Blame

1 Capítulo 1: Nova Iorque


Notas iniciais
Olá pessoinhas! Estou com mais um projeto original graças a fofa da Solitária, ela me deu o incentivo a fazer e deu muitas sugestões para a nova trama! Essa história é um pouco mais ''madura'', espero que gostem e comentem bastante (hauaha).
Aproveitem ♥

OBS: A narração será alternada entre primeira e terceira pessoa, não estranhem :x

Nada é tão bom para uma recém-formada na faculdade — e uma mera iniciante na vida — ganhar a tão sonhada liberdade de viver sozinha e como bem quiser. É, seria uma maravilha se eu não tivesse que lidar com inúmeros problemas ao longo dos últimos dois anos antes de me formar na universidade. Sem pai, sem mãe, sem cachorro, sem papagaio, pois é... SOZINHA para encarar no mínimo DEZ processos por difamação, exposição indevida de imagem e outras termos jurídicos que não procuro saber o que é.

''Magnata da mais famosa loja de moda, Wavy Street, foi flagrado fazendo negócios no mercado negro nas ruas de Nova Orleans. Ao que parece ele adquiria animais raros para usar na fabricação de suas limitadas, caríssimas e exóticas roupas de grife para comercialização. Em uma entrevista feita pela revista Queen, Davi Street dizia que não usa animais na confecção de suas roupas.''

''Cristina Fanny, uma das figuras mais famosas do mundo dos cosméticos foi encontrada morta em seu apartamento no estado da Pensilvânia. A mulher estava com marcas de sufocamento e ao lado dela foi encontrado um pequeno vidro de veneno, a principal suspeita do caso é sua irmã gêmea e também vice-presidente da empresa''

Essas duas reportagens feitas por mim como trabalho de conclusão de curso (TCC) renderam as ações voltadas contra minha pessoa. Sim, uma reles repórter investigativa de apenas 22 anos que, a dois meses e meio mora em Nova Iorque está levando milhões de processos na cara por pessoas da alta sociedade.

- Senhorita Wissen, você precisa arrumar um advogado logo, já tem dois meses que estão adiando as audiências. — Informou o juiz responsável pelos casos.
- Senhor Parker, eu tenho 22 anos de idade, acabei de sair da faculdade, meu estágio não era remunerado e eu estou desempregada! A revista que havia me contratado fechou as portas para mim depois de querer uma pequena promoção. Como quer que eu arrume um advogado? Meus pais não tem mais nada a ver com minha vida, então nem se quer posso pedir dinheiro a eles. Não vou vender o apartamento que ganhei do meu avô, senão onde vou morar?! — O mais velho suspirou profundamente.
- Se não encontrar alguém que lhe defenda judicialmente, a senhorita vai parar debaixo da ponte e seu apartamento, infelizmente, será retido como fiança. Tem ciência disso?
- Puta merda, era o que me faltava!

(...)

Bem, estou definitivamente na merda! Eu diria que não tem como ficar pior, mas sei muito bem que sempre fica.

- Ora, se não é a esquentadinha Wissen. — Esse é o vizinho do outro lado do corredor.
- Acho que estou ouvindo vozes. Beleza, além de ferrada estou louca. Maravilha! — A mulher abriu a bolsa e tirou as chaves do apartamento.
- Vai continuar me ignorando? Sabe de uma coisa, eu tenho a solução para seus problemas.
- E qual seria? Porque estou precisando de uma solução urgente! — Falou enquanto abria a porta sem olhar para o homem.
- A solução sou eu! — O maldito deu um sorriso galanteador fajuto. — Ei espera, não vai embora, eu estou falando sério! Eu sou um advogado sabia? Podemos fazer um acordo, que tal?
- Olha Tayson, desculpe-me a grosseria, mas eu estou ocupada demais para ouvir suas brincadeiras.
- Tudo bem, tudo bem, eu que peço desculpas. Sei que não está com cabeça para isso, mas aqui, vou lhe entregar meus contatos, qualquer coisa bate lá em casa. — O homem de olhos verdes tirou do bolso do terno um pequeno cartão e deu à mulata.
- Obrigada, tenha um bom dia!

Desde que cheguei ao prédio Blaze, arrumei confusão com todos os vizinhos possíveis, nesse caso não exclui o irritante e todo certinho, Tayson Gannon. Bom, o ódio entre nós dois foi causado por uma simples garrafa de vodka.

Entrei no meu apartamento, que por sinal não há muitos móveis ou decorações, só o necessário para um ser humano sobreviver, larguei a bolsa em qualquer canto e fui procurar algo para almoçar. Quanto a isso sei me virar, pois desde pequena gosto de cozinhar e fui ensinada por motivos de urgência, meus pais trabalham muito. Meu pai é médico forense e minha mãe é professora universitária de história. Graças a eles formei meu gosto por investigação e como sempre gostei de escrever juntei os dois no curso de jornalismo e quero dar continuidade nos estudos para aprofundar ainda mais o jornalismo investigativo.

Preparei uma comida leve e depois fui procurar mais vagas de emprego na internet, preciso de dinheiro ou então estou fadada a virar mendiga. Procurei... procurei... procurei:

- EU VOU MORRER DE FOME E MORAR DEBAIXO DA PONTE! — O celular tocou. — Quem será que me liga a essa hora? — ''Juiz'' — Alô?
- Ivy Wissen?
- Ela mesma.
- Preciso que venha ao fórum rápido, tem uma audiência daqui a quarenta minutos.
- QUÊ?!

(...)

- Meritíssimo, eu já disse milhões de vezes que o meu TCC foi feito dentro dos padrões exigidos, se tivesse algo errado eu ainda estaria na faculdade fazendo aquela coisa do cão de novo!
- Mas a senhorita acusou sem saber dois grandes nomes dos Estado Unidos da América.
- E eu com isso se eles são grandes nomes?! Eu estou sendo julgada de forma errada, apenas fiz meu trabalho e ninguém reclamou disso.
- Tem provas de que o disse nas notícias era verídico?
- Eu fui até os locais dos dois crimes e me infiltrei no monte de outros jornalistas que estavam lá fuxicando de espreita, só eu fui condenada?!
- Fostes a única que fez acusações graves.
- Mas ora seu juiz, qualquer um que estivesse lá conseguiria perceber.
- Vou repetir senhorita Wissen, tem provas?
- E-Eu... e-eu... ah, quer saber? VAI À MERDA TUDO ISSO, eu tenho provas sim, mas do que adianta mostrar as provas se quem ganha é quem tem mais dinheiro? — Involuntariamente a mulata fez um gesto obsceno com o dedo do meio para todos presentes. Isso sujeitou a nada mais nada menos que uma bela voz de prisão por desacato.

(...)

- Já estou aqui nessa maldita cela por 12 horas, com fome, frio e com vontade de ir ao banheiro. Isso que dá Ivy, você, sua teimosia e sua boca solta. Parabéns, mereço um prêmio!
- Ivy Wissen. — Um policial chegou próximo a cela. — Vim soltá-la.
- Hein? Isso é um sonho né?! Foram meus pais?
- Silêncio e me acompanhe.
- S-Sim.

Segui o guardinha grosso até uma sala daquelas de interrogatório — pareceu um filme, uau! — e lá tinha um cara super lindo ft. maravilhoso e...

- Ivy?
- Tayson? Veio rir da minha cara porque me levaram em cana, é isso?
- Eh, não é que...
- Desculpa interromper esse momento ''amigos'', mas eu gostaria de falar com essa belíssima pérola negra. — Por mais que a pele de Ivy fosse mais escura que a de todos ali, era possível ver a vermelhidão nas bochechas dela.
- O-Obrigada... Ah, podem tirar as algemas? Isso está me incomodando, não por estar apertada, mas é que eu me sinto como se fosse participar de uma sessão de S&M*...

Notas finais
*Sadomasoquismo

Bem, é isso, espero que gostem :33