Bloody Love
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Notícia pra vocês: sou a mais recente shipper de Smytheberry. Porque o Grant e a Lea são os meus favoritos de Glee e enfim, espero que gostem! Ah, e por causa disso, acho que a Rach e o Bastian ainda vão ter história...
Espero que gostem!
A garrafa foi girada e terminou apontando para Sam e Sugar. Eles não demoraram mais que um segundo para estarem entrelaçados se beijando intensamente. Todo mundo em volta vaiava, como sempre, assim como ria até ficar sem ar.
Quando os dois se separaram, com os lábios avermelhados, e giraram a garrafa mais uma vez, ela apontou para Mike e Tina, que se beijaram apaixonadamente.
Rory e Quinn, Puck e Sugar, Artie e Mercedes, Sam e Puck... Uma hora o jogo havia perdido a graça, ninguém estava mais interessado. Eles resolveram parar e voltar para a festa.
Rachel e Finn estavam se engolindo em uma poltrona, Kurt e Blaine estavam sentados um do lado do outro de um jeito desconfortável, como se estivessem se segurando para não cair um em cima do outro. Já Santana e Brittany não estavam em nenhum lugar visível.
Puck anunciou que preparia bebidas. Mike e Tina ficaram conversando no bar, e Artie mantinha uma conversa animada com Mercedes, onde nenhum dos dois conseguia ficar sério por mais de dois segundos. Sam e Sugar estavam encostados em uma parede, com ele sussurrando alguma coisa no ouvido da menina, fazendo-a rir.
Puck gritou, anunciando para todos que os drinques estavam prontos. Ninguém deu ouvidos pra ele além de Sebastian, Rory e Quinn.
“Então, Sebastian, não é? Você faz curso de que?”, perguntou Quinn, com um olhar interessado e segurando um copo com a bebida que Puck havia feito.
Sebastian olhou para ela e ficou com vontade de rir. A garota estava obviamente jogando todo o seu charme para cima dele, mas não estava surtindo efeito algum. “Eu tô fazendo Direito.”
Ela assentiu, esperando ele continuar. Mas o menino não falou nada mais. Ela deu uma leve bufada, frustrada pelo desinteresse dele. “Então, que tal a gente ir pra algum lugar mais reservado e-”
“Caso você não tenho notado, eu realmente não tô interessado.”, ele disse, irritado, percebendo pela primeira vez Finn e Rachel. “Desculpa.”, ele falou, se levantando e indo para o quarto que sempre usava quando ia para a casa de Santana.
Abrindo a porta do quarto ele quase tomou um susto. Santana e Brittany estavam na cama, com garrafas vazias no chão e se beijando. O único detalhe é que elas estavam somente com roupa íntima. Sem querer cortar o clima das duas Sebastian apenas revirou os olhos e avisou que iria para o outro quarto de hóspedes. Santana não respondeu nada então ele apenas saiu.
Ele seguiu pelo corredor da enorme mansão com a mão no bolso. Chegando no quarto, ele fechou a porta atrás de si e se encostou na mesma, escorregando até estar sentado no chão. Ele passou a mão pelo rosto, confuso por causa do álcool. Por que tudo tem que ser tão complicado?
A primeira garota que realmente despertou interesse nele foi uma menina comprometida, que estava bêbada, assim como ele. Por que uma vez na vida ele não poderia ter algum tipo de relacionamento que não o fizesse se sentir confuso?
Ele se levantou, com raiva. Por que Rachel tinha que estar namorando? Por que ela tinha que estar tão envolvida com Finn? Por que Sebastian não havia conhecido ela antes? Ele parou em frente ao pequeno frigobar que tinha no cômodo. Ele abriu a pequena porta e encontrou o que ele imaginou que encontraria: bebida. Ele pegou um copo que havia por ali e encheu-o, bebendo tudo de uma vez só. Com o repentino silêncio, ele conseguiu ouvir um trecho da música que tocava do lado de fora.
I wish I could be strong without somebody there
Depois de algumas doses ele, consumido por ainda mais raiva, atirou o copo na porta, fazendo o vidro se espatifar em milhões de pedaços.
Rachel de repente se separou de Finn, ouvindo um barulho de algo se quebrando. Ela olhou para trás para ver que Blaine também havia percebido. Ninguém mais parecia ter escutado, já que estavam bastante ocupados. E bêbados.
Ela deu um último selinho em Finn antes de sair do seu colo e de seus braços. “Finny, e-eu vou no banheiro.”, ela mentiu, apenas para não fazer Finn segui-la, já que ela não tinha a menor noção do que encontraria.
Ele estava com o cabelo todo bagunçado graças à morena e com alguns pontos vermelhos no pescoço. Ele assentiu, se levantando, dando um beijo na bochecha dela e indo para o bar.
Rachel rapidamente foi para o corredor de onde ela havia ouvido o barulho. Chegando lá e vendo várias portas, parou. Qual delas seria a certa? Sua pergunta foi logo respondida quando outro barulho de vidro quebrando chegou a seus ouvidos.
Ela seguiu para a porta, abrindo-a, e tomando um susto. Sebastian estava encolhido na cama, chorando. Ela olhou para o chão embaixo de seus pés apenas para perceber que estava cheio de cacos, provavelmente de uma garrafa. O garoto estava virado para a parede, mas ouvindo alguém entrar se virou, vendo que Rachel estava parada na porta. “O que você tá fazendo aqui?”, ele perguntou, cansado, passando a mão pelo rosto para limpar as lágrimas.
“Eu ouvi alguma coisa se quebrando e vim ver o que era. O que aconteceu, Bastian?”, ela perguntou delicadamente, acariciando sua cabeça de um jeito reconfortante. “Posso te chamar assim, né?”
Ele assentiu levemente, fechando os olhos ao toque dela. “Eu não sei. Eu acho que caiu a ficha.”, ele disse, com a voz cansada.
“Que ficha?”
“De que eu sou um bosta.”, ele falou, simplesmente.
Ela suspirou, se sentando mais perto dele, se inclinando de um jeito que ela conseguia abraçá-lo. “Bastian, não fala isso. Conheci você hoje, mas, eu sei que você é uma pessoa muito boa. Você é delicado, engraçado, extrovertido, tá estudando Direito, tem um ótimo gosto para roupas...”, ela completou, fazendo-o sorrir. “Você é incrível, Sebastian, e isso vindo de alguém que te conheceu há poucas horas. Imagina o que gente que te conhece há mais tempo pode dizer?”
Ele balançou a cabeça. “Quem me conhece há mais tempo sabe que eu sou um bosta.”
Ela voltou a acariciar sua cabeça, mexendo no seu cabelo. “Olha, eu sei que você é um cara que qualquer outro morreria de inveja. Por favor, Finn teve ciúmes de você, porque te achou um perigo em potencial pra ele. Isso não é ruim, não é? Significa que você é tão incrível ao ponto de fazer meu namorado achar que eu vou trocar ele por você.”. Mas o que diabos ela estava falando, principalmente sentindo o que ela estava sentindo? Ela tentou afastar esse pensamento e convencer a si mesma que a prioridade era convencer Sebastian de que ele estava errado.
Ele sentiu as lágrimas voltando. Rachel estava tocando na ferida. Rachel estava dizendo para ele que ela não trocaria Finn por ele. “Você não entende...”, Sebastian disse.
“Eu realmente não sei se entendo, Bastian, mas a questão não é entender ou não, mas sim colocar na sua cabeça que você não é uma pessoa ruim, porque você não é.”. Rachel deixava palavrões de lado sempre que podia.
“Escuta, Rachel, eu vou ser bem sincero com você.”, ele falou, olhando com seus olhos da cor do oceano diretamente nos castanhos dela. “Eu estou assim porque eu simplesmente me toquei que eu nunca vou poder ter você.”, ele disse, sem nem pensar duas vezes. Ele não queria esconder nada. Ele queria ter algum tipo de conexão com ela, e isso só daria certo se ele fosse honesto com ela.
Ela prendeu o ar. Já não bastava todo o dilema interno dela, ele ainda tinha que complicar tudo ainda mais. Com Sebastian falando que também tinha sentimentos por ela, só a deixava com mais certeza de que ela sentia alguma coisa por ele. Alguma coisa que ela não deveria sentir se estava com Finn.
“Também posso ser honesta com você?”, ela disse, resolvendo que faria algo a respeito dessa loucura toda. “Eu senti alguma coisa quando eu te beijei. Não foi coisa pequena. Não sei se foi só o momento, se foi a bebida... O que eu sei é que eu tô sentindo isso até agora e tá me deixando confusa, porque eu não deveria sentir algo assim já que eu tô seriamente comprometida e apaixonada.”. Sim, ela tinha sentimentos por Sebastian, mas os que ela tinha por Finn eram muito mais fortes.
Ele fechou os olhos. Isso não tem como acabar bem.
“O que a gente faz?”, ela perguntou, quase num sussurro.
Ele abriu os olhos mais uma vez, olhando para ela. Ela era linda. Não. Ela era perfeita. Perfeita para ele. Tudo o que ele vinha buscando há muito tempo. Respondendo a pergunta dela, ele se aproximou dela, beijando-a delicadamente.
Um turbilhão de sensações percorreu pelo corpo de Rachel, assim como pelo de Sebastian, mas ela não recuou, mesmo sabendo que devia. Ela queria compreender o que estava sentindo por ele. Enquanto eles se beijavam, Sebastian acariciou o rosto dela, depois ficou mexendo em sua orelha, fazendo-a estremecer.
Um tempo depois Sebastian passou os braços pela cintura da pequena, puxando-a para ficar por cima dele. Em seguida, moveu sua boca para o pescoço dela, onde escolheu um ponto para deixar um belo vermelhão que não sairia por dias.
“Sebastian.”, ela gemeu. Não era o tipo de coisa que ela gostava que fizessem. A dor era muito maior que a satisfação.
Ele riu com a reação dela e repetiu a ação no espaço entre o pescoço e o ombro. Aquele era teria que cobrir com o cabelo quando saísse do quarto.
Eles de repente ouviram passos do lado de fora. Na mesma hora Rachel saiu da cama, correndo para o banheiro que havia no quarto. Sebastian ficou deitado na cama, já que havia dito para Santana que estaria ali. A porta foi escancarada e Finn estava parado do lado de fora.
“Cadê a Rachel?”, ele perguntou. Rachel estava dentro do banheiro com a porta fechada, mas pode ouvir ele na porta. Na mesma hora ela se encolheu no chão, começando a chorar. O que ela havia feito mais cedo? O que ela havia acabado de fazer de novo? Ela havia acabado de trair Finn. Trair. Uma palavra tão horrível e asquerosa na opinião dela. Ela havia traído o amor da sua vida. Como ela ainda teria coragem de falar com ele depois daquela noite?
Ela resolveu que ela não iria mais mentir para Finn dali em diante. Ela não queria mais mentiras. O relacionamento deles estava nas nuvens até aquela noite, onde ela acabou com toda a lealdade que ela tinha por Finn. Ela se levantou e saiu do banheiro.
Finn, que ainda estava na porta, olhou confuso para ela. “O que você tava fazendo aí? Eu tô te procurando há um tempão.”. Lágrimas caíam sem parar do rosto dela. “Ei, o que foi?”, ele perguntou se aproximando dela com os braços abertos, pronto para envolvê-la.
Ela apenas balançou a cabeça. “Me desculpa, Finn. Por favor. Eu não tenho a menor noção do que deu em mim.”, ela falou, sendo sincera. Sim, ela sabia que sentia algo por Sebastian, mas aquilo não era razão para fazer o que ela estava fazendo. E se tudo fosse culpa da bebida? Então ela havia acabado de quebrar um laço importantíssimo da existência dela em poucos minutos.
“Do que você tá falando, Rach?”, ele perguntou, confuso por ela não ter se atirado nos braços dele. Era o que ela sempre fazia. “E o que isso no seu pescoço? E ombro?”, ele falou, se referindo às marcas de Sebastian.
Se era possível, as lágrimas caíram ainda mais rapidamente. “Eu te amo muito, Finn. Nunca duvide disso. Independente de qualquer coisa.”. E então passou reto por Finn, saindo do quarto.
“Mas o que...”, foi o que ele conseguiu falar até que ele começou a juntar as peças. A demora de Rachel. Porta fechada. Sebastian no mesmo cômodo que Rachel. Rachel escondida no banheiro. As lágrimas. As desculpas. As marcas. “Não...”
Ele olhou para Sebastian, uma fúria incontrolável crescendo dentro dele. “Você não tem a menor noção no que você se meteu hoje.”, ele falou, lançando um olhar fatal para Sebastian que encarava a situação toda em silêncio. Finn saiu do quarto e bateu a porta com tanta força que as paredes tremeram e Sebastian sentiu seus tímpanos quase estourarem.
Finn estava irado e planejando o que fazer em seguida, tanto com Rachel quanto com Sebastian.
Notas finais
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