Notas iniciais
vai ser raro eu postar dois capítulos em um dia, três vai ser milagre XD

Depois do expurgo dos 18 anjos, tudo ocorria normalmente. Ou quase.

Todo canto dos sete céus, cada anjo, cada sopro do ar que saia do peito de todos, da luz que era passada pelos lugares se sentia algo novo, diferente, algo sombrio pronto a acontecer.

Alban e Anton estavam treinando, juntos, suas posições de combate, novas técnicas e combate corpo a corpo. Alban lutava com a precisão e Anton lutava com a irresponsabilidade, que na prática não andam juntas na vida, mas em combate toda regra é quebrada pelos dois. Com uma investida pela diagonal de Alban, Anton defende, fazendo-o ir um pouco para trás. Ambos suavam, cansados, um dos dois tinham que parar o treino, então Anton o faz.

– Acho que está faltando força, amigo- Com uma risada, Anton guarda a sua espada,a cetrus, que ele a nomeou assim que conseguiu destruir com essa espada o cetro de Atum, deus egípcio do entardecer, que o próprio Anton o matou estrangulando com seu próprio cetro. Era uma espada de duplo gume, larga, com um fio de um metro e cinquenta centímetros, prateada, com uma guarda de aço negro quadrada, com pontas por toda a volta do punho. Sua cicatriz brilhava quando ria, deixando-a mais sombria.

– Falta concentração de sua parte, Anton – Alban bufa guardando sua espada, que não tinha nome ainda. Era de um fio negro, fino, mas com um corte grande, só um gume, guarda adornada por pequenas correntes, em formato circular.

Ambos se olham e começam a rir, socando seus punhos. Todos os querubins os temiam, pois eram ambos exímios esgrimistas, mas o humor deles era algo muito difícil de identificar, quase mais difícil que o próprio Lúcifer.

Um dia, Alban estava meditando, sentado em uma pedra grande, suas asas recolhidas, com uma paz incrível. Anton chega mudado, devagar para não atrapalhar o amigo e senta ao seu lado, com a postura ereta.

– O que ouve meu amigo? – Alban diz suave, ainda meditando, sua áurea com uma tranquilidade incrível.

– bom... — Anton suspira, fechando os olhos, se concentrando ao máximo, para falar o mais baixo possível- Lúcifer está refazendo a revolta de Ablon, esta criando a sua revolução- Anton sorri esperando o amigo se pronunciar.

– E o que eu tenho a ver com isso meu caro? – alban ergue uma de suas sobrancelhas, rompendo a concentração e olhando para seu amigo.

– Bom... eu me escrevi para essa revolução. Faça o mesmo irmão – Diz Anton sorrindo, com os olhos brilhando.

– E por que entraria para o lado do arcanjo que acabou com uma grande revolução, um traidor? Não Anton, eu não ficarei no lado de Lúcifer. – Alban diz firme, com um olhar sério, acabando com toda a animação de Anton, deixando-o com um olhar sério também.

– Você não vai me seguir? – Anton diz se erguendo, pronto para sair.

– Você tem suas asas, não precisa das minhas para voar, amigo. – Alban diz em um tom triste, vendo o destino do amigo.

– Bom, então adeus irmão e boa sorte – Anton sai voando para o campo de treino, sem entender o motivo de seu parceiro não aceitar a proposta.

Ambos não sabiam, mas aquela seria a última conversa em que os dois seriam amigos e parceiros.