Blood Love Pain

2 II - Palavras Sinceras


Notas iniciais
Bom, espero que o cap esteja a altura do primeiro.

Minha casa, meu refúgio, meu paraíso, cheio de fotos velhas de momentos especiais, de posters de bandas amadas, de fotos nem tão especiais, roupas jogadas, revistas velhas e lembranças dolorosas. Mesmo assim, ainda é meu lugar preferido, é onde eu posso ficar sozinho, onde eu podia amar, onde eu me divertia, mas agora, me divertir ficou fora de questão, pois a tristeza anda sendo a minha melhor amiga.

— Frank... — MInha mãe nunca respeita minha solidão.

— Que?

— A Sr. Way está aqui, quer falar com você. E está com o filho mais novo, o Mikey. — Mikey, agora era ainda mais estranho estar na escola, pois só de olhar pra ele, era como ver o Danny, só que mais bonito e radiante, porém eu não tinha coragem de ir falar com ele, ele sempre estava do lado daquele maldito, e ele parecia perceber que o que acontecera naquele banheiro fora esranho demais pra mim. Sem falar que de uns dias pra cá, tem mais gente falando pra mim se eu realmente não sabia quem tinha sido, a mãe do Danny tem vindo aqui em casa me ver todo dia me tentar fazer falar, mas eu não posso, de jeito nanhum, eu realmente não posso, seria terrível se ele fizesse algo comigo, algo como naquele dia. Eles não podem nem imaginar o que eu vi... Tinha tanto sangue, tantas lágrimas, gritos terríveis. Nunca vi o Danny daquele jeito, ele parecia sofrer tanto. Foi uma morte cruel, foi torturante, lenta...

— Filho, você ta ai?

— Já to descendo! — Melhor eu ir.

— Oi Frank... — Mikey olhou pra mim quase como que por obrigação, ele parecia estar ali meio triste, eu até acho que sei o por que. Soube que seu pai havia falecido recentimente e na aula ele e Gerard brigaram. Como de costume, só que dessa vez, parece ter sido sério.

— Olá querido! — Os Way eram nossos vizinhos, por isso minha mãe os conhecia bem, ou mais ou menos bem. A Sr.Way me deu um abraço bem forte, quase e amassou inteiro. Tenho que dizer, nunca vi mulher tão estranha, assim que soube que eu era gay disse pros filhos pararem de andar comigo, mesmo nunca nos falando, eu poderia os influenciar, ai derrepente vem na minha casa e me chama de querido. — Eu vim pra dizer que sinto muito pelo que os amigos do Gerard te fizeram outro dia, o Mikey comentou comigo que eles fizeram comentários maldozos sobre seu falecido namorado e sobre sua opção sexual. Mas eu já pedi pra ele parar de andar com aqueles trogloditas. Espero que ele siga meu conselho.

— Obrigada Sr.Way... — Eu odeio ser simpártico e falso, mas a etiqueta pede... Em fim. Nunca fui mal educado, ainda mais com a mãe de assassinos.

— Bom filho, acho melhor você e o Mikey ficarem no seu quarto, eu a Sr. Way temos assuntos do conselhos de vipuvas pra tratar, ela quer entrar, entçao melhor ficarem no quarto, sei o quão doloroso pode ser pra você Mikey.

Eu resolvi subir as escadas sem dizer nada, até por que dizer alguma coisa seria muito estranho. Mas não posso dizer que me sinto mal por tê-lo junto de mim, no meu quarto, é quase como se fôsessmeos amigos.

— Quarto maneiro... Minha mãe não deixa eu colar posters na parede, diz que é coisa de menina... — Ele parece desconfortável. Mas eu intendo, não é sempre que se entra no quarto do namorado do garoto que você gostava. Ainda mais meio que sobre pressão.

— A minha nem liga... Quem arruma meu quarto sou eu... Bom, ou deveria ser eu... — Nós demos alguma risadas, realmente arrumado meu quarto não está. Nem um pouco.

— Bom desculpa pelo comentário da minha mãe mais cedo. Eu vim exatamente pra ela não despejar mais mintiras na sua cara, agente brigou mias cedo pelo jeito que ela te trata. E bom, eu contei pra ela. E bom, a verdade é que ela veio falar sobre isso com a sua mãe. Não quer aceitar. Quer me tirar de casa. — Eu nunca recebi tanta informação seguida, e nem nunca vi um Way chorar, mas ele tava quase fazendo isso.

Tudo o que pude fazer foi chegar mais perto dele e lhe puxar para se sentar na cama.

Sentar do lado dele era estranho, como se estivesse perto de alguém que conhecia a muito tempo, porém tivessemos acabado de fazer as pazes de uma briga feia.

— Se ela de expulsar casa, você pode passar uns dias aqui. — Eu não sei o que dizer, foi a primeira coisa que me saiu da cabeça.

— Obrigada.

Ok ouvir gritos aqui em casa não pe normal, ainda mais da minha mçae, ela é bem calma, o que será que ta havendo lá em baixo?

— NUNCA MAIS SE REFIRA AO MEU FILHO COMO UM DOENTE!

— TENHO CERTEZA QUE FOI SEU FILINHO QUE ENFECTOU MEU FILHO COM ESSA ANOMALIA! ELE SEMPRE GOSTOU DE MENINAS! SEMPRE!

— MÃE CALA A PORRA DA BOCA! — Mikey estava colérico. Realmente parecia sentido e triste. — EU SOU GAY SIM PORRA! E FODA-SE AGORA !VAMO EMBORA DAQUI! OU PELO MENOS VOCÊ VAI! — A Sr.Way pareceu tomar um choque, vendo seu amado filho mais novo daquele jeito, raivoso, ele raramente era assim, pelo que percebi, ela só brigava quando era algo realmente sério.

— NÃO, EU NÃO VOU ANDAR COMO UMA ABERRAÇÃO COMO VOCÊ! NÃO VOU MORAR NA MESMA CASA QUE ALGUÉM COMO VOCÊ! VOCÊ NÃO É MAIS MEU FILHO! — Imagina quando ela dscobrir que seu queridinho não só gosta de garotos como os estupra e depois mata a sangue frio.

— Ok, me ligue quando não estiver eu casa, eu pego as minhas coisas. — Ele está frio, como eu não imaginei que poderia ser, realmente é estranho, mas realmente quero que ele fique aqui. Quero mesmo. Mas não ahco que ele pretenda fazer isso.

Minha mãe abriu a porta e a Sr.Way saiu em cólera. Realmente ela num deve ter gostado muito da reação do filhotinho. Enquanto isso num ato simples e singelo eu pude sentir que Mikey encostara sua mão na minha, como se me pedisse permição para segurá-las, eu cedi. Vi nos olhos dele que precisava de apoio, não ia negar.

Esse silêncio está me torturando. Mas dizer algo pode ser ruim.

- Mikey, você tem onde ficar querido? — MInha mãe parece que vai cair em prantos, ela odeia quando falam sobre minha opção com preconceito, ela sempre foi muito boa nesse aspecto, nunca teve preconceito.

- Bom, não sei Sr.Iero, mas acho que minha prima não liga de eu ficar uns tempos na casa dela. — Melhor eu convidar de novo, ele pode ter achado que falei só pra alegrá-lo..

- Acho que seria bom se você passe um tempo aqui com agente, até arrumar um lugar pra ficar. Sem falar que temos um quarto de hóspedes. — Nem precisei falar nada, minha mãe fez isso por mim, fico feliz, acho que ficaria vermleho se falasse.

- Mas eu iria incomodar tando... — Ele é educado até nessas horas, acho que deve ter tido uma educação muito rigida.

Fico preocupado com como vai ser na escola, se o Gerard já ta sabendo que ele é homo com certeza vai contar pra todos os amigos e arranjar um jeito de bater nele. Dizendo que viveu correndo o risco de ser molestado pelo irmão mais novo "boiola", como ele sempre diz. Sabe, tenho que confessar que o Gerard é um cara cativante a primeira vista, cheio de amigos, bonito, parcialmente inteligente... Mas quando vc conhece a fundo, ou vê o que eu vi, percebe que nada é verdade, tudo não passa de uma casca, uma armadura, que esconde um monstro maníaco assassino.

- Que isso querido, não terá mal algum em você ficar aqui, sei que será bom pra você conviver com o Frank, ele é um bom menino.

- Tem certeza que não vou incomodar?

- Tenho sim querido, pode ficar. Sei como anda difícil encontrar apartamente por preços acecíveis pra um jovem estudante. Meu falecido trabalhava numa imobiliária. Se não me engano seu pai era patrão dele. — Diferente do pai do Mikey e do Gerard meu pai não era rico e nem morreu de causa natural, ele morreu por erro médico, disseram que ele estava doente do coração, mas na verdade, ele não tinha nada, a operação deu errado, e ele acabou morrendo de infecção generalizada. Acho que foi um dos dias mais tristes da minha vida.

- Então... Eu acho que aceito... — Ele está constrangido, eu tenho que dizer, que acho que depois da cena que eu vi, eu também ficaria.

Notas finais
Espero que gostem.
E que leiam o próximo cap :*