Blue Sky-Nyah! edition-

1 Capítulo 1- o começo de uma lenda.


Notas iniciais
Boa noite, boa tarde ou bom dia aos possíveis leitores. Essa história eu a criei já a bastante tempo e tinha publicado no Wattpad(espero que não seja errado passar a história de um site para outro mas enfim)ela é de fantasia e aventura e demorara a ser peublicado novos capítulos(só os mais antigos que se´ra mais rápido

Em um reino chamado apenas de "Leões" existe um pequeno vilarejo em seu limite, onde existe uma casa de tamanho médio ao lado de uma floresta, a qual mora um homem e 2 adolescentes.

Com a luz pairando sobre um dos quartos, uma jovem loira de 17 anos, com olhos castanhos em tom escuro desperta em sua cama perto da porta, se espreguiçando e evidenciando seu corpo avantajado, o qual chamava a atenção onde fosse, ainda mais das pessoas do sexo masculino.

Apesar de ter 1,78 de altura e um corpo que parecia ter crescido um pouco mais do que o necessário, ainda era uma moça como outra qualquer, acordando com sono e não notando seu cabelo desarrumado mais as roupas amassadas.

Hoje é um grande dia. — Ela falava bocejando e ainda sem enxergar direito, olha para cama no outro lado do quarto, indo até lá e pulando sobre a mesma. — Bom dia Irmãozinho! — Só então percebeu que a cama estava vazia, ficando sem graça.

— Maria, já é hora de acordar! — A voz grossa vinda da cozinha terminou de despertar a jovem ainda sonolenta.

— Já acordei! Já vou! — Maria pulou da cama de seu irmão e quase caiu ao tropeçar em alguma coisa, por sorte ninguém viu. As vezes era um problema ser desastrada. De qualquer forma, correu para arrumar a sua cama e enfim saiu do quarto.

Com isso, ela chega à cozinha simples, a qual tinha apenas uma mesa com quatro lugares, alguns armários perto ao chão e uma lareira onde era usado para assar a comida. Maria vai até lá, senta e é recebida por uma colherada de madeira bem na cabeça, a fazendo levar suas mãos até lá, tentando amenizar a dor.

— Está atrasada. — Seu pai, um homem de meia idade conhecido como Jon, de barba curta e as roupas simples de um camponês, parecia frustrado.

— Só um pouquinho, isso doeu. — Maria reclamou.

— Tenho de lembrar que me implorou para ir até a cidade de Nagas e acompanhar seu irmão que ia para ver o Tio? Você ficou fazendo biquinho, choramingando por quase uma semana e falando "papaizinho" toda hora, sabendo que era o meu ponto fraco.

— Mas no fim deu certo, não deu? Então estou tão feliz!

— Sim, claro... Isso também só aconteceu porque ele concordou com isso. — disse ao revirar os olhos, como se estivesse chateado, enquanto pegava um prato de comida e entregava para a filha.

— Só porque o tio Tarcks aceitou? Eu devia ter tentado mais... — A loira pensava, mas o cheiro da comida tirou seu foco, fazendo Maria atacar o prato. — Espero não atrasar demais. — Falou de boca cheia, deixando cair um pouco.

— Ei, o que houve com a educação na hora do café da manhã? — Jon não acreditava no que via. — Já tem quase a minha altura e até hoje isso não muda? — Ele sabia que e a filha sempre foi alegre e descontraída, mas não devia falar de boca cheia.

— Desculpa, é que não quero perder tempo. — Maria já limpava o prato. — Cadê o Lux?

— Ele acordou cedo e já está te esperando lá fora. Falei que não iria demorar, mas pela sua demora, capaz dele ir andando enquanto você toma banho. Recomendo que se apresse. — Jon pegou o prato para lavar, deixando Maria um pouco nervosa.

Após isso, ela correu para o quarto, pegou algumas roupas limpas e minutos depois, saiu do banheiro já com o cabelo úmido e uma roupa de malha com uma armadura de couro cobrindo seu peito e parte da barriga e na parte de baixo, apenas calça aveludada e é claro, suas botas.

Assim, ela abriu a porta ao observar suas roupas, principalmente sua armadura de couro que estava um pouco apertada e marcava seus seios exagerados. Será que eles ainda iriam crescer? Aquilo atrapalharia em batalha? Ou estava apenas estava precisando de uma armadura um pouco maior?

Tentando não perder tempo com aquele detalhe, Maria já na porta da saída, pega com uma mão seu martelo de guerra, feito com a base de ferro e pequenas partes de platina, a qual vinha com pequenos símbolos em suas extremidades.

— Lux, obrigada por me esperar. — Ela tentou não parecer sem graça.

Nesse momento, um elfo de cabelos escuros como uma sem luar e parte da frente branca como algodão, vestindo casaco e camisa preta, calça azul clara e usando botas brancas, olha para ela com seus olhos azuis. Na sua cintura, ele carrega uma adaga com alguns escritos e alguns sacos presos junto a um grimório de magias, enquanto em suas costas uma mochila.

— Até que enfim... — Ele não parecia muito contente.

— Frio como sempre, mas vamos indo. — Maria começava a andar.

— Espera, eu que tenho o mapa, como acha que vai sem mim? — Lux cruzou os braços.

— É brincadeira, se está com pressa, se mexe. — Ela o fez andar.

— Ei! Só mais uma coisa. — Jon o faz ambos se virarem.

— Senhor Jon?

— Pai? O que foi? Meu cabelo ainda está bagunçado?

— Não é isso, apenas quero desejar boa sorte e pedir apra que tenham cuidado. Isso vale para ambos. — Ele sorri ao acenar e depois volta para casa.

Assim, Maria e Lux saem andando pela estrada de terra que cruza a floresta, onde o clima estava agradável com barulhos dos pássaros cantando, folhas se mexendo pelo vento e toda a natureza ao seu redor. Com isso, apenas iam conversando sobre os objetivos de cada um.

— Maria, queria saber o porquê dessa obsessão em ir para cidade de Nagas, o que tem de tão importante lá que você não disse? — Lux perguntou.

— Bem... Eu sempre quis ajudar as pessoas de alguma forma, e com o treinamento necessário, poderia fazer isso. — Ela ajeita o cabelo, com vergonha. — Fora que sempre sonhei em ser uma paladina, e vários dos maiores paladinos da história de Leões treinaram em Nagas — Maria se parece mais confiante.

— Entendo, espero que consiga. — Lux se volta para a estrada.

— Mas e você, qual o objetivo de lá? Quer passar um tempo com seu tio? Soube pelo pai que ele estaria na cidade.— Maria pergunta ao se abaixar um pouco para chegar perto da grande orelha do elfo de 1,69 de altura, numa travessa tentativa de irritá-lo.

— Não é bem para passar o tempo, e sim treinar, aprender a lutar, controlar melhor a magia. Fora que existem várias bibliotecas por lá, então posso estudar para aprender mais feitiços. — Lux responde um pouco sério, parecendo pensar em algo ruim.

— Irmão, você ainda pensa naquilo, não é? — Maria o olha com receio, e tenta alegrar a situação. Seu irmão sempre foi assombrado por alguns acontecimentos no passado e ela não gostava de vê-lo assim. — Então, mudando de assunto, só espero que não exagere no treino que nem em casa. — Ela brinca, tentando fazer Lux se sentir melhor.

— Obrigado, não precisa se preocupar, vai ser interessante ter você lá. — O elfo tentou esconder um pequeno sorriso em seu rosto.

— Fico feliz. — A loira mostrou um sorriso exagerado.

Enquanto estão caminhando pela estrada, de repente a floresta começa a perder a sensação fantástica e brilhante que proporciona, dando lugar a um sentimento mais sombrio. Vultos passam em meio as árvores e arbustos, movimentando a folhagem, trazendo um ar de medo. Lux começa a suspeitar daquilo.

— Você percebeu? — Lux fala ao encostar os dedos no cabo de sua adaga, enquanto sentia algo os rodeando, sem saber o que poderia ser.

— Sim... — Ela responde enquanto para de andar, olhando para os lados.

Então, ambos sentem um odor de morte e de repente, sai uma criatura com a face desfigurada, parte da mão esquerda arrancada e um grande machado na mão direita. A criatura se assemelhava a um orc e os encarava de longe, não possuindo alma, apenas ódio, surpreendendo Maria e Lux.

— O que um monstro desse faz aqui?! — Maria fala assustada e confusa, com as mãos tremendo, onde tentava contornar isso, agarrando seu martelo de guerra.

— Acho que isso não importa agora, ele vai nos atacar. — Lux se prepara para lutar.

O orc ferozmente avança em direção a eles, onde uma batalha se inicia. O monstro vai correndo, enquanto segura seu machado para ataca-los, mas eles desviam ainda assustados com aquela repentina situação aterrorizante.

— Fica atrás de mim. — Maria toma a frente com seu escudo empunhado em um braço e o martelo de guerra no outro, enquanto Lux fica atrás, já apontando sua adaga com um cristal na ponta, pronto para lançar algum feitiço.

Lux: Arcane Missília. O elfo bradou e 3 rajadas mágicas roxas em tom azulado saem da ponta da adaga e acertam o monstro, causando uma pequena explosão e com a fumaça, escondendo parte de seu corpo robusto.

— Mandou bem, mas será que funcionou? — Maria não iria baixar a guarda.

A fumaça começou a desaparecer, revelando alguns danos do ataque, como alguns cortes cortes na barriga e no ombro principalmente, mas nada sério, incomodando os irmãos. Então, com um movimento mortal, a besta avançou com seu machado, mas Maria os protegeu com o escudo no último segundo, evitando maior parte do dano, mas foi lançada alguns metros para trás, a deixando dolorida e irritada.

A loira então concentra uma energia luminosa no martelo, gira o corpo e acerta o monstro com sua arma, fazendo Lux se preocupar com a ação por impulso, mas o elfo se surpreendeu quando o impacto foi tão forte que além de afastar o monstro, arrancou seu braço esquerdo por inteiro.

— Ela conseguiu?! — Ele se surpreendeu, mas não abriu mão da posição de combate

Até que o orc rapidamente avança em Maria, a acertando de baixo pra cima, da barriga até quase o ombro. Por sorte, o dano foi minimizado pela armadura em seu corpo, mas o impacto a jogou até uma árvore, onde bateu com tanta força que caiu desfalecendo, enquanto Lux grita por sua irmã e correr para fazer algo.

Agindo rápido, o elfo pegou um dos seus panos enrolados perto do joelho, e jogou na cara do monstro, produzindo uma pequena fumaça vinda da ardência que aquilo proporcionava ao orc, o atrasando por um tempo.

Então, se posicionando na frente da irmã, Lux tenta pensar em uma forma de fugir, já sabendo que mesmo sendo uma garota, Maria era maior e mais pesada do que ele, o que significaria uma dificuldade enorme de carregá-la, ainda mais com aquele ser enlouquecido em sua cola. Infelizmente, o orc conseguiu jogar o pano no chão antes do previsto e avançou em sua direção.

Como por um milagre, da floresta sai um elfo alto com uma espada flamejante, que em instantes fez um grande corte na cabeça da criatura, a matando como se não fosse nada, o fazendo parecer ridículo, apesar de muito grato.

— Desculpe por fazê-los esperar, mas antes tarde do que nunca! — O elfo alto usando

uma pequena armadura leve feita de ferro, com cabelos amarronzados, um arco em suas costas e uma espada que ainda flamejava em suas mãos se vira para Lux.

— Tio Tarcks?! — O jovem de surpreendeu, pois ainda estavam muito longe da cidade, era quase como se soubesse que estariam naquela situação.

— Eu vou encontrar e destruir quem lhe evocou, monstro. Não só pelas pessoas da cidade, mas agora por ter mexido com parte da minha família. — Ele falou com o orc caído, enquanto as chamas sumiam e guardava sua espada, indo até o sobrinho que vigiava Maria ainda um pouco atordoada.

— Não se preocupe, boa parte do dano foi minimizado pela armadura leve, então um feitiço básico de cura será o suficiente. — Lux fala, enquanto uma luz verde clara é transmitida de suas mãos para o corpo da irmã.

— Que bom. — Tarcks observa.

— Agradeço por ter nos ajudado, só que não entendi como você chegou tão rápido, não era pra você estar nos esperando cidade?

— Bem... Pode chamar de coincidência ou de instinto protetor familiar. Basicamente, senti que algo estava de errado e corri para o resgate. — Ele soava vago, tentando esconder o nervosismo.

Lux não ficou convencido com a história de "instinto familiar" do tio e quando ia falar alguma coisa, Maria recobra a consciência, já tentando se levantar e com um pouco de dificuldade começa a falar.

— Tio Tarcks, muito obrigada por salvar nossa a pele. — A loira sorri. — Desculpa Lux, não deveria avançar assim, talvez pudéssemos ter uma chance se eu não fosse tão... — Ela baixa a cabeça, triste. Maria se sentia frustrada com aquilo, como se tornaria uma paladina agindo daquele jeito?

— Eu sei que você fez mal, mas agora não importa mais, o que importa é que está tudo bem. — Lux a abraça. Não era de fazer aquelas coisas, mas sentia que aquele momento pedia por aquela ação.

— Ok, tenho que admitir que essa cena foi bonita, não sabia que meu sobrinho levava jeito para confortar as pessoas. — Tarcks brincou por ser a primeira vez que via lux agir daquele jeito carinhoso com alguém.

— Eu ainda quero saber como sabia que estávamos nessa situação. — O jovem elfo se levanta, endurecendo novamente para sua postura habitual

— É mesmo, como o senhor sabia? — Maria o encarou, fazendo o homem alto inspirar e expirar, tentando pensar em alguma resposta, não conseguindo.

— Tudo bem, eu falo, mas não aqui. Vou cuidar do corpo do orc e depois vamos até a cidade. Conheço um lugar onde podemos conversar com maior tranquilidade. — Ele não parecia disposto a ouvir uma resposta.

Então, Tarcks pega sua espada, vai até a criatura e enfia a lâmina na barriga da besta, fazendo as chamas se mostrarem e com isso, queimar o corpo do morto-vivo em segundos, transformando o monstro em cinzas.

Depois de 15 minutos de caminhada, os irmãos avistam uma grande muralha e um grande portão, indicando que finalmente chegaram na cidade de Nagas. Então, após entrarem, vêem uma movimentação relativamente pequena, com casas coladas uma nas outras, lojas de especiarias, comida e diversas outras espalhadas pelas ruas. Sem falar nas casas dos nobres e também das pessoas comuns.

Depois de serem guiados pelo tio, Tarcks aponta em direção a uma taverna feita de tijolos e ao entrarem, viram que estava vazia, reparando em seguida no chão feito de madeira revestida de branco claro. O homem fala para se sentarem numa mesa bem afastada, separada das demais por uma sala, o que eles fazem sem dizer nada.

— Que lugar é esse? — Maria estranhou, enquanto Lux olhava para os lados. Era apenas uma taberna, mas algo não parecia certo, criando uma pequena desconfiança.

— Não se preocupem, esse lugar é protegido de "ruídos". É usado por aventureiros ou nobres que não querem ser aborrecidos e que pagam muito bem. Contudo, queria pedir algo para comer, mas acho que vocês não querem, não é?

— Queremos saber a verdade. — Lux falou sério, tentando não mudar o tom.

— Muito bem, mas é bom saberem que o que presenciaram está ocorrendo há dois meses e eu preciso de toda a atenção de vocês, pode ser? — Tarcks fala com uma expressão séria, encarando ambos.

— Nós entendemos. Vai falar ou não? — Lux cruza os braços.

— Tudo bem, então vou começar.