Blue Scorpion And Red Aquarius

6 Capítulo 6 RENDIÇÃO...


Notas iniciais
Enfim,a noite de amor de Camus e Milo! Espero que gostem!

O vento açoitava tudo lá fora, porém no hotel todos estavam protegidos e continuavam a interagir como se nada estivesse acontecendo. No reservado, um francês enciumado fechava os punhos, enquanto encarava Milo.

Como ele estava bloqueando seu caminho, Milo só teve a opção de obedecer e permanecer ali, sentindo tanta raiva que tinha vontade de vomitar.

Com o rosto tenso, Camus falou entre dentes:

— Uma das regras básicas é o não envolvimento com os clientes! Eu pensei ter sido claro!

— Eu não provoquei isso! O cara me chamou prá conversar e eu pensei...

— Não banque o inocente Milo! Um homem fica te comendo com os olhos, te chama prá um reservado e você acha que ele vai fazer o quê?

— Tá, eu achei que podia controlar a situação. Não achei que ele ia chegar a tanto e não quis causar uma cena. Tá satisfeito? – disse Milo com a voz cansada.

— Não quis causar uma cena... E desde quando você se preocupa com isso? Você estava gostando, isso sim.

— Você está enganado! Como pode pensar que eu gostaria de ser o alvo da atenção de um homem como aquele? – a voz de Milo tremeu de ira e de mágoa.

— Quem sabe não foi mais um jogo, heim? Dinheiro, talvez... – respondeu Camus com desprezo na voz.

Milo abriu a boca para protestar então seu orgulho falou mais alto. As palavras cruéis de Camus lembraram ações passadas nada louváveis e ele se calou.

— Com licença, Camus!

O francês olhou para o rosto pálido do grego, notando um filete de sangue no lábio inferior. Por um momento, ele teve dúvidas sobre as acusações lançadas contra Milo. Foi nesse meio tempo que o grego desvencilhou-se de Camus e procurou a porta externa. Tentando parecer natural aos outros, saiu devagar e decidiu ir a pé até a casa onde iria ficar com a equipe.

Era uma distância de 500 metros e Milo, mesmo esquecendo de vestir o casaco, achou que uma caminhada pelo frio ajudaria a esfriar a ira que ardia em seu peito. Tropeçando e escorregando, o grego tentou caminhar por onde a camada de neve era mais fina, mas mesmo assim o vento frio batendo contra o corpo com pouca roupa umedeceu-o e limitou seus movimentos.

Depois de percorrer os primeiros 100 metros com o vento e a neve batendo em seu rosto, Milo sentiu-se sugado, como se a sua energia vital estivesse se esvaindo.

Nos 200 metros a seguir, ele já estava entorpecido pelo frio intenso e começando a se sentir estranhamente tonto e sem senso de direção. Agora era ele que parecia bêbado e caía na neve fofa, sentindo uma vontade irresistível de se deitar ali mesmo e dormir.

Quando tropeçou pela enésima vez, ele percebeu dois faróis e apertou os olhos para identificar o que era. Seus dentes batiam violentamente e sua mente estava confusa. Achou que era Shaka e levou a mão trêmula na direção do veículo que parecia um Jet ski.

Mas não era Shaka.

— Que diabo você pensa que está fazendo? – perguntou Camus. – Você não tem juízo? Como sai de um ambiente aquecido sem agasalho e tenta andar na neve?

Com rapidez, Camus retirou o sobretudo e colocou-o em Milo que sentiu o calor reconfortante do corpo do francês. Ajudando o grego a subir no transporte semelhante a um jet sky , levou-o até um outro chalé que ficava depois do selecionado para abrigar a equipe.

Chegando na casa menor, Camus ajudou Milo a descer e empurrou-o para dentro do ambiente aquecido.

— Se Marin não tivesse notado que você tinha saído... Você não tem ideia do risco que correu? 500 metros na neve com vento e temperaturas extremas podem matar, sabia?

— Não entendo porque está tão zangado. Já que pensa tão mal de mim, por que deveria se importar com o que acontece com um jogador irresponsável?

— Eu não me importo! Mas, se alguém é encontrado morto numa convenção da minha empresa, certamente não é a melhor propaganda para os negócios!

Com aquelas palavras ásperas, Milo elevou os olhos e teve vontade de voltar para a neve fria. Os efeitos do frio e um tipo de choque retardado fez com que começasse a tremer. Ele tentou caminhar, mas seus pés estavam anestesiados pelo frio e ele não os sentia. Tropeçou como um boneco quando tentou se mover e teria caído se Camus não o tivesse segurado.

Com uma expressão séria, Camus arrastou-o até o banheiro e começou a tirar as roupas encharcadas do grego.

— O que você está fazendo? – perguntou Milo vendo que Camus tinha pressa em despi-lo.

— Prevenindo hipotermia. Seu corpo vai começar a perder calor se não tirar essa roupa molhada.

— Eu posso me virar sozinho. Não preciso de ajuda. – disse Milo.

— Vamos ver, então. – disse Camus afastando-se do grego e deixando-o sem amparo.

Os joelhos de Milo dobraram e ele foi forçado a se segurar na pia. Olhou para a própria imagem no espelho, percebendo os lábios azulados, a face pálida e o cabelo molhado.

— Então? – perguntou Camus impaciente.

Teimoso, Milo se inclinou e tentou arrancar um dos sapatos encharcados. Ao fazer isso, uma vertigem violenta abateu-se sobre a sua cabeça e ele oscilou perigosamente.

Resmungando algo em francês, Camus ignorou os protestos do grego e foi retirando os sapatos e roupas. Depois, abriu o Box e ajustou a temperatura da água para que ficasse morna e o colocou embaixo do jato de água.

— Segure na barra lateral e fique onde está até que eu lhe diga o contrário.

Segurando-se como Camus havia instruído, Milo fechou os olhos e deixou que o calor reconfortante lhe envolvesse, até que parou de tremer, o amortecimento de suas mãos e pés cessou e seu corpo inteiro foi gradualmente voltando à vida.

Assim que ele estendeu a mão para deixá-lo ainda mais quente, a porta do box se abriu e Camus perguntou:

— Está tudo bem?

Após a pergunta, Camus observou que a cor voltara ao corpo e face do grego. Ele ainda exibia uma expressão cansada, mas estava bem. Sem esperar resposta para a pergunta feita, evitou olhar diretamente para o corpo de Milo e estendeu uma grande toalha de banho.

Totalmente desprovido de energia, Milo pegou a toalha e se enrolou nela. Antes que pensasse em começar a se secar, Camus estendeu uma taça de conhaque na sua direção.

— Beba isso.

— Não obrigado, não gosto de conhaque. – protestou Milo ouvindo a própria voz arrastada, como se estivesse com sono.

— Além de inconsequente é teimoso! Se você gosta ou não, é irrelevante. Isto tem um propósito medicinal, então faça o que eu digo e beba!

Tremendo levemente, enquanto o conhaque lhe descia ardente pela garganta, Milo resmungou:

— Se não tivesse me salvado, eu ia te mandar à merda, Camus! Que mania de controle você tem! Puta que me pariu!

O francês o surpreendeu com uma risada.

— Então você não perdeu o jeito! Continua com a boca suja, mesmo quase morrendo congelado!

— Não Camus, não perdi o jeito! Aliás, continuo com jeito prá muitas outras coisas... – disse Milo com um olhar agora, desafiador.

Sem desviar dos olhos azuis e faiscantes, Camus se aproximou do grego e devolveu o desafio:

— Vamos ver se não perdeu mesmo, escorpião...

Aproximando-se do grego, Camus puxou-o para si e beijou-o com uma paixão que incendiou o sangue de Milo e trouxe mais calor que a água escaldante com que ele se banhara.

Os lábios do grego se abriram e a língua de Camus tocou a sua com tanta luxúria que Milo sentiu faltar o ar. O ardor do escorpiniano sobrepujou o cansaço e ele deixou cair a toalha dando acesso às mãos ávidas de Camus em sua pele.

A respiração dos dois tornou-se mais rápida, cada parte do corpo de ambos ansiando por mais contato, mais pressão, mais prazer... Os olhos azuis de Milo estavam escurecidos de desejo e os de Camus estavam iguais.

O francês desejava-o com tanta luxúria que a sua realidade transformara-se em Milo, nos gemidos baixos, na boca entreaberta que permitia a invasão de sua língua enquanto ele deslizava as mãos pelas costas do grego, o arranhando de leve enquanto os dois gemiam entre as bocas que se devoravam e permaneciam unidas...

Camus beijava o pescoço de Milo, dando leves mordidas e fazendo-se mover-se com a pele arrepiada e os mamilos endurecidos. Segurava o grego com força e lambia o corpo dele com voracidade, enquanto descia as mãos até a cintura e a apertava contra si e depois segurava as coxas torneadas e acariciava as nádegas perfeitas e arredondadas...

Milo estava nu e Camus vestido. Então, foi a vez do grego começar a despi-lo também e os dois acabaram no quarto grande e mobiliado com peças antigas e rústicas. Uma bela cama de dossel mostrava-se em sua beleza real como se esperasse ser ocupada pela nobreza e os dois caíram nela, abraçados e arfantes...

As bocas criavam pequenos ruídos como o som de água degelando sob o sol... Lábios e línguas se juntavam, saboreando uma a outra num movimento lento, erótico de entrega e recuo. A umidade espalhando-se no calor da boca, enquanto sentiam seus corpos corresponderem com uma devassidão deliciosa...

Por um tempo, os dois desfrutaram apenas da fricção dos corpos, da insinuação das coxas roçando uma na outra que fazia despertar as peles ardentes e antever o prazer de se tornarem um.

Cada movimento fazia despertar o reencontro da intimidade, sentir onde o batimento cardíaco ecoava no pescoço, onde os nervos tremiam e onde a mão vagava, atiçando o centro, bem no meio das pernas...

Milo alisava a pele que revestia os músculos duros do peito e dos braços de Camus, deliciando-se com a sensação de tê-lo sobre si e pressionava sua nudez de encontro à dele, fazendo-o sentir o falo túrgido e roçar no seu que despontava pulsante.

Vagando com seus lábios e sua língua pelos mamilos túrgidos, sugando-os e mordendo-os, Camus demonstrava entender a mensagem e continuava a exploração, totalmente transtornado, imerso na luxúria que sempre o despertara de forma enlouquecedora...

Enquanto beijava Milo, Camus buscava as mãos do grego e deslizava as suas sobre elas, até entrelaçar os dedos nos dele, estreitando o contato dos corpos, sentindo os fluidos do desejo gotejando, ao longo das coxas que se entrelaçavam, unindo-os num bailado frenético e fazendo-os suar de prazer.

Como se estivesse enfeitiçado com o gosto do grego, Camus levou a mão de Milo à boca, sugando seus dedos devagar, lambendo o dorso e a palma de sua mão, mordendo, acariciando, fazendo Milo sentir-se possuído pelo prazer e gemer ainda mais, quase em transe.

O francês nunca sentira, com outra pessoa, aquela voracidade oral que o fazia cair sobre a mão e depois a garganta de Milo, engolfando-a com gosto, deixando marcas avermelhadas...

Só Milo o fazia sentir assim, um prazer que elevava e transcendia a tudo e, ao mesmo tempo, um gozo selvagem e primitivo que o livrava da frieza e trazia calor ao corpo e à alma...

Pulsava dentro do francês um instinto mais profundo que a razão e, suas mãos extasiavam-se em tocar as costas largas do grego, em sentir a totalidade das coxas musculosas, em fundir-se na pulsação daquele corpo que o despia de toda a couraça erguida por todos aqueles anos...

Ele sussurrava palavras em francês, enquanto dava beijos quentes e molhados no falo de Milo massageando-o com a língua em movimentos circulares até chegar à base do membro. Então soltou um gemido de prazer e ofegou fazendo o mesmo caminho de volta, da base à ponta, até abarcá-lo inteiro, bem fundo na boca cálida...

Seu corpo perdia-se no frenesi de fome pelo corpo de Milo. Ele o sugava e gemia enquanto o fazia. Intensos, os gemidos eram acompanhados do ar quente da respiração entrecortada, o som vibrando na carne quente e túrgida, o movimento cadenciado e úmido ao longo da ereção pulsante sob os seus lábios e dentes, fazendo Milo arquear o corpo, como uma oferenda viva no altar sensual daquele encontro.

Ele apertou os lábios contra a base do falo, perto da virilha e sugou-o ainda mais forte, sentindo todo o corpo de Milo vibrar, cavalgando-lhe vigorosamente a boca com convulsões urgentes e fortes, o aroma forte que antecedia o prazer se anunciando...

Inebriado, Milo gemia rouco e alto, quase gozando com aquelas carícias, seu corpo inteiro sensibilizado, como se a qualquer momento ele fosse atingir um prazer tão imensurável que vivenciaria a morte e a vida plena, ambas ao mesmo tempo e com igual intensidade...

Num ato supremo de controle, Milo fez com que ele parasse. Com a respiração pesada ele abriu os olhos enegrecidos de tanto prazer, seus dedos cravando-se na pele clara, seus gemidos e seu olhar ardente se fixando no de Camus, transtornado pela violência de seus sentimentos, de sua paixão que jamais fenecera...

Não havia mentiras, nem jogos nos olhos azuis... Não havia mais frieza nos olhos rubros. Havia contentamento, havia luxúria e havia amor... E foi esse amor que fez Milo sussurrar:

— Vem Camus... Quero você dentro de mim, sentir seu orgasmo dentro de mim.

A visão de Milo se entregando daquele jeito, excitou Camus de uma forma inédita que misturava uma excitação desesperada permeada pelo amor. Um amor tão terno e, ao mesmo tempo tão selvagem que o fazia desejá-lo acima de tudo. Até mesmo da mágoa que sentia pela traição...

Camus afastou as pernas de Milo e se insinuou ainda mais entre elas, enquanto sua língua traçava círculos molhados lambendo e sugando a pele rente ao pescoço, a nuca, a curvatura dos ombros...

Continuava explorando os lugares mais íntimos do corpo do grego, seus quadris se alinhando sobre os dele, as mãos deslizando para o meio de suas pernas para sentir-lhe o falo rígido e tocá-lo, arrancando gemidos ainda mais altos. A língua escaldante continuava a morder e atormentar Milo com aquele banho de sexo que fazia a carne se alvoroçar e o sangue pulsar ensandecido...

Então, quando ambos os corpos suplicavam para serem satisfeitos, Camus se ergueu e puxou Milo pelos quadris, penetrando-o lenta e profundamente. O grego ergueu as pernas e entregou-se por completo, vendo o falo de Camus enterrar-se inteiro dentro de si, sentindo-se preenchido, tomado de êxtase, dor e prazer...

Camus sentiu uma espiral de prazer abarcar seu membro. Era quente, estreito e pressionava seu falo de um jeito que o alucinou, preenchendo um espaço em seu corpo que nunca era preenchido quando transava com outro... Estancou um pouco, sentindo o latejar do falo e depois se moveu com força, sua virilidade intumescida arremetia fundo, dentro do corpo de Milo.

Ele gemia rouco, engolido pelas trevas voluptuosas que o apertavam. Era como adentrar um túnel de paredes estreitas e ardentes e ser devorado por suas profundezas famintas, fazendo-o vivenciar um prazer violento e insano dentro de si.

Milo ofegava, a boca abrindo-se para puxar o ar, as pupilas dilatadas, o rosto em brasa, a cabeça jogando-se para trás ao sentir o francês aprofundado em seu corpo... Apertou o corpo de Camus segurando-o pelas nádegas, cravando os dedos nela de forma ardente e desesperada, deliciando-se em ouvi-lo grunhir de prazer, enquanto se arremetia cada vez mais forte contra si...

O vento frio e a neve também gemiam por entre as árvores, enquanto os quadris moviam-se, quase por conta própria, sincrônicos, intensos fazendo Camus arremeter cada vez mais rápido e Milo acompanhar aquele ritmo cadenciado do entrar e sair do falo, levando ambos, aos tremores que antecediam ao clímax...

O coração de Camus batia loucamente e o de Milo também. Os movimentos intensos cobrindo a pele com uma febre erótica que se expandia por todos os nervos, poros e células de seus corpos.

Camus imprimiu mais força, tocando as paredes da entrada estreita sem parar, atingindo um ponto profundo dentro de Milo fazendo-o gritar de prazer e projetar à pélvis de encontro a dele, sentindo uma profunda conexão com tudo ao seu redor. O barulho do vento, os sons selvagens daquela terra mágica, o aroma da lenha que ardia na lareira, o jorro do sêmen...

Milo agarrou-se àquela conexão e sentiu Camus investir com mais intensidade, o falo entrando e saindo firme, túrgido, aquecido pela cavidade que o sugava, prendendo-o cada vez mais dentro de si.

Então, sem suportar mais o crescente e selvagem ardor, Milo arqueou o corpo e grunhiu, sentindo as contrações apoderando-se do falo que o penetrava e, em seguida, o orgasmo invadi-lo com fúria, fazendo-o derramar-se quente contra o abdome de Camus, enquanto ao mesmo tempo, o francês estocava uma vez mais e gemendo alto, o preenchia com seu gozo.

Os corpos ficaram unidos num abraço cúmplice, com Camus deitado sobre o corpo de Milo, até a respiração voltar a serenar e o coração parar de retumbar por todos os poros do corpo.

Os dois se olharam e Milo tocou o rosto do francês vendo os olhos rubros permeados de sentimento. Foi então que o grego encheu-se de coragem e pediu:

— Camus...Por favor, perdoe-me.

Notas finais
Mais uma vez, agradecimentos de todo o coração!! Amo todas vocês!!! Bjs, XD!