Notas iniciais
Bom, antes de qualquer coisa quero dizer que amo o Gerard, mas por ele de vilão foi só por que eu acho que ele quando faz cara de mal me seduz.
A fic vai ser Frikey, mas digamos que vai misturar um pouco de tudo no seu decorrer.
Não sei muito bem meu ritmo de postagem, tudo depende de muitas coisas, principalmente de criatividade.
Bom, espero que gostem.
E essa fic me veio a cabeça enquanto ouvia a música Blood on my Hands, do The Used. Se estiverem interessados aqui vai o link do clipe, sem censura, no youtobe http://www.youtube.com/watch?v=bx4RYfPOD4Q tem cenas fortes, já aviso.

Eu me sentei na frente dele, pela primeira em alguns dias conseguia saber que ele estava por perto sem meu coração bater acelerado. Mas o medo ainda me fazia sentir um arrepio, não saberia o que fazer se ele viesse falar comigo ou me tocase. O que eu havia visto fora totalmente traumático.

Preferi ignorá-lo, sei que seria difícil, serão longas duas aulas de física, apavorantes, aulas de física. Espero ter sorte e não ter de sentar perto dele nas outras aulas.

Pude sentir a respiração dele tocar meu pescoço quando me sentei, ele então me disse:

— Tudo bem Frank?- A voz dele é como um feitiço, um daqules que te hipnotiza, ele consegue chamar a atenção de todas as pessoas, eu nunca consigo ignorar.

— Não quero falar com você. — Simplesmente sei que logo estaremos conversando aos sussurros, pois tenho plena certeza de que ele não pretende que toda a escola saiba do que eu vi. Se quisesse realmente o consideraria um louco.

— Por que? Te assutei aquele dia? — Ele tem o mesmo ar cínico e rude de sempre. Porém dessa vez é mais mole. — Agente estava só brincando, eu e o Danny, a culpa não é minha se ele não foi bonzinho comigo.

— Por favor para de falar comigo. — Eu não aguentava mais, meu coração estava mais uma vez acelerado e sentia um desconforto na boca de estômago.

— Por que? Quer acabar que nem o Danny, sabe, ele ficou lindo dentro do caixão, você deve estar querendo ficar lindo daquele jeito também. Se eu fosse um perdedor como você também ia querer... — Não acredito que ele está me falando disso com tanto prazer, ele matou o Danny, na minha frente, ele matou meu namorado na minha frente, e ainda por cima me fala essas coisas.

Preferi me anter calado, e ele fez o mesmo, acho que percebeu que eu realmente estava com medo, e somente observar minhas reações já era divertido para ele, pude notar durante a aula que ele não parou de olhar pra mim.

Eu me sentei na pátio sozinho, ralmente não quero ninguém vindo falar comgio, ninguém, principalmente se for ele, Gerard, a razão de todo o meu sofrimento, aquele monstro. Aquele de quem sinto um medo totalmente incondicional, que é o motivo de eu ter me tornado uma pessoa tão ruim quanto ele, eu o defendi, eu não contei a verdade quando me perguntaram se havia visto com matou o Danny, esse medo idiota.

Tudo não passa de um borrão escuro na minha cabeça, não consigo parar de me lembrar daqueles cenas terrívelmente macabras, o sangue escorrendo do peito de Danny, Gerard rindo descontroladamente olhando pra mim, seu corpo nu coberto com o sangue do meu grande amor, eu lá parado somente olhando atônito, quase como uma criança que não guanhará o que queria de natal. E por dentro não podia parar de sentir um calor profundo, um desjeo por aquele corpo.

Eu simplesmente sai corrende, sai de lá, apavorado comigo mesmo, com Gerard com a visão macabra de Danny, oh Danny, como você me faz falta.

— Olha só a bichinha viúva ai gente! — Agora vem o Math, esse grande idiota musculoso, não sei por que endeusar tanto um troglodita como ele. — Ta se sentindo sozinho é gatinho? — Ele me olhou com desdém, fazendo seus amigos idiotas me olharem e rirem. — Só por que a outra mulherzinha morru depois de dar a bundinha? Ficou com inveja? — Eu queria ser corajoso e emocionalmente forte o suficiente pra bater nele. Mas tenho que admitir que não sou. Somente consigo ficar parado deixando as lágrimas me rolarem a face. — Ta chorando florzinha? É tanta vontade de dar assim? Hehe, se quiser te mostro uma máquina boa de verdade mais tarde. — Ele disse fazendo sua orda de gorilas malhados rirem espalhafatosamente.

— Cala a boca! — Pude ouvir a voz de alguém dizer chegando atrás de mim. — Não enche mais o saco do Frank, queria ver se fosse a vadiazinha da sua namorada! — É Mikey Way? Por que o Irmão daquele maldito está me defendendo, ele nunca nem falou comigo.

— Ui... Outra bixinha entrou no colégio... Isso aqui ta virando um bar GLS, melhor agente mudar de escola. — Mas uma vez a escória riu, e eu, como sou um completo covarde, me manti calado.

— Vamos embora daqui Frank, dexa essa retardo de lado. — Ele me pegou pelo braço com força me forçando a levantar, não que eu tenha oferecido muita resistência, tenho que admitir que tudo que queria era ir embora dali, mesmo que fosse com Mikey Way.

No banheiro eu me sentei no chão, em silêncio, somente chorando, sem ligar se alguém ia entrar, o que era provável de não acontecer, pois vindo pra cá escutei o sinal tocar.

— Por que me defendeu?

— Eu não podia deixar alguém falar daquele jeito sobre o que aconteceu com o Danny. Ele foi um grande amigo quando eu era criança. — Os olhos dele me parecem tão tristes, quase como os meus, e ao mesmo tempo, ele transparece ser tão mais confiante.

— Não sabia...

— Nós perdemos um pouco o contato depois que ele contou que era...bom... gay... — Ele parecia estar arrependido, parecia querer voltar a falar com ele, eu tneho que dizer que nem pude me sentir do lado de um preconceituoso.

Ele se sentou do meu lado em silêncio após isso, ficou ali me olhando chorar, até que por fim me entregou um lenço de papel sem dizer nada.

Limpei minha lagrimas, sem muito sucesso, pois logo havia molhado todo meu rosto novamente. Então ele olhou pra mim, de uma maneira diferente, quase como se estivesse tentando dizer algo, algo que ele parece ter escondido por anos.

— Eu o amo tanto quento você o amava. — Realmente não esperava por isso. Nem sei bem o que dizer pra ele. Ver essa expresão de culpa e tristeza pelo Danny, era quase como ver a mim mesmo no espelho. — Mas eu sou um grande idiota. Que viveu a vida toda a sompras de irmão mais velho. Tendo que ser inteligente, bonito, popular, esportista, e acima de tudo, um namorado e filho exemplar, não podia amar outro menino, eu seria expulso de casa.

Dizer algo agora poderia ser estranho.

— Desculpe. Eu sei que você deve estar triste ainda, não faz nem um mês... E bom, ouvi dizer que você foi a única testamunha. — Ele se afostou um pouco de mim.

— Sim... — Nesse momento meus olhos voltaram a transbordar, as cenas aparecem frescas na minha mente, os gritos, o rosto louco de Gerard, é quase uma tortura.

O sinal mais uma vez tocou, provávelmente a aula terminou, mas eu não quero sair daqui, aqui é seguro, mesmo que estranho. De certa for aqui com o Mikey me parece seguro e confortável, enquanto lá fora com o mundo, me parece triste e ameaçador.

Notas finais
Bom, se chegaram até o fim eu vos declaro heróis, pois eu realmente acho que a fic não é lá grandes coisas.
Espero que comentem e continuem lendo daqui pra frente.
:*