Blossoming Heart

5 Sentimentos?!


Notas iniciais
Fala ai, pessoal! õ/ Olha eu aqui de novo ♥ Esse capítulo já está pronto a quase 3 meses, mas tudo a mão, então demorei mesmo foi passar pro note x: O próximo é a mesma história, mas estou mais animada pra mexer nele xD ~entenderam porque ainda q Bora ler ♥

Capítulo 4 — Sentimentos?!

.
.

Sala 703

.

O tempo ao redor de ambos havia parado com o último movimento do moreno. Dentro de si existia um tipo de obsessão por aquela mulher a sua frente, não entendia a profundidade disso, no entanto, sentia que deveria protegê-la de tudo e todos. Apesar que sabia que a maior luta na vida seria fazê-la lhe aceitar por completo.

.

— Eu realmente não posso fazer isso — Sango se afastou abruptamente do moreno — Por favor, me deixe — virou-se de costas para o mesmo.

— Não pode ou não quer? — perguntou Miroku incomodado — Será que é tão difícil assim aceitar ser minha amiga?

— Eh?! — Sango despertou — Amiga?

— Sim. Pensou que fosse outra coisa? — Miroku soltou uma risadinha baixa — Sango, Sango, não achei que fosse disso.

— Ei! — a morena ficou vermelha rapidamente — Não pensei nada disso que está insinuando ai!

— E como sabe do que estou falando? — perguntou malicioso.

— Oh, como se não fosse fácil saber — tentou se explicar — Sabe, vocês homens são todos iguais nessa questão…

— Ok, ok — Miroku se deu por vencido — No entanto, nunca me esquecerei deste momento.

— Você trate de apagar isto direitinho da sua mente — Sango foi para cima dele.

— Bem, quem sabe após um abraço bem forte eu esqueça — puxou-a para si, abraçando delicadamente.

E, novamente Sango ficou sem reação diante do moreno de olhos azuis.

.

.

xXx

.
.

Corredor D

.

Kikyou apenas encarava em silêncio o homem dos olhos vermelhos a sua frente. Ainda encurralada entre ele e a parede, podia sentir algo totalmente diferente do que já sentiu antes, afinal não era a primeira vez que estava tão próxima de um homem. Ok, garotos. Estava no ensino médio ainda quando teve mais contato com os mesmos; teve seus paqueras e até um namoro de três meses que só acabou, pois ele não soube respeitar o seu tempo. No entanto, ali Kikyou sentia algo mil vezes mais impactante do que qualquer outro sentimento que já experimentou na adolescência.

.

— Eu só queria saber o nome do homem que quase desfigurou o meu rosto com uma porta — a morena revirou os olhos com a expressão entediada do homem.

— Compreendo — murmurou soltando-a — E é Professor Naraku para você, Senhorita Higurashi.

— Oh não, só Kikyou, por favor — pediu.

— Senhorita Kikyou! — insistiu.

— Hunf! — bufou.

— …

— Bem, o que faz por aqui? — o lado curioso de Kikyou havia voltado.

— Nada que te interesse — saiu sem dizer mais nada.

Como?! — observou-o ir — Ei, espere! — correu — Estava indo nessa direção também.

— Se seguir na próxima direita chegará mais rápido — explicou apontando na direção indicada.

— Eu não quero chegar mais rápido — resmungou — Assim como você mesmo disse, eu gosto de passear — a morena sorriu sapeca.

— Faça como quiser — Naraku murmurou entediado.

— Ótimo! — disse Kikyou enlaçando no braço direito do homem.

Ei! — se soltou rapidamente dela — Não faça mais isso assim tão livremente.

— E qual é o problema? — perguntou confusa — Faço isso direto com os meus amigos…

— Sou um professor, não seu amigo — Naraku respondeu rapidamente.

— Um velho chato, você quer dizer — revirou os olhos.

— Pirralha insolente! — saiu caminhando.

— Até que ele é divertido — sussurrou com um tímido sorriso — “Oh, ele fuma…”.

.

.

xXx

.

.

Sala de TI

.

Nesse meio tempo desde o incidente na praça à noite, Kagome e InuYasha começaram a se conversar no início das aulas e também nos intervalos. Apesar de parecer algo recente, ambos começaram um tipo de parceria entre eles. Kagome já havia mudado sua opinião sobre o homem de fios prateados para aquele que conheceu no primeiro dia do ano letivo. Este à sua frente era muito mais divertido e espontâneo, apesar de ser um tanto teimoso quando queria, o que de fato não faltava em si também, confessava.

.

E no meio de tanta teimosia de ambos, já se houveram algumas discussões sérias, como, sabores de sorvetes ou marcas de carros internacionais. InuYasha podia ser o teimoso nato que sempre fora, mas também tinha que confessar que Kagome tinha um poder de dobrar qualquer um que quisesse. Entediado teria que ceder a ela mais uma vez senão quisesse parar na primeira parede atrás de si, oh sim, aquela mulher lhe assustava.

.

— Ok, você ganhou — saiu rapidamente ao ver Sango entrando na sala.

Volte aqui seu medroso — Kagome estava com as mãos na cintura, enquanto batia o pé ritmado no chão — Ele nem me ouviu…

— Oh, mais alguém que dá medo no InuYasha, é? — Sango sentia um tipo de orgulho da nova amiga.

— Ele sabe muito bem que não sou de blefar — Kagome exibia seu poder com vontade.

— Vocês se tornaram mesmo bons amigos — a morena de fios chocolate sorriu sincera.

— Err, sim, digamos… — Kagome sentiu seu rosto esquentar — Então, você tem visto o Miroku por ai? — a morena não queria ficar por baixo nessa, afinal desconfiava de algo.

— Eh?! — Sango corou por completo, oh sim, havia se lembrado de momentos atrás — Sim, por ai… Corredores e salas de aulas…

— Ah — suspirou — Ele e o pai dele ficaram de ir lá em casa — explicou, recolhendo umas folhas em cima da mesa.

— Hm, e a mãe? — Sango perguntou curiosa.

— Bem, ela morreu no parto do irmão mais novo dele — Kagome parou por alguns segundos — os dois morreram há 10 anos.

— Eu lamento por eles… — Sango baixou o olhar.

— Sobreviveram — Kagome voltou a sorrir.

Kagome!

— Oh, Kouga!? — a morena sorriu.

— Bom dia, estava lhe procurando por todo o Campus — explicou ele rapidamente.

— Estava? — perguntou confusa — Por que?

— Er, eu… — Kouga olhou para Sango e ficou mudo.

— Oh, lembrei que preciso fazer algo — mentiu Sango — Até mais tarde, Kagome.

— Até, Sango — se despediu — Pronto, agora estamos apenas nós, pode dizer o que queria.

— Claro — Kouga fechou a porta atrás de si — Eu sei que é cedo ainda, mas no próximo mês terá a festa do fim do primeiro semestre — explicou desajeitado — E, eu gostaria de saber se não quer ir comigo…

— Ah, verdade a festa está chegando — Kagome murmurou pensativa — “Ele realmente está me convidando”.

— E o que me diz? — Kouga sentiu o ar lhe fugir.

— Claro, aceito ir sim — a morena sorriu.

— Ótimo, até lá combinamos um horário melhor para ir — Kouga não conseguia disfarçar o sorriso.

— Ok, qualquer coisa me contate — Kagome concordou ao vê-lo sair sorridente — “Certo, mas o que eu devo vestir nesse dia?!”.

.

.

xXx

.

.

Casarão Higurashi

.

Já de noite, Kagome estava em seu quarto em frente ao espelho provando algumas roupas. Sabia que a festa só seria no próximo mês, mas não conseguia esconder a ansiedade que sentia em ir. Seu maior problema no momento era o que poderia vestir no dia, afinal estaria saindo com Kouga, gostaria de impressionar ao menos. Apesar de ter um número considerável de roupa de sair, nenhuma estava lhe agradando no momento.

Suspirou desanimada.

.

— Não tenho nada para vestir! — praguejou.

— Então vamos sair as comprar amanhã — Kikyou estava na porta observando a irmã.

— Oh, a quanto tempo está ai? — Kagome se deu conta da presença da irmã — Eu realmente preciso sair para isso.

— Estou a tempo suficiente para ver que está desesperada — informou simplesmente — Não marque nada para de manhã.

— Eu pareço desesperada? — Kagome perguntou corada — Acho que se vestir bem para um dia assim é normal.

— Depende, claro — Kikyou sentou-se na beirada da cama de Kagome — Vai acompanhada?

— Sim… O Kouga me convidou — murmurou vermelha.

— Oh, ele tomou coragem mesmo!? — Kikyou fingiu surpresa.

— Deixa o garoto — Kagome jogou um peça de roupa na irmã.

— Não vou zoa-lo, nem se preocupe — encarou a peça de roupa — Entretanto, eu vim aqui por outra coisa.

— O que houve? — Kagome sentou-se ao lado da irmã na cama.

— Er, sabe que eu não ligo para a opinião alheia, — Kikyou preparava o campo — Mas acontece que a sua opinião é algo que me interessa muito.

— Bem, me sinto importante agora — Kagome ouvia atentamente — Continue.

— Eu gostaria de saber o que acha de homens mais velhos?

— Hm?! Homens mais velhos? — Kagome repetiu confusa — Tipo tiozão?

— Não tanto assim — cortou rápido — alguns anos mesmo, tipo na base de 10 anos.

— Oh! — a ficha caiu — Não vejo problema algum — murmurou simples — Sinceramente, acho que o amor não tem idade, sexo ou religião. Para mim toda forma de amor está valendo.

— Eu penso a mesma coisa — Kikyou sentiu uma leveza dentro de si.

— Espera, só náo pedofilia, claro — Kagome se arrepiou.

— Argh, que nojo que tenho disso.

Espera ai! — Kagome ficou de pé de repente — Você por acaso está de olho em alguém?

Não! — Kikyou respondeu rapidamente — Quer dizer, estou interessada em alguém apenas.

— Não acredito — Kagome ficou de cara — Você está falando sério? — andou de um lado para o outro.

— Estou! — confessou — E nem comece a andar desse jeito, que isso me irrita — alertou.

Ahhh! — Kagome parou bruscamente — Diga-me! Quem é o cara? — voltou a se sentar — Não me diga que é o tio da cozinha.

— Claro que não — se sentiu ofendida — Ele é um professor novo no Campus.

— Beleza então — Kagome respirou fundo — Agora você virou uma adolescente apaixonada pelo professor gostosão?

— Por favor, né — Kikyou revirou os olhos.

— Por favor, digo eu — Kagome suspirou — Quero vê-lo.

— Te mostro segunda-feira de manhã — prometeu — Amanhã temos compra.

— Fechado!

.

.

~*~

.

.

No outro dia

.

Área comercial

.

Kagome e Kikyou mais um vez entravam pelas portas da boutique mais badalada entre adolescentes e jovens adultos da cidade. Kikyou tinha certeza que acharia tudo o que queria ali e, o mais importante que era fazer Kagome brilhar. Olhou alguns vestidos, mas nada lhe chamava atenção. Caminhou até umas araras onde tinha alguns body novos e escolheu alguns de seu agrado, virou-se para o outro lado e viu algumas bermudas jeans também. Preparou mais alguns acessórios que viu ali e, empurrou tudo para a irmã que já estava dentro do provador.

.

— Espera Kikyou — chamou Kagome.

— Só saia dai quando estiver brilhando — mandou.

— Ok, já que insiste.

.

Kagome provou o que lhe foi dado por Kikyou primeiro. Colocou os restantes dos acessórios que veio juntos e, se olhou no espelho. Kagome realmente estava gostando do que estava vendo, o body caia bem em seu corpo, realçando seus seios. Não era vulgar, mas também não fazia pose de santinha. A bermuda tinha o comprimento e caimento perfeito, mostrando suas coxas bem torneadas sem mostrar a papa da bunda, que era mínima. De fato, sua irmã conhecia seu corpo melhor que ela mesma. Saiu animada do provador, a criadora de tudo isso precisa contemplar junto.

.

— E então? — Kagome deu uma voltinha no lugar.

— Sexy sem ser vulgar! — Kikyou sorriu com o resultado — Use aquele salto que ganhou da vovó e ficará perfeito.

— Nossa, nem lembrei dele na hora — Kagome se imaginou com o scarpin todo cheio de brilho.

— Quem ajudou a escolher, não é?! — Kikyou empinou o nariz.

— Que metida — Kagome riu.

.

.

xXx

.

.

As gêmeas caminhavam animadamente pelas ruas do centro comercial, aproveitando para olhar algo a mais. Rin poderia não estar junto delas, mas Kikyou conhecia bem o corpo e gosto da prima também, não a deixando de fora das compras, aproveitou para olhar um vestido novo para ela também, apesar de ter certeza que a caçula diria para não se incomodarem com isso. Entretanto, para Kikyou isso não era desculpa, ninguém escapava dela.

.

— Você acha que ela vai gostar? — Kagome perguntou pensativa.

— É claro que irá — Kikyou dizia segura — Esse tom de salmão ficará perfeito na pele dela.

— Hm, pensando bem ela ama tons de laranja mesmo — concorda Kagome.

— Ela vai gostar! — reforça a futura design de moda.

— Aproveitando que estamos aqui — Kagome ficou séria de repente — Você sabe né, Kikyou… semana que vem é…

— Sim, eu me lembro — cortou calmamente — É aniversário de morte dos nossos pais e tios.

— Sim — Kagome suspirou — Pensei em darmos uma volta lá hoje.

— Concordo — Kikyou olhou em volta — Estamos a meio caminho de lá — olhou para seu relógio de pulso — E, por sorte conseguiremos chegar a tempo para o almoço.

.

.

xXx

.

.

Ossário central

.

Kagome e Kikyou entraram em passos lentos, enquanto olhavam em redor com calma. Milhões de lembranças vieram a tona rapidamente, fosse com seus pais ou todos em família. Depois de tantos anos ainda era difícil acreditar que uma tragédia como essa realmente havia acontecido. Kagome permanecia em silêncio, enquanto guardava todos seus sentimentos para si. Kikyou observava atentamente o lugar onde as cinzas de seus entes queridos permaneciam.

.

Eu irei até os tios agora — Kagome sussurrou tão baixo que quase Kikyou não pode ouvir.

— Hm — Kikyou concordou com a cabeça.

.

Kikyou permaneceu sozinha em frente ao jazigo orando. Apesar de todo o silêncio, sentia-se em paz com isso. De todo era um grande alívio estar ali sozinha. Sua mente estava totalmente longe que nem o viu entrar, mas ao passar por si uma sombra grande acabou por notar. Olhando com o rabo dos olhos pode reconhecer de longe de quem se tratava e, junto de si trazia um buquê de rosas brancas.

.

“Naraku?!” — Kikyou ficou sem ar.

.

.

Continua...

Notas finais
Obrigada por ler ♥ Ainda temos muito terreno pela frente, mas algumas coisas já estão bem claras, acredito xD Até o próximo capítulo :B