Notas iniciais
Não é minha primeira história já fiz fanfics pra btr (eu sei, eu sei, todos nós temos passados negros) mas nunca terminei, mas essa é minha primeira história original e tipo não sou profissional como ninguém aqui é porém tentarei meu melhor... Eu espero que vocês gostem :) PS: eu te amo. (kkkkkkk piada interna) não sei fazer sinopse então, por favor desconsiderem até eu achar algo que tenha a ver realmente com a história.

Então eu acordei.

Quando eu vi aquele quarto de hospital flashs me vieram na cabeça. Foi terrível. Não me lembro de tudo, mas lembro de olhar em volta e não conseguir ver nada além de sangue. Eu rastejava na pista e gritava apenas um nome (que não me é nada familiar) "Brad!" o mais alto que conseguia mas minha vista estava embaçada e eu acho que mesmo ele estando do meu lado eu não conseguiria ver. Lembro de achar que ficaria cega. E que a dor era tão insuportável que quanto mais eu me arrastava mais os vidros quebrados penetravam mais e mais fundo na minha pele. Aí eu apaguei. Graças a Deus eu estou viva. Fiquei imóvel deitada apenas observando o quarto e me perguntando que horas seria. Tirei o oxigênio e todos aqueles fios que estavam grudados em mim, Me levantei, fui até a janela (tentado não esbarrar em nada pois estava muito escuro) e abri a cortina. Ainda era de noite. Provavelmente de madrugada, não tem muito movimento do lado de fora. Me senti tonta. Entrei no banheiro pra jogar água no rosto. Sim, é quase inevitável não se olhar no espelho. E eu olhei. Não me reconhecia, meus olhos azuis pareciam cansados e eu estava com olheiras enormes. Minha pele e meus lábios estavam ressecados. Olhei meu cabelo com dúvida, Continuava castanho mas com uma novidade: estava maior do que o normal. Bem maior, quase na cintura. Ele era curto, sim ele era, nos ombros eu me lembro disso.

– Oh Meu Deus. — me olhei novamente no espelho. — o que aconteceu comigo?- falei comigo mesma.

A torneira continuava aberta e o barulho da água batendo na pia fazia minha cabeça doer. Abri a porta do banheiro sem me importar em fechar a torneira e minha barriga roncou. Nossa estou com muita fome, me dirigi a porta do quarto peguei a maçaneta e girei. Está trancado. Sacudi como se fosse adiantar de algo. Sacudi mais forte e comecei a bater. Olhei por uma janelinha quadrada que tinha na porta esperando alguém passar. Pela minha vista, do lado esquerdo do meu quarto há um corredor e em frente há outro com vários quartos do lado esquerdo e direito, mais lá na frente tinha o elevador e a esquerda dele tinha outro corredor, se alguém sair de lá e eu gritar talvez me escutem. Não sei direito quanto tempo esperei quando vi duas mulheres saindo do elevador.

– Hey! Hey! — falei batendo — Abram a porta! — elas estavam conversando e nem passaram perto de onde eu estava. Que tentativa frustrada.

Eu estava quase desistindo e pensando seriamente em voltar pra cama quando um cara passou na frente da porta e dobrou em direção ao corredor de frente ao meu quarto.

– Heeeeey! — bati novamente. Ele se virou, olhou para mim e arregalou os olhos. — Abra a porta! — Ele se aproximou. — Abra a porta! — ele apontou pro ouvido e logo entendi que ele não podia me ouvir. Fiz sinal pra ele esperar.

Olhei em volta e achei uma caneta e bloquinho de papel em cima de uma mesa que tinha lá. Arranquei uma folha, escrevi ABRA A PORRA DESSA PORTA e coloquei contra a janela.

Ele arrancou uma folha da prancheta que ele estava na mão, escreveu e me mostrou.

ESTOU FELIZ QUE VOCÊ TENHA ACORDADO e me presenteou com um sorriso torto fofo.

Sorri de lado por um instante. Mas depois me recompus porque tipo... cara, quem é ele mesmo? Bati com mais força o papel na janela.

EU NÃO TENHO A CHAVE ele logo me mostrou.

VÁ PEGAR! respondi.

QUERIDA, VOCÊ PRECISA DORMIR tomei um susto quando li "querida". Ele tinha uma aparência bonita, tipo aqueles médicos bonitões alto de olhos verdes e um cabelo liso perfeitamente arrumado. Parecia ser bem jovem pra ser um médico. Bom, estava de branco com um jaleco então deve ser doutor. Fiquei na ponta dos pés (pois não era tão alta) pra ver se tinha nome no jaleco e estava escrito Dr. L. Hunt. Ok, deve ser meu médico.

EU ESTOU COM FOME, POR FAVOR tentei fazer beicinho.

Uma mulher chegou e ele amassou o papel e enfiou no bolso e eles começaram a discutir, tentei fazer leitura labial mas não deu. Até que ele apontou pra mim. Me abaixei (apesar de não saber o motivo disso) e voltei pra cama. A porta se abriu e os dois entraram. Os encarei sentada na cama. A mulher de meia idade com o nome Dra. D. Winter pegou a prancheta que estava pregada na minha cama e leu. Enquanto L. Hunt ficava parado tentando fazer cara de sério. A mulher arqueou a sobrancelha e me olhou.

– Quanto tempo faz que você acordou? — ela me perguntou.

– É proibido acordar no meio da noite aqui? — zombei.

– Quanto tempo? — ela me ignorou.

– Eu não sei, não tem relógio aqui.

– Hummmm, parece que você tem sorte, muita sorte. — ela entregou a prancheta pra L. Hunt e foi até a porta.

– Dê comida a ela. — ela ordenou e fechou a porta. Deixando eu e ele sozinhos. Ele puxou uma cadeira e sentou na minha frente.

– Como se sente? — ele perguntou.

– Com fome.

– Já vamos resolver isso. — ele se levantou foi até um telefone que tinha lá no quarto e discou. Porque eu não pensei nisso? Nem tinha reparado que ele estava ali na verdade. — Um sanduíche de atum com suco de uva pro quarto 217.

Sanduíche de atum com suco de uva é tipo a combinação do meu suco e sanduíche preferido. O encarei me perguntando como ele sabia sobre essas coisas. Ele desligou e veio se sentar de novo.

– Como assim, eu tenho sorte? Do que ela esta falando? — ele suspirou.

– Nós temos que ir com calma.

– Ir com calma? O que você quer dizer?

– Preciso fazer uns testes em você antes de contar-te alguma coisa. — arqueei uma sobrancelha.

– Ninguém vai fazer testes em mim.

– Relaxe, são só algumas perguntas simples.

– Para que precisa fazer isso?

– Para... Ver como você está mentalmente. — o que ele quer dizer?

– Você acha que eu sou perturbada?

– De jeito nenhum, não tem nada a ver com isso.

– Então o que?

– Tudo será explicado em breve. — cruzei os braços. Não sabia quando "em breve" poderia ser e eu não gosto de não saber o que está acontecendo.

A enfermeira chegou com o meu lanche finalmente. Ela mandou eu me reclinar na cama para ela poder instalar tipo uma mesinha na cama para eu poder comer.

– Pode deixar, eu posso comer sozinha. — falei. Ela me olhou feio e saiu do quarto. Parece que todos aqui são mau-humorados, menos o Dr. L.

Ele me olhou enquanto eu abocanhava o sanduíche por todos os lados, estava meio constrangedor depois de alguns minutos.

– Você não tem o que fazer? — falei de boca cheia. Ele riu.

– Tenho, pode responder à aquelas perguntas? — revirei os olhos. — prometo que serão simples. Se não souber a resposta ou quiser que eu pare, eu paro, eu juro. — limpei a boca com o guardanapo e me ajustei numa posição confortável.

– Ok.

– Ótimo, então lá vai... Você... — ele se inclinou pra frente apoiou os cotovelos no joelho e entrelaçou seus dedos. — Você sabe qual é o seu nome? — eu ri.

– Que pergunta é essa?

– Eu disse que seria simples.

– Claro.

– Então você sabe? Qual é? — ri de novo achando uma pergunta ridícula.

– Meu nome é... — eu travei. Nenhum nome me vinha a cabeça, só Brad o único nome que eu sei e nem ao menos sei o rosto pertencente a ele. Olhei pro nada e comecei a suar frio.

– Ok, veja bem, eu sou Logan. E você é... — eu continuava a olhar pro nada. Engoli o seco.

– O que está acontecendo comigo? — perguntei tentando manter a calma.

– Relaxe, está tudo bem não saber... Nós podemos ir para a próxima pergunta, se quiser. — mesmo não querendo de modo algum continuar eu precisava saber mais do que eu não me lembro. Balancei a cabeça. — Ótimo, agora eu vou dizer alguns nomes aleatórios, você pode me dizer qual deles acha familiar?

– Eu posso tentar.

– Preciso que você fique calma e se concentre nos nomes.

– Tudo bem.

– Alison. — ele olhou minha expressão e eu não disse nada. Então ele continuou. — — Pam. Molly. Ryan. Alex. Kristen. — a cada nome ele dava uma pausa, talvez para tentar ler meu rosto, mas eu não sei se eu deveria ter reconhecido algum desses nomes... Na verdade, estou começando a entrar em pânico — Matt. Paris. Violet. Taylor... Nenhum? — balancei a cabeça indicando que não ele respirou fundo. — Melissa. Ian. Brad...

– Brad. — sussurrei.

– Brad? — infelizmente ele escutou. — Reconhece esse nome?

– Eu...

– Você não reconhece mais nenhum?

– Não... — olhei pra baixo. — Por acaso você falou meu nome?

– Sim. — falou ele se encostando na cadeira. — Te ajudou a lembrar?

– Não.

– Oh.

– O que foi? Eu não passei no teste? Eu tenho problemas?

– Não vamos pensar nisso como um teste ok? — ele esticou o braço e tentou pegar minha mão. Me esquivei como reflexo impedindo o toque. Ele recuou um pouco envergonhado. — Estamos apenas conversando... Agora me diga, quem é Brad? — então é isso, meus olhos se encheram de lágrimas e engolido o choro eu falei:

– Eu. Não. Sei. — acho que se eu tivesse permitido nosso primeiro toque provavelmente ele me tocaria de novo agora mas em vez disso ele se levantou da cadeira.

– Melhor dormir, eu voltarei amanhã. — e sem dizer tchau ou desejar boa noite ele saiu, apagando a luz e me deixando na escuridão mais uma vez.

– Mas eu não estou com sono. — falei tarde demais. O jeito foi tentar achar a posição que fosse agradável pra uma boa noite de sono. Quase impossível, pois só uma pessoa em coma conseguiria dormir nessa cama sem reclamar. Assim que esse pensamento me veio a cabeça senti uma dor no peito e respirei fundo. Só uma pessoa em coma. Olhei novamente pro meu cabelo. Como eu não percebi antes? É óbvio, é a única explicação pra o tamanho do meu cabelo. Ainda não sei o que aconteceu comigo, não sei o que me levou à aquele hospital, nem por quanto tempo eu dormi e por último não tenho ideia de quem é Brad.

A manhã pareceu chegar muito rápido. Ainda estava com sono pois não consegui dormir o direito o resto da noite que eu tinha. Aquele quarto era realmente muito estranho. Não tinha televisão, nem relógio, nem calendário, só uma cama uma mesa, um telefone e uma cadeira reclinável. Que tipo de quarto não tem pelo menos uma televisão? Me levantei cambaleando até a porta, girei a maçaneta e mais uma vez me deixaram trancada. Isso não era um bom sinal. Antes que eu pudesse retornar para a cama a porta se abriu e Dr. Logan entrou com uma bandeja com ovos com bacon e suco de laranja e um curioso copo com uma margarida lilás dentro dela.

– Pra que a margarida? — falei.

– Bom dia pra você também. — ele colocou a bandeja na mesa. — Tentando fugir de novo?

– Eu não tentei fugir e isso não é uma prisão.

– Você está certa. — continuei olhando a margarida. Ele olhou também. — Peguei no canteiro da entrada. Tive que pegar sem que o velho Andy visse, ele tem muito ciúmes das suas flores.

– Oh quanta honra receber uma flor do canteiro do hospital, vigiado pelo aclamado Andy. — ele riu. Não era uma piada.

– Achei que você iria gostar. — sorri sem graça e sentei na cadeira em frente a bandeja. Ele arrastou outra e sentou ao meu lado.

– Veio fazer mais perguntas? — falei com a boca cheia.

– Bem, não sou eu que vou fazê-las hoje.

– E quem é? — a porta se abriu e a Dra. D. entrou, respondendo minha pergunta. Fiz uma cara feia e me concentrei no meu bacon quase frio.

E como você está hoje? — ela perguntou pra mim.

– Ótima. — falei sem olhar pra ela.

– Que bom, fico feliz. Logan, pode nos deixar a sós agora?

– Pra que? — falei.

– Quero ter uma conversa com você, de mulher pra mulher, se não se importar.

– Me importo. A não ser que Dr. Logan fique. — não sei porque disse isso mas não confiava naquela mulher. Logan ficou lá parado com um sorriso no rosto olhando pra Dra. D. Nós dois estávamos. Ela ergueu uma sobrancelha, não esperava por isso.

– Tudo bem, pode ficar. — percebi que ela estava incomodada. — Será rápido, só vou fazer algumas perguntas simples. — a mesma coisa que Dr. L. falou ontem a noite, dei um risinho pois achei coincidência demais.

– É claro.

– Pelo que eu soube você não sabe seu nome, isso é verdade? — mordi meu lábio inferior e olhei pra baixo. Ela continuou em pé me olhando comer o resto do meu café da manhã e Dr. Logan continuou sentado.

– É.

– Hum. — ela anotou alguma coisa na prancheta que estava em suas mãos.

– O que esta fazendo?

– Só escrevendo.

– Sobre mim?

– Sobre nossa conversa.

– Por que você faria isso?

– Ajuda na compreensão.

– Compreensão?

– Não se preocupe, queridinha, coisas de médico, você não entenderia. — definitivamente não gosto dessa mulher, só a vi duas vezes e ainda sim me sinto desconfortável quando ela está por perto. Dr. L. estava calado, nos observando. — Continuando... Diga-me, que sonho teve ontem a noite?

– O que a faz pensar que tive um sonho?

– É totalmente normal as pessoas sonharem.

– Não obrigatoriamente toda noite.

– Sim, mas por tudo que aconteceu com você, as circunstancias dizem que você deveria ter tido pelo menos dois sonhos essa noite.

– O que aconteceu comigo?

– Aqui, quem faz as perguntas sou eu lembra? Você em breve saberá.

– Pegue leve com ela, Diana. — Dr. Logan falou passando a mão na cabeça.

– Ora, o que eu falei demais? — a encarei com raiva.

– Já disse que não tive sonho nenhum.

– Não está mentindo pra mim, está? — girei minha cadeira pra ficar de frente pra ela

– Por que eu mentiria pra você? — ela me encarou e deu um risinho.

– Dra. Winter precisamos de você na ala Psiquiátrica. — o auto falante do hospital anunciou. — Dra. Winter precisamos de você na ala psiquiátrica.

– O dever chama. — falou ela. — Continuamos mais tarde, queridinha. — não sorri nem respondi. Ela fechou a porta do quarto com força e pude ouvir um "Ops" por trás.

– Ela é psiquiatra? — perguntei a Dr. Logan.

– Também.

– Também?

– Ela também é cirurgiã. — a velha tinha talento.

– Eu não preciso de cirurgia. — ele suspirou. — Ela acha que eu sou louca?

– Não. — senti a mentira na voz dele.

– Você me acha louca?

– Não, claro que não. Você não é louca, ou perturbada, não lembrar o nome não quer dizer nada.

– Você sabe meu nome? — ele hesitou. — Diga-me qual é.

– Desculpe, tenho que deixar você descobrir isso. — abaixei a cabeça.

– Eu estou aqui pra te ajudar. — não falei nada, ele fez uma pausa. — Tenho uma ideia que talvez te ajude a lembrar. — ele pegou caneta e papel e começou a escrever.

– O que você está fazendo?

– Lembra dos nomes que eu te falei ontem?

– Não de todos.

– Vou escrevê-los no papel, seu nome está aqui. Você só precisa lembrar qual deles é. — ele me entregou a lista. Analisei nome por nome.

– Há nomes masculinos aqui.

– Sim, há. Esta é a segunda parte, alguns desses nomes você reconhece, sei que reconhece, e outros talvez não, depois que descobrir seu nome o próximo passo é reconhecer os outros nomes da lista.

– Eu reconheço Brad, mas não sei quem é ele.

– Você vai ter que associar os rostos a cada nome também, se possível. — pareceu informação demais pra mim. — tudo ficará mais fácil quando você souber seu nome.

– Como eu vou descobrir isso?

– Bom, Diana está certa, a probabilidade de você ter sonhado noite passada é grande e o sonho muitas vezes pode ser uma memória.

– Você acha?

– Sim, as vezes eles são. Não estou dizendo 100% dos sonhos mas pelo menos 30% deles são. — eu não sei porque mas conversar com o Dr. Logan era muito melhor do que conversar com a Dra. Diana vadia, quando o conheci ontem a noite não estava afim de conversar só queria sair daquele quarto e talvez ficar sozinha, mas hoje ele pareceu se importar comigo desde a margarida lilás até a lista de nomes. Eu acho que ele realmente está tentando de algumas forma me ajudar.

– Dr.?

– Sim.

– Dr... L.

– Logan, eu falei meu nome pra você ontem.

– Falou? — ele arregalou os olhos. — Brincadeira. — ele riu.

– Humor negro.

– Eu tive um sonho estranho ontem.

Continua...

Notas finais
whats up? Eu não tenho certeza sobre essa história então, por favor não esqueça de deixar seu comentário, positivo ou negativo, seja sincero, flwsss