Bloody Love
18 Capítulo 18
Notas iniciais
E aí, vocês gostaram de The New Rachel? E de Britney 2.0?
“Kurt, eu tô indo embora agora. Você vai querer carona?”
Kurt ficou olhando para o irmão. Ele viu Rachel sair chorando de um dos quartos, uma porta batendo e Finn vindo atrás. Ele imaginou que eles haviam tido uma discussão muito séria. “Hm, pode deixar que eu arranjo uma carona depois. Eu ainda quero ficar mais.”
Finn mal assentiu e continuou a seguir Rachel para fora do local. Ela estava sentada em um banco, com a cabeça entre as mãos e tremendo bastante por causa do choro. Se ela não tivesse feito o que havia acabado de fazer com Finn, ele com certeza correria em sua direção e consolaria até que ela parasse de chorar. Mas considerando os fatos recentes, ele quase (quase) não deu a menor bola para a situação em que ela se encontrava.
Ele se aproximou dela apenas o suficiente para que ela conseguisse ouvi-lo falar. “Rachel, o que você fez hoje?”, ele perguntou, com a voz grossa.
A posição dela não se alterou por alguns segundos, até que ela finalmente tirou o rosto das mãos e olhou na direção dele. Seu rosto estava borrado com sua maquiagem borrada por causa das lágrimas, seus olhos estavam inchados e seu nariz estava bastante vermelho. “Você sabe o que eu fiz. Não fica esfregando na minha cara. Caso você não tenha percebido eu me arrependi e, acima de tudo, eu tô muito confusa.”
“Confusa, Rachel? Você nem bebeu tanto assim. Quem pode estar confuso nessa história sou eu.”. Sua voz não estava alta, mas era visível que ele estava irado.
“Não só por causa da bebida, Finn, por causa de tudo nessa noite.”
“O que você quer dizer com isso?”, ele perguntou, se sentindo vulnerável, o que era estranho, já que devia ser o contrário porque o ser imortal era ele.
“Eu não sei de mais nada. O que eu sei é que há alguma coisa no Sebastian que eu tenho que descobrir o que é e resolver, porque, porra, Finn, eu te amo demais pra querer ficar com qualquer outro, você sabe disso. O confuso é que tem alguma coisa nele que eu não sei o que é e tá me deixando confusa.”
Ele ficou um tempo em silêncio, tentando acompanhar o monólogo de Rachel, o álcool não ajudando em nada. “Olha, eu não quero discutir com você, ou ter alguma briga de qualquer tipo. Eu só acho que você tentou buscar a verdade de um jeito... errado.”
Ela respirou fundo, assentindo. Finn tinha razão. O que antes era claro pra ela agora parecia ser o maior absurdo do universo. Ela não culpava ele por ficar com raiva. Ele tinha todas as razões pra ficar daquele jeito. Ela ultrapassou muitos limites. “Finn, eu não sei o que fazer.”, e voltou a chorar.
Ele estava com raiva, mas, assim como ela, queria resolver aquilo, voltar a ficar junto dela sem nada no caminho. A maioria das pessoas provavelmente não concordariam com o que ele fez a seguir, mas não se pode impedir um cara apaixonado. “Vem cá.”, ele falou, sentando no banco e puxando Rachel para si, deixando a cabeça dela enterrada em seu peito e consequentemente abafando seu choro.
“Finn, por que eu fiz isso.”. Não foi uma pergunta, mas ao mesmo tempo foi. Não foi porque ela sabia a resposta. Foi porque ela queria um tipo de consolo. “Eu te amo.”, ela falou, ainda encostada nele.
Ele apenas ficou mexendo no cabelo dela e com a mão sobre suas costas, fazendo pequenos círculos na intenção de fazê-la relaxar. O que eles fariam agora? O que ele faria agora?
. . . . .
“Finn e Rachel estavam brigando.”, disse Kurt para Blaine, tentando aliviar a leve tensão que estava no ar por causa da discussão que havia ocorrido segundos antes, terminando com Finn e Rachel fora da festa.
“É, eu percebi...”, disse Blaine, baixinho.
“Será que ele-”
“Kurt, você me ama?”, ele perguntou, de repente, bastante sério, sem olhar para o outro.
Kurt ficou em silêncio com a pergunta repentina. Aquilo havia pegado-o de surpresa. Claro que ele amava Blaine, disso ele não tinha dúvida, mas... Será que ele estava pronto pra admitir isso em voz alta? Falar para si mesmo é muito fácil, mas falar para outra pessoa era um pouco mais delicado.
“Kurt.”, Blaine chamou, finalmente olhando para ele. Blaine estava com a expressão de cachorrinho perdido que fazia Kurt querer fazer qualquer coisa para fazê-lo feliz e tirar aquela expressão do rosto. Kurt estava com muita vontade de envolver Blaine, tocar em seu cabelo, colocar a mão por debaixo de sua camisa... Mas não ali. Não naquele momento. Não naquela situação. Quando o momento fosse perfeito, aconteceria. Pelo menos era nisso que ele acreditava.
Mas era a situação adequada para falar o que realmente sentia, o sentimento que era tão forte. “Eu te amo, sim.”
No mesmo segundo a cara de cachorrinho sumiu e foi substituída por um brilho indescritível nos olhos. Felicidade, afeto, alegria... Tudo de bom junto e multiplicado em apenas um olhar. Aquilo fez Kurt sorrir, derretido. “Eu te amo, também.”, Blaine falou, finalmente sorrindo.
Só com aquele pequeno diálogo a noite toda havia valido a pena para os dois.
. . . . .
Por que ele havia acreditado que ele significava alguma coisa para Rachel? Foi só Finn aparecer que ela saiu correndo para longe dele sem nem olhar para trás.
Quanto tempo havia passado? Um segundo, um minuto, uma hora... Ele pouco se importava. Provavelmente não conseguiria dormir de qualquer forma. A cabeça ainda o deixando confuso em vários sentidos. Junte álcool e sentimentos que você descobrirá algo perigoso.
Não, ele não deixaria Rachel escapar daquela forma. Bebida alcoólica, sem bebida alcoólica, sono, sem sono... Nada daquilo mudava o fato de que ele estava envolvido com ela de um jeito que não deveria ser certo, considerando que ela estava –seriamente- comprometida.
Ela provavelmente daria um fora nele, mas ele não estava nem aí. Ele tentaria conseguir Rachel de volta, de todos os jeitos. Porque ela era especial. Aqueles poucos momentos naquela noite não haviam sido apenas mais momentos. Havia significado muita coisa, mesmo ela não querendo admitir e dando as costas para a realidade. Ok, talvez ela realmente amasse Finn muito mais do que ela jamais amaria Sebastian, mas isso significava que eles não poderiam ter história juntos? Algo que o fizesse ficar se lembrando deles dois durante a noite, igual ao que ele estava fazendo naquele exato momento? Algo que fizesse ele se lembrar dela e sorrir, ficar feliz. Não confuso e com raiva, que nem ele havia ficado, mas... Apaixonado. Essa era a palavra. Ele estava apaixonado por Rachel Berry, mas faltavam ações para comprovar esse sentimento que ele tinha certeza que era verdadeiro. Ações para fazer se lembrar dela e sorrir, e não apenas saber que estava apaixonado. Ele queria memórias, lembranças.
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