Blood on the hands

25 My demon inside parte 1


Notas iniciais
Estava muito ansiosa para postar esse capítulo! *-* Sério, foi a primeira cena que bolei dessa temporada! Dividi em duas partes para aumentar o suspense! Postei hoje, pois hoje é uma data especial para mim, fico um ano mais velha hoje! Escorpiana com orgulho! Boa leitura!

Ouço movimento e logo uma batida na porta:
–-Kayla... precisamos conversar... –diz o cachorrinho alado suavemente.
Suspiro, acho que eles têm o direito de saber.

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Permito que entre e L logo vem atrás, os dois me olhando com preocupação clara em seus olhos:
–-Kayla... nós queremos lhe ajudar, mas só podemos fazer isso se você permitir... –começa Ted.
Suspiro revirando os olhos e digo:
–-Já passei por psicólogos e psiquiatras, essa frase não funciona.
L revirou os olhos:
–-O que ele quer dizer é que precisamos que nos conte algumas coisas... antes... quando entrei aqui e lhe encontrei daquela forma... tão.... indefesa... foi complicado para mim aceitar aquilo, não é bom ver alguém em estado tão frágil, principalmente quando esse alguém é alguém que gostamos, então... gostaríamos de saber o que a fez ficar naquele estado... –diz ele relutante e com cuidado, sempre olhando fixo em meus olhos.
Jogo-me na cama e encaro o teto, olhar tanto tempo nos olhos às vezes é incômodo, suspiro novamente:
–-A história é longa, irão se sentar ou ficarão me encarando feito os idiotas que são? –digo voltando meu olhar para eles que me olham surpresos:
–- Irá nos contar? Assim? Tão simples? -diz Ted espantado.
Dou de ombros:
–-Não é como se fosse um grande segredo ou algo assim, só não é algo muito agradável de se conversar, mas como estou pouco me importando se a conversa será agradável ou não, irei contar.
Os dois continuam me encarando:
–-... Ok, eu já sei que são idiotas, mas precisavam mesmo ter escolhido essa opção? Sentem-se de uma vez! –digo irritada e os dois sentam-se no chão como duas crianças animadas para uma história.
–-Por favor, comece. –diz L educadamente.
–-Vamos lá... –inicio.
Flashback, Kayla 15 anos.
Me transferiram para outro reformatório, que empolgante... chegamos na grande cozinha branca, onde uma garota um pouco mais velha do que eu, de cabelos cor de areia repicado até o ombro, franja diagonal, olho verde se encontra sorrindo arrogantemente, a mulher que me trouxe aqui me empurra para frente e diz:
–-Vamos rebeldizinha, diga seu nome, se apresente!
Reviro os olhos:
–-Sabe, acho que ela se refere a você... – eu digo sorrindo.
O sorriso da garota congela e ela lentamente tira a franja de cima do olho esquerdo, revelando um olho castanho quase vermelho, acho que ela queria me intimidar...
–-Ora, veja só Mercedes, a novata gosta de responder aos superiores! –diz a garota em tom de voz malicioso.
A mulher ri, Mercedes? Sério?! Quase senti pena dela agora...
A mulher puxa minha orelha:
–-Olha aqui moleca, talvez anteriormente você tenha assustado algumas pessoas pelo seu passado, mas aqui você vai aprender respeito! – ela grita em meu ouvido.
Cerro os dentes:
–-Talvez eu possa lhe ensinar o que é pasta de dente, irá adorar essa invenção! –respondo.
Mercedes empurra-me de encontro com uma banqueta, caio sentada e resisto a tentação de esfregar minha orelha irritantemente quente, dou um sorriso arrogante:
–-Também precisa ir mais vezes à academia, essas pelancas em seu braço poderiam me acertar daqui se você sacudisse seus braços!
Mercedes fica extremamente vermelha:
–-Você ficará responsável por suas próprias refeições e limpeza de banheiros!
–-De minha refeição ok, não poderia confiar em algo preparado aqui, poderia estar envenenado, ou aquela garota ali poderia cuspir em meu prato... mas banheiros... pff—começo a rir sem conseguir me conter.
–-Judith, Kayla está sob seus cuidados, fique alerta, a garota é perigosa. – Mercedes diz saindo sem dar bola para meu ataque histérico.
Judith bufa:
–-O que uma pirralha tem de perigoso? – murmura consigo mesma antes de se virar com um sorriso sádico para mim: --Vejo que será minha “irmãzinha” por aqui! Vou me divertir muito!
Paro de rir e fico observando-a com uma sobrancelha arqueada, o que ela pensa que pode fazer à mim?
–-Vamos começar com o básico: sou Judith, mas pode me chamar de Rainha, você será minha escrava, irá começar a descascar batatas, irei chama-la de...
–-É bom que me chame de Kayla ou Deusa, estou acima de qualquer rainha. –interrompo-a.
O sorriso dela cresce:
–-A pirralha é mesmo arrogante! Teremos tempo para consertar isso...
Dou de ombros, se ela quer se iludir, quem sou eu para desiludi-la? Levanto-me e começo a descascar uma maçã, afinal, estava mesmo com fome, mas não estou afim de cozinhar, Judith derruba algo perto de mim fazendo-me pular com o susto e assim acabo abrindo um pequeno corte em meu dedo, uma gota rubra logo vem a superfície:
–-Ah! Você deseja um tempero extra em sua comida então?! –diz Judith se aproximando com um sorriso enorme.
Logo meu sangue começa a correr para fora mais rapidamente e forma uma corda que se envolve em meu pescoço, uma feiticeira de sangue! Por essa eu não esperava! A corda vai apertando cada vez mais, então faço o que me vem por instinto: acertei uma bola de fogo em sua barriga.
A corda vira sangue normal quando ela cai no chão com um ferimento na barriga e inconsciente, caio para trás também tentando aspirar o máximo de oxigênio possível para meus pulmões, passos apressados vêm em nossa direção, Mercedes observa a cena surpresa e sorri agradavelmente:
–-Ora, vejam só, Kayla, você é mesmo uma menina má, meninas más devem ser punidas!

Notas finais
O que acharam?!!! POR FAVOR Deem suas opiniões sinceras!