Black Angel
7 Surpresas - parte 1
Notas iniciais
Cheguei no colégio no dia seguinte meio confusa sobre o que fazer: Se o cumprimentava com beijo no rosto, ou na boca, ou sequer falasse com ele caso o encontrasse.
Quando ele saiu da minha casa ontem, Sophia me encheu de perguntas. E claro, eu desviei de todas.
Assim que Azel chegou, meus olhos foram atraídos como ímãs em direção a ele, que exalava sexualidade. Veio até mim me agarrando e me beijando da forma que só ele fazia. Porra, mas que pegada... Sua língua brigando contra a minha e seu corpo colado cada centímetro ao meu, estando separado apenas pelas roupas. Assim que se afastou pude ver que todos os olhares se dirigiam a nós.
-Hey, pequena – disse fazendo carinho em meu rosto.
-Como você está? – perguntei, ainda um pouco atordoada pela intensidade do beijo. – Aliás, o que foi isso?
-Pensei que iria gostar. – ele disse fazendo um biquinho e logo dando um sorriso torto que eu tanto amava.
-Quem disse que não gostei? Só foi inesperado.
-Ah, gostou, é? – disse puxando meu corpo de encontro ao seu de novo – Gosta quando faço isso?
-Hm...- murmurei sem poder dar uma resposta coerente. Ele apenas deu um outro sorriso torto e me beijou, um beijo quente, envolvente, que deixava minhas pernas fraquejarem. Azel mordeu meu lábio e voltou a me beijar. Eu queria tanto estar sozinha com ele nessa hora...
-Angie... – disse numa voz meio suplicante.
-Fale, Azel...
-Bem, ontem eu conheci sua casa, que tal você conhecer a minha hoje? – seu sorriso torto estava lá de novo, me deixando tonta.
-Eu? Conhecer sua casa? – perguntei surpresa.
-É, Angie. Por favor... – ele disse, com a voz suplicante novamente.
-Tudo bem. — cedi — Mas só se prometer que vai manter suas mãos bem quietinhas.
-Eu prometo, eu prometo – disse sorrindo – é a única revogação? – assenti. – então ok.
-Azel, não pode desobedecer as regras ao menos que eu fale que quero...
-E você quer mudar as regras?
-Talvez Azel, talvez...
-Talvez já é uma grande esperança. – sussurrou, me fazendo corar e lembrar que ainda não tinha contado a ele que era virgem. Ele vai ser a minha morte. – Então, vai pra que aula?
-História...
-Mas que coincidência, é a minha também... – Já estava começando a duvidar dessa “coincidência”. Será que estava me seguindo?
Fomos para aula juntos, eu ainda envolvida nas minhas perguntas diárias, ate que ele resolveu se pronunciar.
-Angie, você me deixa maluco sabia?
-O que? – disse confusa, o que fez ele se pressionar contra mim e dizer:
-Sente o que você faz comigo? Isso é tudo sua culpa... – falou pressionando cada vez mais e passando a mão pelo meu corpo.
-Ei! Sem mãos.
-Você sabia que é possível fazer muitas coisas sem usar as mãos? – falou perto de meu ouvido, se afastando e caminhando até nossa sala.
P.O.V Azel
A aula passou lentamente, talvez porque eu estava nervoso para levá-la na minha casa. Jamais havia levado alguém lá, e hoje ela seria minha. Ah, como seria...
-Vamos, Angie? – perguntei fingindo segurança.
-Err, acho que sim. – ela gaguejou um pouco.
-Está nervosa, pequena?
-Um pouco. Você não é muito confiável, sabia, Azel?
-Sou sim, oras. – Tentei me defender, rindo.
Entramos no meu carro e fui dirigindo até em casa. Ficamos em um silêncio confortável a viagem inteira, o que não me incomodou pois estava nervoso pelo que pretendíamos fazer. Chegando, abri a porta para que ela saísse e me seguisse. Fui apresentando os cômodos a ela e percebi como ela observava tudo com atenção.
-E bem, esse é meu quarto. – Falei, dando meu típico sorriso torto.
-Isso é um convite para entrar? – disse ela rindo, e que risada gostosa...
-Depende, se você quiser entrar... – e então pela primeira vez ela tomou a iniciativa de um beijo. Um beijo mágico, transferindo ondas de prazer por todo o meu corpo.
-Eu quero entrar – sussurrou em meus lábios, me puxando pela gola da camisa. Angie me levou até minha cama, deitando sobre ela para que eu também deitasse. Ela ainda acabaria comigo. Nossos beijos estavam ficando cada vez mais quente quando lembrei o motivo de tê-la convidado para vir para minha casa.
-Angie, espera. – ela me olhou confusa – Preciso lhe perguntar uma coisa antes...
-O que, Azel?
-Namora comigo? – ela me olhou surpresa e eu já esperava pelo pior...
Notas finais
Até.
Anny
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