Bloody Love
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Todos os membros do New Directions estavam sentados em um círculo mal feito, com uma garrafa vazia deitada no meio. Rachel se sentou de um lado e Finn atravessou o círculo para sentar de frente para ela, para seguir o plano deles. Vendo onde Rachel havia sentado, Sebastian mudou de lugar, sentando do lado de Finn. Naquele momento, Finn se segurou para não atirá-lo pela janela. O cara estava fazendo o que disse que faria e ele não estava gostando.
“Ok, ok... Antes de começarmos, todo mundo tem que beber mais três copos para ficar mais interessante... Sem exceção.”, ela completou, olhando para Blaine. Ele revirou os olhos. Ainda assim não beberia. Precisava ficar de olho em Kurt. Santana e Brittany foram servindo as pessoas até todos terem tomado os três copos, inclusive elas mesmas. “Podemos começar?”, ela gritou, fazendo todos seguirem o exemplo. Ela gargalhou e se lançou pra frente pra girar a garrafa.
O objeto ficou girando durante o que pareceram eras, até que finalmente parou e estava apontando de um lado para Rachel e do outro para ninguém menos que Sebastian.
“Inacreditável...”, sussurrou Finn, com raiva e tristeza misturados.
Todos começaram a gritar para que os dois se beijassem logo. Rachel olhou bastante apreensiva para Finn. O menino que ela amava, que a amava de volta, que ainda tinham muita coisa para viver juntos pela frente... Ela não queria pôr um ponto final em tudo aquilo só por causa de um jogo idiota, por isso estava olhando para Finn como se estivesse pedindo sua permissão para fazer o que tinha que fazer. Ele acenou, acabado.
Ela olhou para Sebastian, que a encarava com um sorriso safado no rosto enquanto todos gritavam para eles apressarem. Rachel respirou fundo e foi se aproximando ao mesmo tempo que o menino. Quando eles estavam a centímetros de distância, Rachel finalmente pode dar uma boa olhada nele. O que mais lhe chamou atenção foram os olhos. Os olhos cor do mar, maravilhosos. Ela estava fascinada. Era um tom de azul misturado com verde incomum e lindo.
“Algum problema?”, ele perguntou, já que ela havia parado.
Ela balançou a cabeça. “Seus olhos. São lindos.”
Ele deu uma leve corada, sem graça. “Não mais que os seus...”
E boom! Ela estava confusa. Sim, ela amava Finn, mas Sebastian tinha um certo charme e olhos incomparáveis. Agora ela não estava tão hesitante assim em beijar o menino. Ela moveu seu olhar para sua boca. Seus dentes brancos e perfeitos, seus lábios bastante rosados por causa do tanto de bebida que ele havia bebido até ali. Eram bastante convidativos.
Era o que faltava para Rachel avançar, e foi o que ela fez. Quando alcançou a boca de Sebastian, percebeu que ela era incrível. A língua de Sebastian estava pedindo entrada então Rachel abriu a boca, permitindo-o de explorar. Minha nossa, e como ele beijasse bem e-
“Ok, já deu disso né?”, Finn interrompeu, empurrando os dois, deixando-os confusos.
Rachel estava olhando boquiaberta para Sebastian. Ela não sabia se era efeito do álcool ou era um sentimento verdadeiro, mas o beijo havia sido muito gostoso. Ele não estava olhando-a diferente. Quando ele falou com Finn no corredor foi mais provocação porque o outro havia irritado-o, mas o beijo foi realmente muito bom e ele estava disposto a beijar a boca da morena por mais tempo.
“Vem, Rachel.”, Finn falou, irritado, levantando Rachel e levando-a para longe da roda de bêbados barulhentos e um Sebastian confuso passando o dedo pelos lábios, ainda fascinado.
Os dois saíram do cômodo e Finn voltou para o local onde havia encontrado Rachel antes de entrarem na sala. “O que diabos foi aquilo?”, ele perguntou, com a voz irregular. Ele estava com raiva.
“E-eu não sei... Eu apenas fiz o que eu devia fazer, inclusive pedi sua permissão e-”
“O combinado era você beijar e vir pra mim. Você não simplesmente beijou ele, você explorou toda a boca dele e ele a sua. E se não fosse por mim vocês ainda estariam lá se devorando até sei lá quando.”
Ela ficou o silêncio. O que ele estava dizendo não era exatamente mentira. Ah, o álcool...
“Quando eu separei vocês dois, você não veio para perto de mim, mas sim ficou olhando pasma para ele, encantada. Parecia que você queria mais.”
Ela continuou calada, temerosa do que Finn era capaz de fazer.
“Droga, Rachel, fala alguma coisa!”, ele gritou, tão alto que seu rosto ficou vermelho. “Diz alguma coisa!”, ele repetiu, quando a morena continuou em silêncio. “O que você tem?!”
“Eu tô com medo, Finn.”, ela disse, honesta, e com a voz abaixo de um sussurro, totalmente exposta e se sentindo mais frágil do que nunca.
Finn percebeu isso e respirou fundo. Merda, ele pensou. Ela nunca mais vai querer chegar perto de mim... Ele passou a mão pelo cabelo, tentando se acalmar. “Desculpa, Rach... Me desculpa...”, ele ficou repetindo e desabou em uma poltrona, sem saber o que fazer. Ele havia feito ela ficar com medo. Ele havia feito sua pequena ficar com medo dele. O que ele deveria fazer? Ele estava com medo de fazer qualquer coisa e fazê-la sair correndo e gritando para os braços de Sebastian e Blaine, quando ele queria que ele fosse o único nesse planeta a reconfortá-la e fazê-la se sentir segura em seus braços.
“Ei...”, ela disse, se sentando no colo dela. Sua voz estava normal, com uma dose extra de delicadeza. Ela colocou a mão sobre o queixo dele, levantando sua cabeça para que ele olhasse para ela. “Sim, eu deixei a emoção do momento tomar controle, mas... Finn, não houve sentimento, houve apenas atração. O que eu sinto por você vai muito além dos dois, então não tem porque você se preocupar. Sim, estamos numa festa, bebendo e jogando o jogo da garrafa, e eu beijei outro cara, mas foi algo que não significou nada.”. Como ela queria que a última parte fosse verdade... Ela se sentia culpada por querer beijar Sebastian por mais tempo. Ela não deveria sentir isso.
Finn parecia comovido com o que ela havia acabado de dizer. “Como é que você faz um discurso deles sobre o efeito de álcool?”, ele disse, passando as mãos pela cintura dela, fazendo círculos de um dos lados.
Ela balançou a cabeça, olhando constrangida para baixo. “Eu tô simplesmente falando a verdade. Não é tão difícil assim...”. Mais mentira. Estava sendo bastante complicado ficar mentindo descaradamente daquele jeito para Finn e ela não se sentia bem fazendo aquilo.
Ele puxou uma de suas pernas para o outro lado, fazendo-a ficar com as pernas em volta dele. Ele colocou a mão atrás do pescoço dela, trazendo-a para mais perto. “Eu te amo.”, ele disse, roçando os lábios sobre os dela enquanto falava.
Ela ficou no mesmo segundo sem ar. “Eu te amo mais...”, ela falou com dificuldade. Ela terminou com a distância entre eles e ficou pensando que ela devia se sentir completamente satisfeita com o beijo dele.
Mas não estava.
. . . . .
“Vamos continuar com isso ou não?”, perguntou Sugar impaciente. Todos estavam bem alterados mas todos eles perceberam a tensão quando Finn separou Rachel e Sebastian e levou-a para fora. O garoto de olhos adoráveis ainda estava sentado, pensando em Rachel e sua boca sobre a dele.
Dessa vez foi Brittany que girou a garrafa. As pontas estavam apontando para Brittany e Santana. As duas se olharam por um tempo e se levantaram juntas e saíram da sala.
“Por que tá todo mundo saindo?”, perguntou Tina.
“Ações pesadas demais para ocorrerem aqui dentro...”, disse Puck, de um jeito malicioso, fazendo todos caírem na gargalhada e girar a garrafa de novo. As pontas estavam apontando para Kurt e Blaine. Os dois se encararam e o mesmo pensamento ocorreu aos dois. O primeiro não pode ser agora. Então eles não se moveram, fingindo olhar para os lados e ignorando o grito dos outros.
“Vocês tão de rolo, qual é o problema de se beijar aqui?”, perguntou Sam.
“Se não se beijarem tem que pagar uma prenda e sair.”, Artie disse.
Os dois acenaram, dispostos a fazer qualquer coisa para não sacrificar o primeiro beijo em um jogo da garrafa. “Vocês vão ter que... morder a orelha um do outro.”, Puck falou, quase rolando de rir, assim como todos os outros.
Blaine revirou os olhos. “Vamos logo com isso. Eu quero sair daqui. E você vai comigo.”, ele falou para Kurt. Os dois se levantaram e ficaram de pé um de frente pro outro no meio do círculo. Blaine foi primeiro, já que era o mais apressado. Aproximou a cabeça da de Kurt e, quando estava ao alcance da orelha do outro, não só mordeu a mesma como sussurrou em seu ouvido. “Você tá lindo hoje. Desculpa não ter dito isso mais cedo...”
Kurt estava com um sorriso de orelha a orelha quando Blaine se afastou. Todos vaiaram e gritaram muito, fazendo os dois garotos ficarem corados.
“Vai, Kurt, vai!”, gritou Mercedes, animada.
Ele respirou fundo e fez o que devia fazer, do modo mais delicado possível, com medo de machucar Blaine. Quando se separaram, saíram rapidamente do cômodo, desconfortáveis com os olhares dos outros.
Notas finais
Obs: 5 DIAS PARA GLEEEEE!!
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