Bloody Love

15 Capítulo 15


Notas iniciais
Obrigada pelas reviews! Ultrapassou The Boy Next Door ♥
Espero que gostem :3
Obs: Palmas pra Larissa que começou a ler a fic. Tava na hora, guria! Hahahaha ♥

Um troféu. Muito barulho. Cheiro de álcool no ar. Música num volume ensurdecedor. Essa era a definição da festa que estava acontecendo na casa de Santana Lopez. Eles haviam saído vitoriosos da competição que haviam acabado de participar e ido direto para a casa da Latina, para a festa de comemoração improvisada.

Para tudo o que tinha naquela festa foi apenas necessário uma ida ao supermercado ali perto, onde foram compradas todas as bebidas e copos. O resto estava por conta dos potentes aparelhos de som e da quantidade de pessoas que lá estavam.

Todos os membros do New Directions estavam lá, com exceção de Mr. Schuester, que havia ido para casa. E quase todos estavam bêbados, muito bêbados. As únicas pessoas que estavam completamente sóbrias eram Blaine Anderson e Sebastian Smythe, um primo de Santana que havia ido lá para ficar de olho em todo mundo, mas mesmo ele estava se rendendo a tentação aos poucos.

“Então, Blaine... Qual é o nome daquela belezinha ali?”, ele perguntou, apontando para Rachel Berry.

O garoto sorriu, achando graça. “Aquela é a Rachel... Ela é minha irmã.”

Sebastian virou de volta para Blaine, com uma expressão surpresa. “Quem diria... Bom, não vou perder mais um segundo.”. E, com isso, se levantou do sofá que estava sentado junto com Blaine e foi indo em direção à Rachel. No mesmo momento, Kurt chegou e se atirou no sofá, sem equilíbrio algum.

Blaine revirou os olhos. “Você não deveria beber tanto assim...”, ele disse, repreendendo-o, mas ao mesmo tempo preocupado.

Kurt soltou uma alta gargalhada. “Como se eu fosse morrer!”

Blaine suspirou. Ele tinha razão. Ele não morreria nem adoeceria. “Mas isso não faz bem pra sua imagem... As pessoas veem você desse jeito e toda vez que te verem vão se lembrar de você dessa forma.”

Kurt olhou em volta. “Não acho que qualquer pessoa nesse cômodo vai se lembrar de alguma coisa dentro de algumas horas...”, ele falou, olhando para Blaine com uma expressão que dizia “quero ver você revidar”, mas logo em seguida rindo.

“Então, nesse caso...”, Blaine disse, se aproximando de Kurt. “Não vejo porque não posso fazer isso...”, ele continuou, aproximando seu rosto de Blaine.

Quando ele estava prestes a encostar seus lábios sobre os de Kurt, Santana e Brittany se sentaram entre dois. Não era possível dizer qual delas estava mais bêbada. “Meus gays favoritos!”, ela gritou, passando o braço pelos ombros de Kurt e Blaine, com Brittany no meio, que estava achando a situação toda hilária. “O que vocês tão achando da festa?”, ela perguntou, com a voz irregular e ainda gritando.

“Por que vocês pararam de se beijar?”, perguntou Kurt, fazendo biquinho. Desde o momento que elas haviam bebido o primeiro gole de bebida alcoólica, elas ficavam no máximo durante cinco segundos com as línguas desgrudadas, tempo que elas usavam para beber mais ainda.

Santana suspirou, pensativa. “Se eu beijar Brittany ainda mais, vamos precisar de um quarto. Então resolvi vir falar com vocês antes.”

Brittany riu, mas Kurt (mesmo estando bêbado ele ainda estava consciente) e Blaine ficaram em um silêncio desconfortável. “A festa tá incrível.”, disse Kurt, tentando eliminar a tensão do ar.

Santana sorriu, orgulhosa. “Eu sei!”

“Eu tive uma ideia...”, comentou Brittany, apertando a mão de Santana. “Jogo da garrafa?”

Santana sorriu maliciosamente e concordou com a cabeça e se levantou, puxando os dois garotos consigo e indo para uma das milhares salas da enorme casa de Santana. No caminho foi chamando todos.

“Rachel, quem é esse cara?”, perguntou Finn, vendo que Rachel conversava com um garoto que ele não conhecia.

“Finny, esse é o Sebastian. Ele é primo da Santana.”, disse Rachel, delicada como sempre. Dentre todos que estavam presentes, ela era a que estava sobre efeito de menos álcool. Sebastian esticou a mão, mas Finn ignorou a ação e ficou encarando-o de cara feia. “Ele se formou ano passado e hoje em dia está cursando direito.”

Sebastian lançou um sorriso simpático mas Finn continuou a encará-lo de cara feia. “Rachel é minha.”, ele falou, puxando-a para si. “Fica longe.”

O sorriso que antes estava no rosto de Sebastian foi substituído por uma expressão de leve incredulidade. “É impressão minha ou você está se sentindo ameaçado?”

Finn apertou seus braços em volta de Rachel, mas não respondeu nada. A menina não sabia se sorria ou se ficava preocupada. Finn estava dando uma de namorado ciumento mas ao mesmo tempo parecia que estava prestes a quebrar a cara de Sebastian.

“Lady e gays, a gente vai começar o jogo da garrafa! Esperando encontrar vocês idiotas quando chegar lá!”, ela gritou, rindo junto com Brittany.

Nem Finn nem Sebastian se mexeram um centímetro, lançando um para outro olhares mortais. Parecia que nenhum deles havia ouvido o que Santana havia acabado de falar. “Er... Meninos, vamos acompanhar Santana antes que ela se irrite...”, Rachel disse, tentando se livrar do aperto de Finn, que estava começando a assustá-la. Não era como se Finn fosse apenas um homem inofensivo. Ele era fatal. Mas Sebastian, é claro, não sabia disso.

“Que tal a gente resolver isso no jogo da garrafa? Chances iguais tanto pra mim quanto pra você...”, Sebastian disse, desafiador.

Finn meramente acenou, se virando e indo para a sala com Rachel presa em seu aperto. Ela estava assustada. Ele era muito forte. Ela estava com medo do que ele era capaz de fazer enquanto estava sobre efeito do álcool. “Esse garoto tá passando dos limites...”, ele disse, quase bufando de raiva.

“Finn! Para!”, Rachel gritou, de repente, fazendo Finn parar de andar imediatamente e olhar confuso para ela.

“Que foi?”, ele perguntou.

“Primeiro, me solta.”, ela ordenou, fazendo-o soltá-la na mesma hora. Agora quem estava começando a assustá-lo era ela. “E, segundo, para de ser tão inconveniente! Eu sei que você tá com ciúmes e tal, mas... Uma coisa é ter ciúmes outra coisa é ter vontade de assassinar um cara só porque ele veio falar comigo!”

Ele balançou a cabeça, boquiaberto. Estava com dificuldade para organizar seus pensamentos graças ao álcool. “Rachel, eu estou com ciúmes porque você é minha e aquele babaca tava querendo mudar esse fato. É óbvio que eu fiquei com vontade de matar ele! Em que planeta você vai e tenta pegar a menina de outro cara?!”

Rachel ficou sem palavras por alguns segundos. Finn estava muito bêbado, mas ainda assim estava lindo, fofo e ciumento. Perfeito. Ela permitiu que um sorriso se espalhasse pelo seu rosto. “Olha, eu não acho apropriado ter algum tipo de discussão quando tanto eu quanto você não estamos completamente sanos... Vamos aproveitar a noite, ok?”

Finn ainda estava meio bravo com Sebastian, mas Rachel estava fazendo-o se acalmar, fazendo-o se sentir melhor, como sempre. Ele deu um beijo rápido na bochecha dela e foi correndo para onde Santana havia ido, segurando a mão de uma Rachel risonha atrás dele.

Quando chegaram ao fim do corredor, Finn parou, obrigando Rachel a parar também. “Olha, eu sei que esse é um jogo de pura gozação e tudo, mas... Promete só uma coisa? Se por algum acaso você tiver que beijar outra pessoa, faça isso logo e em seguida vem pro meu lado e me beija pelo resto da noite? E por outra pessoa que quero dizer Sebastian.”

Ela ficou com vontade de chorar. Como Finn conseguia fazer um trato como esse mesmo não estando cem por cento consciente? É, Finn era um em um milhão e ela não o queria perder de jeito nenhum. “Claro que sim. Mesma coisa pra você, tudo bem?”

Ele assentiu, se abaixando para beijar a morena apaixonadamente. De repente a porta foi aberta com bastante barulho e a cabeça de um Puck um pouco mais que bêbado surgiu, espiando os dois. Vendo o que estava fazendo foi até eles e puxou-os para dentro da sala. Faltavam só eles e estava todo mundo com pressa para começar.

Notas finais
Então, parte um da festa da Santana. Próximo capítulo tem o jogo da garrafa e o resto da festa, se é que eu não vou fazer um terceiro capítulo só pra essa noite egsfhieuaifj