– Socorro ! Socorro ! SOCORRO ! ELE QUE ME ESTUPRAR! ALGUÉM ME AJUDA — eu gritava e me debatia na frente do picolé de leite.

– Você é doida mesmo — ele me soltou e ficou rindo de mim, porque ninguém me ouviu. Ele saiu andando igual um comedor de putas. E eu fiquei lá com cara de galinha menstruada arrumando meu cabelo e minha roupa que ele amassou.

– SEU IMBECIL — gritei para ele que já tava longe, mas é obvio que ouviu, porque minha garganta ardeu da tão alto o grito, e até fiquei tonta — Preciso de comida.

[...]

Voltando pra casa naquela rua deserta sentia que tinha alguém atrás de mim. Comecei a andar rápido e os passos atrás de mim aumentaram. Comece a orar Claire. Até que uma mão segurou em meu braço.

– AAAAAAAAH, não me assalte, eu não tenho dinheiro, mas o meu amigo o Ben 10 tem, se quiser te passo o endereço. Pode estuprar ele também, ele vai adorar.

– Vai se fuder Claire — que assaltante mal educado.

– Olha aqui queridinho... Espera ai, como você sabe meu nome?

– Sou eu sua inútil — era o Omnitrix, acho que me mijei.

– Imbecil, porque você queria me assaltar?

– Eu só queria te assustar.

– Não conseguiu — mentira conseguiu sim.

Ele deu risada e paramos em frente a minha casa.

– Tchau, o meu namorado deve estar me esperando.

– Posso entrar? — mas que ousado.

– Meu leão vai te pegar.

– Você não tem um leão.

– Tenho sim, o nome dele é Kevin.

– Quero conhecer ele — falou e foi entrando dentro da minha casa. Ah mas o Kevin vai acabar com ele.

– Cadê seu namorado? — vai comer seus olhos azuis lindos. Babaca.

– Keviiin — gritei o meu leão amarelo.

– Seu namorado é o seu leão? — Kevin apareceu saltitante na sala. Leão gay — Esse é o seu leão? — ele ria parecendo que ia enfartar.

– Está rindo do que palmito? — ele parou de rir quando eu disse palmito. E eu fazia carinho na barriga do Kevin.

– Então você namora o seu cachorro?! Ah você é doente mesmo.

– Qual o problema de eu namorar meu cachorro, nós nos amamos. E não me chama de doente, imitação barata de Barbie — ele ficou vermelho e veio pra cima de mim. Eu fui indo pra trás e cai no sofá e ele caiu em cima.

– Não me chama de Barbie — ele falou próximo da minha boca e senti seu hálito quente em mim.

– Susie? — ele rosnou e eu virei o rosto.

– Vou te mostrar a Susie — papai do céu, cuide das crianças necessitadas e sem abrigo. Cuida dos animaizinhos sem donos e cuida dos velhinhos no asilo. Amém! Eu estava tentando orar, mas eu não sou muito boa nisso.

Ele estava bem perto da minha boca e eu não conseguia fazer nada, ficava olhando aquelas bolas azuis dos olhos dele e ele olhava para minha boca.
Ele estava a milímetro dela e eu não resisti.

– Keviiiiiin — não resisti em gritar — Socorro Keviin.

– Seu cachorro gay não vai fazer nada — ele ficou bravinho.

– Sai de cima de mim — me remexia em baixo dele e não adiantava porra nenhuma.

– Continua que está gostoso — senti uma coisa dura na minha coxa. Ah não. Não pode ser. Que nojo. Que nojo. Que nojo.

– Sai, sai, sai, sai, sai. Me solta. Socorro — quem ouvisse ia achar que estavam me matando.

– Para de ser histérica menina — ele saiu de cima de mim e eu fiz cara de choro.

– Sai daqui — falei me encolhendo no sofá.

– Eu não ia fazer nada, não sem a sua permissão. Eu nunca faria isso.

– Eu não confio em você. Sai daqui — fingi que ia chorar e ele veio me abraçar.

– Não precisa chorar K — ele me chamou de K?
Essa era a minha oportunidade. Ele tava me abraçando assim que ele me soltou eu olhei bem nos seus olhos e puxei todas minhas forças e dei um soco bem meio do seu olho direito. Minha mão chega doeu, e ele saiu de perto de mim com a mão no olho.

– VOCÊ ESTÁ LOUCA MENINA? — depois fala que eu sou histérica.

– Isso é pra você aprender a nunca mais chegar perto de mim com esse seu bigulin nojento.

– Eu vou te matar — ele tirou a mão do olho e estava vermelho. Sorri me sentindo orgulhosa. Ele veio para cima de mim e eu corri pelas escadas. Meu Deus me ajude. Esse Ben 10 é louco. Entrei no meu quarto e tranquei a porta — Abre essa porta sua vadia — ele socava a porta, ou chutava sei lá. Mas ele tava bravo pra danar.

– Vadia é a senhora que te pariu — ele chutou mais três vezes a porta e eu estava com medo dela cair — Você vai destruir minha casa.

– Se você não abrir essa porta eu vou quebrar tudo que eu ver pela frente — fodeu fodeu fodeu.

– Vai em frente — não me ouça, eu não bato bem da cabeça.

– Você quem manda — ouvi um barulho de vidro quebrando, seguido de outro. Ai carai os vazos da minha mãe.

– Tá bom, tá bom Ben. Eu vou abrir — a casa ficou silenciosa e eu estava tremendo para abrir a fechadura. Abri e vi ele parecendo um cachorro com raiva e o olho ja estava roxo. Ele rosnava de raiva e eu tremia de medo — Calma ai Susie, paz e amor.

– Não me chama de Susie — ele rosnou de novo. Ok não é uma boa hora para apelidos.

– Ok ok, Ben. Vamos nos acalmar, porque violência não leva a nada.

– Diz isso pro meu olho aqui — ele apontou pro olho que deve está doendo pra porra.

– Eu posso fazer um curativo se você prometer ficar quietinho.

– Você me excitou Claire. Está vendo isso aqui ?- apontou pro picolé junior dele — Ele está doido por você. E você ao em vez de agradecer me bate? Você vai ter que agradar ele aqui pra poder sair ilesa dessa — Até o próximo episodio, nos vemos nesse mesmo canal, e no mesmo horário. Se eu sobreviver até lá.