.:Serena e Frank:.
Era estranho morrer. Ou será que só se sentia assim porque voltara à vida?
Abria seus olhos, e imediatamente percebia que havia algo errado. Não... Algo diferente. E como comprovando isso, todos os outros sentidos lhe diziam o mesmo. Estava vendo melhor. Se é que era possível. Via mais detalhadamente. Cores que nunca vira na vida dançavam à sua frente. Demorou um instante até tomar consciência de tudo. O atentado. A flecha. O sangue... Frank. Ah! , pensou sobressaltada. Ela estava em transição! Uma onda de nervosismo tomou conta do seu corpo. Olhou em volta. Estava deitada, isto já sabia, mas aonde? Era um quarto moderno, porém com um estranho cheiro de perfume e algo mais... Aquele cheiro a fez salivar... Sangue.
Soltou um ruído engasgado ao tentar falar, o que logo se tornou uma tosse. Respirou fundo e tentou novamente, e a voz saiu audível e clara:
– Frank?
Só conseguia pensar nele naquele momento.
Achei um tanto inusitado o fato de que a transição de Serena ter feito a mesma desacordar por dois dias, o normal era que seu corpo conseguisse absorver o vírus e se auto restaurar em uma dia e ela acordaria na noite seguinte, mas Serena permaneceu desacordada e foi ai que percebi o que o a demora foi devido ao seu estado ''terminal'' é como se o vírus tivesse que fazer um grande e belo trabalho para estabelecer o primeiro estágio da ''doença vampírica''. Levantei no mesmo instante que a ouvi, fiquei apreensivo todo esse tempo por Max e por ela, meu coração parecia estar pela primeira vez em anos angustiado de verdade, talvez nem mesmo o sexo hoje poderia me deixar melhor, á dois dias não vejo o homem que me deu tudo que eu tenho (Isso soa estranho não é? Sorte que poucos sabem que Max e eu já fomos ''amigos'' demais ), mas era hora de mostrar a Serena o mundo que a esperava lá fora.
–Estou aqui Serena.. — Levantei da poltrona e fui até ela levando um copo grande azul escuro que dentro continha sangue humano, ofereci o copo a ela e logo me afastei.
Sentou-se na cama, vendo Frank ir em sua direção. Então essa era a fonte do ruído regular que ouvira antes? A respiração dele? Pensou que era o vento...
– Eu me sinto... diferente.
Balbuciou, olhando as próprias mãos. Sua pele parecia com uma tonalidade mais forte, saudável. Aquilo a fez sorrir. E então sentiu o cheiro novamente. Sangue. Imediatamente olhou o copo que ele segurava, a oferecendo. Pegou-o e encarou aquilo. Aquele plasma... Seria seu único alimento pelo resto de sua eternidade. Suspirou, fechando os olhos. Não teve escolha. Era isto ou estar morta. Era sua nova vida, e a abraçaria.
Em um gesto simples, trouxe o copo aos lábios e bebeu o sangue sem parar para respirar ( o que percebera que não precisava ). O gosto era... singular. E totalmente diferente de quando se era humano. Ao machucar a boca e sentir o gosto de ferro... Agora, era doce. Mais do que isso, era... divino. Queria mais. Sentiu o sangue surtir efeito no seu organismo, completando a transformação. Esperava ter uma convulsão ou algo do tipo. Talvez estivesse sendo muito dramática.
– Bom, acho que é isso... Oh!
Fez uma expressão de surpresa ao sentir algo se remexer na sua cabeça. Sua peruca loira crescia à medida que uma protuberância logo abaixo dela a forçava à sair de sua cabeça. Arrancou a peruca e tocou a cabeça. Sentiu fios de cabelo. Reais. Seu cabelo estava crescendo! Seus cabelos loiros quase platinados cresciam, com um ar vigorado, ondulados até a altura do peito, quando pararam subitamente.
Uma expressão de felicidade a dominou, mais do que achava que fosse possível. Porquê se sentia assim? Tudo bem que não estar mais careca a deixava aliviada pela sua vaidade, mas... Estava curada! Uma onda de felicidade a fez ficar em pé e olhar, pasma, os cabelos, como se não acreditasse nos próprios olhos. Deu um olhar de gratidão à Frank. Devia tudo isso à ele.
– Obrigada.
Era fascinante observar o poder do vampirismo e poder ver que Serena era um mulherão agora, é irônico dizer mas ''A morte lhe trouxe vida'' e tudo aquilo que era dor e tristeza por sua doença talvez agora teria se dissipado, mas eu preciso mantê-la sentindo, preciso manter a humanidade dentro dela antes que seja tarde demais. É complexo todo o processo de adaptação ao vampirismo e isso levaria dias, semanas e até meses, em alguns casos anos, mas eu estou disposto a fazer com que Serena seja rápida como Cassie e possa se dizer como uma vampira formal em menos de duas semanas.
–Não á do que.., agora eu sou seu criador e você minha progênie, temos o mesmo sangue e somos ligados pela lealdade eterna. Antes de tudo me diga como estas se sentindo? o que tem dentro de você que a motiva agora? — Eu pretendia começar com algumas lições e interpretações de emoções, poder tirar aquilo ruim e dar espaço ao que a nova Serena tinha para mostrar.
– Eu... Estou feliz. Com vontade de viver. Mas... — Coçou a garganta, sentindo um incômodo naquela região. — Acho que estou... sedenta.
Ergueu o olhar para ele. Sabia o que isto significava. Agora o vampirismo a colocaria em teste, tentando forçá-la à abandonar sua humanidade para virar uma fera irracional com desejo de sangue. Agora sentia-se com medo, insegura. Não queria ferir ninguém... Forçou-se a sentar na cama, respirando fundo para se acalmar. Agora sendo uma vampira, parecia que tudo que sentia a afetava em maior proporção, então estava quase tendo uma crise de pânico. Obrigou-se a se acalmar, contando até dez sem voz, apenas mexendo os lábios. Era uma prática que fazia desde que era criança... Quando ainda era humana, quis dizer. Esvaziava sua mente quando estava prestes à ter um colapso mental. Abriu os olhos, olhando-o, esperando ele dizer o que deveria fazer.
Me aproximei dela, era notável o seu primeiro surto após a transformação, lembro-me que no meu eu matei três homens.., não é fácil lidar com o choque de ser um vampiro, uma criatura noturna e que se alimenta de sangue, inclinei meu corpo para poder olhar seu rosto.
–Me diga o que vê.., você precisa manter o controle e dominar a fera que á dentro de si — Estiquei uma das mãos e pousei em seu pescoço e a deslizei pelo seu ombro, sua pele era macia e gelada como a minha.
–Você pode, você quer e você consegue ser maior agora, Serena, abandone o passado e seja o agora, você é uma vampira, seja bem-vinda. -Dei um breve sorriso e sentei ao seu lado na cama.
Assentiu, ouvindo Frank atentamente, forçando à si mesma retomar o controle. E fez o que ele disse, focando seus olhos no outro.
– Você parece... mais vivo. — E deu um riso, achando o que disse cômico. — Desculpe. Eu quis dizer... Tudo parece mais detalhado. Eu posso ver de que cor é exatamente sua pele. Os detalhes do seu rosto. Os fios do seu cabelo... É como ter uma lente de aumento. É estranho... Mas útil...
E perdia o foco, virando a cabeça ligeiramente para a esquerda, ouvindo um barulho distante de trânsito. E mudou de foco novamente, ouvindo um barrulho de uma ave. Além do som que suas asas faziam ao desafiar o vento. E seu coração pulsante, tão rápido quanto a velocidade das asas. E um farfalhar de folhas... Era incrível.
Um alivio súbito subiu pelo meu corpo ao ver que ela conseguiu focar em algo além de si mesma e sua fera interior, mas ouvi algo lá em baixo, era pequenos ecos de sola de sapato, salto alto por sinal, alguém estava entrando no Sexxx Dreams e o que era mais estranho é que a casa havia notificado o fechamento por um período, ninguém iria vir estando fechado.., me levantei rapidamente e olhei Serena, agora ela é esperta e logo iria compreender o que eu queria que compreendesse, em um velocidade extremamente rápida desci ao salão e me deparei com uma mulher: ela era um tanto alta, estava usando botas pretas que chegavam na altura de seus joelhos, uma calça jeans que colava em seu corpo (Oh, era um corpo bonito, Max está longe mas será pecado eu ainda achar as mulheres gostosas? ) usava uma blusa cor de vinho com mangas compridas, nela tinha rendas com detalhes feitos de seda o que destacava no tecido, estava elegante, seus cabelos era compridos e batiam na região abaixo de seus seios, eram castanhos escuros e lisos, bem lisos e sua testa era coberta por uma franja simetricamente reta e lisa, sua pele era clara e seus olhos vermelhos, era uma vampira.
–Quem é você? E o que faz aqui? — Me pus a frente de modo intimidador, ela podia ser bonita mas eu não podia hesitar, podia ser mais uma daqueles maníacos e se fosse eu iria me vingar, eu estava atento a tudo, sem deixar de acompanhar Serena e sua chegada.
– Você... Está esperando alguém?
Perguntou, franzindo o cenho, ao ouvir os passos no andar inferior. Ao ver sua expressão, a resposta era clara. Num piscar de olhos, o via sumir, deixando para trás apenas uma lufada de ar. Sem saber como era essa super velocidade na prática, decidiu se erguer antes e se preparar... Até olhar um espelho. Estava com uma roupa nova. Uma roupa casual. Uma camisa branca meio social com babados que não lhe caía muito bem de tamanho, mas a deixava bonita. E uma calça jeans preta, com sapatilhas de cor bege. Se perguntou com a vestira. E viu seu reflexo corar... E seus olhos... Os tão lindos olhos azuis que puxara da mãe agora eram vermelhos sangue. Mas era um sacrifício bem vindo em troca de uma vida... Embora mais do que planejara, pensou com humor. E sobre as roupas... Teria uma séria conversa com Frank depois, embora fosse de boa intenção. Saíu do quarto, olhando o corredor.
– Vamos... Não deve ser tão difícil...
E forçou-se a correr, antes normal mas depois em uma velocidade sobrehumana, porém sem controle, o que a fez bater de lado na parede, produzindo um baque surdo.
– Ai! — Resmungou, recompondo-se. Melhor treinar isso depois.
Desceu na velocidade de um humano normal, olhando a recém-chegada. Ao ouvir que Frank já a interrogara, tomou o espaço um pouco atrás dele, com receio da mesma. Embora bela, vampiros desconhecidos lhe deixava desconfortável. Ainda mais depois dos eventos recentes.
–Presumo que você o bonitão seja Frank Williams.., uhm.., e a outra ai é notável que é uma recém-criada posso sentir o desespero daqui. — A mulher rodeou eu e Serena de forma pretenciosa, logo após dizer aquilo a Serena deu um breve riso e começou a se despir.
Ela tirou a blusa em que vestia e ficou uma blusinha fina que se sustentava com alças finas, era de cor bege clara, a blusa deixava seus ombros, e toda as suas costas expostas. Ela arremessou a blusa cor de vinho em um dos puffs e parou em nossa frente colocando as mãos na cintura, agora nos olhando com um olhar soberbo.
–Como sabe meu nome? ... ahm, pera, você ainda não respondeu minha pergunta.. -Eu tentei manter o foco, mas sua beleza e sensualidade estavam me sufocando , Serena e ela estavam ali ao meu lado.., (Oh, Max, como eu queria poder contar a ti que o que eu mais queria agora era sugerir um ménage com elas?..) Mas um sentimento logo veio a tona, era uma culpa ou arrependimento de olhar aquela mulher daquele jeito, Serena estava bem ali e eu agora era sua fortaleza e eu precisava me manter sano.
–Sei muitos nomes Sr. Williams, e o meu é Sylvie Magoni , eu sei o sei nome por que eu sou a nova Xerife de Seattle. — Ela jogou algumas mechas do cabelos por trás de um dos ombros deixando-os ainda mais exposto e sorriu com o canto da boca.
Olhou de relance a mulher começar a circundá-los e se despir. Ergueu as sobrancelhas, desacreditando em tal atitude. E mais estranho ainda foi sentir algo relativamente a atraindo. Mas uma parte de si a puxou para os trilhos diante de tal provocação. Deu um olhar indignado para Frank, mas ele praticamente a babava. Revirou os olhos. Homens... Vampiros ou não, sempre os mesmos. Embora estivesse perto o bastante em um gesto de proteção, diante da intimidadora ( e sem vergonha ) mulher que se nomeava e... Nova Xerife? Piscou os olhos, perdida. Olhou Frank.
– O que houve com Maxwell?
–O que? Xerife? ta de brincadeira..? o Xerife daqui é o Max! — Ok, ok, acho que agora as coisas estavam passando um pouco do limite, Max será sempre o nosso Xerife.
–Hm.., interessante esse afeto patético.., mas o Sebastian o vampiro Supremo para os desinformados..- Sylvie olhou Serena e deu um risinho abafado. — Declarou os novos substitutos aos Xerifes que foram raptados no ultimo evento da Rainha e aqui estou eu, então mostrem-me respeito.
Sylvie jogou mais uma vez os cabelos e caminhou para o bar, revirou alguns armários a procura de algo até que achou uma garrafa de um whisky caro que guardávamos para alguns clientes especiais, pegou uma taça na prateleira e despejou o liquido no copo.
–Oh, por glória.. algo digno de se beber por aqui... — Fez um careta de desaprovação ao ver as outras bebidas e logo levou o copo a boca, bebendo vários goles. Eu estava sem o que dizer..,(O que seria de Seattle nas mãos dessa mulher? e se o Conselho Real e o Supremo decretaram isso então quer dizer que Max está sendo como desaparecido? morto? ) uma onda de desconforto encobriu meu corpo, queria ligar rapidamente para Dot e verificar se tinham pistas, se tinham alguma noticia sobre ele.
Apenas mantinha-se calada, observando a conversa entre os vampiros mais velhos. Sentiu seus olhos faiscarem diante da provocação da mulher, mas deixou transparecer uma expressão indiferença. Trabalhando na AVI, mesmo no ramo científico, era algo natural saber sobre os cargos da hierarquia vampírica e humana. Uma vez que trabalhavam em prol de ambas as espécies. Um sorriso de canto surgiu em seu rosto após essa conclusão. Era bom saber que seu conhecimento não mudara após a transformação. Aliás, sentia a mente mais apurada. Era estranho...
Olhou novamente para Frank. Ele não havia respondido sua pergunta.
– Do que ela está falando, Frank? O que aconteceu após eu... hm...
Deixou a pergunta morrer. Fazia sentido. Se lembrava de tudo antes de morrer. A última coisa, obviamente, era Frank. Parecia que perdera muita coisa enquanto estava em transição.
Olhei Serena e pude perceber o quanto a deixei perdida nesse meio tempo, é um impacto grande de informações rodeando sua mente agora e imagino que ela nem saiba sobre Max..,(Ela apagou antes mesmo disso e Max tentou salvar sua vida..).
–Ela tem razão Serena..., não pode haver cidade sem um Xerife.., na festa você foi atacada se lembra? Max tentou salva-la e conseguiu mas ele foi pego pelos malditos encapuzados e levado..- Olhei e pude perceber o quanto minhas palavras soaram melancólicas.
–Agora eu estou no comando aqui.., e as ordens terão que ser mantidas, começando por essa ai..., não precisamos recém-criados aqui, muito trabalho..-Sylvie apontou para Serena.
–Serena fica! Serena é minha progênie...- Disse rosnando baixo e com um olhar intimidador a Sylvie (Gostosa ou não.., ninguém vai mexer com Serena! )
–Awn, que bonitinho .. — E rapidamente Sylvie se movimento na velocidade dos vampiros e apareceu atrás de Serena a puxando pelo braço e a jogando com força contra a parede, ela a segurou pelo pescoço e apertou.
–Primeiro teste para ficar.., vamos ver se é capaz de sair de meu controle novata- Sylvie sorriu com um sorriso maldoso, eu corri na direção delas mas Sylvie fora mais esperta do que eu.., ela conseguiu impedir que eu me movimentasse jogando a garrafa que estava em sua outra mão na direção da minha cabeça, um corte grande se formou na região lateral da minha cabeça, minhas presas saíram e eu rosnei alto.
Após ouvir a mais nova notícia, parecia que o falatório que se seguira se tornara difuso, sem conseguir compreender com exatidão por estar imersa em seus próprios pensamentos.
Maxwell fora levado... Agora fazia sentido as vampiras não estarem ali perto.
Richard... Ah, pobre Richard com seu coração de pedra. Pode não ter sido água, mas sangue penetrou aquele coração que todos achavam que seria para sempre frio. Seu lugar era com ele. E seus amigos... Arfou. Uma onda de preocupação tomou conta dela. Joan e Lincoln... Eles estavam bem? Precisava ter certeza. Precisava visitá-los. E quando ia se virar para falar com Frank, algo a puxou com violência ( mesmo percebendo o movimento da vampira um segundo antes ), fazendo-a se chocar com a parede.
Resmungou, atordoada, mas mal abrindo os olhos e presa pelas mãos sobrenaturalmente fortes da mulher. O que diabos ela estava fazendo?!
– Você está louca? — Disse, entre engasgos e esperneios, em uma tentativa inútil de fugir. — Hey! Não o machuque! — Vociferou, olhando Frank sendo ferido pela garrafa.
Corri o mais rápido que pude na direção de Sylvie e pulei sobre ela, ela foi rápida e arremessou Serena para o lado mas mesmo assim pulei por cima dela, tentei imobiliza-la mas era obvio que ela era mais forte que eu, caímos no chão e rapidamente ela ficou por cima de mim e sorriu.
–Oh Frank.., eu te conheço.. acha que eu viria aqui sem conhecer seus pontos fracos? -Ela segurou meus braços com força e os apertou, eu arfei e não consegui fazer nada para impedir no momento. Olhei procurando por Serena, para ver se ela estava bem, onde tinha parado e se podia me ajudar.., mas eu não podia ficar naquela posição vulnerável (Não mesmo!) eu me remexi e rolei pro lado e consegui escapar do domínio de Sylvie, levantei rapidamente e fui a procura de Serena.
Chocou-se com uma das mesas, a quebrando pelo impacto. Um arfar de dor lhe fazia perceber que entrou um fragmento em sua perna. Olhou e viu o objeto de madeira trespassando sua panturrilha. Trincando os dentes, puxou tudo de uma vez, uma vez que agora que era vampira não demoraria muito tempo para melhorar.
Ergueu-se, embora cambaleante. Seus olhos se fixaram nos de Frank, e logo para ao redor, em procura de Sylvie. Aquela mulher era louca, pensou.
Fui ao encontro de Serena e verifiquei se estava tudo bem, olhei para seu corpo procurando algum machucado.
–Serena.., você está bem? -Segurei seu braço e continuei atento a qualquer movimento em que Sylvie poderia fazer.
Sylvie se ergueu e ajeito os cabelos, ela caminhou na direção do bar e puxou uma bolsa pequena do balcão, ela tinha a escondido por baixo de um armário.
–São fracos, e se ela for continuar aqui ensine-a ao menos como se defender.. -Ela deu um riso debochado e começou ir na direção das escadas.
–Alias, limpem essa bagunça.., quero tudo tinindo amanhã de noite. -Tinha feito uma pausa drástica antes de ir as escadas, deu uma ultima olhada em nos e finalmente subiu as escadas.
– Estou bem obrigada. — Disse-lhe, apoiando a mão na bancada do bar para não perder o equilíbrio.
Observou a mulher. Primeiro dia como vampira e já era saco de pancada de outrem. Esse era um dos motivos que não desejava ser vampira. A maioria se achava superior. Abaixou o olhar, com traços de vergonha e arrependimento. Mas não havia nada mais a fazer, não havia uma cura. Uma cura...
Porém, antes de poder levar o pensamento adiante ouvia estupefata que deveria se tornar empregada doméstica.
– Que companhia agradável. — Disse à Frank, após vê-la subir as escadas, ajeitando uma mecha do recém-crescido cabelo loiro.
–Não sei o que vai ser daqui em diante, mas vou acabar matando ela.. — Olhei Serena, estava trazendo apenas más impressões do mundo vampírico e eu mal pude dizer a ela o quanto iriamos aproveitar em algum momento, em alguma hora, mas eu não posso deixar o Sexxx Dreams, não posso cumprir a promessa e leva-la para a ilha.., não agora que essa mulher tomou posse do que era de Max, era o meu dever ficar aqui para certificar que as coisas iriam seguir em seu devido eixo.
–Desculpe-me Serena, desculpe por faze-la passar por essa situação eu queria muito que as circunstancias fossem outras e poder te proporcionar um boa primeira noite como vampira..-Caminhei até um dos bancos do balcão do bar e me sentei, desanimado e com as palavras baixas e melancólicas..(Se era uma noite ruim a ela, era a mim também.)
– Não há nada a que se desculpar. — Apressou-se a dizer. — Eu que escolhi isso.
Sentou-se no banco do bar, examinando a panturrilha, já começando o processo de regeneração. Era estranhamente fascinante observar, embora outros achariam nojentos. Lembrou-se do agente da AVI na Moon Forest e sorriu com a lembrança, parecera a tanto tempo... E lembrou-se de Richard, sendo inundada novamente pela preocupação.
– Frank. — Virou-se pra ele, com a voz cheia de receio. — Onde estão os outros? Como eles estão?
–Estão bem, estão seguindo suas vidas..., Lincoln e Joan voltaram a trabalhar na AVI, Richard também voltou mas está ajudando Dot e Cassie a acharem Max e algo me diz que logo ele irá sair da AVI e ir atrás de Max.. — (E eu aqui.., claro que eu ia ficar aqui ).
Inclinei meu corpo pelo balcão e puxei uma das torneiras que tinha uma mola flexível para melhor manejo, peguei um copo que estava na pia e esguichei um pouco de cerveja no copo e bebe alguns goles, ofereci a Serena e percebi que ela e a cerveja seriam as únicas que iriam me fazer sentir melhor aquela noite.
Fale com o autor