A Nova revolução estava cada vez mais próxima de estourar.

Não possuía uma base fixa, mas a maioria das reuniões eram feitas no castelo das almas, uma construção feita no meio da Gehenna, a segunda camada celeste, onde é lar dos Hasmalins, os anjos torturadores. Basicamente, antes da queda, a Gehenna não passava de um Inferno em uma das camadas celestes.

O castelo das almas fora construído pelo próprio arcanjo, onde estabeleceu seu lar no meio daquele lugar. A iluminação dessa camada provinha de alguns pequenos buracos, que nos mesmos possuíam pequenas quantidades de lava. Não possuía ainda muitas almas, mas as poucas eram mantidas em prisões. O lar do de Lúcifer era gigantesca, com aparência sombria e estilo de igrejas góticas.

Na sala central do castelo, os líderes estavam reunidos em volta de uma grande mesa, todos sentados. Anton tornara-se braço esquerdo de da Estrela do Amanhã e Samael, seu direito.

Samael era um anjo que poucos gostavam, pelo fato de ser bajulador e sujo de mais. Com ordens de Lúcifer, ele, em forma de cobra, tentou Adão e Eva.

Naquele dia, todos estavam inquietos, pois estavam começando a ficar impacientes, com a demora do Arcanjo para começar a pauta.

– Meus amigos, acalmem-se, meu Amo chegará logo. – Aquele jeito calmo e sorrateiro de falar de Samael fazia com que não tivesse muitos amigos.

– Logo? Acha fácil acalmar um exército de saco cheio de tanto esperar? – Troveja Alastor, um Elohim, anjos que vivem em meio aos humanos e possuem a capacidade de criar pequenos portais, mas sem capacidade de atravessar planos com seus portais, que mais tarde um dos duques do inferno. Como anjo, tinha um corpo de estatura pequena, mas com um porte físico definido, com cabelos loiros batendo nos ombros, bagunçados. Os líderes ali presentes começaram a se contestarem e discutirem em murmúrios, sobre aquelas palavras de Alastor.

– Acalmem os nervos companheiros, logo teremos nosso momento de lutar.

Assim que Samael termia de falar, Lúcifer entra na sala, com aquele sorriso acolhedor e simpático que começou a adotar para conseguir cativar mais os outros anjos e conseguir mais aliados.

– Que alegria os ver aqui reunidos, irmãos! – Ele bate palmas, transmitindo alegria a todos. Suas palavras sempre acendia uma chama no coração de quem as ouvia, menos Anton, pois ele conhecia de perto as artimanhas de seu líder.

Todos os presentes levantam-se para acolher o Arcanjo, menos Anton e Amael, o senhor dos vulcões. Amael fora o responsável por derreter as calotas polares, provocando o Dilúvio. Antes de se juntar ao partido de Lúcifer, o anjo era Comandante da casta dos Ishins de fogo. Arrependido de ter feito isso, o Ishim entrou para o partido, pois Lúcifer o prometeu apagar sua dor que Miguel o havia dado. Seus cabelos eram vermelhos, com um rosto de feição triste, com olheiras profundas em baixo dos olhos. Os líderes não entendiam o porquê do Arcanjo não ficava ofendido ou dava um sermão nos dois. Ao invés disso, ele dirige-se para seu lugar ao centro da mesa, no meio de Anton e Samael.

– Mestre, nossos homens estão inquietos com a demora, o que falta para começarmos? – Diz Alastor, sentando-se depois que Lúcifer o faz, pedindo a todos fazerem o mesmo.

– Hm... vocês estão com pressa? – O Arcanjo diz tirando os cabelos longos do rosto, demonstrando desanimo em suas palavras.

Mesmo fazendo ótimas campanhas nos primeiros ataques aos deuses pagãos nas guerras etéreas, Anton só subiu ao nível de tenente, e seu amigo Alban, ao de capitão. A autoridade de Anton vinha de seus atos na guerra, como uma lenda viva, não pelo seu posto, porém, ali ao lado de Lúcifer, suas decisões e palavras eram consideradas a do próprio Portador da Luz, outro título de Lúcifer, mas não utilizava essas regalias como Samael utilizava, já que o querubim preferia permanecer calmo no meio daqueles vários anjos.

Depois que Lúcifer diz isso, os líderes se entreolham, com dúvidas nos seus olhares, mas quando Alastor se levantava para começar a argumentar sobre a inquietação dos soldados novamente, ele é interrompido com um soco na mesa, fazendo todos aquietarem-se.

– Vocês estão com pressa para morrer? Querem levantar armas contra quatro Arcanjos sem ter um plano, uma organização melhor? Permaneçam calmos, homens! Não percebem que Lúcifer estão os testando? Essa demora é justamente um treino, para que tenhamos paciência, para que na hora da batalha não agirmos como idiotas e morrermos sem causa, para que nossas espadas não quebrem junto com nosso orgulho, mas vocês não progridem! Aprendam a ter paciência, para ter sabedoria em seus atos! – Anton olha para Lúcifer, que lacrimeja os olhos, fingindo estar emocionado com as palavras do tenente. – Já dei minha palavra, posso pedir que esses imbecis se retirem?

– Não, meu irmão, esses pequenos não entendem o valor das palavras que você disse. – Lúcifer sorri, passando a mão no rosto de Anton, acariciando sua face, despertando ciúmes entre os líderes, principalmente Samael.

– E agora, meu Amo? Começaremos, então, seu genial plano? – Pergunta o anjo, tentando chamar a atenção do Arcanjo para si, mas o mesmo para de acariciar o rosto de Anton e levanta-se, sorrindo para todos.

– Irmãos, abram suas asas, transbordem sua alegria! – Ele ergue os braços, abrindo suas asas, nas quais a coloração era de um branco vívido, sendo que a cada raio do Sol que batia em suas penas faziam com que elas brilhassem. Os líderes, sem entender o que o mestre pediu, obedecem e levantam-se, abrindo suas asas.

– Agora podemos começar nosso ataque. Mas antes, vamos receber nosso novo irmão. Entre querido! – O Arcanjo chama e todos olham para a porta de entrada, onde aparece uma silhueta começa a aproximar-se. – Zarathos, o Espírito de Justiça!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.