Blade Of Fate
8 The Girl From the Tornado
Notas iniciais
Faz algumas horas desde que Isaac começou sua viagem até Ageon. No momento ele viajava por um caminho no meio de uma floresta. As grandes árvores que ali haviam diminuíam consideravelmente a luminosidade do local, deixando uma pequena impressão de fim de tarde, mesmo sendo cedo da manhã. Isaac estava praticamente em um “piloto automático” enquanto andava, pois não falava, pensava, ou ao menos raciocinava sobre o caminho em que andava, isto é, até chegar a uma bifurcação.
– Uma bifurcação, huh? – ele olhou para a placa que dividia as estradas, tentando achar alguma cidade próxima de Ageon nas placas. – Parece que terei que passar por Ironmay antes... Devo chegar lá logo depois do almoço.
Ele estava pronto para seguir o caminho, quando ouviu vozes que vinham do outro caminho.
– E então? – a voz masculina grossa dizia. – Para passar por aqui terá que nos pagar um pequeno “pedágio”.
Isaac se aproximou cautelosamente para ver o que estava acontecendo naquele local. Eram três homens, humanos, fortes e altos, com armaduras e armas pesadas. Pareciam simples bandidos. Eles estavam abordando uma pessoa que era impossível distinguir seu sexo por causa da grande capa que protegia seu corpo, além do capuz que cobria seu rosto de uma maneira um tanto quanto esquisita.
– Mais oportunistas... – Pensou Isaac. – Bom, não é problema meu...
– E então?! Está surdo?! – um dos homens gritou.
– ... – o ser continuava parado, sem dizer uma única palavra.
– Está brincando comigo?! – outro gritou, puxando a pessoa pela capa e a erguendo. – Se não nos der seus pertences, teremos que pegar por força!
– ...
Isaac estava pronto para seguir seu caminho, quando sentiu um forte vento bater contra ele. Os três homens que estavam ali também sentiram, porém não se abateram e continuaram a tentar convencer a pessoa a dar seus pertences.
– Vocês são irritantes. – uma voz feminina disse. – Wind Storm.
Do nada, um grande redemoinho foi criado aonde estavam os homens, que, enquanto fazia vários cortes em variados locais, também os levantava do chão. Os bandidos gritavam de dor e medo, enquanto eram levantados junto de uma nuvem de poeira.
– Magia de vento. – Isaac pensou. – E uma das mais fortes que eu já vi.
Após mais alguns segundos, o redemoinho acaba. Os homens começavam cair no chão, e a poeira começava a baixar. No centro daquele redemoinho, com uma katana na mão, a pessoa finalmente revelava-se, já que sua capa havia sido levada pelo redemoinho.
– E então, se divertiram? – a voz feminina falava, em tom irônico. – Se quiserem, posso manda-los para lá novamente.
– Não! Não faça isso! – gritava um dos homens, sem olhar para a pessoa que falava. – Por favor!
Isaac, que havia fechado os olhos para não ter problemas com a poeira, finalmente pode abri-los. Para sua surpresa, a pessoa que conjurou aquela magia de vento, estava ali em sua frente, sem sua capa, com uma katana apontada para um dos homens. E ela era linda.
Uma garota ligeiramente alta, humana, por volta dos 1,70, magra, com curvas ligeiramente avantajadas. Seus cabelos azuis escuros longos finalmente abaixavam por causa da falta do vento, e desciam por cima da armadura leve que vestia, enquanto algumas mechas cobriam parte de seus olhos castanhos avermelhados. Aqueles olhos... Eles pareciam guardar um instinto assassino, que dizia que não era pra mexer com ela se não quisesse perder um braço ou uma perna – ou mesmo a vida. Entretanto, Isaac não conseguia deixar de ficar impressionado com a beleza daquela mulher, que carregava uma katana de lâmina branca esverdeada.
– Ótimo. – ela dizia. – Então, se prezam por suas próprias vidas, saiam daqui correndo e nunca mais voltem!
Pareciam ordens. Os três bandidos se levantaram numa velocidade impressionante, e nem se importando de recolher qualquer coisa que tivesse deixado, correram o mais longe possível, na direção de Goldensgreek. A garota, que aparentava estar por volta de seus 20 anos, apenas olhava, com um olhar de repreensão para o caminho que os bandidos iam. Até perceber que havia mais alguém ali.
– Quem está aí?! – disse, apontando a katana para um pequeno arbusto.
– Não se preocupe, não sou seu inimigo. – Isaac se levantava e ia em direção a ela, mãos levantadas, para mostrar que não estava com nenhuma arma nas mãos no momento.
– Hmpf... É amigo deles?
– Não. Apenas estava passando por aqui e acabei vendo o ocorrido.
– Hmpf... – ela então enbainha a katana. – Menos mal...
– Você é uma Magic User, certo? – perguntou o garoto, enquanto observava a garota pegar sua capa de cima de uma árvore.
– Como descobriu, gênio? – mais uma vez ela usava a ironia.
– Não tenho certeza, talvez fosse por causa do pequeno redemoinho que ocorreu aqui... – ele respondeu, brincando. – Mas não é nada concreto, claro!
– Sim, eu sou uma Magic User. Magic User do vento, para ser mais exato. – ela colocou a capa novamente, porém sem botar o capuz, e continuou, enquanto se aproximava de Isaac. – Algum motivo em especial?
– Nenhum. – ele não conseguia pensar direito. Estava muito impressionado com aquela garota. Sua beleza, sua força, sua frieza. Não era algo que ele costumava ver em Goldensgreek. – Apenas pensei que não é tão comum ver Magic Users humanos nesta época.
Aquilo que Isaac disse era verdade. A quantidade de partículas mágicas havia diminuido em tal quantidade, que desde 50 anos atrás, pouquissímos humanos tinham acesso a magia, mesmo que as básicas. Já era incrível Goldensgreek ter dois – ele e Logan.
– Algumas coisas podem ser mais comuns caso você procure. – disse, virando de costas para ele. – Agora, eu preciso ir.
– Você está indo para Ironmay? – falou, após observar a garota seguir o caminho que ele tentou ir, antes de ser interrompido.
– Sim. Tenho negócios a resolver lá.
– Eu também estou indo para lá, caso não se importe, podemos ir juntos.
– Hmpf... – a garota fez uma cara de indiferença e disse. – Tudo bem. Não há como nós irmos por caminhos diferentes de qualquer forma.
– Certo. – ele então chegou do lado dela, para continuar pela trilha. – De qualquer jeito, meu nome é Isaac Greyveil.
– Greyveil, huh? Eu sou Juliet Rayhart.
Eles andaram por aquele caminho por algum tempo. Pela primeira vez na vida, Isaac sentiu que ele devia falar, que ele devia tentar conversar. Ele estava curioso. Ele queria saber mais daquela garota estranha. De alguma forma, ela o fascinava, porém era somente isso — ele não sentia que era amor, ou que ao menos queria ser amigo dela, ele estava simplesmente curioso porque ela era realmente interessante, com aquela frieza, a magia, a força e a beleza. Era algo completamente diferente de todas as garotas que ele havia visto até hoje.
– Então, Juliet, você é uma espadachim? – disse, enquanto olhava para a katana que ela segurava.
– Exatamente. E você é... – ela deu uma olhada para ele, de cima a baixo, mas, com uma face confusa, continuou. – O que você é...?
– Haha. – ele não conseguiu conter o riso. – Eu era um ladrão, mas hoje em dia faço qualquer coisa, sou apenas um mercenário.
– Um mercenário, huh? – Juliet abaixou a cabeça, enquanto dava um pequeno sorriso. – Então pelo menos em uma coisa, somos iguais.
– Você também é uma mercenária?
– Sim. Agora mesmo, estou indo para uma missão em Ironmay.
– Heh, também estou em trabalho, só que é bem mais longe daqui.
– Poderia me dizer aonde?
– Ageon.
– Ageon? – a garota se espantou levemente. – Não é aquele local que dizem que foi destruído por lobisomens?
– Lobisomens? Isso não é apenas lenda?
– Toda lenda tem um pouco de verdade, não acha?
– Talvez você tenha razão.
Eles continuaram seguindo por aquele caminho por algum tempo. Eles não conversavam muito, apesar do interesse de Isaac. Só alguma idéia ou outra sobre o trabalho de mercenário como um todo ou alguma coisa sem muita relevância. Ambos não queriam falar mais do que deveriam para alguém que tinham conhecido a apenas algumas horas.
– Isaac, você disse que era um Greyveil, não? – ela falou, quebrando o silêncio.
– Sim, exatamente.
– Isso significa que você deve ter uma relíquia de família, estou certa?
– Certo. Mas o que você quer com isso?
– Nada de mais, só queria saber se toda família com grande história tem isso.
– Provavelmente. Mas cada uma tem algo diferente, creio.
– Entendo...
Isaac não notou a garota abaixando a cabeça após aquelas palavras. Algo a incomodou sobre aquilo. Quando o garoto finalmente percebe, algo os surpreende.
Um barulho estranho vindo das árvores foi ouvido. Os dois desenbainharam suas espadas, já temendo o pior. Eles então notam vários homens saírem dos cantos da estrada e de cima das árvores, eram todos elfos.
– High Elves, huh? – Isaac pensou, segurando suas espadas.
– Haha! – uma voz ria, de dentro das árvores. Então, um elfo de grandes cabelos loiros saiu do meio dos arbustos. – Vejo que temos dois humanos aqui. Que incrível, realmente incrível!
– O que você quer, Leon? – Juliet disse, com uma raiva no olhar.
– Ora, ora, se não é a Juliet...! – o elfo abriu os braços, com um grande sorriso estampado no rosto. – É realmente uma ótima coincidência te encontrar aqui!
Leon era alto, assim como a grande maioria dos elfos. Cabelos loiros compridos que era seguradas por uma bandana branca com uma espécie de seta azul – o símbolo dos High Elves. Ele usava uma grande capa branca com o mesmo símbolo da bandana, que cobria as roupas verdes e amarelas que ele usava junto de sua armadura level. Uma katana podia ser vista presa em sua cintura.
– Agora você ataca humanos até nas estradas de partes “supostamente humanas”?
– É apenas o que devo fazer para que os seres mais fortes de Celes consigam seu merecido lugar!
– Os senhores de Goldensgreek e Ironmay não perdoaram isso, você sabe! – ela deu um pulo para frente, esbravejando as palavras.
– Haha! Os Silversuns não se importam com isso, minha querida. Ironmay é uma cidade sem liderança desde que o último líder morreu num ataque de bandidos. E o líder de Goldensgreek é apenas um idiota covarde que acha que pode negar a guerra.
No mesmo momento que Leon terminou de falar sobre Logan, Isaac aparece em seu lado, com a espada feita de Mithril exatamente no pescoço do elfo.
– Fale mais sobre o Logan, maldito... – ele disse, com raiva em seu olhar. – E você nunca mais falará nada!
– Isaac...! – Juliet gritou. – Você está louco?!
– Hmpf... – o elfo apenas mexeu um dedo, o que fez vários soldados atirarem flechas com seus arcos no garoto, que com um pulo rápido, desviou. – Você realmente se acha muito bom, não é garoto? Quem é você?
– Não é de sua conta! – o ruivo gritou, já ameçando partir novamente para atacar Leon, apenas para sentir seu braço ser segurado pela garota ao seu lado.
– Isaac...! – ela falou, chamando sua atenção. – Não faça isso idiota, você vai colocar tudo a perder...!
– Isaac...? Por acaso você é Isaac Greyveil?
– Como você sabe? – ele perguntou.
– Obviamente! Nós temos fichas bem elaboradas de todas as famílias que já foram, são, ou podem ser grandes em Celes... – Leon levou sua mão ao rosto e continuou. – Mas um Greyveil... É incrível ver uma família que já foi tão grande se tornar... “Isso”.
– Fale o que quiser de minha família, maldito. – Isaac abaixou suas espadas, dando um olhar de indiferença para o elfo. – Eu não me importo.
– Haha...! É exatamente o que eu pensaria sobre um mercenário! – ele deu mais uma risada. – Me desculpe, ainda não me apresentei. Eu sou Leon Silversun! Um dos generais dos High Elves e segundo na linhagem de liderança dos Silversuns!
– Um Silversun... – o garoto então olha para Juliet, ao seu lado, que logo lhe diz.
– Viu?! Agora você entende porque temos que ser cuidadosos?!
– Não é como se eu me importasse... Se continuarmos aqui, morreremos de qualquer jeito.
– Talvez você tenha razão... Mas você realmente quer botar tudo a perder?!
– Hmpf... Me desculpe, Juliet, mas eu não tenho tempo para isso...
Após aquelas palavras, Isaac pegou uma das bombas que ele guardava em seu cinto e jogou no chão – uma bomba de fumaça. No meio da fumaça, ele pegou Juliet e saiu do local, sem ser visto.
– Isaac...! O que está fazendo...! – a garota falou, um pouco envergonhada, nos braços do ruivo.
– Não perdendo meu tempo.
Ele então parou, e deixou a garota no chão. Olhando para os vários soldados que estavam saindo da fumaça, levantou sua mão, que iniciou um incêndio na floresta, separando eles do resto.
– Você... Você também é um Magic User...!
– E como percebeu isso, gênia? – ele riu, ironicamente.
– Hmpf... Talvez por causa da grande quantidade de fogo que saiu daqui. – ela se virou, e continuou a andar pela estrada.
Dentro da fumaça e do círculo de fogo, Leon e os soldados que não foram queimados se juntaram no centro.
– E agora, general...?! – falou um dos soldados.
– Isaac Greyveil... – Leon ficou pensativo, enquanto olhava para a grande parede de fogo que tinha em sua frente.
– General?! – os soldados continuaram gritando, tentando tirar o elfo do transe.
– Quietos! – ele respondeu no mesmo tom, o que assustou os soldados. – Você estão com medo de um pouco de fogo e ainda assim se consideram elfos?! Todos os com magias de água, acabem com isso!
– Sim! – responderam em uníssono.
Cerca de meia dúzia de elfos se juntaram e começaram a jogar água nas grandes barreiras de fogo. Como a quantidade de fogo já havia ficado imensa por causa das árvores queimadas, demorou algum tempo até que pudessem continuar. Olhando para o longe, Leon continuava pensando no Greyveil.
– Isaac Greyveil... – um olhar raivoso se estampou em sua face, enquanto ele pisava nos restos da pequena bomba que o ladrão havia usado. – Como ousa me fazer de idiota! Eu vou te matar nem que seja a última coisa que eu faça na minha vida!
Já ligeiramente longe dali, Isaac e Juliet continuavam andando, até chegar nas proximidades de Ironmay.
– É aqui que nos separamos. – disse Juliet, se virando para o garoto.
– Você não vem?
– Não, minha missão é para outro lado.
– Então acho que isso é um adeus, não?
– Sim, Isaac. – ela então se virou de costas. – Espero te ver novamente, Isaac Greyveil. Foi... Interessante.
– Haha. Sim, também espero te ver novamente.
Os dois então seguiram caminhos diferentes. Juliet entrou numa pequena estrada ao lado da entrada da cidade, enquanto Isaac entrou em Ironmay.
Ironmay é uma cidade um tanto quanto pobre. Ela havia sido muito rica no tempo da Primeira Guerra Civil, pois era a maior fonte de metais, tanto raros quanto comuns, o que fez a cidade prosperar rápido. Porém como em todo local aonde o extrativismo é a principal economia, com o tempo acaba, deixando a cidade pobre. Para piorar a situação, a apenas alguns meses o senhor de Ironmay morreu, sem herdeiros, deixando a cidade sem liderança, e á mercê das influências de Dark Blades e High Elves.
Chegando lá, foi logo para a taverna. Ele não havia comido nada no almoço, por isso a fome lhe atacava brutalmente. Mal sabia ele que alguém estava o observando.
– Hmm... – uma pequena garota, de trás de um barril, olhava para o garoto. – Preciso avisar o Eric...
Alguns minutos se passaram, e Isaac se sentou numa cadeira no balcão da taverna. Ele pediu alguma comida e bebida para acabar com a fome, e logo refletiu sobre o que havia ocorrido no dia.
Ao seu lado, um homem de cabelos loiros extremamente espetados lhe perguntou:
– Novo na cidade? – a voz era calma e alegre. Isaac respondeu com um pequeno movimento com a cabeça. – Ha. Bem vindo a Ironmay, a cidade das minas.
– Minas? – ele perguntou.
– Sim. A maior parte das pessoas da cidade ganha dinheiro com a exportação de minérios diferenciados. Ironmay é um local que já foi muito rico em Orichalcum nos tempos passados, embora hoje seja uma mina apenas de ferro.
– Orichalcum? Não é aquele metal raro que foi muito usado durante a primeira guerra civil?
– Sim! É um metal muito raro atualmente! Todo mineiro sonha em trabalhar com ele! Eu até ouvi boatos que um ferreiro de Goldensgreek chamado Gale Redsteel paga muito bem por qualquer quantidade de Orichalcum. É o sonho dele trabalhar com isso.
– O velho Gale, huh? Mas então porque a cidade é tão pobre?
– Por que não há mais nenhum metal raro na cidade. O Orichalcum acabou faz muitas eras, o Mithril está no fim, e isso nos deixa apenas com ferro. Porém, como somos pobres, não podemos nem ao menos refinar o ferro em aço.
– Sinto muito. – disse o ruivo, tomando um gole de sua bebida.
– Não sinta. Fomos nós que nos deixamos acabar assim. Mas creio que a cidade pode ser próspera algum dia, como meu pai já me disse.
– Seu pai?
– Meu pai era um conselheiro na cidade, assim como um defensor da justiça. Haha. Enfim, amigo, qual o seu nome?
– Meu nome é Isaac Greyveil.
– Greyveil... Onde eu ouvi esse nome antes...? – o loiro desistiu de pensar mais, e logo foi dizendo. – Esquece. O meu nome é...!
O garoto foi interrompido por um barulho de homens entrando na taverna. Eram três mineiros altos e fortes, que chegavam com suas picaretas em mãos.
– Heeeeeeeey! – dizia o primeiro. – Eu ouvi dizer que chegou um forasteiro na cidade! Aonde ele está?!
Isaac suspirou. Nem comer em paz ele conseguia mais.
– Aiai... Sou eu. – disse, se levantando da cadeira e se revelando para os homens.
– Amigo, não temos problema com você na cidade. – começou um deles. – Só que precisamos que pague uma pequena “taxa” de estadia para ficar aqui, sabe como é.
– E se eu me recusar?
– Nós teremos que usar a força! – falou, levantando a picareta até seu ombro. – Mas creio que não será necessário com alguém esperto como você.
– Desculpe-me, mas eu preciso comer. – ele simplesmente se virou e sentou novamente, voltando a comer. – Não tenho tempo para gastar com vocês.
– Argh... Garoto insolente!
O homem levantou a picareta, e atacou Isaac. Porém, antes da picareta acerta-lo, o homem se viu jogado na parede da taverna. Isaac olhou para trás, apenas para ver o homem que ele estava conversando com o punho levantado.
– Rikul. – ele levantou o rosto, revelando seus olhos verdes claros. – Não vamos complicar a vida dos visitantes, certo?
– N-n-não pode ser... – o homem começou a gaguejar, encostado na parede. – Eric?
O garoto arrumou sua postura. Revelando mais seus cabelos e seus olhos. Ele usava uma roupa branca com muitos detalhes vermelhos e uma calça marrom. Em ambas as mãos, manoplas que continham um metal amarelado brilhante. O loiro então apontou para si mesmo, dizendo:
– Isso mesmo! Eu, Eric Rosewbright, o lutador!
Fim do capítulo 7
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