Bloody Love
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Pra ser bem sincera, esse capítulo é bastante enrolação hahaha, mas o próximo vai ser mais emocionante, I promise!
Enjoy!
Kurt passou parte da noite se perguntando se ele havia sido atirado demais com Blaine. Afinal, aquele ainda havia sido o primeiro dia de aula. Blaine devia ter aceitado somente porque não quis ser grosso ou algo do tipo. Ele era legal a esse ponto.
Quando ele estava finalmente satisfeito, Kurt voltou para casa querendo ser capaz de dormir. Pelo que as pessoas falavam, ajudava a clarear os pensamentos. O máximo que o garoto conseguia fazer era tirar um rápido cochilo e costumava acordar mais confuso ainda. Cochilar não era uma opção.
Em vez disso, ele ia para um parque bastante afastado da cidade e ficava deitado lá, observando o céu, lendo algum livro com a ajuda da lanterna do celular, olhando o comportamento das folhas... Era a forma que ele tinha para realmente relaxar e clarear os pensamentos.
Ele até estava disposto a fazer isso depois de sair de Lima Heights mas o menino infelizmente havia combinado um horário com Finn e ele não queria deixar o irmão preocupado.
A noite havia sido mais complicada do que ele planejara, então já devia passar das nove horas. E ele também tinha que resolver os problemas de Finn como sempre...
É, a noite de Kurt Hummel estava apenas começando.
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Blaine não conseguia dormir. Por causa de Kurt. Ele torcia para que isso não virasse rotina, porque isso costumava ser um sinal de que ele estava apaixonado. Mas, novamente, Blaine não queria se apaixonar. Não deu certo da última vez e ele tinha medo de tentar de novo.
Resolveu que falaria com Rachel, mesmo que a última vez que ele seguira seu conselho, ele havia destruído a antiga vida, mas pelo menos se resolveu com Chris...
Depois de surpreendê-lo no camarim, ficou um silêncio desconfortável entre os dois. Nenhum deles sabia muito bem o que dizer numa situação como aquela. Deveriam se tratar com seriedade? Ou encarando tudo como se fosse algo engraçado?
Para o alívio de Blaine, Chris quebrou o silêncio — depois do que pareceu séculos. “Eu gostei bastante da sua apresentação.”
Mas, infelizmente, o que Chris disse não deixou Blaine numa situação melhor. Ele ficou ainda mais desconfortável, não tendo a menor ideia do que deveria responder. Chris havia acabado de lhe dizer que gostou da declaração de Blaine. God bless Rachel Berry. Ele agradeceria a ela mais tarde.
“Er... Hm... Brigado. E-eu... Peguei uma música que expressasse exatamente o que eu... estou sentindo.”. Blaine estava muito nervoso. Mas o que ele poderia fazer? Chris o deixava assim. Não era o pior sentimento do mundo. Era amor. Pelo menos para Blaine.
“Sério?”, perguntou Chris, sério.
Momento da verdade, pensou Blaine. Respondendo a verdade pode dar tudo certo... ou tudo errado. Mentindo para ele pode não estragar nada... ou tudo o que nós poderemos ter.
No meio desse dilema, a única coisa que Blaine conseguia se lembrar era de que ele tinha um tarefa de química para dali a três semanas e- O que? Foco, Blaine Anderson. Responda Chris.
Ele respirou fundo algumas vezes, olhou em volta, ficou uns segundos observando os sapatos e só então olhou para o menino à sua frente. Mas ele não só olhou. Ele olhou do modo mais intenso que conseguiu. Aquele era um momento que gritava por um olhar intenso.
“Sim.”, disse Blaine, com toda a força que conseguiu, que ainda assim não foi suficiente. A resposta não saiu mais alto que um sussurro. Ele suspirou, cada milésimo de segundo de silêncio de Chris fazendo seu nervosismo aumentar.
Depois do que pareceram eras, Chris finalmente reagiu. Bastante hesitante, ele pousou a mão sobre a bochecha do outro. Blaine, bobo como era, não entendeu o que estava acontecendo e ficou apenas olhando para Chris, confuso. Mais ele merecia um crédito, já que ele nunca havia beijado ninguém na vida.
Chris ficou passando seu olhar de um olho para o outro de Blaine, admirando o garoto perfeito que ele amava, sabendo (finalmente!) que o sentimento era recíproco. Blaine tinha os olhos mais lindos que ele já vira. Pareciam duas esferas de âmbar escuras com um brilho que dava a impressão de que haviam joias de verdade no lugar da íris. Chris passou um tempo assim, apenas passando os dedos por entre o cabelo de Blaine.
Quando Blaine finalmente entendeu a situação, ele sorriu e começou a acariciar as bochechas e o maxilar do outro. Chris era simplesmente maravilhoso. Não. Ele era simplesmente perfeito.
“Ora, ora... O que temos por aqui?”, perguntou uma voz, vindo pela porta ao lado deles, a porta que vinha da parte da frente do auditório. “Dois garotos tão adoráveis.”, a voz disse, com ironia. A voz era de Azimio, o garoto mais problemático, preconceituoso e violento da escola. E ele era enorme, pelo menos duas vezes o tamanho de Blaine.
Na mesma hora os dois meninos soltaram-se um do outro e começaram a recuar. Eles começaram a cogitar a possibilidade de conseguir sair correndo pelo lado da plateia, mas então Chris parou de ir para trás. Quando Blaine olhou para ver porque o garoto não estava mais andando, percebeu que eles já estavam encostados na cortina que separava o camarim do palco.
Blaine pensou em sair correndo pelas cochias, descer do palco e sair pela entrada lateral do auditório, mas eliminou a ideia quando se tocou que Azimio estava acompanhado de outros três garotos, também do time de futebol.
“Aceitem, bichinhas. Não há como escapar.”, disse Azimio, também percebendo o beco sem saída em que os meninos estavam metidos.
Blaine se recusou a continuar a pensar naquele dia. Ele se levantou da cama e foi para o quarto de Rachel. Chegando lá, ele bateu delicadamente na porta toda branca, com estrelas douradas de diferentes tamanhos espalhadas.
Ele abriu a porta quando a menina pediu para ele entrar. Ela estava sentada, fazendo alguma coisa no seu smash (um caderno de scrapbooking que você pode decorar), provavelmente colocando mais fotos da Barbra e de famosos bonitos.
“Rach, eu preciso falar com você.”, ele disse. A garota apenas pediu para ele continuar, sem tirar os olhos do que estava fazendo. “É importante. Envolve... meninos.”, ele completou rapidamente.
Na mesma hora ela tirou a cabeça de seu smash e se endireitou na cama. “Agora você tem toda a minha atenção.”
Ele respirou fundo. Não se sentia confortável nem mesmo com sua irmã quando o assunto era sentimentos. “Como eu já te disse, Kurt me chamou para sair amanhã, quer dizer, hoje (já passou da meia noite).”
“E... Qual o problema disso?”, ela perguntou, confusa.
“É que eu... Hm... Eu acho que estou gostando dele.”
Para a surpresa de Blaine, a menina nem sequer levantou as sobrancelhas. O que era suspeito já que ela era sempre bastante dramática com tudo. “Novamente... Qual o problema disso?”
“Qual o problema? Rach, você sabe muito bem qual é o problema! Eu já fui ameaçado por gostar de meninos! E se o pessoal de Ohio não for diferente do que os meninos de New York?”
Ela chegou mais perto de Blaine, levantando sua cabeça que estava abaixada. “Escuta, ninguém vai te machucar, ameaçar, ou zoar. O conselho que eu te dei naquela época foi muito bom; mas não era o momento certo e eu lamento muito. Mas o que eu vou te dizer agora continua sendo a mesma coisa, só que, desta vez, você tem mais força e capacidade para lidar com o bullying que talvez nem apareça. Por favor, Blaine! As duas garotas mais populares do colégio são namoradas e todo mundo lida normalmente com isso! E sabe por que? Porque ninguém daqui se importa com isso.”
Blaine tinha se esquecido completamente de Brittany e Santana. Mas, de qualquer jeito, ainda havia outro impasse. “Deixando Kurt de lado por um momento”, Blaine falou. “Eu preciso escolher o que eu vou cantar na audição pra o coral amanhã.”
Rachel pensou por alguns segundos antes de responder. “Eu acho que, como você não vai ter muito tempo para ensaiar, você tem que pegar uma música que você conheça e saiba cantar bem. E eu não acho que devíamos deixar Kurt de lado...”, ela disse, sugestivamente.
Blaine concordou com a cabeça. Ele já sabia o que ia cantar.
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