.:Max:.

Já Tinha se passado um dia desde o acontecido no esconderijo dos Aniquiladores e agora estávamos no avião rumo a Seattle, e como é boa a sensação de finalmente estar indo em casa depois desse tempo. Eu estava sentado ao lado de Richard e durante esse tempo, conversamos sobre as coisas que aconteceram e como seriam nossas vidas agora, especulações dos planos de Cain e Anastácia, estávamos preparando nossas mentes para o que viria a seguir, bolando planos e jogando conversa fora.

Ennel se manteve ao lado de Lincoln no corredor de assentos , os dois estavam se divertindo conversando sobre games e desenhos japoneses, foi incrivelmente estranho de ser ver o velho Ennel agindo como um jovem de 23 anos.., ele e o garoto estavam se dando muito bem e até fez com que Ennel decidisse passar umas férias em Seattle.. (Ennel é o típico tipo que se diverte com qualquer sexo.., sendo masculino ou feminino, mas é um cara de honra, espero que talvez possa se juntar aos vampiros da cidade será uma prazer). Na frente dos dois estavam Lynn e Joan que se mantinham caladas por um tempo e logo depois conversavam, o que dificultava o dialogo era que Lynn era muito tímido e Joan ainda não sabia como deixa-la a vontade mas também pareciam estar se dando bem uma com a outra. Mas atrás de Ennel e Lincoln ali estava minha preocupação e o que manteve minha mente ocupada todo o tempo.., Dot e Cassie, Dot estava deitada de lado para Cassie que ainda não tinha acordado do que Cain fez a ela (O que será que foi aquilo? ‘’Desligue’’ .. , aquilo não soava bem e meus pressentimentos dizem que algo ruim ainda está por vim) Dot se manteve como guarda de Cassie todo o tempo e pude perceber que ela se sentiu culpada pelo o que aconteceu com a garota, não sei o que houve entre elas e o que as deixou diferentes mas sei que as cicatrizes cada vez estavam mais visíveis, alguns de nós ainda estavam recuperando folego.

***

Então chegamos ao aeroporto da cidade vizinha de Seattle e de lá fomos de carro para a nossa cidade, estávamos todos bem alimentados (Passamos a noite seguinte do incidente se alimentando e se recuperando das feridas) eu estava ansioso para rever Frank, fazia tempo desde que eu não o via meu ‘’filho’’ o meu Frank , era reconfortante saber que daqui alguns minutos veríamos ele. Mas antes de irmos cada um para seu devido lugar, para nossas casas, paramos próximo a praia da costa de Seattle lá seria nossa ‘’despedida’’ temporária até eu e as garotas voltarmos ao Sexxx Dreams, paramos os carros sobre a areia e lá fora o tempo estava fechado e fazia frio , mesmo que imperceptível a mim ouvi Lincoln e Joan reclamarem. Eu e Richard ficamos próximo ao carro dele e os outros se espalharam pela praia.., me encostei no carro e olhei ele, ele parecia inquieto, sem saber o que fazer ou falar a mim.

– Richard.., você se saiu bem, obrigado por me salvar e salvar os outros. –Dei um singelo sorriso, tentando reconforta-lo.

– Foi um trabalho em conjunto. Joan e Lincoln fizeram um ótimo trabalho. — Richard respondeu, desviando o olhar para eles, que discutiam o clima de forma infantil.

– Mas... — Mudou o peso do corpo, sem conseguir encarar Max por muito tempo. — Eu não aguentava saber que você... vocês. — Pigarreava, adotando novamente uma expressão séria. — Estariam sofrendo.

–Obrigado por ser ... um grande apoio a mim.. – Eu não sabia o que dizer exatamente (Íamos ser o que daqui para frente? Amigos? Amizade colorida? Namorados.. ahn... não não sei) dei-lhe outro sorriso. -É bom saber que temos amigos.

– É... Bom... — Falou com a voz estranhamente trêmula. Se encostou no carro ao lado dele e levou a mão esquerda, pondo-a propositalmente acima da dele. — Você salvou minha vida. Eu te devia essa. — E se permitiu abrir um dos raros sorrisos verdadeiros, olhando-o.

– Richard.. sendo direto, eu ... acho que estarei pronto quando você estiver.., e não importa o que aconteça eu vou estar sempre com você seja como amigo, amante ou que seja o que você quiser, vou estar ai – Me aproximei apontando em seu peito e encostando o dedo lá. –É isso que nos mantem humanos, é um flash como uma faísca que se acende em nossos corações, você é humano e pretendo mantê-lo são e salvo, obrigado mais uma vez.

Me afastei um pouco dele e caminhei um pouco a frente, avistei os outros e os chamem com um aceno e gritando seus nomes e logo todos ali estavam próximos a mim novamente, eu olhei um por um e agora era vez de deixar tudo claro e saber quem estava nesse time ou não..

– Somos provas de que Cain e Anastácia não irão parar até conseguirem o que querem e pelo o que eles fizeram conosco não posso permitir que eles prossigam, e estou aqui para saber.. quem está comigo nessa? Quem está disposto a fazer o que for preciso para impedi-los e participar da equipe? Não haverá julgamentos caso queiram viver suas vidas e esquecer isso.., entenderei perfeitamente , mas qual será suas posições?

De modo quase que automático, Joan e Lincoln davam um passo à frente, com expressões determinadas. Ambos se entreolharam, com semblante distantes. Os eventos do subterrâneo os distanciou, mas se a amizade acabaria ou não, ainda não se sabia.

– Eu estou nessa. Pro que der e vier. — Lincoln disse, e Joan apoiou suas palavras com um aceno de cabeça.

Richard, que se mantinha perto, mas de braços cruzados, não se pronunciou. Sua posição era óbvia. Mas a atitude de seus colegas o fez abrir um sorriso de canto, orgulhoso. Assim como Ennel e Lynn que concordaram com a minha proposta e Dot.., Dot acenou com firmeza e pude perceber o quanto ela queria vingança (Claro, essa é minha garota! ) .

– Eu vou voltar ao Sexxx Dreams e ver com as coisas estão.., ver Frank novamente e depois eu estou livre.. – Puxei ele para longe dos outros, não queria que ficassem ali perto de nós, apesar que qualquer não humanos bisbilhoteiro poderia ouvir.., mas a distancia eu não me importava. – O que acha de.. sairmos a algum lugar.. ? — Sorri tanto quanto tímido o tempo lá fora por mais estranho que parecia estava nos favorecendo, deixando o clima ainda melhor.

Richard piscou ambos os olhos, sentindo algo dentro de si se remexer de ansiedade.

– Sair? Mas acabamos de fugir. Você precisa descansar... Quase ficou em estado vegetativo...

E a sua mão direita, agora já sarada, formigou, estimulada pela lembrança de quando deu seu sangue para Maxwell.

–Ah, claro... ok então, bem eu vou indo tenha uma boa noite e mais uma vez obrigado. – Senti como uma parede gelada se forma entre nos naquele momento, não tinha mais nada a dizer.

Ennel ficaria em um hotel pela cidade, eu tinha o convidado para ficar conosco mas ele recusou, dissera que não queria ser mais alguém ocupando o lugar e que poderia se manter sozinho por um tempo, já Lynn estava perdida e sem amparo pelo que contou a nós seu criador morreu no ataque do baile ela não tinha mais para onde ir e logo Lincoln se ofereceu convidando-a para passar um tempo em sua casa a garota ficou receosa e depois de várias tentativas ela finalmente aceitou. Eu e Dot voltamos para casa, finalmente estamos ali de novo. Quando chegamos Frank estava sentado no assento perto do balcão do bar segurando um copo que continha um liquido vermelho; sangue. Ao notar nossa presenta ele rapidamente largou o copo e correu em minha direção, eu abri os braços e o abracei forte, e novamente aquele sentimento me preenchera, o sentimento de estar em casa de novo de estar ao lado de quem eu verdadeiramente amava; os meus filhos de sangue, minhas progênies e digo mesmo a Cassie que mesmo tão nova teve coragem suficiente para ir atrás de mim e me resgatar.

– Como você está? O que houve? E por que Dot está carregando Cassie no colo? – Disse Frank agitado, enchendo-nos com perguntas.

– Eu estou bem graças a Dot, Cassie, Richard e os outros que foram ajudar em meu resgate e obrigado a você por segurar as barras por aqui...

– Bem, eu fiz o que pude mas não era eu em que estava no comando e foi terrível, não via a hora que voltassem.

– Como assim ? quem estava no comando? – Ergui uma de minhas sobrancelhas, era preocupante.., quem esteve no comando em minha ausência?

– Sylvie Magoni ,uma vadiazinha que tomou seu lugar como Xerife durante sua ausência, foi um saco fez eu e Serena de escravos todos esse tempo. – Ele realmente parecia aliviado não só por estarmos "vivos’’ mas por que ele estaria livre agora (Definitivamente é o Frank).

– Falando em Serena... Cade ela? – Disse Dot caminhando até um dos sofás e colocando Cassie delicadamente sobre ele, ajeitando seus cabelos, ao olhar de longe era algo romântico e bonito mas tudo se quebrava quando o corpo de Cassie ainda ficava inerte, sem respostas..

– Ela recebeu uma mensagem de Lincoln e então eu a deixei ir, visitar os amigos...

– Como ela está indo? Se saindo bem? – Perguntei , a ultima vez que a vi ela ainda era humana, não faço a menor ideia de como estás agora.

– Ela é ótima, controlada e pacifica, está em progresso , aprendendo a se defender. – Ele deu um sorriso e voltou a olhar Dot e Cassie – Mas me digam, o que houve com ela?

– É uma longa história.., mas eu preciso tomar um banho – Disse Dot seguindo para as escadas e subindo rapidamente.

Passei um bom tempo ao lado de Frank explicando tudo nos mínimos detalhes e ocupou meu tempo falando de suas "aulas’’ com Serena, foi divertido poder vê-lo e sentir sua energia positiva e vibrante a todo momento, pude perceber que Frank sempre se referia a sua progênie com carinho e sempre dizia coisas boas dela. Conheço ele a quase 100 anos agora e tinha quase certeza que isso não é comum vindo dele. Frank sempre passou a vida aproveitando as mulheres da melhor forma possível: sexo, era indiscutível dizer que era uma possibilidade ele estar sentindo algo por ela, mas de qualquer forma preferi manter esse pensamento somente a mim por enquanto, queria ter mais certeza antes de ‘’pressiona-lo a dizer a verdade.’’

O sol já estava para se por, Frank subiu antes do que eu e caminhei próximo ao corpo de Cassie sentando ao seu lado a observando, era impossível dizer se estava "viva’’... ou "morta’’, ou talvez ela tenha decidido tirar uma soneca para recarregar as energias ou Cain realmente causou algum dano em nossa garota e isso me assustava, me deixava preocupado, por todo esse tempo em que ela passou conosco ela se tornou como minha mais nova progênie e me tornei responsável por ela mesmo que não tenhamos passado tanto tempo juntos, Cassie faz parte de nós e nós dela. Peguei seu corpo gelado e subi rapidamente deixando-a em seu quarto, deita em seu próprio caixão.

– Boa noite Cassie..

Me despedi de seu corpo e fechei a porta e segui em direção ao meu quarto, a primeira coisa em que fiz foi me jogar dentro do caixão grande feito de madeira refinada e escura, esse caixão tinha vindo da Itália e ele tinha um valor sentimental para mim (Quão patético isso pode soar?).Mas era a melhor sensação de todas poder estar de volta onde eu pertencia, e por alguns minutos todo o terror que presenciei em San Diego passou por minha cabeça mas logo foi se perdendo conforme meu corpo se desligava e entrava em estado de transe.

***

Ouvi barulhos vindo do corredor como passo rápidos e corridas entre os quartos, levantei rapidamente era inevitável que meu instinto de proteção ainda esteja em alerta constante , corri em alta velocidade para fora do corredor e vi Frank e Dot correndo de um lado para o outro e o que parecia estavam procurando por algo.., corri até Dot e a parei perto da parede colocando o braço direito seu ombro impedindo-a de prosseguir.

– Mas que diabos está acontecendo?

– Ela sumiu Max..., Cassie não está em nenhum lugar do Sexxx Dreams.. –Disse ela, agitada e parecendo não acreditar no que estava acontecendo.

– Checaram tudo?

– Sim! Tenho certeza, ela simplesmente desapareceu..

Eu não sabia o que pensar sobre isso tudo, mas algo realmente aconteceu naquele dia.. Cain fez algo a Cassie nem sabemos o que é, algo podia me reconfortar por saber que ela acordou mas se desapareceu indica que algo ruim está por vir. E bem... Minha intuição vampiresca paranormal não costuma falhar.

Notas finais
Capítulo escrito por: Thiago e Matheus.