Blossoming Heart
4 Olhos que não mentem
Notas iniciais
Capítulo 3 — Olhos que não mentem
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Casarão Takahashi…
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A noite havia chegado a um bom tempo e, com ela tínhamos um InuYasha um tanto entediado. Desde que havia chegado em casa naquela tarde após a faculdade, não fez nada mais além de dormir e estudar os próximos conteúdos; no fim sua vida não era nada mais do que isso. Nessa hora via o quanto seu irmão, Sesshoumaru, tinha razão quando dizia que o mesmo necessitava de um novo passatempo. Depois de tantas verdades na cara acabou por aceitar a amável sugestão sobre procurar algum estágio do seu futuro ramo. Não que Gestão Financeira fosse o curso dos sonhos, no entanto do seu pai era.
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— Argh! Eu vou acabar enlouquecendo assim — bufou — Minha vida não será assim para sempre, preciso me mexer.
— Filho, está tudo bem? — Izayoi, sua mãe, entrou na sala preocupada — Parece aflito.
— Estou bem sim — suspirou — Apenas pensando qual será meus próximos passos na vida…
— Que tal casar e me dar netos? — a mulher não disfarçava a esperança que tinha de ser avó logo.
— Não, credo — InuYasha pulou no lugar — Sou novo demais para isso, nem pensar — se auto benzeu.
— Não seja cruel com sua pobre mãe — fingiu desapontamento — Nunca se sabe até quando irei viver…
— Ok, ok. Chega de drama — cortou — Eu pensarei sobre isso.
— Oh, você é um anjo — sorriu.
— Ao menos espere que eu me forme antes — coçou a nuca nervoso, afinal esse era o tal ano da formatura — “Onde estou me metendo mesmo?!”
— Claro — bateu palminhas — Mas espere, filho…
— Hã?! O que houve?
— Como me dará um neto se está na seca a tanto tempo?
— Seca?! — InuYasha sentiu gotas se formam ao redor de si — Mãe, eu não estou em seca nenhuma… Só não tenho uma namorada fixa… — sussurrou a última palavra.
— Tudo bem — suspirou — Então vá a caça logo — seus olhos brilharam.
— Eh?! — não sabia mais o que fazer com ela, nem parecia com a mulher séria que tinha que se portar toda vez que adentrava naquela faculdade — “É como se fossem duas pessoas completamente diferentes”.
— Você sabe que no fim apenas estou brincando né — Izayoi sorriu docemente — Não quero que apure demais sua vida, apenas não perca as boas oportunidades que ela der.
— E você sabe o quanto eu te amo, não é? — InuYasha abraçou apertado — Obrigado.
— Eu também te amo, meu pequeno — riu.
— Não me chame assim na frente dos outros — corou — Bem, eu vou sair um pouco.
— É coisa nossa — piscou — Vá com cuidado!
— Estarei de volta mais tarde — acenou já com a chave do carro em mãos.
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Metrô…
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Miroku acabou com a morena em seus braços. Quem olhava de fora julgava parecer cena de filme, apesar de que a realidade era totalmente outra. Sango havia desmaiado novamente naquela semana, a outra havia sido ainda no trabalho. Apesar dela saber que deveria ir ao médico se recusou, pois não queria mais gastos desnecessários em casa.
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— Por favor, ajude-me! — Miroku acenou para o primeiro segurança que viu.
— Vamos levá-la por ali — apontou para uma porta.
— Ok.
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Miroku respirava fundo, enquanto aguardava por notícias, Sango estava sendo atendida pela própria emergência do Metrô. Caminhava de um lado para o outro preocupado, gostaria muito de conversar com ela sobre algo, mas no momento só queria saber do seu bem estar. Sem mais aguentar foi atrás de respostas.
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— Com licença — bateu na porta, essa que já se encontrava aberta.
— Você pode entrar — murmurou a enfermeira — Nós já terminamos.
— E o que ela tem? — não se segurou na curiosidade.
— Eu estou bem — cortou Sango seca — Obrigada por tudo, estarei saindo agora.
— Cuide-se, entendeu — sorriu a mulher.
— Você deve ir também — murmurou ao passar por ele — Não há nada para ser visto aqui.
— Sango… — Miroku sentiu-se mal ao ouvir tais palavras — Só estava preocupado.
— Sem motivos, claro — saiu sem dizer mais nada.
— Sango! — tentou chamar, mas a mesma nem deu ouvidos para si.
— Ela ficará bem — a enfermeira suspirou — Se fizer tudo o que eu disse.
— O que ela tem? — se virou para a velha mulher.
— Hoje? Uma simples queda de pressão — ajeitou alguns papeis — Pedi a ela para que fizesse alguns exames de rotina. É sua namorada?
— Talvez — Miroku respondeu sem perceber — Eu vou ter certeza que ela fará.
— É melhor, nunca se sabe o que uma queda de pressão possa ser no futuro — se levantou — Se me der licença, preciso ir agora.
— Sim, muito obrigado pela ajuda — agradeceu sincero.
— Esse é o meu trabalho — piscou — É um honra fazê-lo.
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Loja de conveniência…
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Kagome sentia-se aliviada ao lembrar da velha loja perto de casa. Não podia aguentar o desejo de comer sorvete de abacate com calda de framboesa. Oh sim, como odiava esses estranhos desejos que tinha todo mês quando chegava o fim da sua mentruação. Algumas mulheres ficavam irritadas, outras sentimentais; porém Kagome não era assim tão simples, só queria saber de comer coisas cada vez mais estranhas. Sorte que todos já haviam se acostumado com isso, ou iriam pensar que ela estava grávida de algum perdido. Afinal boca pra inventar coisas era o que mais tinha por ali.
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Após finalmente conseguir comprar o que tanto queria — fazendo o atendente rodar o estoque até achar o último frasco da calda solicitada —, poderia enfim tomar seu sorvete em paz. Entretanto, não queria apenas comprar e ir para casa já, afinal a noite estava magnífica, o céu todo estrelado e a lua com seu brilho clássico. Totalmente impossível ignorar uma noite assim. Acabou optando em caminhar um pouco pelo bairro sem rumo, mas talvez no fundo já tivesse algum ao se deparar com o velho parquinho, este que guardava muito boas lembranças da infância.
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— Esse balanço ainda está aqui?! — murmurou nostálgica, sentando em seguida — Era tão bom — fechou os olhos.
— Espero que seja tão forte quanto a placa diz ser — uma voz surgiu atrás de si.
— Como é que é? — Kagome abriu os olhos de supetão — Quem você pensa que… — ficou muda ao de deparar com olhos âmbar, que com o contraste do luar ficou perfeito na sua opinião.
— Boa noite.
— Oh, é apenas você — se fez de desinteressada.
— O próprio!
— O que fez por aqui? — Kagome não conseguiu disfarçar a curiosidade na voz.
— O mesmo que você, é claro — InuYasha sentou-se na balança ao lado — Aproveitando essa noite linda.
— Ah, verdade — murmurou voltando a prestar atenção no seu sorvete.
— Bem, acho que começamos de forma errada — InuYasha começou rapidamente, por alguma razão não queria que o assunto acabasse assim — Pelo incidente que tivemos nesta manhã, me desculpe.
— Está tudo bem — Kagome ficou sem jeito — Não é como se eu guardasse mágoas do tipo.
— Sou InuYasha. InuYasha Takahashi — estendeu a mão amigavelmente.
— E eu, Kagome. Kagome Higurashi — a morena aceitou o gesto.
— Higurashi… — InuYasha pareceu pensativo por alguns minutos.
— Sim, é sobre aquele caso mesmo — Kagome suspirou. Era sempre a mesma coisa.
— Desculpe, não quis ser indelicado — disse rapidamente — No entanto, você me lembra alguém.
— Lembro!? — repetiu confusa — Quem?
— Alguém que eu conheci quando criança… nesse mesmo parque.
— … — Kagome o olhou em silêncio.
— Já faz muito tempo que aconteceu aqui… — murmurou perdendo a voz.
— O que… — a curiosidade era forte, mas então se cortou ao lembrar que até poucos minutos atrás estavam se apresentando.
— Bem, vou indo — ficou de pé de repente — A gente se vê na faculdade.
— Oh, claro — Kagome murmurou ainda confusa — Até.
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Sozinha Kagome olhou em volta pelo parque, ao ouvir o que InuYasha falava de sua infância, sentiu-se ansiosa em tentar lembrar de algo da dela. Por alguma razão as suas memórias estavam trancadas, deixando-a lembrar poucas coisas do passado. Principalmente de um certo verão de 15 anos atrás…
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Semanas depois...
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Casarão Sakurai
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O céu amanheceu claro, porém o ar seco mostrava o quão quente seria o dia, no entanto isso não era mais nenhuma novidade para ninguém. Kagome outra vez acordou cedo para contemplar o nascer do sol. Achava fantástico o jogo de cores que se mesclavam no céu até a grande estrela aparecer de vez. Após isso correu para seu quarto e, sua rotina voltou com tudo, mas diferente de outros dias optou por um coque firme em seus fios morenos, ou realmente eles não iriam aguentar presos — isso por ser tão liso e volumoso.
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Dessa vez não esperou nem a irmã ou a prima, correu na frente rumo à faculdade primeiro, pois precisava devolver alguns livros o quanto antes. E até o tal aclamado sinal tocar, precisava correr com uma pesquisa que ficou pendente de outra semana, afinal sua saúde vinha em primeiro lugar e a tal virose não lhe deixou estudar. Ficou boba só de pensar o quanto o mês estava passando rápido, só de imaginar que logo teriam as “amadas” provas semestrais um arrepio corria por todo seu corpo. As brincadeiras num geral iriam acabar quando as primeiras notas vermelhas chegassem, porém enquanto elas não davam o ar de sua presença as palhaçadas continuavam. Pensando nisso lembrou que deveria ter uma festa em duas semanas e, claro, toda a faculdade estaria lá.
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— Aí está você, Kagome — Rin apareceu atrás da morena de repente.
— Rin! — Kagome se surpreendeu.
— Conseguiu entregar o trabalho?
— Sim, por sorte ele ainda recebeu — suspirou — Estou cansada.
— Vamos até o refeitório tomar algo então? — sugeriu Rin — Nem deu tempo de tomar o café da manhã hoje.
— Aceito — não hesitou.
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Sala 703
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Sango como sempre chegou mais cedo que qualquer outro aluno da sua turma, gostava do local vazio para repassar as matérias já estudadas. Sempre se empenhando para ser a primeira de sua turma e, claro fazer valer a bolsa que ganhou com tanto sacrifício. E no meio disso tudo não poderia esquecer de sua mãe, fazia tudo por ela. Sem ela nada mais lhe importava na vida, ela era seu tudo. Com pensamentos otimistas se espreguiçou e, começou a ler as últimas anotações da aula passada.
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— Então você realmente chega mais cedo todos os dias, hein.
— Hã!? — Sango despertou de seu transe — O que você faz aqui?
— Vim estudar, ué — Miroku respondeu o óbvio.
— Isso eu já sei — Sango fechou seu caderno — Pergunto sobre chegar mais cedo.
— Oh, isso — o moreno pareceu pensar — Nada em especial, apenas quis vir.
— Hunf.
— Ei, vamos — começa Miroku sentando na carteira do lado dela — Sou Miroku Murakami. Acabei de voltar de Nagoya — estendeu a mão confiante.
— Sango Ikeda — disse a mesma aceitando o cumprimento — “Murakami… Poderia ser o mesmo? No entanto, não sei se ele tem filhos”.
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— Bem. agora que estamos devidamente apresentados — começou se ajeitando na cadeira — Acho que não precisa mais ficar me observando de longe.
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— Como é? — Sango ficou de pé.
— Eu percebi você me olhando nas últimas semanas — sorriu malicioso.
— C-Claro que não — gaguejou corada — Por que ficaria lhe olhando?!
— Não sei, me diga você, Sango.
— Nada em especial — murmurou baixo, sentando-se novamente.
— Então, transformaremos tudo em especial a partir de agora — disse beijando as costas da mão direita da morena — Apenas me permita.
— Eu… — Sango sentiu que todo o seu rosto estava em chamas. Ela se perdeu nos olhos azuis de Miroku.
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Corredor D
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Kikyou se olhava no espelho, enquanto caminhava pelo corredor mais calmo de todo o Campus. Por ser apenas feito de salas de apoio, quase nunca eram usadas durante o ano. A morena retocava o batom nude ao mesmo tempo que checava seus olhos grandes e chamativos. Sua maquiagem do dia era ousadia com simplicidade, deixando seus olhos em primeiro plano e, os lábios carnudos apenas no básico, mas ainda tentadores.
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Guardou o espelho na bolsa ao terminar e, foi então que percebeu que estava no mesmo local que havia encontrado o homem impaciente no primeiro dia de aula. Suspirou baixo e continuou a caminhar como se nada daquilo lhe importasse, afinal depois disso nunca mais o viu de novo.
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— Você por acaso não cansa de se perder por aqui? — uma voz rouca se fez presente atrás de si.
— Nem um pouco — Kikyou se virou, já encarando novamente o homem dos olhos carmesim.
— Essa área do Campus está sendo fechada — explicou — Não poderá mais caminhar livremente por aqui.
— Sinto muito dizer, mas não sigo regra alguma daqui — Kikyou sorriu triunfante.
— Senhorita Higurashi, devo lhe levar ao Reitor? — perguntou erguendo uma sobrancelha.
— Não será necessário, Professor Takeuchi — silabou o sobrenome dele.
— Não lembro de ter me apresentado — Naraku espremeu os olhos.
— Pois então, não acha isso uma falta de educação da sua parte? — Kikyou se fez de vitima — Tive que recorrer a meus informantes — continuou com seu teatro despreocupada.
— O que quer de mim? — perguntou, pressionando a morena contra a parede.
— Eu...?! — Kikyou ficou surpreendida ao tê-lo tão perto de si — “Acho que eu exagerei nas provocações dessa vez” — próximos, era dessa maneira que estavam seus rostos.
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Continua...
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