Notas iniciais
Olá queridos leitores! Chegamos enfim aos 100 comentários! Muito obrigada aos que proporcionaram a chegar à esse número! E se você não participou, por que não me dá ao menos um oi? Gosto de conhecer meus leitores e eu não mordo! Nesse ainda não vemos o desfecho do capítulo anterior, mas espero que gostem! Boa leitura!

Loirinha, que me lembrou que seu nome é Rosalie ficou até o anoitecer ao meu lado, puxou um assunto estranho sobre a nobreza do século 17, perguntou qual era meu membro favorito, achei um assunto incomum, respondi que era a rainha Alexandra Mouriette, nascida em 1622 e morta em 1654, alguns dizem que foi assassinato, pois ela morreu envenenada durante um jantar de um suposto tratado de paz com o reino vizinho, já eu, acho que foi suicídio para incriminar a Duquesa Mischalliere, o que funcionou muito bem, os reinos foram unidos, pois ela morreu sem deixar herdeiros e seu reino precisava de alguém que governasse, seu reino prosperou muito após sua morte, é preciso coragem para saber quando sair de cena e o fazer com estilo, preferencialmente não sozinho, quando perguntei o motivo do assunto ela respondeu que era para o trabalho que deveríamos fazer em grupo, assim que respondeu ela saiu correndo do meu quarto enquanto eu a perseguia, eu disse que não queria fazer o trabalho!!!

Desisto quando ela sai da casa, L e Ted me olham surpresos:

–-Olha quem resolveu sair do quarto... –comenta L com um sorriso provocador.

Olha para os lados:

–-Não encontro quem lhe perguntou alguma coisa, talvez devesse manter a boca fechada, economize oxigênio. – digo com um falso sorriso amigável.

E ele ri:

–-Não pensei que se preocupasse com o uso que faço de oxigênio...

–-Claro que me preocupo! Se resolver gastar demais falando suas besteiras não poderei respirar, ou causar incêndios!

–-Olha só quem fala, Kayla, a rainha das besteiras!

–-Ei, sou a rainha das rainhas, mas chegou perto, ao menos acertou que sou da realeza...

Ted se mete no meio de nós dois:

–-Tá bom, tá bom! Chega de infantilidades vocês dois! Será possível algum momento de paz entre vocês dois?

Dou de ombros, esses dias foram bem pacatos, meio chatos até, mas poderia me acostumar sem ter alguém tentando me matar ou matar alguém em minha proteção...

–-Eu considero isso bem calmo, poderia ser pior com essa esquentadinha... –comenta L.

Lanço lhe um olhar fuzilante:

–-Já ouviu falar eu quem mexe com fogo acaba se queimando?

–-Fogo em gelo é mais complicado. – ele comenta sorrindo.

–-Mas não impossível, então recomendaria tomar cuidado.

–-Que gracinha, ela se importa!

A porta da frente se abre com um baque interrompendo a discussão, encontro o ser ruivo que me odeia, Margueritte, também conhecida como diretora, aparece e me lança um olhar cansado:

–-Ah, o arrasto ainda está aqui... –murmura.

_Mãe! –grita Ted vermelho.

Dou de ombros:

–-O ar acaba de ficar pior, irei voltar para meu quarto.

–-Mãe, viu o que você fez? Ela estava voltando a agir normalmente! –ouço a discussão entre Ted e Margueritte enquanto volto para meu quarto.

Deito-me na cama e observo Nightmare brincar com a própria cauda, é realmente está bem calmo, uma semana sem nenhum ataque ou notícias de Cabeça de Vento e companha, algumas horas depois, estou me preparando para dormir quando ouço o som de pedrinhas sendo lançadas em minha janela abro os olhos, mas o que?

Vou para a janela com cuidado, antes de revelar minha presença espio para ver o que era, vejo uma forma familiar de um garoto de boné, escorado em uma árvore, aparentemente despreocupado com o mundo, o que ele está fazendo aqui? Revelo minha presença, percebo que ele está sério, algo muito incomum, parece estar nervoso, algo aconteceu, algo grande:

“Me encontre aqui em baixo.” –ele me comunica por sinais, não sinais tradicionais usados por pessoas surdas, mas sim alguns usados pela gangue, sinais que não parecem sinais, parecem alguém simplesmente procurando algo nos bolsos de forma despreocupada.

Queria perguntar muitas coisas, sendo algumas delas: O que faz aqui? Como sabia que estou aqui? Como encontrou esse lugar? Alguém lhe seguiu? O que houve? Não perguntei pelo simples fato de que não sabia tantos sinais e ele realmente parece preocupado, embora tente esconder, então apenas confirmei com a cabeça e sai de fininho, todos estavam dormindo ou fazendo algo em seus quartos, portanto saí sem problemas.

O encontro na árvore e Joe faz sinal com a cabeça para segui-lo e fazer perguntas depois, andamos algumas quadras e enfim pergunto:

–- Como sabia onde me encontrar? O que houve?

Ele dá um meio sorriso triste:

–-Joseph sempre soube onde buscar informações, ele não perderia a chance de entrar em contato com uma possível aliada... –ele responde a primeira pergunta de forma misteriosa, devo fazer minha pesquisa e encobrir meus rastros, se ele conseguiu sabe-se lá quem mais consegue me encontrar... Joe percebe meu olhar pensativo e logo diz – não se preocupe, suas informações estão seguras, não vendemos amigos.

Aceno a cabeça mostrando que entendi:

–- E quanto ao que houve?

Ele suspira fechando seu sorriso:

–-Você não vai gostar...

Reviro os olhos:

–-Diga algo que eu já não tenha deduzido sozinha, obrigada.

Joe me olha nos olhos e coloca as mãos em meus ombros:

–-Elizabeth está morta.

Congelo, por essa eu não esperava! Lembro da garota que estava sempre por perto do líder da gangue quando os vi pela primeira vez, naquela época ela ainda tinha cabelos longos e estilo menos esquisito, então penso no ser que era ótimo em direção evasiva, que me proporcionou momentos de risos e descanso de ver alguém de meu passado, não éramos próximas exatamente, mas isso não quer dizer que esperava que ela morresse!

Eu deveria saber, estava tudo calmo demais...isso foi apenas um chamado da realidade:

“Paz não é para você, sabe disso, sei que sabe, estou sempre em sua mente...”

Notas finais
E aí? Era o que esperavam? Entenderam o porquê do capítulo anterior? Ele foi apenas um Filler, para mostrar que se passaram alguns dias em paz, reconheceram quem apareceu na última linha?