Bleach: Darkness of the Past

25 ESPECIAL - Tempo de Mudanças


Notas iniciais
Heeey povo lindo! Não me matem pela demora, tá bom? Com essa volta as aulas (T.T) minha vida tá uma grande correria e agora que eu comecei a trabalhar quase não tenho tempo de escrever e revisar os capítulos, mas não se preocupem que eles continuarão sendo postados, ok? Bom os ESPECIAIS serão divididos em quatro partes. Se ocorrer de acordo com o planejado serão dois capítulos essa semana e dois na próxima e então, logo depois, em uma domingo maravilhoso, a segunda temporada terá seu início! *--*

Foi um dia melancólico para todos os shinigamis em Sereitei. Até mesmo o céu que sempre assumira um tom límpido e claro estava sombrio em meio ao silêncio. A tragédia que se abateu sobre os shinigamis fora incomparável e cruel. O sofrimento daqueles que sobreviveram estava apenas em seu inicio.

O céu chorava com uma chuva ruidosa e lamentavelmente triste.

Hisana olhava para o céu escuro deixando que a chuva levasse consigo suas lágrimas. Os punhos que sempre se recusaram a lutar agora permaneciam cerrados, prontos para agir perante uma ameaça iminente. Fitou suas próprias mãos frágeis. São mãos que não conhecem sangue inimigo, pensou. Mãos fracas. Automaticamente pensou na promessa que fez ao seu irmão. Precisava ficar forte pelos dois. Mesmo que tivesse talentos com a magia dos bakudous e hadous, Hisana sabia que aquilo não seria suficiente para a batalha que estava por vir.

Faltava-lhe a força de combate e o pleno domínio de Madelline.

Faltava-lhe a bankai.

A chuva teimava em cair intensamente, varrendo o sofrimento que se abatera sobre o local. Hisana suspirou, o dia estava estranhamente pesado. Depressivo. O funeral dos shinigamis mortos em batalha havia acabado há algumas horas, mas a tristeza continuava a pairar pelo local como um lembrete macabro da guerra iniciada a poucos dias.

Hisana quase não acreditou quando descobriu o número de mortos. Foram centenas de shinigamis mortos durante a batalha e, de acordo com Unohana, o número seria triplicado se não fosse pelos esforços de Hisana em conjunto com Madelline. Mas, mesmo assim, a Kurosaki não deixou de se sentir decepcionada. Se fosse mais forte poderia ter usado o brilho de Madelline para curar todos novamente.

— Hisana, você se superou nessa batalha. Não devia se culpar. Não pense apenas naqueles que perdeu, pense em todas as vidas que salvou também!

— É meio difícil não pensar em centenas de vida que eu poderia ter salvo. Mas você está certa Madelline, eu preciso parar de me culpar.

— Isso mesmo, mestra. E então, você vai mesmo começar a treinar combate com seu pai?

— Sim, estou disposta a ficar mais forte! E, quem melhor do que meu pai pra me ensinar a lutar?

— Você tem razão. Boa sorte, mestra.

— Obrigado, Madelline.”

Sentindo um súbito entusiasmo para com o treinamento que iniciaria, Hisana ignorou a chuva e a melancolia ao seu redor e correu em direção a sua casa. Ichigo ficou surpreso quando Hisana lhe pediu que a treinasse em combate corpo-a-corpo, afinal, este fora um estilo de luta que Hisana sempre se recusara a aprender e acabou por se tornar seu principal ponto fraco na Academia. Contudo, ao ver uma famíliar determinação nos olhos claros da filha soube que ela havia mudado. Hisana estava amadurecendo rápido e a guerra só serviu para fazê-la entender que o mundo não teria pena dos fracos. Até mesmo Rukia estranhou o súbito pedido da filha. Hisana sempre fora pacifista e evitava combates a todo custo, mas pedindo um treinamento para o próprio Ichigo significava que ela estava mais do que disposta a evoluir como shinigami.

O trajeto até sua casa era relativamente longo quando se saía da sede do 1º esquadrão. A essa altura seus pais já estariam em casa. Hisana decidiu ficar mesmo após o funeral para prestar um última despedida a todos os mortos.

Estava próxima ao campo de treinamento do 3º esquadrão quando escutou explosões controladas e sentiu reiatsu. Não pode deixar de se sentir confusa. Quem estaria treinando kidous em um dia triste como esse? Pensou. Aproximou-se cautelosamente do local onde ouvira a pequena explosão. Não tinha intenção de espionar, mas o uso da reiatsu fora tão bem controlado que a confusão deu lugar a uma singela admiração.

Encostando-se a uma parede mais afastada e ocultando sua própria reiatsu, Hisana viu uma silhueta no meio do campo. Era um garoto, mas estava de costas pra ela. O único traço que pode identificar nele foram seus cabelos castanhos. Ele estava ofegante e seus ombros tremiam as vezes. Hisana entendeu que ele chorava. Cada um tem sua forma de lidar com a dor e o sofrimento, Hisana. A voz de Madelline soou em sua mente com delicadeza.

— Grande esfera mística conjurai sua força e impedirei a evolução repentina do mal sobre nosso mundo, brilho azul, esmague e prenda....Hadou Nº 20... – A voz dele era pacífica e triste. Hisana não conseguia desviar o olhar. Ela conhecia aquele Hadou. – Shoutenkyu!!!

A Kurosaki viu uma grande esfera azulada de pura reiatsu condensada sair das mãos do garoto e atingir violentamente um dos alvos do campo de treinamento, destruindo-o imediatamente. Nenhuma reiatsu foi desperdiçada...Incrível. pensou ela. Seja lá quem for, ele tem talento. Talvez seja mais forte do que eu.

Estava prestes a se aproximar para conhecer o garoto, mas lembrou-se que estava atrasada para iniciar seus treinamentos de combate com seu pai. Sem pensar duas vezes voltou a correr em direção a sua casa.

Não voltou a pensar no garoto talentoso que chorava enquanto treinava no território do 3º esquadrão.

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— Desculpa pelo atraso, pai. Acabei me distraindo no meio do caminho. – Explicou Hisana. Ichigo sorriu e se levantou, saindo debaixo da árvore que ornamentava o jardim de sua casa.

— Achei que tivesse desistido. – Respondeu ele.

Hisana tentou imaginar o que seu pai estaria sentindo. Os únicos momentos em que o vira com raiva e ódio eram durantes as batalhas. Ele sempre fora animado e sincero, esta última característica as vezes o fazia levar um chute de Rukia. Contudo, desde o fim da batalha, além de triste pelas mortes de seus companheiros, ele permanecia calmo e até meio introspectivo. Como se estivesse esperando alguma coisa...pensou ela.

— Você sabe que eu jamais desistiria, pai. Eu não vou voltar atrás com a minha palavra.

— Sabe, de uns tempos pra cá, você tá igualzinha a sua mãe. Baixinha, teimosa e persistente! – Hisana estreitou os olhos, com uma veia saltando da testa. Ele riu e se aproximou, bagunçando levemente os cabelos da filha em um gesto carinhoso. – Gomen, gomen! Então, vamos começar?

— Hai! – Assentiu ela. — ...pai?

— Hm? – Respondeu Ichigo, pegando duas espadas de madeira perto da árvore. As mesmas que ele usara para treinar Kaien há alguns anos.

—...É que, faz um tempo que você está mais quieto que o normal. A mamãe tá preocupada e eu também.

Os olhos castanhos arregalaram-se levemente em surpresa. Ele voltou a soltar um risinho e jogou uma das espadas de madeira para Hisana, que conseguiu pegá-la antes que atingisse o chão molhado pela chuva, que agora caía fina e quase imperceptível.

— Não é nada. É só que...- Ele olhou para o céu ainda melancólico. — ... Eu sinto que algumas mudanças vão acontecer.

— Mudanças?

— Sim, algumas maiores do que outras. É só um pressentimento. – Ele suspirou e virou-se para Hisana. Pela postura que assumiu, ficou claro que o treinamento iria se iniciar. – Bom, chega de papo, tem certeza que quer fazer isso? Não vai ser fácil.

— Eu sei que não vai, mas eu te disse pai, não vou voltar atrás.

Ele abriu mais o sorriso desafiador e Hisana soube que tinha um longo caminho pela frente, mas aquele seria o primeiro passo para cumprir a promessa que fizera ao seu irmão.

— Entendo. Então, vamos lá!

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Portão Norte

Masaki ofegava enquanto usava o poder de sua gravidade para mover alguns escombros grandes demais para os shinigamis empurrarem. Mesmo com a ajuda do guardião do grande Portão Norte, o trabalho de construção exigia muito da equipe de shinigamis responsáveis por reconstruir uma das principais entradas para Sereitei.

A Hitsugaya decidiu descansar um pouco e sentou-se para observar como estava indo a obra para reerguer o Portão. Os shinigamis agiam em conjunto para eliminar alguns escombros enquanto outros trabalhavam na construção do mesmo. Os poderes de Masaki estavam sendo extremamente uteis no processo, afinal, seus ataques podiam pulverizar os escombros evitando ter lidar com todo o entulho, além de seu admirável controle da gravidade, que se tornou essencial para erguer os muros rapidamente.

Desde que as obras se iniciaram, Masaki se via cada vez mais atarefada, o que acabou tornando-a um pouco distante dos amigos. Sabia que Hisana iniciara um árduo treinamento com seu tio Ichigo. Também soube que Ginrei também havia iniciado um misterioso treinamento de combate com sua mãe, provavelmente a pedido do clã Shihouin. Yoruichi treinaria Ginrei com técnicas furtivas de combate milenar herdada pelo clã responsável por fundar a Onmitsukido, a maior organização de espionagem da Soul Society. Além disso, Ginrei provavelmente aprenderia a desenvolver técnicas de bakudous e hadous com maior perspicácia, outro costume de seu clã.

— O-oi moça...- A voz de uma criança despertou Masaki de seus pensamentos. Era um menino, deveria ter no máximo uns 6 anos. Tinha os cabelos curtos e bem claros, quase brancos. Seus olhos eram escuros. Ele parecia constrangido. – É que eu e meus amigos temos visto vocês trabalhando faz tempo então pensei que...

— Pensou que...- Ela o incentivou visto que a voz do menino falhou e ele estava corado.

— Pensei que...- Ele estendeu as mãos, oferecendo-lhe um copo com água e um lenço com a outra. -...estivessem cansados.

Masaki sorriu perante a gentileza da criança a sua frente. Pegou o copo e o fino lenço branco.

— Qual o seu nome? – Perguntou a shinigami. O menino pareceu se surpreender com a pergunta.

— Eu me chamo Sasaki Makoto.

— É um prazer te conhecer, Makoto-kun. – A shinigami voltou a sorrir gentilmente. – Eu me chamo Hitsugaya Masaki.

— Ei, Makoto! Você não vem brincar com a gente? – Gritou outro garoto em meio a um grupo de crianças que observava de longe o diálogo da shinigami com o menino de Rukongai.

— Hai! Eu vou sim! – Gritou Makoto em resposta. Voltou-se para Masaki. – Foi um prazer te conhecer também, Masaki-san! Espero que consigam terminar a reconstrução do Portão Norte! Até mais!

— Até! – Respondeu Masaki. O menino virou-se para correr em direção aos amigos, mas antes voltou-se novamente para shinigami.

— ...Masaki-san?

— Hm?

— Um dia eu...vou me tornar shinigami também. Então, eu vou proteger a Soul Society junto com todos do Gotei 13! – Ele não esperou a resposta da Hitsugaya, voltou a correr ao encontro de seus amigos.

Masaki sorriu e voltou para seu descanso, ainda como o lenço e o copo nas mãos.

Naquele momento, percebeu que em breve ela e seus amigos não seriam mais a nova geração de shinigamis da Soul Society.

Mesmo após as batalhas e inúmeras mortes, ainda restavam crianças como Makoto, que acreditavam no bem da Soul Society. Ela entendeu naquele momento que os shinigamis lutavam para garantir que aquelas crianças pudessem florescer, originando uma nova geração que ocuparia a sua e continuaria o legado deixado pelo falecido Comandante do Gotei 13, Yamamoto Genryuusai.

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Central 46

Os shinigamis responsáveis por administrar a Central 46 haviam acabado de tomar uma decisão.

Esta influenciaria no destino do Gotei 13 e consequentemente no de muitas vidas shinigamis.

Um novo Comandante seria eleito para ocupar o cargo que desde a fundação do Gotei 13 pertencera a Yamamoto.

Um nome fora escrito simbolicamente em um papel e guardado em um envelope timbrado pelo selo real. O nome que seria responsável por guiar os shinigamis na principal batalha de sua historia. Batalha essa que selaria muitos destinos e mudaria o rumo de inúmeras vidas.

O nome de um shinigami que teria de carregar o peso do Gotei 13 sob suas costas.

— Envie agora a notificação a ele. Uma reunião de emergência será decretada. Quanto mais rápido o notificarmos, mais rápido teremos um novo líder.

Um shinigami pegou respeitosamente o fino envelope e se retirou da enorme sala usada para conferências entre os shinigamis da Central 46.

O shinigami rapidamente desapareceu da sala e seguiu seu caminho rumo a sede do 1º esquadrão, onde os capitães já aguardavam o anúncio da Central 46.

Dentro do envelope havia apenas duas palavras que formavam o nome do escolhido para substituir aquele que um dia fora o seu mestre, e que passou a respeitar como um avô.

Kyouraku Shunsui.

O mais novo Comandante do Gotei 13.

Notas finais
O capitulo foi curtinho, eu sei :X Mas eu queria que os ESPECIAIS fossem assim, só para mostrar alguns tópicos que serão tratados mais a fundo na segunda temporada e para deixarem vocês um pouco curiosos também kkkk E aí, o que vocês acharam da Hisana querendo treinar com o Ichigo? *w* e que mudanças serão essas que ele tanto espera? Boas ou ruins? Ginrei e Kaien estão 'sumidos' deste capítulo :/ mas lembre-se que serão quatro capitulos especiais então tem coisa pela frente ainda kkk Ah, e o que acharam do novo Comandante? xD Se tudo der certo, final de semana tem a parte 2 dos especiais! Beijos e até o próximo!