Black Angel
8 Surpresas - parte 2
Notas iniciais
-Namora comigo? – Azel perguntou. Fiquei surpresa com aquela pergunta, não esperava isso e muito menos sabia o que responder. – Se não quiser, tudo bem. Vou aceitar sua resposta. – disse, já se levantando. Por um breve momento vi um traço de insegurança passar por seu rosto.
-Eu... Eu não sei o que dizer, Azel... – eu disse – eu nunca namorei, mas...
-Tudo bem Angie, eu acho que fui muito precipitado. – Ele me interrompeu, virando de costas e indo em direção à janela.
-Azel, deixa eu terminar de falar, sim? – disse mas ele ainda não havia virado para mim, então levantei da cama e parei na frente dele, que estava olhando para o chão. – Azel, olha pra mim. – disse pegando seu rosto com a mão, então ele olhou nos meus olhos e meu coração se desfez quando vi o que havia em seu olhar: Tristeza. Havia uma imensa tristeza.
-Angie, você...
-Deixe eu falar, certo? – o interrompi e ele ficou quieto. – Eu gosto muito de você, Azel, mas como eu disse, nunca namorei ninguém. Porém, eu quero que você seja o primeiro. – vi seus olhos se iluminarem – E, talvez, o único. – falei em uma voz baixa, quase num sussurro.
E então ele sorriu, um sorriso que me contagiou de imediato, e me beijou, um beijo apaixonado, cheio de desejo. Pegou-me no colo e me colocou na cama, gentilmente se deitando sobre mim.
-Você é minha, apenas minha, Angie. – ele disse entre beijos em meu pescoço.
-Eu sou sua, Azel... – sua resposta foi me dar um sorriso. Seu olhar estava numa mistura entre felicidade e desejo.
P.O.V Azel
Ela iria ser minha, para sempre.
Eu sabia que não podia. O que eu estava pensando em fazer seria contra as regras.Mas há muito eu não era um anjo bom, mesmo.
-Você vai ser minha, apenas minha. – Angie já sabia disso, mas eu precisava repetir, até para que eu mesmo acreditasse e para saber se era isso o que ela queria.
-Eu sou sua, Azel... – não pude conter o sorriso de felicidade que brotava em meus lábios.
Meu beijos se tornaram mais vigorosos, mais necessitados, nossos corpos de encontro um ao outro, separados apenas pela roupa – fator que eu mudaria em breve.
Tirei sua blusa e desci meus beijos ate seu peito arfante e sua barriga plana.
-Eu preciso, Azel... Por favor... – Angie pedia entre gemidos, o que me deixou com ainda mais desejo.
Tirei nossas roupas numa rapidez que pensei ser meu recorde. E tudo o que me impedia de ter Angie completamente era uma pequena calcinha que a cobria.
Seu corpo era perfeito, todas as suas curvas nas medidas, seus seios fartos convidativos. Tudo nela era do jeito que eu amava. Ela se moldava perfeitamente a mim. Ela nasceu para ser minha.
-Azel – escutei uma voz familiar de um velho amigo em tom de advertência em meu pensamento – você sabe das regras...
-Me deixa – pensei conversando com a voz em minha mente.
-Terá consequências, Azel. – ouvi. Como nós, Anjos, podíamos conversar assim, Angie nem mesmo desconfiou de nada.
-Foda-se – Rosnei, desta vez em uma voz alta e beijei a minha Angie com força e determinação, rasgando o pedaço de pano minúsculo que Angie ainda usava.
-Azel... – agora foi a voz de Angie que ouvi.
-Fale, pequena. – disse entre beijos, chupadas e mordidas em seus seios, a ouvindo gemer bem baixo.
-Eu sou virgem, Azel. – disse me fazendo olhar em seus olhos. Senti o meu desejo crescer ainda mais.
Eu seria o primeiro homem dela, e se ela permitisse, o único.
-Eu te amo, Angie.– falei sem pensar, só então percebendo que era a primeira vez em tanto tempo que eu falava essa frase, e era uma imensa verdade.
-Eu te amo, Azel... – ela disse fazendo uma grande felicidade me invadir. Porra, ela me ama!
P.O.V Angie
-Eu te amo, Angie. – meu coração disparou ao ouvir aquilo. Ele me amava? Ah, meu Deus, ele me amava.
-Eu te amo, Azel... – disse a frase que eu pensava em falar há dias para ele. Então ele entrou delicadamente em mim. Senti uma dor forte, fazendo com que uma lágrima caísse de meus olhos, mas que logo foi substituído por um grande prazer que ele, meu namorado, me proporcionava.
-Angie, eu não aguento mais... Goza comigo, amor. – Azel disse de forma entrecortada algum tempo depois. Levou o dedo ao meu clitóris, o massageando de forma habilidosa e me fazendo gemer cada vez mais. E então gritei junto com um urro que ele deu quando a onda de prazer nos invadiu. E naquele momento, éramos um só. Meu corpo ainda estremecia, visto que era o primeiro orgasmo de minha vida, o que foi maravilhoso. Após recuperarmos o fôlego, deitei em seu peito e senti o sono chegar lentamente.
-Durma bem, meu amor. – disse Azel antes que, definitivamente, eu pegasse no sono.
Notas finais
Até a próxima.
Anny.
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