e minha blusa foram arrancadas de meu corpo, deixando meu tronco desnudo aproveitar o clima daquela noite, madrugada, eu já nem sei mais. O que importava era Sasuke, em baixo de mim, provando que era totalmente meu.

– Seja um bom chefe e tire essa calça apertada, ok? Eu quero te fazer ficar bem, para depois você me fazer ficar melhor ainda. — Lambi sua bochecha, para depois beijá-lo mais uma vez.

Fui afastado de seu corpo. Sasuke levantou-se, tirou a calça e a jogou para qualquer lado. Sua boxer, assim como sua camisa, também era branca. A camisa, sem que eu pedisse, também fora tirada.

Meu ex namorado voltou a se abaixar, vindo por cima de mim e ficando entre minhas pernas, empurrando seu membro contra o meu, numa fricção gostosa e irresistível. Um gemido devasso saiu de meus lábios assim que ele passou a se empenhar mais em roçar nossos corpos. A boca de Sasuke chupava-me o pescoço com força, pelo visto amanhã eu terei uma marca daquelas, provando que tinha dono e gostava disso.

– Me deixa te chupar, vai. — Pedi. — Eu quero seu pau na minha boca agora, Punk.

– Se quer foder comigo, Naruto, vai me chamar de capitão... E eu não quero que se dirija a mim de nenhum outro jeito, estamos entendidos? — Assenti, abrindo mais as pernas para poder desabotoar meu jeans e abrir o zíper. — Eu sou seu capitão porque você é submisso a mim, o que eu falar você faz, corresponde, sente... Você é todo meu, completamente meu! — Aspirou o cheiro de meu pescoço e cabelos, me fazendo amolecer em seus braços, perdendo totalmente a razão. Literalmente, eu fui na Lua e voltei. — Você me enlouquece tanto, tanto... Eu não sei se aguentaria mais um dia sem me enterrar dentro de você se isso não fosse acontecer hoje, eu perderia a sanidade.

Com um pouco de esforço consegui inverter minha posição e a de Sasuke, voltando a ficar por cima. Abri as pernas de meu chefe e amante, beijando suas coxas com devoção, mordendo a carne que me era oferecida, para então deslizar o nariz sobre o volume em sua boxer. Acariciava o membro de Sasuke com o rosto, mostrando o quanto eu era louco por esse homem deitado a minha frente. Beijei, lambi, mordisquei, tudo por cima do tecido que agora ficava molhado tanto de baba quando de pré-gozo. Com determinação, puxei a cueca de Punk para baixo, revelando-me o que eu jamais tinha visto.

O pau de Punk era grande, grosso e com algumas veias, dando o charme necessário para me fazer babar sobre ele, literalmente. Minha saliva encostou primeiro em sua glande, o que fez Sasuke gemer, arqueando as costas. Sasuke gemia roucamente, como um verdadeiro homem másculo.

Lubrifiquei o membro de Sasuke do melhor jeito que podia sem encostar minha boca na pele que eu tanto desejava. Quando já estava bem molhado, passei a soprar de diferentes direções, vendo as reações que o vento gelado provocava contra a excitação de meu Punk.

– Põe na boca. — Ordenou-me e assim eu fiz. De uma vez só, sem cerimônias. Minha língua trabalhava por sua carne enquanto eu mantinha o máximo de volume que podia em minha boca. Minha mão direita acariciava suas bolas enquanto a outra arranhava sua barriga. Eu queria deixá-lo incandescido, assim como ele me deixava só com o olhar.

Comecei os movimentos de vai e vem com a boca de modo rápido, como eu sabia que todos os homens gostavam. Minha mão ajudava a masturbar a parte que minha boca não conseguia abrigar, ou seja, a base. Alternava as chupadas com lambidas pela extensão e leves mordidinhas na cabeça.

– Ah, Naruto... Você é o melhor nisso. — Punk massageava meu ego com elogios. — Oh... Continue assim, isso. — Meu amante abriu mais as pernas, começando a empurrar os quadris na direção contrária em que eu fazia o movimento da felação, obrigando-me a engoli-lo quase por completo, o que era um sonho para minha submissão a ele.

Pela velocidade de seus movimentos contra minha boca eu podia notar que logo ele gozaria, e se ele quisesse gozar em minha boca, eu engoliria até a última gota.

– Mais rápido Naruto! Sugue mais forte... — Ele comandava em meio a gemidos. — Eu vou gozar... Quando eu forçar sua cabeça, eu quero que me receba bem fundo em sua garganta, sem engasgar.

Ao invés de assentir ou fazer qualquer barulho, apenas cumpri as ordens que me foram dadas. Chupei Sasuke como eu faria com o pirulito mais saboroso do mundo, botando o que eu podia, e às vezes até o que não podia na boca, quase tendo ânsia. Minhas unhas curtas agora arranhavam sua barriga e eu sentia seu pênis latejar, indicando orgasmo tão perto. Após mais algumas chupadas, minha cabeça foi forçada e eu acabei por engolir seu membro até o talo, sentindo a porra quente de Sasuke descer por minha garganta.

Engoli tudo que me foi oferecido com gosto, e tive uma antiga dúvida comprovada. O gosto de Sasuke era, sim, maravilhoso.

O ar me faltava, mas eu amava essa sensação se me fosse proporcionada por Punk. Tudo era melhor se era feito por ele, com ele, para ele.

Meu capitão respirava pesadamente, com as pálpebras aparentando estarem pesadas, recuperando-se do orgasmo. Assim que conseguiu normalizar-se o máximo possível, deu-me uma ordem que eu realmente não esperava.

– Eu cansei de te mandar. Futuramente esses jogos podem realmente ser interessantes, mas agora, se solte, me ame como nunca fez com ninguém, Naruto. — Seus olhos passavam sinceridade, até mesmo uma necessidade de ser amado do jeito que pedia. Sua voz arrepiava cada pelo que meu corpo possuía, esquentando-me por dentro, me fazendo ficar com mais tesão que antes. Meu pau agora doía dentro da calça, e foi minha vez de levantar-me para tirar o pano incômodo. Enquanto eu me livrava de minha calça e minha cueca, Sasuke encarava-me sensualmente, olhando-me nos olhos.

Agora estávamos os dois nus e eu não podia deixar de contemplar o corpo tão lindo de Punk nem por um momento.

Abaixei-me, beijando o membro já desperto de novo, lambendo um pouco, antes de seguir meu caminho a cima, passando pela barriga, mamilos e pescoço.

– Senta na minha cara, vai. — Sasuke disse. — Fique por cima de mim e vire-se ao contrário.

Só com essas suas palavras, meu pênis expeliu um pouco de gozo, fazendo-me gemer e correr para cumprir suas ordens. Sentei-me em seu colo, virado ao contrário assim como ele havia dito. As mãos de Sasuke separaram as bochechas de minha bunda, e eu não pude reprimir o grito quando recebi o melhor beijo grego da minha vida.

A língua de Sasuke tentava penetrar-me, porém graças a muito tempo sem sexo anal, era quase impossível, mas não deixava de ser gostoso. Eu empurrava meu quadril contra o rosto de Sasuke, praticamente implorando por mais. Comecei a me estimular com uma de minhas mãos, não aguentava mais, precisava gozar, mas quando eu estava quase lá, Sasuke parou de chupar-me atrás.

– Por que parou? — Não escondi meu descontentamento.

– Eu adorei chupar seu cu, Naruto, mas eu realmente preciso entrar em você. — Seu dedo circundava minha entrada, ameaçando penetrar-me. — Eu quero estar dentro de você, Naruto, te fodendo, te fazendo gritar até te deixar rouco, para no dia seguinte todos ouvirem a sua voz falhando, e tentarem adivinhar por quem você gritou a noite inteira.

Se ele continuasse falando assim comigo, não demoraria muito tempo para que eu gozasse somente com suas palavras. Esse era o efeito que Punk tinha em mim. Era intenso, puro e não precisava de explicações.

Sai de seu colo, engatinhando para frente, criando uma curta distância entre nós. Apoiei meus cotovelos no chão, empinando-me para Sasuke.

– Então vem e me fode, pelo amor de Deus! — Implorei.

Sasuke reagiu imediatamente, vindo em direção a mim. Por cima do ombro podia vê-lo chupar três dedos seus com gosto, mas não o deixaria fazer isso.

– Não, Sasuke. — Recebi um olhar confuso. — Eu quero sem preparação. Eu não faço sexo anal há mais de sei lá quantos anos e eu preciso, realmente preciso sentir toda a dor que você tem a me oferecer sendo o primeiro depois de todo esse tempo.

– Porra Naruto, não fala assim, benzinho... — Punk mordia os lábios. As bochechas de minha bunda eram castigadas por suas unhas que puxavam a pele e arranhavam-me sem dó. — Só de saber que você é praticamente um virgem aqui atrás... Hm.

– Me faça seu logo... Põe tudo em mim, Sasuke, por favor... Faz amor comigo! — Empinei-me mais, rebolando os quadris, exaltando minha entrada para Sasuke. — Vem... Vem, capitão.

Sasuke rugiu, ou coisa parecida, mas com certeza fora algo gutural, que apenas ele era capaz de fazer. Eu tinha essa certeza latente em meus ossos. Sasuke era o homem que eu precisava para ser completo.

Senti a cabeça de seu pau contra minha entrada e ele não se segurou. Empurrou com toda força para dentro de mim, metendo até o talo de uma vez só.

Admito com orgulho o meu prazer ao sentir algumas gotas de sangue escorrerem por minhas pernas. A queimação, a dor, a sensação de estar sendo partido ao meio, praticamente sentindo a pele rasgar, depois de anos sem uma relação desse tipo, quebrando o ciclo com Sasuke, o homem que eu tanto amava.

– Você é tão apertado, Narutinho... — Sasuke separava as bandes de minha bunda, tendo uma visão privilegiada de nosso coito. Ele respirava pesado, soltando pequenos gemidos ao sentir-me apertar contra ele. — Olha como você pisca gostoso sugando meu pau todo para dentro de você... É um devasso mesmo... — Gemi alto. As palavras de Sasuke tinham efeito imediato em meu corpo, arrepiando-me, esquentando-me, deixando-me perto do limite. Punk pareceu perceber algo, enquanto se movia lenta e suavemente para dentro e para fora de meu corpo. — Ah... Então você gosta quando eu falo assim com você, não é? Gosta de ouvir baixaria.

– Eu gosto! Gosto muito... — Admiti. Afinal, eu adorava um bom jogo de palavras na hora do sexo. Abri minhas pernas, recebendo mais de Sasuke dentro de mim. Seu pênis agora estimulava minha próstata de um jeito magnífico, me fazendo ver estrelas. — Amo ouvir baixaria, amo quando você me deixa assim submisso... Eu adoro quando me aperta com força, quando me marca... Porra, Sasuke! Eu preciso de mais!

E então ele me deixou, saindo de mim. Olhei para trás, confuso, mas Sasuke andava em direção ao jipe. Sentou-se, encostado no veículo e sorriu para mim.

– Quer mais, não é? Então vem aqui. — Chamou-me. — Hoje eu vou assistir você cavalgar.

Como a distância não era muita, fui até lá sem pressa, olhando-o nos olhos sem perder o contato nem por um segundo sequer. Passei minhas pernas para as laterais de seu corpo, ainda de pé, o encarando de cima. Como incentivo, Sasuke beijou a cabeça de meu membro, mas não pode continuar a carícia, devido ao fato de que eu me abaixava, ficando de joelhos.

Lambi meus dedos, deixando-os o mais molhados que eu conseguia, já que estava com pressa. Lubrifiquei o membro Sasuke mais um pouco, usando a mão, antes de guiar seu membro até minha entrada.

Como eu controlava a penetração, a pressão era muito mais forte conforme eu investia contra Punk. A dor era gostosa, receptiva, e muito bem vinda, mas o prazer... Ah, o prazer era praticamente parte de mim. As mãos de Sasuke apertavam minha coxa, massageavam-me, tentando relaxar-me. Quando finalmente minhas ancas tocaram seus quadris, não esperei nem mais um segundo, começando a descer e subir em movimentos ritmados.

– Isso, senta assim... — Punk gemia. — Ah, benzinho, você é tão gostoso... Tão apertado.

– Eu sou apertado tanto quanto teu pau é grosso, chefinho. — Respondi a provocação, antes de deixar os movimentos calmos de lado e começar a cavalgar de verdade por cima de seu membro. Tive uma pequena ajuda de Punk segurando minha bunda, pondo-me na exata posição onde todas as estocavas atingiam diretamente minha próstata. — Ah! Punk... Por favor, goza dentro de mim... Eu quero tanto você, há tanto tempo... Desde a primeira vez em que te vi.

Sasuke passou a me masturbar, fazendo meu orifício se contrair diversas vezes, aumentando seu prazer. A velocidade e a força de nosso sexo era tão espantosa que fazia barulho.

– Eu te quero desde a primeira vez em que te vi, pelos olhos de Sasuke. — Beijou-me o pescoço e o peito. — Você é tudo para mim... Meu sol, minha lua, minhas estrelas... Tudo que testemunhou o nosso amor durante esse tempo... Eu te quero para sempre.

– Mais forte! — Pedi. Punk nos impulsionou para frente, sem sair de dentro de mim. Agora estávamos na clássica posição papai e mamãe, e Sasuke estocava fervorosamente meu ponto doce enquanto me masturbava. Meus gemidos eram altos, tão altos quanto os de meu amante, ecoando pelo deserto.

Com uma perna eu abraçava seu quadril e com a outra sua cintura, o prendendo perto de mim. Meus braços circundavam suas costas, minhas unhas arranhavam sua pele. Eu precisava de Punk cada segundo mais, e sabia que quando terminássemos o sexo, eu não poderia viver mais um dia sequer sem ele.

O estímulo duplo era demais para mim. Meu ponto G e meu pênis sendo abusados incessantemente era realmente mais do que eu poderia aguentar. Abri a boca para gritar, mas nenhum som foi emitido. Minha mente apagou-se, tudo agora era branco, a única coisa que eu tinha noção é de que estava tendo o melhor orgasmo de minha vida. Meus dedos das mãos e dos pés se contraíram, meus músculos enrijeceram e meus olhos fecharam-se com força. Eu gozava entre o abdome de Sasuke e o meu, gozava maravilhosamente, gozava tanto que pensei que jamais acabaria esse momento, mas apenas ficou melhor. Com a contração excessiva de meu ânus, Sasuke acabou por derramar-se por dentro de mim, fazendo-me sentir todo aquele líquido quente dentro de mim, apagando o ardor que eu sentia pela penetração brusca.

Punk desabou sobre mim, deitando-se, sem se importar com seu peso, mas eu não podia deixar que adormecemos ao relento, não depois da melhor foda da minha vida, com o homem que eu tanto gosto. Fiz com que Sasuke levantasse, e entramos juntos em nossa barraca. Dividimos o mesmo saco de dormir, afinal, estávamos nus e precisávamos nos esquentar, e eu admitiria se você me perguntasse se o motivo real era que queríamos ficar perto um do outro.

Antes de apagar, afaguei os cabelos de Punk e beijei sua testa.

– Eu te amo. — Sussurrou para mim, como se compartilhasse um segredo. — Seja meu novamente. Se eu morrer em missão, morrerei sabendo que eu, de todos os homens da Terra, fui o escolhido para carregar seu amor comigo.

– Eu sou seu. — Confirmei. — Seu amigo, seu amante, seu homem. E você é meu.

– E você me ama? — Perguntou, aninhando minha cabeça em seu peito.

– E eu te amo.

(...)

Acordei ao lado de Punk, o que me fez ter uma grande surpresa ao notar que a noite passada e a madrugada não foram algo que meu cérebro projetou, como uma ilusão ou sonho. Era real. Depois de anos sem ser tocado por um homem, eu havia me entregado para Punk. O meu Punk.

Estava com a cabeça apoiada em seu peito, mas não tive que me afastar para saber que ele já estava acordado, afinal, ele estava me fazendo um cafuné muito gostoso.

– Achei que não fosse acordar. — Comentou, com um tom calmo e baixo que nunca o vi usar.

– Alguém aqui me deu uma canseira das boas. — Ri pelo nariz, sem graça. — Que horas são? Temos que voltar para a mansão, de preferência sendo a primeira dupla.

Punk virou-se, levando-me consigo. Agora eu estava deitado em cima dele, de bruços, e podia olhá-lo a vontade. Seu rosto estava um pouco amassado, e seu cabelo bagunçado, mas ainda assim ele conseguia ser incrivelmente bonito. Passei a ponta dos dedos por sua bochecha, sentindo a maciez da pele tão branca que eu tanto amava. Meu coração doía de felicidade, e por um momento eu quase esqueci o caos em que estava a minha vida. Na verdade, a única certeza que eu tinha sobre tudo, é que agora Punk e eu estávamos juntos de novo.

– Tarde demais, coração. — Punk também levou uma mão até meu rosto, alisando minhas cicatrizes, e depois depositou um beijo sobre as mesmas. — Deve ser algo em torno de dez horas, mas se você quiser podemos nos vestir e ir.

Nos vestir...?

Só então lembrei-me que havíamos ido dormir nus. Não pude evitar de corar, o que fez Sasuke balançar a cabeça em negatividade enquanto ria.

– Você está com vergonha? Mesmo? — Levantou uma sobrancelha, incrédulo. Por favor, pare de ser tão bonito o tempo todo. — Há algumas horas o meu corpo nu e o seu corpo nu estavam se tocando, sem barreiras, sem vergonha. — Beijou-me o pescoço. — Eu sou seu, Naruto. Você pode fazer o que quiser comigo. Não tenha vergonha da nudez.

Abracei seu corpo, beijando seu rosto inúmeras vezes.

Punk sempre fora gentil, isso é fato, mas eu não imaginava que pudesse ser tão doce.

– Acho que você vai me deixar viciado em você, mais do que já sou. — Comentou. — Nossa noite foi mais que perfeita. Agora eu entendo o que eles dizem sobre fazer sexo com amor... É incrível demais para fazer apenas uma vez. Deve ser por isso que pessoas conseguem passar tanto tempo casadas, sem enjoar uma da outra.

– Então agora você quer casar? — Brinquei.

– Se você quiser, nós vamos para Las Vegas agora, em um casamento super caro e ilegal. — Revirei os olhos. Ele era mesmo um bobo.

Aos poucos nos arrumamos, enquanto brincávamos e conversávamos, para depois entrar entrar no carro e ir embora, enquanto o sol ia ficando cada vez mais alto e mais forte, trazendo um calor gostoso misturado ao vento que entrava pela janela do jipe.

É, eu acho que poderia viver um amor assim.

Notas finais
¹ - É isso aí! Esta carta, esta melodia, sua voz! Meu deus! Por que não tive essa ideia antes? E aí? O que acharam? E me desculpem pela letra tosca da música do Naruto, escrevi o que me veio na mente opaksfdpokasdf. Vejo vocês nos comentários!