Blurred lines.
16 Et toi?
Notas iniciais
Sasuke.
Acordei com a sensação de estar sendo observado, e estava, porque Naruto já me encarava com aqueles lindos olhos azuis dele. Parecia curioso.
– Você fica tão bonito enquanto dorme. — Murmurou. — Dá vontade de ficar te observando por horas.
Senti minhas bochechas esquentando. Naruto precisava mesmo ter dito isso do nada? Eu já não era apaixonado por ele o suficiente? Ele não deveria ser tão adorável assim. Cada segundo que eu passava do lado dele ficava com mais vontade de beijá-lo, mas não sabia ao certo como fazer. Tá, claro que eu sabia como dar um beijo, mas para chegar em Naruto isso parecia tão pouco... Não queria lhe fazer uma declaração para poder beijá-lo, é brega demais, mas também não queria lhe agarrar sem mais nem menos, porém nunca temos o momento certo para um beijo.
– Vamos descer para tomar café da manhã. — Minha voz saiu mais rouca do que eu pensava estar e acho que foi isso que fez Naruto morder o lábio inferior. Por instinto levei minha mão até sua boca, usando meu polegar para puxar seu lábio de volta ao normal. Se possível, Naruto ficou mais sexy ainda enquanto eu fazia isso.
– Vamos sim. — Ele estava me provocando, tenho certeza. Até porque ele não beijaria a ponta do meu dedão à toa.
Botei uma camisa antes de calçar meus chinelos para descermos. Os pais de Naruto já estavam tomando café da manhã, sentamos para lhes acompanhar e comemos, conversando pouco, já que ontem fui interrogado sobre o encontro. Se vergonha matasse...
Claro que não contei aos pais de Naruto sobre o abusado que o beijou ontem, aquele tal de Kakashi.
Terminamos de comer e Naruto disse que tinha algo para me mostrar. Fomos até o sótão da casa, e lá havia um piano lindo. Era preto, praticamente reluzente. Não entendo muito de pianos, mas tenho certeza que aquele não era tão novo como parecia ser.
Naruto sentou-se no banco em frente ao instrumento e tomou seu tempo em aquecer a voz e afinar o piano devidamente. Lembrei-me que Kushina disse que havia dado um piano para Naruto há anos atrás, mas não esperava que ainda estivesse aqui.
– Bom, escutei essa música tem algum tempo, mas só agora lembrei-me dela. O nome é Near to you, e sempre me faz pensar em você, então achei que seria justo cantá-la na sua presença. — Sorriu.
– Pois toque, adoraria ouvir. — Peguei uma cadeira velha que estava atrás de mim e sentei-me, para poder prestar toda atenção em Naruto. Sério mesmo que ele lembrava de mim ao ouvir uma música? Isso é no mínimo lindo.
[Near to you – A fine frenzy].
He and I had something beautiful
(Ele e eu tinhamos algo bonito)
But so dysfunctional, it couldn't last
(Mas tão disfuncional, que não poderia durar)
I loved him so but I let him go
(Eu o amei tanto, mas o deixei ir)
'Cause I knew he'd never love me back
(Porque eu sabia que ele nunca me amaria da mesma forma).
Estava claro que a primeira estrofe falava de Punk. Bom, pelo menos agora eu sabia que essa música não lembrava só a mim, mas também a Punk. Naruto não o esqueceria tão fácil, até porque, Punk o traiu há menos de três dias, era de se esperar, mas o bichinho do ciúmes não evitou de me dar algumas picadas.
Such pain as this
(Uma dor como essa)
Shouldn't have to be experienced
(Não deveria ter que ser experimentada)
I'm still reeling from the loss,
(Eu ainda estou cambaleando por causa da perda,)
Still a little bit delirious
(Continuo delirando um pouco).
Near to you, I am healing
(Perto de você, estou me curando)
But it's taking so long
(Mas está demorando tanto)
'Cause though he's gone
Porque embora ele tenha ido)
And you are wonderful
(E você seja maravilhoso)
It's hard to move on
(É difícil seguir em frente)
Yet, I'm better near to you.
(Mesmo assim, sou melhor perto de você).
Mesmo que eu quisesse estar bravo, não pude evitar de sorrir. Naruto sorriu também, enquanto continuava a tocar. Bom, se ele se sente melhor estando comigo, eu não posso fazer nada além de agradecer aos céus.
Naruto revirou os olhos antes de cantar a próxima parte, parecia estar com vergonha.
You and I have something different
(Você e eu temos algo diferente)
And I'm enjoying it cautiously
(Eu estou aproveitando isso cautelosamente)
I'm battle scarred, I am working oh so hard
(Eu tenho cicatrizes da batalha, estou trabalhando oh tão duro)
To get back to who I used to be
(Pra voltar a ser quem eu costumava ser)
He's disappearing
(Ele está desaparecendo)
Fading suddelly
(Sumindo de repente)
I'm so close to being yours
(Eu estou muito perto de ser sua)
Won't you stay with me
(Fique comigo)
Please
(Por favor)
Minha vontade era interromper Naruto e gritar que eu jamais o deixaria. Não depois de uma “declaração” tão bonita.
Near to you, I am healing
(Perto de você, estou me curando)
But it's taking so long
(Mas está demorando tanto)
'Cause though he's gone
(Porque embora ele tenha ido)
And you are wonderful
(E você é maravilhoso)
It's hard to move on
(É difícil seguir em frente)
Yet, I'm better near to you.
(Mesmo assim, sou melhor perto de você).
I only know that I am
(Eu só sei que sou)
Better where you are
(Melhor onde você está)
I only know that I am
(Eu só sei que sou)
Better where you are
(Melhor onde você está)
I only know that I belong
(Eu só sei que eu pertenço)
Where you are
(Onde você está)
Naruto realmente cantava muito bem, meu irmão tinha escolhido bem a beça. Essa era a primeira vez que eu o escutava cantar e estava maravilhado. Na minha percepção, ele segurava uma nota alta como ninguém, e fazia isso com extrema elegância, como se aquilo não lhe causasse nenhum desconforto.
Near to you, I am healing
(Perto de você, estou me curando)
But it's taking so long
(Mas está demorando tanto)
'Cause though he's gone
(Porque embora ele tenha ido)
And you are wonderful
(E você é maravilhoso)
It's hard to move on
(É difícil seguir em frente)
Yet, I'm better near to you.
(Mesmo assim, sou melhor perto de você).
Near to you, I am healing
(Perto de você, estou me curando)
But it's taking so long
(Mas está demorando tanto)
'Cause though he's gone
(Porque embora ele tenha ido)
And you are wonderful
(E você é maravilhoso)
It's hard to move on
(É difícil seguir em frente)
Yet, I'm better near to you.
(Mesmo assim, sou melhor perto de você).
Yet, I'm better near to you.
(Mesmo assim, sou melhor perto de você).
Ele terminou de tocar as últimas notas da música, afastou o banco e se levantou, virando-se de frente para mim e me encarando, talvez esperando que eu dissesse algo sobre a música.
Meu coração estava batendo tão forte, tão acelerado, que a qualquer momento eu podia jurar que sairia pela boca. Minhas mãos tremiam e meu estômago sismava de me lembrar que sou apaixonado por essa coisa loira que está parada há alguns metros de mim. Não tinha como me parar agora, Naruto que me desculpasse depois.
Levantei num rompante, acabando por derrubar a cadeira que fez um baque surdo ao tocar o chão. Naruto estremeceu, mas não saiu de seu lugar. Menos de dois metros e meio nos separavam. Andei até ele em passos firmes, que ecoavam na madeira do sótão.
E eu o beijei.
O beijei como sempre sonhei que faria, de um jeito tão magnífico que jamais pensei ser possível. Naruto beijava bem como o inferno. Era quente, me consumia, me desgastava, mas me fazia achar que eu era tudo que poderia ser.
Minha língua e a de Naruto se encontravam com brutalidade. Me sentia como alguém que vagou pelo deserto por dias e dias, e finalmente encontrou água. Era como uma chuva depois de uma seca gigante. Me deixava aliviado, excitado e consideravelmente tonto.
Mordi o lábio inferior de Naruto com força, só para depois sugá-lo do jeito mais gostoso que eu conseguia. Minhas mãos em sua cintura, as dele em minha nuca e atrás de minha cabeça. Meu cabelo estava sendo bagunçado por Naruto que parecia procurar um lugar onde se segurar. A essa hora eu tinha certeza que as marcas de meus dedos estavam bem fixadas na pele de Naruto, e isso me enchia o peito de um orgulho estranho.
Ainda nos beijávamos, mesmo que os barulhos de lábios estalando denunciassem que a respiração já era escassa. Não me importava, eu precisava continuar beijando-o. Subi uma de minhas mãos para seu rosto e o manipulei para que levantasse a cabeça, permitindo um melhor acesso a sua boca. Puxei o ar pelo nariz com força, pronto para beijá-lo com mais intensidade. E assim o fiz.
A boca de Naruto tinha gosto de céu, se é que isso é possível. Gosto de céu, de coisa boa, de paz, de tranquilidade. De amor. E ele beijava tão bem...
Apartamos o contato, mas eu não me contive, o abracei com força, e beijei inúmeras vezes o topo de sua cabeça. Deus! Finalmente eu tive a honra de provar dos lábios de Naruto, que agora estava com a respiração totalmente desregulada, mais também tinha um sorriso gigante no rosto, assim como eu. Ele me abraçou pelo pescoço assim que parei de beijar sua cabeça.
– Finalmente... — Murmurou.
– Finalmente. — Eu ri, bobo. Finalmente mesmo!
O abracei novamente. Era possível alguém ficar tão feliz assim com um simples beijo? Sim! Sim!
– Naruto, filho... — Levantei a cabeça em direção a porta do sótão, e encostava na soleira da porta estava Kushina, mãe de Naruto, ostentando um sorriso matreiro no rosto. — Oh, então se entenderam?
– Sim, mãe! — Naruto riu bobo. — Sasuke finalmente me beijou!
– Não é como se eu não quisesse fazer isso antes. — Resmunguei, passando o nariz pelo pescoço de Naruto. — Eu só não podia fazer isso já que você namorava Punk, e depois porque você está magoado ainda. Não seria justo.
– Sobre estar magoado: eu nunca te negaria. Jamais. — Naruto ficou vermelho. — Julgo Punk, mas acho que se enquanto namorávamos, você me beijasse, eu não negaria do mesmo jeito. Que grande hipócrita eu sou.
– Sh... — Soltei Naruto de meu abraço para poder pegar seu rosto com as duas mãos, fazendo-o olhar fixamente para mim. — Não pense nisso. Não quero que fique remoendo pensamentos sobre Punk. — Beijei sua testa. — Agora somos você e eu.
Kushina andou até nós, separando Naruto e eu para abraçar seu filho e logo após me abraçar.
– Eu disse que você conseguiria! — Ela sussurrou. — Agora o faça muito, muito feliz.
– Obrigado, Kushina. — Passei minha mão pelos cabelos de minha agora sogra. — Estou tão feliz que posso morrer.
– Não diga besteiras! — Fui repreendido por ambos, sogra e namorado.
Bem, fazer o que, não é?
Konan.
– Acho que alguém aqui recebeu flores! — Shisui anunciou assim que entrou em sua sala, onde eu organizava os arquivos do computador. — Tá namorando, tá namorando...!
– Já pode parar de brincar, chefinho. — Rolei os olhos. — Está se saindo um perfeito douchebag...¹.
– Achei que era francesa. — Ele parecia pensativo. — E está com a boca muito suja, mocinha.
– E eu sou. Mas isso não faz de você menos mala sem alça. — Terminei de salvar a parte do trabalho que já estava feita. — Vou na recepção pegar as flores, não se atreva a mexer nesse computador, é capaz de estragar todo o trabalho que eu fiz e isso seria très tragique!²
Andei até o elevador com calma. Shisui poderia estar muito bem brincando comigo sobre as flores, assim como Pain realmente poderia ter mandado algo.
Pain.
Ele é perfeito para mim. Não disse que é um homem perfeito, ele tem seus erros, e um deles é o mesmo que o meu: participar de uma gangue mundialmente conhecida. E eu sabia os riscos de nos envolvermos.
Naruto logo estaria de volta da viagem, e começaria seu treinamento para ser um Akatsuki. Óbvio que eu não espero que ele chegue ao meu nível ou ao de Itachi, mas ele precisa aprender a se defender, a não depender de ninguém, e a derrubar todos que estejam no caminho de seu objetivo. Ao longo do tempo ele decidiria o que fazer com Rinavalius, e a Akatsuki inteira deverá concordar. Se ele resolver fazer algo de grande impacto, sei que é muito fácil Pain morrer em batalha, ou até mesmo eu, e que exatamente por isso eu não deveria me apaixonar... Mas todos erram, não é?
Cheguei na portaria com um sorriso no rosto, porque vi que Pain fora muito criativo. É, as flores realmente estavam lá, mas não era qualquer tipo de flor. Eram flores de papéis, exatamente como a que eu uso no cabelo. Um bouquet³ inteiro delas.
Corri em direção ao meu presente, pegando o bouquet nos braços e achando um cartão no meio daquelas flores. O cartão dizia:
“Muitas flores, para minha pequena flor.
Espero te ver assim que possível, me mande uma mensagem se quiser que eu te busque hoje.
Já tenho muitas saudades. Espero que seu dia seja ótimo, e que tudo dê certo.
Com carinho, Pain”.
Admito que o cartão me arrancou um sorriso bobo, mas também não pude negar que me preocupou. As coisas estavam indo rápidas demais com Pain? Bem, levando uma vida como a minha, acho que nada pode ser considerado muito rápido.
Certo. Eu tinha mais era que aproveitar o tempo que tenho com Pain. A viagem de Naruto tem me deixado aflita, não sei o que está acontecendo lá, tampouco sei o que isso vai afetar em Naruto, e como ele voltará quando chegar o fim dessa “descoberta”. Entendem o meu medo? Ele pode querer acabar com a vida de alguém de Rinavalius, até mesmo com a de alguém da Ambu Nation. Pode querer acabar com as duas organizações, mesmo que seja óbvio que nos reuniríamos de novo, com outro nome, mas isso seria um caos. Uma nova organização, mesmo que com a antiga formação, não teria o mesmo prestígio de Ambu Nation, e talvez nem o mesmo comando, pois a hierarquia sanguínea dos Uchiha também perderia o valor em algo que é novo, e isso significaria guerra, de novo. Mas um tipo diferente de guerra, uma batalha entre pessoas que deveriam trabalhar juntas.
Despertei de meus devaneios e notei que ainda estava parada na portaria com o bouquet nas mãos. Abracei o pequeno presente que Pain me deu, tomando cuidado para não amassar as flores de papel que gostei tanto.
Devia ligar para Pain? Ou só mandar uma mensagem? Acho que uma mensagem basta... Afinal, se é para ligar, deveríamos passar muito tempo no telefone, e nenhum de nós dois dispõe de “muito tempo”.
De: Konan.
Para: Pain.
[Adorei as flores, obrigada ;)
Venha me buscar hoje sim, saio às 20h].
(…)
Assim que pisei fora da Akatsuki Music 3, avistei Pain me esperando com a moto ainda ligada.
Tentei não demonstrar minha empolgação, mas acho que a corridinha que dei até Pain denunciou-me. O abracei sem pensar duas vezes. Já tinha me decidido, eu aproveitaria todo tempo que tenho com ele.
– Adorei as flores. De verdade. — Comentei, ainda abraçada a ele, que tinha as mãos em minha cintura. — Estão na minha mesa no escritório, para todos verem!
– Fico feliz que acertei no presente. — Pain riu, assim que nos afastamos, mas não por muito tempo, pois assim que parou de falar ele me puxou pela nuca, me dando um beijo profundo, demorado e lento.
Apoiei minhas mãos em seu peito e deixei que ele me beijasse como queria. Eramos um casal bem parecido na hora de nos vestirmos, nós dois estávamos de jaqueta de couro preta e calça jeans, já que eu só usava as catsuits[4] na hora de correr ou em missões em que estava sozinha. Os coturnos eram quase obrigatórios, resistem a chuva, são bons para machucar pessoas e protegem mais os pés.
– Quer que eu te leve para casa agora, ou quer passar em algum lugar? — Pain perguntou. — Podemos ir jantar, você não parece alguém que não comeu mais que uma salada na hora do almoço... — Especulou.
– Vamos para minha casa, você sabe que tem uma loja de conveniências do lado, podemos comprar algo rápido e comermos juntos. — Sugeri. Poderíamos comprar pipoca, macarrão instantâneo, sei lá... Mas eu sentia que precisava passar mais tempo com Pain ao meu lado.
Pain assentiu e me ofereceu o capacete reserva de sua moto. Lembrei-me que aceitei a carona de Shisui hoje de manhã, e que minha moto estava segura na garagem de meu prédio, pude respirar aliviada. Acho que todos de Ambu Nation tinham isso em comum: o apego pela vida que levamos, o que inclui as motos.
Botei o capacete e subi na garupa da motocicleta, agarrando a cintura de Pain. Sim, eu sei que podia segurar nos apoios traseiros, mas quem disse que eu ia perder a chance de abraçar o cara que eu gosto?
O caminho até minha casa até que foi rápido, considerando que a maioria dos trabalhadores saem às 18h, às 20h já é de se esperar que o trânsito já tenha se acalmado um pouco. Acabamos por optar passar em um fast food e comprar dois lanches para viagem, pelo menos eu sabia que com um “bate e entope” não iria acordar com fome às 3h da manhã.
– Você tem certeza que eu posso subir? — Pain perguntava pela terceira vez.
– Nagato Pain, eu já disse mil vezes, você pode subir. Eu não tenho quinze anos, se algo acontecer hoje foi porque nós dois quisemos e não terá arrependimentos, escutou? Agora deixe de ser bunda mole e vamos subir, ok?
– Ok, mon cher.[5]– Pain me fez rolar os olhos quando imitou meu sotaque de uma maneira que eu consideraria como péssima.
(…)
Estávamos sentados em meu sofá, um filme muito ruim passava na TV, mas ele não parecia ligar, e se ele não estava nem aí, para que eu me preocuparia?
Minha cabeça estava em seu ombro, e eu comia meu sanduíche com calma, enquanto um copo de um litro de refrigerante estava apoiado no braço do sofá.
– Sabe, — disse eu, depois de engolir. — estou preocupada com o que Naruto vai fazer depois de voltar dessa viagem. — Sim, eu precisava falar sobre isso com ele.
– Também estou. — Admitiu. — Ainda mais por um motivo em especial.
– Qual?
Pain parou de comer e olhou para mim, tentando buscar meus olhos no escuro confortável em que estávamos. Ele estava sério, com o maxilar travado, e parecia que o que viria a seguir era muito importante, o que fez meu estômago gelar de nervoso.
– Eu fui recrutado para uma organização dentro da Ambu Nation, algo como uma “elite”, e é muito perigoso, pelo que Itachi me contou depois de fazer o convite... — Ele não podia estar falando sobre o que eu estava pensando. Por favor, não. — E Naruto também foi chamado, por causa de uma história muito complicada que não sei se posso te contar. Enfim, acho que posso te dizer que o nome da pequena gangue é Akatsuki.
Eu tive vontade de rir e chorar ao mesmo tempo, estava perdida demais. Rir porque Pain achava que eu não sabia sobre Naruto, não sabia que eu era uma das integrantes principais da Akatsuki e por achar que me contar isso agora faria diferença. Tinha vontade de chorar por saber que agora tudo estava mais difícil, que Pain estaria comigo todos os instantes do treinamento de Naruto, que estaria comigo na parte principal de tudo e qualquer coisa, e que isso diminuía sua chance de vida em infinito por cento. A Akatsuki era perigosa demais, e amar quando se é uma assassino profissional não é lá muito recomendado.
Apoiei meu lanche em meu colo e peguei as mãos de Pain entre as minhas.
– Eu sei o que é a Akatsuki. Entrei na Ambu Nation porque era integrante da Akatsuki há muito, muito tempo, desde que era uma adolescente. — Esclareci, e Pain arregalou os olhos. — Eu sei sobre tudo de Naruto, afinal ajudei um pouco nas pesquisas. E estou com medo...
– Por mim, não é? — Assenti. — Eu também estou com medo por você. Tudo que pode acontecer... Meu Deus! — Pain puxou os cabelos da lateral de sua cabeça. — Promete que não vai morrer, aconteça o que acontecer?
– Estou nessa a mais tempo que você, cher. — Sorri. — Et toí[6], promete que não vai morrer?
– Jamais deixaria você sozinha com esse bando de marmanjo te secando. — Piscou um olho.
Parece que arranjei um amor.
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