Blurred lines.

3 Envolvendo-se.


Notas iniciais
Fiquei muito feliz com os comentários, então decidi postar mais um, mas que fique claro que esse não será o ritmo normal da história... Eu estudo em tempo integral, geralmente tenho as quintas e sextas-feiras livres, então, provavelmente postarei semanalmente, nesses dias que acabei de citar. Espero que gostem!

Naruto.

Enquanto os clientes entravam no Bar, eu pensava na imprudência que havia feito. Aceitara uma carona de moto com um cara que eu conheço há menos de quarenta e oito horas, andara sem capacete e ainda assim, não conseguia me arrepender. Tinha sido a maior loucura! Só não sei se repetiria esse ato potencialmente suicida.

Estava usando a roupa de baile, que era a minha favorita, dentre todos os dias que trabalho aqui. Calça social, sapatos sociais estilosos, reluzentes, novinhos em folha. Meu colete cinza cobria parcialmente minha blusa branca, e suspensórios ajudavam a minha falta de capacidade em usar um cinto. Eu realmente adorava dias de baile! Eram os meus favoritos, era sempre bom mudar um pouco a rotina.

De longe, forçando um pouco a vista, pude ver Hinata que entrava no restaurante com uma moça de cabelos róseos que eu conhecia muito bem. Era Sakura, minha ex namorada. E eu não sabia que ela podia pagar para entrar em um lugar como esse, mas que fosse. Não tô nem aí. Ela terminou com a desculpa que eu não era bem organizado, que não tinha metas... Hoje ela verá minha meta.

Os garçons logo chegavam ao balcão, pedindo por bebidas das mesas que atenderam, e eu e minha eficiência as fazíamos no capricho. Eu me divertia no trabalho, ainda mais com noites como essa, quando a música tocava alto e eu já podia ver o álcool soltando os quadris das pessoas que estavam no bar, outras já até quicavam na cadeira com vontade de dançar. Meus pés estavam inquietos, se remexendo para todos os lados, meu corpo praticamente gritava “Naruto, vá dançar!”, mas eu não podia, tinha trabalho para fazer. Por sorte, o diretor artístico e coreógrafo desse lugar achou que seria uma boa ideia fazer um número de dança comigo e com os garçons, como se estivéssemos mesmo nos anos quarenta. Eu achei ótimo, afinal, estava louco para mostrar que eu sabia mesmo alguma coisa! Conheço meu talento, sei que consigo dançar bem. Sou o tipo de pessoa que nasceu para o estrelato. Ninguém jamais tiraria isso de mim.

– Rum. Bem forte. — Um homem com longos cabelos disse. Ele me lembrava muito alguém, mas no momento seus cabelos me atrapalhavam de ver sua face direito. Quando lhe entreguei o copo de rum, sua mão agarrou firmemente meu pulso. — Você viu Sasuke Uchiha por aqui?

Bom, se eu respondesse a verdade, possivelmente tomaria um tiro na testa. Se eu contasse uma mentira, também ganharia um tiro na testa. Eu conheço esse tipo de cara. Terno vermelho e preto, logo presumo que faz parte de alguma mafia italiana, e os cabelos escuros e longos só me fazem completar ainda mais minha certeza.

– Sim, ele esteve aqui ontem à noite com sua noiva. Que está sentada lá – Apontei para onde Hinata estava, e ele levantou a cabeça para olhar. Quando mirou em mim novamente, eu definitivamente soube que ele também era um Uchiha. Eu jamais esqueceria olhos como esses. — E hoje de manhã também.

– Suco de maracujá e depois vodka? — O homem perguntou.

Confirmei com a cabeça, não entendendo onde ele queria chegar.

– Isso não vai acabar bem... — Resmungou. — Ele virá hoje?

– Não. – Olhei para meu relógio de pulso, vi que a hora de minha dança já estava chegando. Um friozinho gostoso passava por minha barriga, e eu já sorria involuntariamente. Afinal, esse homem, claramente um Uchiha, também era empresário. Ele poderia ver meu número e gostar, certo? E se gostasse, poderia me empresariar. Ok, estou sonhando alto demais, mas se eu não o fizer, quem fará por mim?

Pedi que todos os clientes que estavam perto do bar tomassem um lugar em uma das mesas, para que pudéssemos ter o espaço necessário. Hoje todos os copos eram de vidro plastificado, perfeitos para o número que eu faria. Elaborado por mim, aperfeiçoado por Akimichi Chouji, o número parecia o portal da fama para mim, agora que eu tinha um Uchiha a minha frente. Entendam: a família Uchiha não é só uma família. É um clã. Existem cerca de trezentos, ou mais. Se na empresa matriz, que fica aqui na cidade, existissem 10 funcionários que não são da família, já era muito.

[The Atomic fireballs – Man with the hex].

Quando a música começou, pude ver que os garçons, Gaara, Rock Lee, e Kiba – todos mais fodidos financeiramente do que eu, yay! — viam caminhando em direção ao bar, de três caminhos diferentes, abrindo espaço entre as pessoas. Blusas e calças pretas, com um avental branco que cobria desde suas cinturas até seus tornozelos, esses eram os uniformes dos garçons em noites de baile. As bandejas de prata, vazias, reluziam as luzes dos holofotes, e até as mais desfocadas que criavam um clima intimista. Isso os tornavam quase impossíveis de não serem vistos, chamando atenção de todos para o meu balcão, onde eu já estava preparado, de sangue quente, para dançar.

Balancei as mãos e os braços, começando meus passos. Meus pés batiam duas, três, quatro vezes no chão, antes de, com um salto, eu subir no balcão. Agora o Uchiha de cabelos longos olhava surpreso para mim, que com um grande sorriso, continuava dançando. Chutei os copos de cima do balcão, causando o efeito de choque desejado.

Os garçons combinavam seus movimentos com maestria, usando as bandejas como algo mais para a dança, rodando-as nos dedos, fazendo malabarismos e as lançando para o alto, enquanto eu dublava a música e eles o couro.

A essa altura do campeonato, os clientes batiam palmas no ritmo da música e alguns até arriscavam uns passos de dança, outros assoviavam alto, aprovando o show.

Eu me sentia feliz, me sentia bem. A certeza que sempre tive me atingiu com mais força dessa vez, me deixando quase tonto. Meu sonho de me tornar um astro parecia quase real agora. Pessoas aplaudindo, eu fazendo o que mais gosto de fazer... Uma beleza.

Pulei do balcão, caindo do lado de Kiba e Gaara que agora dançava mais perto de Lee. Continuamos nosso passos, dessa vez nos sincronizando em duplas, com direito a elevações perigosas e saltos dignos de um balé russo. Realmente, Chouji havia feito um grande trabalho conosco.

Infelizmente, a música acabou cedo demais, e junto com ela nosso espetáculo. Meu peio subia e descia rápido, minha respiração estava rasa, mas eu me sentia mais feliz do que nunca. Pude ver Hinata e Sakura se aproximando de onde eu estava, juntamente com o Uchiha, que tinha um projeto de sorriso no rosto. Assim que chegaram em mim, fui surpreendido por um abraço caloroso de Sakura.

– Há quanto tempo, Naruto! Não acredito que ainda trabalha aqui, mas isso foi... Uau! Eu não sabia que tinha tanto talento assim... — Ela demonstrou um pouco de vergonha.

– Pelo visto já conhece minha esposa. Agora, é hora de me conhecer... Naruto. — O Uchiha me entregou um cartão que dizia:

Itachi Uchiha.
VP.
XXXX-XXXX.
Uchiha's enterprises.


Se seu nome era Itachi... Então ele era irmão de Sasuke? Sim! Agora eu lembro de ter lido alguma matéria sobre ele em uma revista. Não que eu seja obcecado pela família Uchiha, eu só preciso saber os meios de chegar ao meu sucesso, e a família Uchiha me empresariando seria ótimo. Eu, definitivamente ligaria para Itachi.

Sinceramente, caguei que Sakura fosse esposa de Itachi que, na minha opinião, era tão bonito quanto seu irmão.

– Hinata. — Sorri. — Como vai?

– Estou bem, Naruto..- Ela respondeu com um pouco de cara feia, mas depois bufou e pareceu relaxar. — E você? Adorei sua apresentação.. A propósito, viu o Sasuke hoje, não é? Soube que vocês andaram de moto...

– Ãh, sim.. — Cocei a cabeça, em um claro sinal de vergonha. Hinata não sabia que eu sou bissexual, mas do mesmo jeito, parecia uma acusatória. Do jeito que ela falava, parecia até que eu estava tentando roubar Sasuke dela. Mesmo sem estar. — Desejam beber alguma coisa?

– Dois Dry Martinis e uma cerveja gelada. — Itachi piscou, parecendo ser bem mais simpático do que Sasuke foi da primeira vez que o vi. — A propósito, Naruto... Quando você viu Sasuke hoje... Ele estava meio... Hum...

– Falante demais? Sociável demais? Legal demais? Estava sim. — Confirmei. — Hum... Aconteceu algo com ele? Vocês parecem preocupados. — Joguei o verde, enquanto servia-lhes seus pedidos.

Hinata afundou sua cabeça no balcão, resmungando “isso vai dar merda” com um suspiro logo depois.

–Não, está tudo bem. É que não é comum do Pun... Do Sasuke. Não é comum do Sasuke voltar em um lugar duas vezes. — Sakura sorria amarelo. É, tem caroço nesse angu. Mas eu que não meto minha colher, sabe-se lá no que isso pode dar. — E então Naruto, seu salário melhorou?

– Sim, Sakura, agora tenho casa própria e estou economizando para um carro. — Sorri, adorando ver a surpresa na cara de minha ex-namorada. — Recebo muito melhor desde que fiz o curso de barman e agora sou profissional.

– Oh, isso é... Maravilhoso. — Ela parecia terrivelmente envergonhada, por isso Itachi afagou de leve seus ombros, soltando-a rapidamente.

– Sim. — Sorri, amando ver que eu havia triunfado sobre ela. Segui meu trabalho pelo resto da noite, sem me preocupar. No dia seguinte, eu ligaria para o celular de Itachi.


XxXxX



Estava deitado em minha cama de casal, as cobertas estavam bagunçadas e a janela aberta, deixando entrar uma brisa gostosa. Somente nos domingos eu sentia o cansaço que a semana havia me trago, e era sempre tão bom ficar deitado assim, levantando apenas para comer, ir no banheiro, e tomar banho, que eu até me esquecia de fazer algo relacionado a lazer.

Ainda de olhos fechados direcionei minha mão até a mesinha de cabeceira, tateando até achar meu celular e o cartão de Itachi. Abri os olhos para poder fazer a ligação, e esperei ansiosamente que ele atendesse. Meu coração parecia acelerar a cada segundo que demorava.

Itachi Uchiha, bom dia.– Saudou ele do outro lado da linha.

– Bom dia, aqui quem fala é Naruto Uzumaki. Você disse que eu poderia te ligar. — Ri nervoso.

Ah sim, bom dia Naruto. Que bom que ligou logo, assim podemos marcar uma reunião para amanhã mesmo. Vou ligar para minha secretária, e nos vemos amanhã às duas da tarde.– Sorri involuntariamente por ter sido tão fácil. - Até amanhã, Naruto.

– Até.

XxXx.


Às uma e cinquenta da tarde eu entrava no prédio da Uchiha Enterprises, Matriz. O prédio era simplesmente inacreditável. Localizado numa rua comercial, de classe alta, era o edifício que mais chamava atenção, até porque não era um edifício, e sim dois. Dois edifícios de vinte antdares com paredes externas de vidro esverdeado altamente resistente e elevadores periféricos que davam visão para parte externa da empresa, ou seja, a rua. Um corredor suspenso no penúltimo andar ligava os dois edifícios que eram separados por mais ou menos dez ou 12 metros, tendo esse corredor, também, as paredes de vidro, dando a visão dos funcionários passando apressados de um lado para o outro.

Suspirei, feliz, diante da magnitude dos prédios. Entrei, sentindo o ar condicionado geladíssimo, e agradecendo-me mentalmente por ter vindo de blusa de mangas compridas.

– Uzumaki Naruto, reunião marcada com Itachi Uchiha. — Direcionei-me a uma das recepcionistas, que verificou algo em seu computador e disse:

– Penúltimo andar, lado direito. — O que era uma merda, já que eu havia entrado no esquerdo. Mas como eu estava afim de passear no elevador periférico mesmo, resolvi continuar nesse prédio, indo até a fila de pessoas que estavam em frente a porta do elevador. Infelizmente, ou felizmente, uma delas era Sasuke.

– Você... O que está fazendo aqui? — Ele perguntou fazendo uma careta. Ou algo perto disso.

– Hm, achei que seria mais amigável depois de andarmos de moto. — Resmunguei, sendo honesto. — Estou decepcionado.

– Nós... Andamos de moto? Quando?

Bom, das duas uma: ou Sasuke havia tomado o maior porre de sua vida depois que foi embora e não se lembrava, ou ele estava tirando uma com a minha cara.

– Sim, ontem. Vai dizer que não lembra? — Ergui uma sobrancelha, esperando que ele me esclarecesse logo que estava acontecendo ali. Ele engoliu seco.

– Olha, não é como se fosse algo que eu pudesse escolher! Eu não lembro. Mas podemos tomar um café depois de você terminar o que veio fazer aqui, ok? É só pedir para qualquer uma das secretarias me ligar. — Ele respondeu, mas aconteceu uma coisa não muito agradável depois que nós pegamos o elevador. Eu não sabia, mas desceríamos no mesmo andar. Ele deu a volta, indo para uma sala qualquer, e eu fui andar pelo corredor suspenso e fodão.

Vou falar para vocês que a sensação de andar num corredor suspenso numa altura de 19 andares, com paredes feitas de vidro, te da a sensação de estar andando em cima de uma tábua entre uma montanha e outra, com um abismo no meio. E isso me lembrou da cachoeira. Como Sasuke não lembra? É um lugar inesquecível! E ele parecia saber muito bem o caminho.

Quando terminei de atravessar, tive a decepção de ver que os dois prédio são absolutamente iguais. Uma porta dupla de madeira com os dizeres “Itachi Uchiha. VP.” denunciava a localidade do escritório de Itachi, e uma loura muito bonita guardava a porta, sentada em sua mesa, enquanto mexia no computador e fazia algumas anotações.

Pigarrei para chamar sua atenção. Quando ela levantou a cabeça, pude ver a melhor amiga de minha ex namorada, que agora era secretaria de Itachi Uchiha.

– Naruto? O que deseja? — Ino perguntou, tentando manter o profissionalismo.

– Tenho uma reinião marcada com Itachi, às duas horas. — Olhei meu relógio, tendo certeza que fui cem por cento pontual. Ino suspiro, mas pegou o telefone sua mesa e discou um número rapidamente. Alguns murmúrios depois, ela se manifestou.

– Ele já está te aguardando, pode entrar e boa tarde. — Engoli o sorrisinho falso da loura, e entrei, feliz por ver Itachi outra vez, e dessa vez, para tratar de negócios.

Passei pelas grandes portas de madeira, e vi Itachi sentado em uma cadeira grande, onde provavelmente caberiam dois dele, sorrindo-me de leve. Definitivamente poderoso. Terno preto, camisa branca e uma gravata vermelha. As cores da família Uchiha. Sua mesa era impressionantemente grande também, mas nela havia apenas um computador, um notebook, e alguns papeis.

– Você veio mesmo! — Seu sorriso se alargou.

Nota mental: Uchihas de cabelos longos são mais simpáticos e menos confusos. Confraternizar com eles.

– Sim, não perderia a oportunidade por nada. — Sorri também, sentei-me a sua frente. — Então, sobre o que quer falar?

– Sobre esse talento cretinamente escondido de um certo louro sentado a minha frente. — Brincou. — Sério mesmo, por onde você se escondeu?

– Em algumas lanchonetes, no meu apartamento, e agora me escondo no Nove Ases. — Retribuí a brincadeira. — Você gostou mesmo do show?

Era muito bom para ser verdade! Itachi havia gostado mesmo? Ele iria me empresariar?

– Sim. Adorei. Foi magnífico. Você... Sabe cantar também, não sabe? Eu vi você dublando, não deveria estar se aguentando de vontade de querer cantar. — Assenti, indicando que ele estava certíssimo. — Então é o seguinte: não estamos interessados em dança, mas como você disse que sabe cantar... Tem um mês mais ou menos para me entregar uma música novinha em folha, feita por você. Com essa música feita, vamos fazer um laboratório, vamos fazer muita propaganda avisando de um clipe novo de um cantor que mudará a geração, e aí gravaremos a música, o clipe, e jogaremos na internet. Depois de uma semana, dependendo da quantidade de visualizações, lançaremos você aos leões, Naruto! Você irá trabalhar muito, um processo intenções de composição, e aí faremos uma turnê. Mas primeiro vem a prova de fogo: você terá que me apresentar música, e eu te colocarei para tocar em uma sala com todo tipo de pessoas, de diversas faixas etárias. Terá de agradar pelo menos a maioria.

Pisquei atônito com tanta informação. Eu sabia que era difícil ser famoso, mas não sabia desse processo todo. Para mim era só fazer um álbum, jogar ele, sei lá, no youtube, e ver o que aconteceria. Mas não, percebi que há muito mais dinheiro envolvido nisso, então eles não arriscariam nada tão facilmente. Não cheguei a hesitar, longe disso, eu sabia o que queria para vida, e aquilo fora jogado no meu colo, então eu iria segurar com todas as forças.

– Eu topo. — Proferi, convicto de minha decisão. — Topo. — Repeti. Estiquei a mão para Itachi. — Parceiros?

Ele prontamente aceitou minha mão num aperto firme.

– Parceiros. — Ele não soltou minha mão. — Amigos? — Ergueu as sobrancelhas, num convite suspeito.

– Amigos. — Respondi, aliás, por que não? Itachi tinha cara de ser legal. — Pode me fazer um favor? Ligue para seu irmão, ele me chamou para tomar um café e disse que eu devia contatá-lo quando saísse daqui.

Itachi mostrou uma clara expressão de descrença, mas fez o que pedi. Agradeci, saí de sua sala e andei pelo corredor fodão de novo, indo para o outro lado, onde Sasuke trabalhava. Alguns minutos depois ele apareceu, parecendo mal humorado assim como da primeira vez que lhe vi. Descemos sem trocar nenhuma palavra, e andamos até uma cafeteria vazia e aconchegante no fim da rua. Pedi um café forte, sem açúcar, já Sasuke foi mais fresco e pediu um cappuccino.

– Então, por que não se lembra de nada? Tomou um porre? — Abusei de nossa pouca intimidade e questionei assim que nos sentamos em uma das mesa para dois.

–Eu... — Ele começou a explicar. — Olha, não é como se eu pudesse escolher. Digamos que eu não era eu mesmo ontem, por isso não me lembro. Consegue entender?

– Já estou ficando meio de saco cheio disso de “eu não era eu mesmo, mimimi”. Você não suporta ficar perto de mim quando está de terno, pelo que notei, mas quando está de jaqueta é todo legal e nem ao menos usa sua aliança!

– Você me prefere quando estou daquele jeito? — Ele perguntou, surpreso e talvez meio indignado. — E não é que eu não te suporte, na verdade, até te acho uma gracinha, mas... Eu prefiro não envolver mais pessoas do que o necessário em minha vida. E a aliança eu só uso quando vou encontrar Hinata, nosso casamento é só um favor para nossos pais, porque meu pai tem certeza que vou morrer sozinho, e o pai de Hinata acha que ela é uma piranha que nem a avó.

– Méh. — Resmunguei. — Não engulo essa história ainda, mas isso não tem nada a ver comigo mesmo.

– Não! Pelo amor de Deus. Não pense em falar algo parecido de novo! — Sasuke exclamou, parecendo ser guiado por uma força maior, ou coisa do tipo. — Participe da minha vida, sim. É que eu prefiro te ver fins de semana, e sempre nos veremos em alguns dias de semana também, já que, pela fofoca que foi espalhada, você trabalhará com meu irmão daqui a um mês.

Sasuke estava falando que, hm, queria me ver mais vezes? Ok, ele é um homem bonito, mas eu não posso pensar errado, pode ser que ele também queira ser só meu amigo, assim como Itachi.

– Esteja sábado de manhã, lá pelas 10h, na avenida onde acontecem alguns raxas... Sabe onde é? — Sasuke propôs. Afirmei com a cabeça. — Ótimo. Use algo mais.. Escuro. E coturnos, irá precisar.

Notas finais
Gostaram? Não gostaram? E aí, qual será o programa de índio que Sasuke levará Naruto? Hehehe.