Blood Moon (HIATUS)
13 Believe
No outro dia na escola, vi Collin sentado debaixo da árvore onde costumava sentar. Eu não sabia se deveria ir até ele. Confesso que estava com um pouco de medo. E o pior é que eu nem sabia o porquê.
Decidi que deveria, sim, falar com ele, então tomei coragem e finalmente fui.
– Oi — eu disse, timidamente.
Sentei-me ao lado dele, e ele fixou seu olhar em mim.
– Oi — ele respondeu, no mesmo tom.
Coloquei meu olhar sobre sua calça skinny azul marinho.
– Então... Nós temos que terminar aquele trabalho de biologia.
Ele tirou seu olhar de mim e os colocou sobre o horizonte.
– É, eu andei pensando nisso. Poderíamos nos encontrar hoje depois da aula, o que acha?
– É... Legal. Na sua casa ou na minha?
– Seu pai não se incomoda de um garoto ir na sua casa?
– Não. Quer dizer, não deve ligar. Mas, de qualquer modo, você nunca me convidou para ir à sua casa, então o único lugar que sobra é a minha. — Dei uma pausa significativa. — Afinal, por que nunca me convida para ir lá?
– Na minha casa? Bem... Digamos que não é muito legal uma garota ir à um lugar tão "obsoleto".
Tentei imaginar que lugar tão "obsoleto" devia ser esse. Um albergue, talvez? Uma pensão velha caindo aos pedaços? Mas afinal, que século estávamos? Que eu me lembre, no século XXI, não no IXX.
– Tudo bem se não quer me levar lá. Na minha casa, então. — Olhei para ele e sorri. — Ah, Collin... Sobre o que você me disse ontem a noite...
Ele colocou um dedo sobre meus lábios, e disse:
– Shhh. Aqui não. Quando estarmos à sós na sua casa, conversamos. Aqui é muito perigoso, podem estar vigiando-nos.
Por que seria tão perigoso? Estariam os arcanjos nos escutando? Ou talvez um anunciante? Não sabia responder, mas fiz que sim com a cabeça do mesmo modo, e ele sorriu timidamente, de modo que queria dizer que sentia muito.
Ele não tinha do que sentir. Não era a ele que estavam caçando para matar. Ou, quem sabe, ele se importasse comigo, e não queria que eu morresse. Seria verdade, então, o que ele me disse na noite anterior? Que me amava?
– Eu acredito em você — eu lhe disse, e ele olhou para mim com uma cara de que não entendeu. — Sobre você... Você sabe. Eu acredito. Achei que não fosse acreditar, mas pensei muito durante a noite, e sei que você não teria motivos para dizer uma coisa que seja tão estranhamente estúpida para quem ouve.
Ele ficou em silêncio por um momento, com os olhos fixos em algo que não consegui identificar, mas por fim, disse:
– Eu sabia que acreditaria. Por isso lhe contei. Mas, por favor...
– Não precisa dizer, eu não vou contar. Nunca contaria. — Eu o interrompi.
Collin apenas sorriu para mim e saiu.
†
Fale com o autor