Blood Love Pain
3 III - Nada além de Sorrisos
Notas iniciais
Mas num me incomodo se mais algum lindenho ou lindenha quiser ler.
:*
Ele me olhava sem saber o que dizer, estávam centados no meu quarto há um bom tempo, ele havia ido até em casa pegar suas coisas por isso ainda tinha a mochila nas costas, pegaria mais coisas depois. No rosto de nóis dois nenhum sentimento era mostrado.
Sabe Frank... Não vou te enganar... Eu estou péssimo. — Eu sei exatamente como ele se sente.
- Eu sei que você deve estar mal. Tem tanta coisa ruim te acontecendo.
- Sempre ouvi que você era uma bichinha maricas... Mas eu discordava, porque smepre achei que não existe pessoa mais forte que você, que agueta todas aquelas provocações,m que sofre todos os dias, e que mesmo assim ainda tme coragem de amar alguém abertamente sem ligar pro que os outros pensam. Eu é que era um grande idiota que viveu a vida toda achando que tinha que ser o meu irmão. Sabe, quando eu crescer, quero ser igual você. — Nossa, ele fala bonito. E até parece que um ano é muito diferênça de idade mesmo.
- Acho que você já é grande, grande o suficiente pra perceber que o mundo não é ser aceito, é fazer com que te aceitem do jeio que você é.
Dai pra frente nada mais foi dito até que ele terminou de guardar suas coisas no quarto de hópedis, eu fiquei lá olhando pra ele o tmepo todo, era estranho ver ele arrumar suas coisas num quarto ao lado do meu.
- Queridos, é hora do jantar. — Minha mãe chorou com certeza, dá pra ver os olhos dela ainda estão inchedos e vermelhos, ela sempre que está triste chora enquanto cozinha, pra poder dormir tranquila.
- Já vamos mãe. — Bastou isso para que minha mãe desce novamente as escadas. Nos deixando aqui.
(Narrador Pov )
A noite nunca pareceu tão gelada em anos para os dois jovens dentro da casa de dois andares, ambos estávam perto, vivendo perto, mas distantes um do outro, nem que a parede entre eles tivesse kilometros de extenção, a distancia ainda seria pequena para o que eles sentiam dentro de si.
Uma chuva forte caía, era como se Deus estivesse derramando sobre eles todos os males que lhe atormentaram tanto a breve vida dos dois e dos outros a sua volta. Trovões varriam o céu, impedindo assim que o moreno conseguiçe dormir. Então se levantou lentamente e se encaminhou para a varanda coberta de seu quarto. Era lá que sempre ia para pensar, pois era um lugar onde nunca uma brisa fresca deixava de bater em sua face, mesmo que estivesse um dia de ar muito parado.
Voltou então para dentro do quarto e pegou um maço de cigarros que escondia na sua gaveta no criado-mudo, era seu lugar de privacidade, era o único lugar da casa onde sua mãe não olhava em hipótese alguma. Pegou um cigarro e o acendeu. Fumar o acalmava naqueles momentos, mesmo tendo asma, nem ligava mais, algumas crises a mais não iriam lhe matar, andava sempre com sua bombinha, era bem previnido.
Deu a primeira tragada e soltou lentamente a fumaça na escura noite chuvosa, seus olhos marejados por sentimentos indefinidos, porém ele sabia que eram todos negativos, a alegria havia sumido lentamente de sua, antes, quase perfeita vida, com um lindo e fofo namorado, uma família que o amava bons amigos, que agora estávam somente com pena dele, tanta pena que preferiam ficar quietos perto dele, o deixando falar, esperando ele começar logo a chorar.
Passou então a pensar na única coisa boa que lhe acontecera naqueles últimos tempos, Mikey Way, a única pessoa que pareceu realmente ligar para o que ele sentia, e nem precisou de muitas palavras para demonstrar isso. Realmente fora a única coisa boa que lhe acontecera nos últimos tempo, um novo, e talvez agora, o único, amigo.
No quarto ao lado do moreno, um certo loiro também tinha o sono perturbado, mas por lágrimas ferrenhas que lhe escapávam dos olhos sem permissão. Seu corpo doía inteiro por dentro, pois ele não havia apanhado, mas sua alma estava mutilada e seu coração havia sido arrancado do peito. Ele sabia que não teria uma boa reação da mãe, mas nunca imaginou o dia que ela diria que ele não era mais seu filho, justo ele que sempre a respeitra, nunca lhe dera problemas, fora sempre bem na escola, diferente de seu irmão rebelde, groço, irresponsável e que só a fazia merda. Porém era o popular, o bonito, o talentoso, o desenhista o cantor, o homofóbico e é claro, o preferido.
Mikey não podia negar que seu irmão tinha qualidades como filho, porém ele próprio sempre fora um filho melhor, mais obediente, mas a mãoe sempre os diferenciou pelo fato de Gerard ser bem mais bonito, para a maioria das pessoas, e para ela.
Ele não podia negar ter certa inveja do irmão, mas sabia de suas qualidades, sabia que era muito mais capaz de amor, muito mais inteligente, e é claro, de indole bem mais pura. Pura o suficiente para perceber no pequeno e tímido Frank um amor incondicional, mas sabia que seus sentimentos deviam parecer por Danny por enquanto, sabia que seu amigo ficaria feliz em saber que Frank sentia sua falta, e ao mesmo tempo que ele seguira sua vida, mas ainda não era para seguir, era hora de esperar, de sofrer. Danny sempre fora cabeça boa, sempre tivera pensamentos bem coerentes. Ele sabia também que Frank estava passando por momentos tão difíceis quanto os seus.
Ele então pareou de chorar, não podia ser assim fraco, tinha de ser forte e aguentar tudo que a vida lhe trazia. Tinha de suportar sa pedras maiores, pra poder destruir, quando for o tempo, as pedras menores.
Se levantou e sentou-se naca, acendeu o pequeno abajour ao lado de sua cama e pegou o livro que estava a seu lado, precisava estravasar e ler sempre fora seu jeito de o fazer, gostava de histórias da fantasia, onde podia sair do mundo triste em que semrpe se julgou viver, e que agora realmente estava terrível, livros com romances, batalhas épicas, bruxos, vampiros, monstros, inucórinios, que inclusive eram criaturas que ele realmente gostava, simbolos de pureza e beleza. Coisa que ele dizia não ter em sua vida.
Lembrou-se então do moreno que dormia no quarto ao lado, o corpo escultural, os olhos cor de avelã, cabelos negros lhe cobrindo levemente os olhos, que em vez de esconde-los, os emolduravam, era lindo, era também uma pessoa incrível e especial, uma pessoa daquelas que não merece nenhum tipo de sofrimento. Porém as pessoas boas só são boas por que sofrem mais e não tem vontade nenhuma de se vingar, preferem mostrar a outra face.
Fechou os olhos deixando que o mundo se escurecesse em torno de si. Assim, pareceu descansar, fazend seus pensamentos voarem para longe de seu cabeça, somente lhe sobrando a imagem do sorriso, agora raro, daquele que dormia no quarto ao seu lado, podê-se imaginar beijando aquele rosados e belos lábios, sentindo aquele corpo pequeno e perfeito junto de si, porém mais uma vez mudou o rumo de seus pensamentos, aqueles eram igualmente torturantes e solitários. Sabia que no momento o outro sofria por tudo o que lhe havia acontecido, e saber de seus sentimentos somente pioraria tudo.
Logo que retornou a deitar confortávelmente, ára que pudesse dormir, ouviu em sua janela um grande ruído, como se um tijolo tivesse quebrado a mesma, o que era relamente o que havia acontecido. Ele no susto levantou-se e viu os montes de cacos de vridro da janela pelo chão. Pode então escutar a porta do quarto ao lado se abrindo, se abaixou e pegou a pedra onde havia um papel colado.
- Mikey! Tudo bem? — Perguntou Frank entrando desesperado no quarto.
- Tudo... Dei sorte de não me acertar. — O loiro pegou o tijolo e antes de ler sentou-se na cama. Frank sentou-se à seu lado olhando embasbacado para o vidro quebrado e para os cacos sobre o chão.
- O que ta escrito? — Perguntou apreencivo olhando o papel.
- Vamos ver... — As letras eram artísticas e belas, bem desenhadas, em um papel negro, escritas em caneta prata. Ele se pôs a ler. — Irmãozinho, que decepção... — Ele leu sem demonstrar quisquer sentimentos, somente leu. Porém assim que terminou a pequena frase, sentiu seus olhos marejarem, sua garganta secar e deixou que as lágrimas lhe tomassem a face. Sentiu então o moreno lhe abraçar com carinho e força, começando então a chorar cada vez mais. Frank por sua vez não podia acreditar no que vira em sua frente, tamanha era a hipocrizia daquele piscopáta.
Fale com o autor