Blood Brothers
3 A Festa - II
Notas iniciais
Eu já havia perdido a conta de quantos copos de Submarino, como o Chess disse que os trouxas chamavam a mistura de Steinhagen com cerveja, eu havia bebido, com certeza passavam de 20, estávamos na segunda garrafa e eu já não entendia muita coisa do que acontecia a minha volta. Aquelas bolhas coloridas eram a única coisa em que eu conseguia me focar, até que ouço alguém gritando ao meu lado e com muito esforço me concentro na pessoa.
– Para de gritar Chess! Qual é o seu problema? — pergunto o empurrando pra longe do meu ouvido
– É o único jeito de te fazer me ouvir – ele fala nadando de novo pra perto de mim.
A essa altura da festa, eu estava dentro da banheira flutuando em uma boia em formato de dragão rosa que eu tinha conjurado, um presente do papai há muitos anos, com uma caneca na mão. James estava fazendo respiração boca a boca numa garota um pouco mais para o canto, ele sempre me abandonava com o desprezível do Snow e ia se agarrar com algum rabo de saia, por isso, geralmente quando fico bêbada decido esquecer minhas diferenças com o verme.
– Então aproveita enquanto eu estou ouvindo – falo
– Essa festa tá um pouco chata, não está? — ele pergunta com um meio sorriso
– Até que pra uma festa da Grifinória está agradável – respondo e o vejo fazer cara de desgosto – Estou me divertindo bastante Chess, não sei o que você esperava – completo sem dar muita atenção
– Ah, sei lá! Algumas garotas com biquínis menores dançando de forma sexy, uma rodinha de vira-vira, coisas mais legais – ele fala empolgado
– Chess, querido, você não está numa festa da Sonserina – digo enquanto ele faz cara de nojo – Sabe, talvez eu possa te convidar para próxima festa que eu fizer, pode ser que alguns dos meus amigos gostem das suas porcarias trouxas – falo com desdém.
Ele fixa seu olhar no meu, e pela primeira vez percebo que seus olhos negros têm um brilho forte e estranhamente convidativo, ouço a musica ao fundo, mas já não consigo distinguir o que cantam, só consigo ver meu reflexo naqueles olhos.
– Eu adoraria – ele responde sorrindo, mas eu não ouço.
É estranho como de repente eu não consigo parar de olhar para o fundo daqueles olhos. Não sei por quanto tempo fiquei assim, por quanto tempo não pensei em mais nada, me ocorreu o pensamento que ele podia estar lendo a minha mente, ele com certeza estava lendo minha mente e eu estava deixando, mantendo contato visual. Quebro o contato ao mesmo tempo em que desço da minha boia e vou pra cima dele o afogando.
– Qual é o seu problema? — pergunto gritando – Quem te deixou invadir minha mente? — esmurro todos os lugares que consigo
– Calma garota, se controla – ele fala me segurando pra se defender – Porque tanta desconfiança? — ele pergunta rindo
– Desconfiança? — pergunto ainda mais alterada pelo riso dele – Você estava olhando dentro dos meus olhos, concentrado, acha que só porque bebi virei idiota? — continuo o acusando enquanto tento me soltar de seus braços
– Rose, para de gritar, por favor – ele fala baixo perto do meu ouvido – Tá todo mundo olhando
– Não me importo com quem está olhando – respondo – É bom que saibam o grande cretino que você é
– Cretino porque me perdi no tom azul quase branco dos seus olhos? — ele pergunta ainda me segurando
– Não se faça de bobo Snow – respondo um pouco mais calma, mas sem ainda entender o significado das palavras dele
– Tudo bem Weasley, pense o que quiser – ele diz me soltando – Eu vou dar uma volta.
Dito isso, ele sai da banheira e se enfia no meio das pessoas até eu o perder de vista. Tento entender o que havia acontecido a pouco, mas não consigo muita coisa porque aquelas bolhinhas coloridas prendem minha atenção, volto pra minha boia e me concentro em contar bolhas enquanto tomo mais um pouco do drink e acendo um cigarro.
– Qual foi o motivo dessa vez? — James pergunta apoiado nas minhas pernas – Teve um né? Ou foi só pra não perder o costume?
– O idiota do seu amigo estava tentando ler a minha mente – respondo ainda irritada
– O Chess? Que estranho, não acredito que possa usar legilimência não verbal, além de vocês estarem bêbados – ele fala pensativo – Acho que você se enganou priminha
Percebo que o James tem razão, ele não poderia, eu certamente exagerei, foi o álcool. Mas não posso dar razão a James, ele tem um ego grande demais.
– É mesmo? — pergunto sarcástica – E o que ele estaria fazendo fitando o fundo dos meus olhos?
James primeiro franze a testa quando ouve minha pergunta, depois seu rosto se ilumina com um sorriso digno de alguém que descobre o mundo e por fim ele solta sua inconfundível gargalhada.
– Qual é a graça James? — pergunto irritada
– A graça é que me parece que mais um Grifinório está caidinho por você priminha – James responde ainda rindo
– Isso não faz nenhum sentido James, eu estou falando do Snow, a gente se odeia, esqueceu? — falo gesticulando para explicar melhor
– Não pareciam que se odiavam minutos antes da briga. Estavam conversando como velhos amigos, aliás, vocês sempre conversam como amigos depois de alguns drinks – ele retruca como se explicasse a uma criança – Talvez haja alguma chama entre vocês – completa soltando outra gargalhada
– Cala boca James – falo me irritando – Você é ridículo
– Tudo bem, me calei – ele responde levantando as mãos
– Tem um beck ai? — pergunto me referindo à maconha
Chester Snow era um nascido trouxa de muita má influencia, havia trazido drogas trouxas para Hogwarts, a maconha era algo que ele e James usavam sempre, e eu as vezes.
– Para você sempre tem priminha – ele diz – Vou só dispensar a vadia – fala apontando para a menina que ele estava agarrado anteriormente
– Vai lá – respondo
Vejo James indo na direção da menina, mas ao contrário de dispensá-la, ele parece querer transar com ela ali mesmo de tanto que se agarram. Fico com vontade de separa-los, mas resolvo os dar uns minutinhos. Pego uns petiscos, volto para minha boia e fico lá cantarolando a música que tocava ao fundo.
– -
Alvo procurava Rose quando viu James quase se fundindo a uma garota que ele não reconheceu.
– Opa, desculpa atrapalhar – Alvo diz com um sorriso falso, enquanto encosta no ombro do irmão
– Maninho, você por aqui! – James diz devolvendo o sorriso – Atrapalhando meus assuntos, isso não se faz
– Viu a Rose? – Alvo pergunta, sem muita paciência para as gracinhas de James
James sorri, mas dessa vez de verdade.
– Só ela tira seu mau humor – James diz enquanto aponta para a boia de dragão rosa que flutuava na banheira.
Dava pra ver Rose de costas com seus cabelos molhados grudados nas costas. Alvo fica hipnotizado alguns segundos com a imagem da menina na banheira e então acena para James indicando que irá em direção à prima. James o segura pelo braço e coloca um cigarro nas mãos do irmão mais novo, que o interroga com o olhar.
– Ela me pediu, mas eu estou meio ocupado sabe – James explica apontando a garota a sua frente.
Alvo balança a cabeça e segue em direção à prima.
– Têm espaço para mais um nessa boia? – ele pergunta a ela que dá um pequeno pulo com o susto
– Al! Que susto, estava distraída – ela fala sorrindo – Pra você sempre têm – responde.
Rose desce da boia e pede para que Alvo suba antes, então ela senta entre as pernas do menino ficando de costas para ele, mas muito próxima. Aconchega-se nos braços do primo e se sente tão confortável que tem certeza que poderia dormir ali.
– Então, se divertindo? – Al pergunta
– Estava antes do estúpido do Snow me irritar – ela responde emburrada
– Vocês sempre brigam, não sei porque se falam – ele diz – O que foi dessa vez?
Rose pensou um segundo no que falar, já que o garoto não havia feito nada na verdade.
– Só de olhar para ele já me irrito – ela fala – Mas esquece isso! – ela completa — E você, se divertindo?
– Não muito. Scorpius e suas garotas, Ramon e Lily brigando, o de sempre – ele diz.
Rose ri.
– Sabia que brigariam, sai de perto antes que acontecesse – a menina fala.
Alvo ri, e então os dois ficam parados sorrindo sem ao menos lembrar o motivo, apenas admirando o sorriso um do outro.
– Mas eu estou me divertindo agora – Alvo toma coragem e sussurra no ouvido da prima que arrepia com o contato próximo.
Rose se torna um turbilhão de sensações quando percebe o rosto do menino tão próximo, fecha os olhos e põe as mãos nos cabelos dele acariciando sua cabeça com a ponta dos dedos, enquanto Alvo inspira o ar profundamente na curva do pescoço dela. Ele se sentia embriagado com o aroma suave da prima, não conseguia pensar em mais nada, nem se lembrava de que estavam em uma festa.
Rose não estava muito diferente, mas por um momento se permitiu pensar e disse próxima demais aos lábios do primo:
– Acho que é uma boa hora para me contar aquele segredo
Ele riu de lado e colocou uma de suas mãos na nuca da menina acariciando seu pescoço, o que a fez sentir um frio na espinha
– Talvez eu deva demostrar – ele diz se aproximando lentamente.
E então por pouco menos de um segundo os lábios de Alvo e Rose se conectaram, não aprofundaram o beijo, não porque não queriam, mas não puderam, pois no mesmo instante na beira da banheira acontecia outra cena.
– Lene, isso não pode ser sério, estou com uma sunguinha super sexy, vai dizer que não quer ver? – Scorpius pergunta claramente bêbado.
Estava gesticulando muito e agarrando uma Alene igualmente bêbada pela cintura.
Ela deu uma grande gargalhada dele e logo que recuperou o ar respondeu:
– Aposta é aposta, tem que pagar – ela diz ainda rindo
– Então tá, mas você vem comigo – ele diz ao mesmo tempo em que se joga na banheira com Alene nos braços.
De repente a boia pula o que pareceu ser dois metros e Rose e Alvo vão parar dentro d’água, o garoto emerge primeiro e vê que o culpado do seu meio beijo é seu melhor amigo. Scorpius estava todo vestido dentro da banheira beijando loucamente uma Alene também vestida. Mesmo estando irritado, ele não tem coragem de interromper.
Mas se tivesse, não daria tempo. Uma Rose raivosa foi para cima dos dois como um bicho e Alvo, que conhecia a expressão assassina da prima, se colocou ao seu lado.
– Qual é o problema de vocês? – ela quase grita, assustando o casal que não havia percebido a sua presença – Não sabem entrar na merda da banheira? Não viram que tinham outras pessoas aqui? – continua em tom irritado.
Eles olham para ela sem entender e Alvo a puxa pelo braço virando-a para ele.
– Para Rose, está tudo bem, não tem motivo – ele tenta acalma-la
– Não tem motivo? Eles estão se agarrando como cães no cio! – ela fala alterada.
Alvo olha para o rosto da prima e então para onde ela está olhando, o estranho é que não se surpreende ao ver que ela olha para Scorpius, diretamente para as mãos de Scorpius, que acariciava o cabelo de uma Alene nervosa. Depois disso, não consegue pensar, apenas sai da banheira automaticamente e segue para o jardim, sem ouvir as vozes que o chamam pelo caminho.
Uma Rose raivosa e confusa fica paralisada por alguns minutos olhando para onde Alvo havia ido e então, como se só agora entendesse o que tinha acontecido, sem olhar para os lados, sai correndo em direção ao jardim.
Alvo sentia seu rosto arder quando chegou ao jardim, queria acreditar que era pelo frio. Só conseguia pensar que ela estaria ali daqui a alguns instantes e teria que encara-la, teria que dizer que não podia vê-la olhar para alguém daquela forma. Não podia mais guardar isso, não era suportável. E se ela gostasse do Scorpius afinal, todo mundo ia aprovar, ele não teria chances, eram primos. Desesperou-se. Ele não podia encara-la, não agora, não sabia mentir para Rose e não queria despejar toda angústia que sentia sobre ela.
Precisava sair dali. Pensou em ir à cabana do Hagrid, mas com certeza o meio gigante já dormia. Pensou na sala precisa, mas era obvio demais, ela o acharia. Quis ir para sua cama, mas ela verificaria certamente. Então olhou em volta e quando seus olhos pararam na torre do relógio, ouviu passos apressados vindo em sua direção, e como uma criança que foge do local da travessura, ele seguiu em direção à torre o mais silencioso que sua emoção permitia.
Rose chegou ao jardim ofegante, olhou em volta enquanto apoiava as mãos nos joelhos para respirar, o ar estava frio e ela ainda estava de biquíni. Pensou em conjurar roupas, mas percebeu estar sem varinha, xingou baixo por esquecer algo tão importante.
– Al, você tá ai? – perguntou enquanto dava voltas pelo local.
Andou um pouco olhando em volta.
– Alvo eu estou com frio, por favor – ela insistiu.
Nem um ruído, apenas o vento da noite fria.
– Alvo Potter, se eu pegar um resfriado por sua causa você vai ser se arrepender amargamente! – ela diz em tom irritado
Espera mais um pouco, mas não ouve nada.
– Por favor, Al – fala uma última vez quase num sussurro.
Rose dá mais algumas voltas e, com frio e cansada, senta no meio do jardim a fim de pensar em como encontrar Alvo. Ela fica algum tempo fitando o nada e então uma luz se acende na sua mente e ela corre em direção as masmorras.
– -
Chego ao meu dormitório, coloco uma roupa silenciosamente e sigo para o dormitório dos meninos. Vou direto à mesinha do Scorpius e agradeço mentalmente por nossas varinhas serem iguais e ele nunca levar a dele para festas, pego sua varinha e vou até o malão de Alvo.
– Accio mapa – sussurro
Então um pedaço de pergaminho sujo e velho vem para minhas mãos. Fico feliz por ter convencido Alvo a trocar a capa pelo mapa com o James. Toco o pergaminho com a varinha.
– Juro solenemente não fazer nada de bom
E os comprimentos aparecem para logo após o mapa aparecer, procuro por todo o terreno e o encontro na torre do relógio. Coloco o mapa no bolso, pego um de seus casacos e saio apressada a seu encontro.
Encontro a silhueta de Alvo na sala dos sinos sentado escorado na parede. Na posição que eu estava, o via de perfil. Fui me aproximando devagar, tentando ao máximo controlar minha respiração, vi que ele parecia chorar e eu quis chorar imediatamente. Ele tinha o rosto levantado, uma das pernas dobradas e o braço apoiado em cima, parecia incrivelmente bonito e triste. Senti meu coração apertar ainda mais, era quase insuportável a dor. Desde crianças não podíamos ver o outro sofrer, quando eu me machucava e Alvo estava perto, ele chorava mais que eu e eu não podia suportar vê-lo sofrer, era desesperador demais.
Quando estava a poucos metros dele, resolvi me anunciar, não queria assusta-lo.
– Al... – disse baixinho, mas ele não se mexeu
Continuei indo em sua direção.
– Sabia que não teria muito tempo até você me encontrar – ele disse baixo com a voz entrecortada, mas ainda sem se mover.
Eu não respondi, quando cheguei até ele, me abaixei, ficando a poucos centímetros do seu rosto. Ele tinha os olhos fechados, mas podia sentir minha presença. Abriu os olhos muito verdes e fitou os meus azuis muito claros, ambos tínhamos o fundo vermelho e o contorno inchado e molhado.
Coloquei o casaco que havia trago em cima dos ombros dele e o abracei enquanto sentava sobre suas pernas de forma que nossos corpos ficaram quase cem por cento encostados.
Ele estendeu a mão para mim e a abriu, revelando um cigarro de maconha. Ri com o nariz e ele me sorriu de volta.
– Ainda consegue me surpreender Al – digo muito baixo
– James – ele diz como se explicasse tudo – Acho que no momento pode ser útil
Concordei com a cabeça e peguei a varinha de Scorpius para acender.
Ficamos algum tempo fumando em silêncio, Alvo só havia fumado uma vez, por muita insistência minha, e não quis mais depois, não porque não gostara, mas porque não considerava saudável esse tipo de hábito. Eu gostava, principalmente quando estava irritada, sempre me acalmava e eu conseguia pensar melhor nas coisas. Alvo sempre me recriminava por isso, ele não gostava que eu andasse com James e Chess, mas não era como se ele pudesse evitar. E eu gostava de vê-lo tentando me proteger o tempo todo.
– O que você sente pelo Scorpius? – Alvo perguntou do nada, me surpreendendo
– Ele é meu amigo, o melhor deles – disse a primeira coisa que me veio
– O meu também – ele respondeu
Mais alguns minutos de silêncio. Eu estava com a cabeça deitada no ombro de Alvo, de frente, tinha o nariz no pescoço dele e podia sentir seu peito pulsando acelerado, assim como o meu.
– E o que você sente por mim, Rose? – ele pergunta e eu pude senti-lo tremer assim como sua voz
Afastei-me um pouco e o olhei nos olhos.
– Eu te amo Alvo – respondo mais baixo do que gostaria – Sempre vou amar – completo
– Alvo e Rose para sempre – ele diz, fazendo referência a nossa frase de infância.
Eu apenas sorrio.
– Eu vi que você estava com ciúmes do Scorpius – Alvo diz
– Não estava- respondo rápido demais
– Rose, você não sabe mentir, não para mim – ele diz me olhando nos olhos – A pergunta é, por quê?
Não sabia o que responder, queria saber, mais não sabia, não poderia inventar, Alvo perceberia.
– Não sei Al, queria saber, mas não sei – respondo cansada
– Você está gostando dele – ele afirmou, voltando a olhar para o teto
– Eu não estou gostando dele, está bem? – falo mais alto – É só o Scorpius, tenho ciúmes de amiga – respondo dando de ombros
Alvo balança a cabeça em negação.
– Você sabe que não Rose – ele diz – Eu gosto de você Rose, e não me importo de sermos primos ou amigos, ou de que seu pai e meu pai provavelmente vão me matar – ele falou rápido demais – Eu só quero ficar com você, mas não assim, eu quero que dê certo Rose, porque se não der eu jamais vou me perdoar por perder você – ele completa
Não consigo acreditar que isso realmente está acontecendo, é simplesmente meu maior sonho, Alvo me ama, como eu o amo, como o amei a vida inteira. Sinto uma felicidade imensa, mas não posso ignorar o que ele diz, jamais me perdoaria por magoa-lo, não posso me jogar em seus braços e ter um ataque de nervos na próxima vez que ver Scorp com uma vaca qualquer. Olho em seus olhos e percebo sua aflição, sinto uma vontade imensa de abraça-lo e beija-lo até não poder sentir mais os meus lábios, até que não nos lembrássemos mais como era respirar sem o ar do outro. Mas sabia que não poderia, não enquanto me sentisse assim. Alvo não era qualquer um e não iria magoa-lo.
– Desculpe, eu estou confusa – respondo
Ele segura meus ombros e me abraça.
– Tudo bem, temos todo tempo do mundo – sussurra doce ao meu ouvido
Afundo meu rosto no seu peito e fico ali, sem coragem de olha-lo, sabia que se fizesse o beijaria e isso só pioraria as coisas.
Fale com o autor