– Não gosto de picolé de leite — ele riu com o meu comentário estupido.

– Vai aprender a gostar — foi chegando perto de mim e eu indo pra trás.

– O que está acontecendo? — meu pai apareceu na porta. PAAAI, te amo. Não vou mais te colocar no asilo ta?!

– Ele quer me matar pai — fiz um bico e abracei meu papai querido.

– Você quer matar minha filha? — meu pai perguntou bravo e eu empinei o nariz, toda exibida.

– Não senhor... Eu só... — ele gaguejava com medo do meu pai gigante.

– Pois faça isso com a porta fechada né garoto burro — ele é burro mesmo MAS EI. Meu pai saiu e fechou a porta. Ele autorizou ele a me matar? Estou bem de família hein.

– Gostei do seu pai — o palmito ficou rindo e eu joguei um travesseiro na sua cara — Ai meu olho.

– Eu tenho uma pomada aqui quer ?

– Quero. Passa em mim — com o maior prazer Benzinho.

Peguei a pomada e sentei na cama ele sentou do meu lado e eu peguei um pouco de pomada e passei com força no olho dele.

– Ai carai, mas devagar.

– Desculpa, amorzinho — peguei mais pomada e apertei pra passar de novo.

– Porra Claire está doendo — fódase.

– Tá tá vou passar devagar — continuei passando, pouco me lixando pros gemidos dele. Olhei pra ele e percebi seus olhos de coruja gorda no meu decote, e aquele olhar de malícia dele — Está gostado Ben?

– Estou adorando, posso passar o dia vendo você passar pomada no meu olho.

– E disso você gosta? — fiquei bem perto dele, e ele quase engoliu meus seios na sua cara.

– Porra Claire — ele falou baixo com cara de safado maníaco.

– Aposto que vai gostar disso — tasquei lhe um tapa bem no meio da fuça branca dele, e logo ficou a marca dos meus dedos.

– Eu já to cheio de você me bater — agora ele estava com a cara vermelha e com o olho roxo. Quero ver ele explicar pra palmito mãe.

– Estou nem ai, falei pra você ir embora não foi porque não quis. E ainda fica olhando pros peitos dos outros. Idiota.

– Estava gostando do seu peito na minha cara — que nojo desse menino.

– Vai se fuder vai, me deixa em paz. Sai da minha casa — estava doida pra deixar o outro olho dele roxo.

– Eu vou porque está tarde, mas amanhã a gente se vê e você vai me pagar por isso — apontou pro seu olho violeta — E por isso — ele apontou pros meu dedos marcados na sua cara.

– Estou pagando pra ver — na verdade eu estou é morrendo de medo.

– Até amanhã bruxinha — ele fechou a porta bem na hora que eu joguei meu quadro nele, que se espatifou na porta.

[...]

Veeem ni mim sexta-feira. A tão esperada sexta-feira deu o ar da graça. Acordei sorrindo, pois meu pai sai mais cedo as sexta, então ele não está em casa.
Fui direto para cozinha comer algo, antes que eu desmaiasse de fome. Vi o pulguento do Kevin abanado o rabinho atrás de mim.

– O que você quer Kevin? — ele tava com a língua pra fora e saltitante — Para de ser gay e fala logo o que você quer? — ok, pergunta estupida a minha — Tá esquece. Quer comer? — ele rugiu igual um leão e eu fui pegar sua ração nojenta. Dei pra ele e ele ficou lá no cantinho dele comendo e eu fui comer algo.

Depois de comer tomei banho pra escola e sai.
Cheguei na escola e todos me olhavam e cochichavam coisas. Será que estou cagada? Passei a mão disfarçadamente na bunda e estava tudo ok. Mas que porra. Entrei e mais cochichos. Sentei num banco e uma menina que estava sentada lá saiu com medo de mim. Ok agora está estranho. Medo de mim? Não sou capaz de bater nem no Kevin e olha que ele merece.

– É verdade o que estão falando Claire? — a seca da Ashley me chamou pelo meu nome? Como assim? Tem algo errado aqui.

– Ahn? Do que você está falando?

– Sobre você fazer bruxarias pra quem você não gosta?

– Mas o que? Que porra você está falando menina? — fiquei puta com essa puta. Quem ela pensa que é pra falar que eu faço bruxaria? Quem dera eu fizesse, ia transformar ela num râmister e colocar ela naquelas gaiolas com a rodinha pra ela correr igual uma rena.

– Desculpa Claire, não me faça mal. Eu não vou te chamar mais de sombra da noite ok?!

– Olha aqui patricinha... — apontei meu dedo magro na cara dela e ela saiu correndo e gritando igual uma gazela parda.

– Pelo jeito a noticia já se espalhou né bruxinha? — o picolé gigante apareceu com aquele sorrisinho pateta no rosto.

– Que notícia panaca? — sou lerda gente.

– A noticia que eu espalhei de que você é uma bruxa é vai fazer bruxaria pra todo mundo que você não gosta — ele mais ria do que falava.

– Você é louco menino. Sabe que eu não sou bruxa — meu sangue subiu e eu quis voar nele. Pois é, não sou muito paciente.
Ele me prensou contra o armário e segurou meu rosto.

– Eu falei que você pagar pelo que fez ontem. Se bem que a sua pomadinha deu efeito — o olho dele não estava mais roxo, só um pouco vermelho, o que é uma pena porque adoro roxo.

– Ah então vai ser assim? Você quer jogar, então vamos jogar. Mas depois não pede pra sair do jogo — Muaaararara estou me sentido má — Isso é o máximo que pode fazer?

– Só estou aquecendo.

– Que vença a melhor — sai de perto dele e estava me achando por ter dado a ultima palavra na discussão. Sou foda. Até eu esbarrar no lixo e derrubar tudo. Estragou minha saída triunfal.

– Cuidado ai bruxinha — o palmito falou rindo e uma songa com os peitos maiores que a cabeça riu também. Olhei para ela e ela me olhou assustada.

– Está rindo do que? — perguntei e a menina parecia estar em pânico — Se continuar rindo vou fazer uma bruxaria pro seus peito murcharem — ela saiu correndo agarrada aos peitos. E o panaca do Susie ficou rindo — Babaca — mostrei meu lindo dedo do meio pra ele sai divamente diva.