Blue Eyes

7 Capítulo 6 - Julie


Notas iniciais
Hey, cupcakes! Desculpa não postar o capítulo na 5ª, eu tive uns probleminhas técnicos (fiquei sem internet ¬¬'), mas aqui está! Espero que gostem.

Mal pude acreditar no que via. Andy chamou os dois, que vieram andando na nossa direção. O mais baixinho a abraçou e beijou e apenas estendeu a mão pra mim. O psicopata do lado dele só ficou me encarando.

- Meu nome é Liam — disse o baixinho, apertando minha mão. — Esse é o Nathan, meu amigo. Você deve ser Juliette.

- É, sou eu mesma — falei, forçando um sorriso. — Mas eu prefiro ser chamada só de Julie.

- Certo, só Julie. Nate, essa é a Andy.

- Tão bonita quanto ele me falou — ele sorriu e apertou a mão dela.

- Bom, todos estão apresentados. Agora eu adoraria dançar — Andy disse, olhando para Liam.

- Então vamos logo. Boa sorte aí, amigo — e puxou Andy pelo braço até a pista de dança.

- Então... Julie, não é?

- Pra você é Srta. Cooper.

- Três meses e você ainda não esqueceu isso?

- Uma perna quebrada não é esquecida com facilidade.

- Olha, eu não conheço ninguém além do Liam aqui e, pelo visto, você também não conhece muita gente. Ou nós ficamos numa boa ou vai ser uma festa horrível — bom... fazia sentido.

- Tudo bem... — ele abriu um sorriso. — mas é só por hoje.

- Vai ser legal comigo?

- Depende do seu comportamento.

- Certo. Ah... quer dançar?

- Não sei dançar.

- Beber alguma coisa?

- Não to com sede.

- OK, então. Vamos... ficar aqui e... conversar?

- Exatamente — puxei uma cadeira e me sentei.

- Tudo bem, então — ele se sentou de frente para mim. — Por onde começamos?

*****

Depois de algum tempo conversando, eu acabei por aceitar a bebida. Ele não era tão chato, afinal. Na verdade, era engraçado de um jeito meio irônico, me fazia rir o tempo todo. E, por sinal, tinha um ótimo gosto para músicas e seriados. Talvez eu realmente tenha sido dura de mais com ele. Uma hora e meia já havia se passado e nós continuávamos sentados ali, conversando e rindo. Liam e Andy não tinham voltado ainda e não achava que iriam voltar tão cedo.

O volume da música baixou um pouco e minha irmã subiu em uma espécie de palco com um microfone. Ela parecia estar se divertindo bastante.

- Olá, pessoal! — ela disse, sorrindo. — Queria agradecer a todos que estão aqui hoje, é muito importante pra mim a presença de vocês! Mas queria agradecer principalmente à minha mãe, que fez essa festa incrível pra mim, obrigada, mãe! — vi minha mãe sorrindo do outro lado da pista de dança.

"Queria agradecer também ao meu namorado, Harry, que ajudou a organizar tudo. Muito obrigada, meu amor! — ela se abaixou para lhe dar um beijo rápido, coisa que não me agradou muito. — E agradecer minha irmã mais velha por ter vindo de Liverpool pra cá, sua presença é muito importante pra mim, Juliette! A propósito, vocês podem não saber disso, mas minha irmã é uma ótima cantora, e eu adoraria que ela viesse aqui cantar!

Cantar? Pra esse monte de gente me encarando? Sem uma mínima chance! Tem muito mais gente aqui do que cabe no restaurante do Paul e lá elas não ficam me olhando enquanto eu canto! Fiz que não com a cabeça, mas ela começou a gritar "Canta! Canta!" e todos continuaram com ela. Até mesmo Nathan.

- Pode chamar seu namorado, se quiser! — ela disse, rindo.

Olhei para Nathan, que retribuiu o olhar. "Você não se atreveria", ele parecia dizer. Levantei da cadeira e o arrastei pelo braço até o palco. Minha irmã só sabia rir.

- Primeiramente — falei ao microfone. — Só queria esclarecer que ele não é meu namorado, mas vai cantar comigo assim mesmo.

- Eu vou te matar — ele disse, me olhando como se realmente fosse.

- Você já tentou, mas não deu certo. Agora escolhe uma música.

- Eu não vou cantar!

- Sim, você vai. Digamos que é um modo de eu me vingar do atropelamento. Agora escolhe uma música ou escolho eu.

- Eu te odeio do fundo do meu coração.

- Certo, eu escolho. Nós vamos cantar Make Me Wanna Die — anunciei. Inesperadamente, o DJ colocou essa música pra tocar.

Logo eu comecei a cantar e ele cantou comigo. Até que fomos bem pra um casal de desconhecidos. Eu realmente acho que, pra fazer um bom dueto com alguém, você tem que conhecer muito bem a pessoa. Não é uma coisa que sai bem com qualquer um. Quando terminamos, todos aplaudiram e vi Andy e Liam morrendo de rir. Nós dois saímos do palco, também rindo, e fomos ao encontro deles.

- Olha, eu diria que ele realmente queria te matar no começo da música — Andy disse, rindo.

- Eu queria — ele confirmou.

- Que bom que vocês se deram bem. O Nate tá mesmo precisando conhecer uma garota legal — Liam falou, rindo.

- Ah, cala essa boca, Liam.

- Bom, gente, eu vou no banheiro — falei.

- Ta bem, a gente te espera aqui — Andy respondeu.

O banheiro ficava bem longe de onde nós estávamos. Tive que atravessar a pista de dança e o lugar onde estavam as mesas pra chegar lá. Eu estava meio que passando mal de tanto rir, precisava de um tempinho pra me recuperar. Para o meu azar, uma garota da minha idade entrou logo depois de mim. Cabelos castanhos tingidos de loiro, vestido curto e grudado ao corpo, o salto mais alto que eu já vi na vida. Jennifer Edwards. A antiga chefe das líderes de torcida do tempo que eu estudava. Nunca nos demos bem.

- Olha só quem está aqui, Juliette Cooper! Belo show você deu agora pouco.

- Obrigada — falei, o mais friamente possível.

- Sabe, na hora que você arrastou aquele garoto bonito pro palco eu soube que ele não era seu namorado. Um garoto como ele nunca namoraria uma garota como você.

- E por que não?

- Garotos bonitos como ele namoram garotas como eu. Garotas estranhas como você passam a vida sozinhas. Isso já foi mais que comprovado, lembra?

- Olha, acho que tem um pequeno errinho nessa sua afirmação — falei, encarando-a. Ela tocou num assunto muito complicado agora. — Garotos bonitos como ele usam garotas oferecidas como você, se divertem com elas e jogam fora. Eles namoram mesmo é com garotas como eu.

- Ah, queridinha, não foi bem assim que aconteceu. Ou você não se lembra de como aquele seu namoradinho te chutou pelo simples fato de achar que tinha uma chance comigo? — cerrei os punhos e olhei-a do jeito mais ameaçador possível. — Ah, pelo visto esse assunto ainda te deixa meio aborrecida, né? Oops.

- Acho melhor você calar a boca.

- Você ficou tão triste... Eu teria pena, se não tivesse adorado isso. Você não foi à escola por três dias. Não conversou com mais ninguém durante o restinho do ano. Ficava sempre pelos cantos, chorando... o único que se preocupava em te consolar era aquele seu amiguinho, Harry. Mas, pelo visto, até ele te trocou, não é?

Agora ela tocou em um assunto mais complicado ainda. Não consegui mais me segurar. Acertei o soco mais forte que eu já dei na minha vida bem no meio daquela cara dela. Tão forte que ela deu um passo para trás para se equilibrar. Quando ela virou de volta para mim, pude ver, com um sorriso de satisfação claramente exposto no rosto, que o nariz dela sangrava e a boca estava machucada. Passei a adorar o anel que estava usando por isso.

- Pense duas vezes antes de abrir essa sua boca imunda pra falar da minha vida, sua vadia — a empurrei, fazendo-a cair no chão. — Sorte você estar usando batom vermelho. Talvez disfarce o estrago que eu fiz.

Passei por cima dela e saí do banheiro, as lágrimas brotando nos olhos. Como ela podia falar de mim desse jeito? Por que isso doía tanto em mim? Eu já superei isso, certo? Errado. Fui direto para a saída, mas sem correr. Não queria chamar a atenção de ninguém. Saí da festa e tirei aquele salto que estava me incomodando tanto. Sentei na calçada a alguns metros da porta, onde estava escuro, e abracei os joelhos. Não demorei muito a desabar no choro.

Notas finais
Bom, aí está. Meio dramático esse fim, não? Mais uma vez, desculpem pela demora. Continuem deixando reviews! Até o próximo capítulo!