Bittersweet.
15 15. Já animado, Faker?
Notas iniciais
A primeira impressão é a que sempre prevalece, essa era uma das a maiores verdades, mas qual teria sido a sua primeira impressão?
Talvez como o ouriço extremamente alegre e otimista, talvez até como o herói que nunca se abalava por nada, nem pela própria desgraça. Mas e se tudo isso aquilo que ele demonstrava ser fosse apenas ilusões criadas para que pensassem que ele estava sempre bem? Qual seria a verdadeira face do herói que sempre parecia pronto para a batalha não importasse o quão ferido ou destruído ele se encontrasse?
Poderíamos dizer que Shadow foi um dos poucos que havia conseguido enxergar por trás de sua casca protetora, talvez o único que havia visto suas verdadeiras cores apesar do ouriço negro sempre dizer a si mesmo que aquilo era só uma barganha sexual, não havia como ele mesmo negar que, estava envolvido até o pescoço com Sonic, seja no sexual ou até mesmo em seu dia a dia, quando seus caminhos por várias vezes se encontraram quando o assunto era deter o maníaco de Dr. Eggman.
Por mais que ele tentasse fugir. Por mais que ele quisesse não se envolver.
Shadow the Hedgehog não conseguia se ver livre de Sonic, ele sempre estava a espreita, ao seu lado e por vezes até mesmo lhe chamando para corridas quando o tédio chegava a incomodar a ponto dele mesmo se ver buscando as formas de entretenimento de Sonic.
Talvez seja uma situação engraçada vista de outro ponto de vista, talvez até não, era algo bastante subjetivo dependendo de qual ponto de vista era tratado e visto.
Talvez seja a loucura de Sonic, talvez seja a curiosidade e insanidade do próprio Shadow, na verdade a resposta sempre se diferenciava dependendo de onde se olhava, apesar da pergunta ainda continuar sendo a mesma.
Ele correu de seus problemas, mais uma vez ele correu, era essa sempre a sua saída de problemas, correr de algo que lhe desagradava, correr se um problema lhe incomodava, era seu modo de lidar com seus problemas, era de certa forma engraçado e até infantil, mas era de Sonic de que estamos falando, o ouriço não era quem se podia chamar de responsável, ele ainda era um adolescente, não um adulto.
Sua reação apenas foi instintiva, ele não pensou, apenas correu. Correu como sempre fez quando algo lhe incomodava ou até mesmo para se distrair.
E ele nunca havia se arrependido tanto quanto agora.
Até agora ele nunca tinha sentido na pele algo tão doloroso quanto agora.
Seu corpo parecia recheado de dor, forte, venenosa e incapacitante, não conseguia mais dar nenhum passo, dois minutos pareciam horas ou até mesmo dias quando sua mente parecia que nunca seria capaz de se organizar novamente.
Ele estava realmente grávido? Isso era biologicamente possível, era?
Mas por que logo com ele? Por quê?!
O destino parecia sempre o odiar. Criando sempre empecilhos e dificuldades cada vez mais difíceis que as anteriores. Parecia que para si nunca haveria um momento em que ele possuiria alguma paz, sempre incapaz de compartilhar a companhia completa de seus amigos e companheiros, sempre com sua vida em risco. E todos os momentos livres ou eram preenchidos com horas de corridas ou nos últimos três meses com a breve companhia do Shadow.
Mas nunca imaginou que algo assim aconteceria. Nunca.
Correu como uma bala de sua própria casa deixando Rouge para trás, entretanto não conseguia enxergar para onde ia com sua visão embaçada, não tinha ideia se em sua corrida estava colocando em risco a vida de alguém, sua mente estava tão cheia que parecia que nada parecia lhe importar.
Ouviu o barulho de quando o pneu raspou contra o asfalto em uma freada brusca quando para a direção de um carro enquanto distraidamente tinha saído calçada para a rua, ele sinceramente esperava que nada tivesse acontecido com quem estivesse ali ou talvez nunca se perdoaria se tivesse sido o culpado pela morte de alguém.
Já não bastasse toda a culpa e repulsa que sentia por si mesmo, sentimentos ruins que preenchia sua mente e coração que ele desconhecia a origem, mas que era incapaz de não os sentir; uma morte pesaria em sua consciência por toda sua vida.
Era nesses momentos de desanimo e tristeza que ele sempre recorria a Tails, a raposa sempre sabia como animá-lo ou até mesmo distraí-lo com suas divagações tecnológicas na qual ele tinha dificuldade de entender, mas sorria e no final lhe abraçava murmurando o quão orgulhoso está de seu irmão ter crescido tanto e tão visivelmente.
E não era mentira alguma, ele sempre se orgulhava de Tails, mas não poderia recorrer a seu irmão agora, porque seu problema não poderia ser resolvido com distrações, não poderia fugir mais de seus problemas, apesar de tudo.
Por um momento sentiu ódio do ser que carregava, como se nele se concentrasse todas as desgraças do mundo, mas agora que ele havia parado em sua curta e dolorosa corrida, se sentia como um monstro por ter chegado a odiar seu próprio filho, seu próprio bebê.
Seus olhos se arregalaram, ele ainda não tinha aceitado, não conseguia aceitar.
Toda a sua vida parecia ter perdido todo o sentido se é que já alguma teve algum.
Ele nunca teve um pai ou uma mãe para conversar sobre cegonhas e botões de rosa, teve só um parente que cuidou de si até que o mesmo falecera, vitima de um dos ataques de Robotnik.
Então ele estava sozinho, porque não tinha nenhum de seus pais para lhe apoiar, nem um irmão. Nada.
E ele nunca se sentiu tão... Sozinho.
Havia Tails, claro, mas não compartilhavam do mesmo sangue e ele não conseguia se imaginar contando para Tails o que ele andou fazendo pelos últimos três meses. Isso ele nunca teria coragem de contar.
Se apoiou em uma árvore que encontrou pelo caminho, percebendo agora que não estava em nenhum lugar urbanizado ou até próximo de uma cidade, suspirou aliviado e estremeceu quando a pontada na barriga parecia forte demais para suportar sem apoio.
No mesmo momento em que sentiu alivio, sentiu pânico, medo e um profundo terror.
E se ele tivesse colocado em risco a vida de seu bebê?
Por um lado seria bom se isso tivesse acontecido, não teria preocupações nem tampouco a imagem imaculada manchada. Ainda teria sua vida normal, seus amigos do seu lado e Shadow ainda fazendo parte de sua vida. Seria bem mais fácil e simples.
Mas que diabos ele estava pensando?
Sonic não conseguiria conviver consigo mesmo se ele tivesse se livrado assim de uma vida inocente tão friamente. Sim, era uma vida inocente que crescia dentro de si, que mesmo que não tenha sido gerado na melhor situação, ainda assim era seu filho. E ele agora se via incapaz de fazer algo que pudesse ferir aquela vida, não mais, porque ele era Sonic the Hedgehog, toda forma de vida era preciosa para ele.
Seus joelhos cederam em meio as suas divagações, incapazes de sustentar seu próprio peso de qualquer forma. A dor parecia forte demais para ele lidar, apesar de ser dor física, era aguda o suficiente para o fazer sentir vertigem.
— Ai, está você. — Uma voz soar, mas parecia longe demais para seus ouvidos. — Você me deu problemas, sabia? — Custou a entender enquanto passos pareciam próximos demais de si.
Só vira um borrão desfocado de preto antes de sua visão escurecer e seu corpo lentamente para o solo enquanto ele ia perdendo a consciência aos poucos.
..
Os olhos verdes se arregalaram ao sentir os dedos enluvados deslizando pelo seu tórax, procurando entre seus pelos cor de pêssego agora o que o torturaria mais que uma surra, sua reação foi se contorcer mais ainda no aperto forte de Shadow, embora ele mesmo soubesse se tratava de uma tentativa inútil, ele era bem mais forte que si mesmo e fazia questão de demonstrar isso enquanto sorria maliciosamente quando prendeu entre seu polegar e indicador seu mamilo esquerdo.
Seu grito meio gemido ecoou pelas arvores enquanto a pele sensível era impiedosamente beliscada.
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Era covardia, Shadow sabia bem disso, mas ainda não deixou de ficar surpreso quando Sonic teve uma reação bem mais intensa que das vezes anteriores, até mesmo ficou com ele preocupação, talvez ele tivesse sido violento demais para seu padrão e tivesse o seriamente machucado?
Olhou para o ouriço que prendia debaixo de si, o rosto vermelho, os olhos brilhantes e a boca entreaberta enquanto até mesmo ele estava surpreso de sua reação ao toque de Shadow, virou o rosto enquanto ainda estava se contorcendo, mas era uma batalha perdida contra o constante desejo, ele mesmo já estava se entregando, mais rápido do que em qualquer outra situação como essa.
Shadow parecia cada vez mais como uma droga viciante para Sonic, a forma como ele estava inclinado sobre si restringindo o movimento de seus braços, a maneira como ele se movia, demonstrando poder e dominação era simplesmente inebriante e quente para seus padrões, os olhos vermelhos dele eram para si como uma chama, um fogo consumidor.
E ele estava cada vez mais ansioso para se queimar.
Seu contorcer desesperado se transformou em um movimento sensual de moagem enquanto suas pernas roçavam provocantemente entre as deles, da forma como ele sabia que animaria Shadow e ele também se animaria.
Apesar do ouriço negro ter a convicção de que não era de forma alguma gay, ele não conseguia resistir a ideia de ter Sonic sobre seus domínios e tocá-lo, o ouriço parecia cada dia mais delicioso e atraente, os músculos sutis de seu peito, suas coxas musculosas de um azul brilhante, o bolo sutil que começava a aparecer entre suas pernas... Espera, o quê?
Olhou novamente para aquele lugar em particular, como que se precisando de confirmação para saber se estava ou não imaginando algo que não existia, porém para sua leve surpresa, havia ainda que levemente sutil o indicio de que a genitália de Sonic viria a aparecer em algum momento em breve.
— Já animado, faker? — Não deixou de provocar, enquanto dava um sorriso levemente provocativo para seu homologo abaixo de si preso por suas mãos. Seu corpo estava levemente curvando em direção ao ouriço, seus dedos parados no ar enquanto ainda se decidia se continuaria ou não a sua ideia original de o provocar e vingar o golpe que recebera.
Sonic sentiu que se ele pudesse explodir de calor, já o teria feito, seu rosto parecia uma fornalha de tão quente, mas ao mesmo tempo em que ele se sentia constrangimento, também se sentia de alguma forma estranhamente livre.
— É que você é deliciosamente quente, Shads. — Rebateu, retribuindo o sorriso provocativo embora mais explícito que se ampliou ainda mais quando o ouriço que o prendia chegou a afrouxar seu aperto em seu pulso pela surpresa e seus olhos vermelhos se ampliaram, embora de uma maneira pouco perceptível.
Shadow virou o rosto para esconder a leve reação que teve pelo elogio, porém na posição em que estava, Sonic já havia visto fraco rubor colorindo sua pele bronzeada. Sentiu-se bastante presunçoso, como se tivesse desbloqueado uma conquista muito importante de um jogo muito difícil. Porque ele conseguiu uma reação de Shadow, o fez ruborizar, mesmo que levemente e isso foi a maior conquista que teve em todo o tempo em que estavam “juntos”, ele não esperava para conseguir desbloquear as outras.
É claro, não seria tão em breve, porém ele teve que admitir que a possibilidade de descobrir o que poderia haver por detrás do muro de frieza o fazia se sentir estranhamente animado, talvez ele fosse uma das poucas pessoas que conseguiria trazer o antigo Shadow para a superfície, mas ele teria tanta paciência assim?
Era algo que ele teria que descobrir por si mesmo, talvez ele tivesse alguma sorte em suas tentativas, agora que seu objetivo havia sido alterado de qualquer maneira. Porém ele ainda tinha um pequeno problema, que para ele não era tão insignificante assim. Ele havia caído de amores por Shadow e isso ele sabia que seria a sua ruina.
Foi há algumas semanas, quando ele notou que se sentia diferente quando Shadow estava ao seu redor, suas mãos de repente pareciam escorregadias, seu coração disparava de uma forma anormal, o jato de adrenalina o deixava desnorteado. Estar em sua presença parecia especial, era como se cada migalha de atenção fosse uma recompensa grandiosa, já que de qualquer forma, ele ainda teria um contato maior com o ouriço.
Seus pensamentos haviam sido desviados quando a língua molhada e quente rodeava a área ao redor de seus mamilos, sua boca se abriu enquanto emitia um gemido contido de surpresa e apreciação.
Se tinha algo que Shadow aprendeu em torno desses breves três meses, fora onde e como Sonic aparentemente gostava de ser provocado e tocado, todos os seus pontos fortes, suas fraquezas, cada mísero centímetro ele conhecia — ou assim pensava conhecer — sabia quando e como fazer o ouriço gritar.
Sabia que o que ele diria a seguir, quando sentia que ele ficaria exposto, era um simples pedido que ele conhecia, “aqui não”.
Como se lendo seus pensamentos, a voz do ouriço azul ressoou fracamente, tentando ainda conter seu crescente desejo.
— A-Aqui não... — Sua voz soou seca, sua mente estava tendo problemas para se concentrar, porém Shadow tampouco estava prestando atenção.
O pegou em seus braços velozmente, segurando-o com um só braço enquanto sacava uma esmeralda roxa de seus espinhos e usava sua técnica.
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O lugar em que apareceram não parecia como a floresta em que haviam se encontrado, era um quarto, o quarto de Sonic.
Shadow confessava que de alguma forma esperava algo mais, como os quartos de adolescentes que às vezes via em seriados de televisão, com bugigangas como pôsteres de bandas, ou até mesmo um aparelho de som, mas o que vira foi de alguma forma decepcionante, mas ao mesmo tempo inteiramente entendível.
Era um quarto de paredes estranhamente verdes, nuas, exceto por uma cortina que cobria a janela de onde a luz solar entrava. Uma cama grande e espaçosa que ocupava um espaço considerável, uma cômoda e um armário que segundo o que vira uma vez, era unicamente para organizar seus sapatos e alguns apetrechos que acabou por usar em alguma de suas jornadas. Em meio a tantos itens, um par de sapatos em especial ganhava destaque não só por ser estranhamente grande, mas por Sonic ter sido garoto propaganda deles, seu outdoor ainda poderia ser encontrado pelas ruas de Central City se olhasse com atenção.
Não jogou o ouriço como fizera da primeira vez, apenas o colocou de pé, que sem olhar para Shadow já fora correndo para as sacolas, sem perder tempo, já que tinha suspeitas de que ele estaria tão, senão mais necessitado que a si mesmo. Mesmo que a primeira vez tivesse sido extremamente dolorosa e vergonhosa, ele não podia negar que, ainda assim tinha gostado, mesmo que não conseguisse sentar direito no dia seguinte.
As outras que se seguiram eram apenas um reflexo fraco da primeira, apesar de ainda sentir dor ao acordar, a noite conseguia ser tão maravilhosa para si que valia a pena qualquer efeito colateral de alguma ação deliberadamente violenta de Shadow, que secretamente ele admitia que gostava, apesar de que ele preferia os momentos em que ele era calmo e suave, apesar de não ter paciência alguma com delicadezas.
Alcançou a sacola de onde sempre escondia, debaixo da cama não parecia um esconderijo inteligente, porém poucas vezes recebia visitas e poucas vezes desfrutava de sua própria casa, a maior parte das vezes era quando Shadow marcava presença, muitas vezes estava compartilhando a casa de Tails, onde seguindo ele era mais rápido de correr para a cidade caso houvesse necessidade, de qualquer forma ele não via grandes razões para ficar em casa.
Abriu e franziu o rosto, quantas vezes antes ele havia recebido junto com lubrificantes à base de água uma leva de camisinhas? Isso estava começando a lhe intrigar. Parecia a si que tinha algo errado, mas ele não conseguia descobrir.
Levantou um dos pacotes aleatoriamente, balançado entre os dedos de forma descontraída.
— Dessa vez tem com aroma de morango. — Comentou enquanto ainda balançava. — Tem algo sobre o Ultimate Lifeform que você não está me contando? — Estreitou os olhos enquanto tentava parecer sério. — Eu não posso pegar nada de você... Posso? — Não era a primeira vez que ele fazia essa pergunta, porém cada vez que ele encarava uma nova leva de preservativos, fazia surgir uma insegurança surgir em sua mente.
O ouriço negro deu um suspiro cansado, aquela pergunta já havia sido feita antes, desde quando Rouge começou a incrementar o pacote.
— Faker, eu sou o Ultimate Lifeform, geneticamente modificado pela mente mais brilhante do seu tempo e estava destinado a ser a cura de sua neta mortalmente doente. — Começou, sua voz transmitia um misto de tristeza e orgulho, mas que era pouco perceptível sua tristeza, a não ser que tenha tempo de convivência o bastante para que pudesse notar algo mais em seu tom. — Seja qual for a doença que você queira nomear, eu seria cem vezes mais propenso a curá-la que passá-la a você. — Concluiu com um tom de leve arrogância, apesar dela estar ali apenas pela força do hábito do que proposital mesmo.
— Me lembre de brincar de médico com você quando eu estiver doente. — Brincou, seu tom levemente irônico, mas ainda assim não conseguia sentir segurança o suficiente.
Sua mente começou a vagar em razões para Rouge enviar-lhes tal item, entretanto sua atenção foi chamada por Shadow, que estava de certa forma impaciente.
— Se você não estiver pensando em me fazer um oral, é melhor você guardar isso ai. — Provocou, Sonic torceu a cara em nojo. Shadow quase riu.
Era engraçado como Sonic achava nojento o fato de alguns casais fazerem sexo oral, só de pensar colocar a boca no pênis de alguém, seu estomago chegava a revirar. Talvez fosse algum preconceito dele mesmo, até mesmo sua mente dizendo para si mesmo que o ato era horrível. Uma vez comentou com Shadow sobre isso, recebendo um dar de ombros em resposta, mas felizmente Shadow nunca o forçou a fazer algo assim, já que o mesmo era preso no que era tradicional e antigo.
Jogou de qualquer forma a camisinha na sacola, isso era inútil, já que ele não tinha a intenção de colocar a boca em pênis nenhum, pelo menos não tão em breve, mas ainda assim parecia que era alguma implicância de Rouge colocar camisinhas. Ambos eram ouriços machos e Shadow mesmo havia dito que não teria meios de pegar algum tipo de doença sexualmente transmissível, tampouco infecções.
Apesar de uma breve fraqueza que algumas vezes sentia, ele se sentia perfeitamente saudável. Até mesmo sentia bastante fome frequentemente e segundo o que ele pensava, isso era perfeitamente normal para um ouriço que vivia queimando energia em inúmeras corridas, apenas delas terem se reduzido a poucas para o seu desgosto.
Deu um grunhido baixo enquanto pegava o pote de lubrificante e jogava em direção a Shadow, que o pegou em reflexo, não estava no humor de usar mais nada, na verdade sua intenção era simplesmente correr e depois encontrar Tails, dormir por lá e depois sair para correr até que algum desastre chamasse sua atenção e ele fosse obrigado a socorrer quem quer que precisasse de sua ajuda ou até mesmo parar qualquer que fosse o próximo plano de dominação de Eggman.
Não esperava estar agora em seu quarto com Shadow querendo sexo consigo. Apesar dele mesmo já começar a ficar excitado, xingou baixo amaldiçoando sua sorte.
Em situações como aquela, ele apenas tentava relaxar enquanto Shadow pacientemente o preparava para o ato sexual, parecia ironia, controverso, porém o ouriço negro ainda era paciente o suficiente para tal ato, era uma gentileza ao seu modo, porém ainda assim eles continuavam a agir como eles mesmo, apesar da situação em que estavam.
— Vai ficar só me olhando? — Perguntou com ele arrogância. — Não sabia que era um voyeur. — Comentou sentando na cama e balançado os pés despreocupadamente. — Estou esperaaando. — Cantarolou suavemente.
Shadow demorou um tempo para agir, talvez por ainda não entender aquele ouriço, que mesmo que tivesse seu corpo tomado por si, ainda agia como se isso fosse algo normal e as vezes sem importância. Ao contrário que si que por vezes era atormentado por seus próprios sentimentos depreciativos de culpa e auto aversão, Sonic pareceu apenas entediado, mesmo que ele podia sentir a impaciência vindo dele, já que estava a meio caminho excitado por sua culpa.
Para ele ainda parecia como da primeira vez, Sonic ainda parecia não conter nenhum pouco de autopreservação, sempre fazendo coisas improváveis e arriscadas. Ele não estaria sendo ele mesmo se fizesse as coisas pelo caminho certo. Deu de ombros.
— Você ainda continua arrogante, ouriço. — Resmungou baixo, enquanto andava casualmente para onde Sonic estava.
— O que você esperava? Um ouriço submisso te chamando de mestre e rastejando aos seus pés? Desculpe te desapontar, Shads, mas esse ouriço aqui nunca vai ser dessa forma. De jeito nenhum! — Deu um meio sorriso enquanto seguia com o olhar os movimentos de Shadow.
— Vamos ver, ouriço. — Deu um meio sorriso, olhando para Sonic de um jeito malicioso, enquanto ainda estava distraidamente com o pote em mãos.
— Bring it on, Shads. — O chamou com os dedos, ao mesmo tempo em que abria lentamente suas pernas e deitava de costas na cama, seus olhos brilhavam de expectativa e sua língua passou entre seus lábios, piscou um dos olhos enquanto ainda mexia o dedo o chamando.
Com os dedos desroscou a tampa e colocava o pote sobre a cama, puxou suas luvas com cuidado, se apoiando na cômoda, tirava seus sapatos e depois suas meias. Ergueu a cabeça e seu olhar se encontrou com o de Sonic, que o olhava de um jeito que ele julgava estranho, ignorou.
Lambuzou os dedos em uma grande quantidade de gel lubrificante, já introduzindo dois de uma vez, fazendo com que Sonic estremecesse pela sensação dos dedos molhados e frios.
A sensação de ter os dedos dentro de si vinha com uma familiaridade que Sonic adorava, as terminações nervosas eram estimuladas com vigor enquanto ele estremecia e se contorcia a cada movimento feito, apesar de que ele por orgulho fazia questão de reprimir quaisquer sons que pudesse denunciar seu prazer.
Era um ritual lento, Shadow fazia questão de se demorar em cada movimento que fazia, tornando-o torturante para o ouriço que acabava por desejar que aquilo terminasse logo e ele fosse finalmente preenchido por ele. Mas ele nunca iria pedir em voz alta e o ouriço negro sabia muito bem disso, por isso fazia questão de o torturar, fazer seu corpo o denunciar era um de seus passatempos humilhantes prediletos, além de lutar contra ele.
O terceiro dedo se juntou aos outros dois enquanto um pequeno e contido gemido deixava os lábios levemente abertos, os olhos estavam fechados com força, sua respiração vinha em arfadas vigorosas e seu rosto estava igual ou tão vermelho quanto os olhos daquele que o torturava. Há certo momento o incomodo inicial da preliminar deixou de o incomodar, sinal que o lubrificante estava fazendo seu trabalho. Desde a primeira vez optaram por usar o que tinha efeitos anestésicos, o que Sonic agradeceu internamente, apesar de que com o tempo o ato não era ruim, mas mesmo assim não deixava de ser doloroso quando acordava de manhã.
Parecia ter se passado horas ao invés de somente alguns minutos, ele perdeu a noção completa do tempo enquanto ele era consumido pelas ondas de prazer cada vez mais avassaladoras. Durante o processo Shadow lhe despiu dos sapatos, mas não fizera nada com relação as meias ou as luvas, tampouco ele mesmo deu atenção a esse detalhe, era engraçado, ele completamente nu com exceção dos anéis inibidores enquanto si mesmo ainda estava de certo modo ainda ‘vestido’.
De alguma forma sentiu-se lisonjeado, Shadow tinha tanta confiança em si que tirou seus sapatos e estava nu diante de si, despreocupadamente. Apesar de ser ele quem estava sendo tomado, o simples fato que ele parecia de certa forma relaxado em torno de si era mais do que alguma vez ele esperou ver.
Shadow retirou os dedos com lentidão deliberada, seus olhos analisaram a figura diante de si. Rosto corado, respiração pesada, sutis lágrimas em torno de seus olhos denunciavam que não era dor que ele sentia, mas algo totalmente diferente, as pernas bem abertas que ele acabara de segurar e seu próprio pênis latejante, pedindo para preencher uma cavidade quente.
Segurou a cintura do ouriço com firmeza, o penetrando em um movimento só, tirando um gemido do mesmo, com as mãos ainda na cintura, o puxou para a frente invertendo as posições para uma em que ele estava sentado na cama e Sonic em seu colo. Os olhos verdes lhe encaravam com um misto de surpresa e curiosidade.
— Essa é nova. — Comentou. Mexendo-se desajeitadamente no colo de Shadow, buscando uma posição que fosse menos estranha para o que residia dentro dele. — Pensava que você fosse quadrado o bastante para permanecer no papai-e-mamãe. — Provocou presunçosamente, começando a se mexer para cima e baixo lentamente, apesar do desconforto inicial.
As mãos fortes do Ultimate Lifeform desceram para os quadris azuis apertando-os com força.
— Tem muitas coisas que não sabe sobre mim, ouriço. — Respondeu roucamente apertando o ouriço que depositou suas mãos pêssegos nos ombros negros, usava seu autocontrole para indiretamente ajudar Sonic nos movimentos, apesar de saber que o ouriço instintivamente já sabia o que fazer.
Apesar do comportamento inicial do ouriço negro, sua paciência havia se esgotado assim que o ato sexual havia finalmente começado, suas mãos faziam questão de apertar o ouriço, movendo-o cada vez mais rápido, mesmo que a ideia inicial fosse que Sonic pudesse controlar a penetração, não demorou muito para que tomasse o controle da situação, não deixando brechas para que o ouriço azul pudesse reclamar.
Houve outra mudança e Sonic agora se vira com os joelhos na cama, enquanto suas mãos lhe apoiavam, mesmo que fracamente, ele não tinha o estado mental necessário para reclamar de ter perdido o controle da situação, desde o início sua intenção nunca foi essa, ele apenas queria aproveitar todas as sensações que o sexo com Shadow poderia proporcionar, apesar do breve momento, ele mesmo sabia que não duraria muito. Shadow nunca foi de ceder o controle de algo tão facilmente, então pouco se importou na realidade.
Essa posição lhe conferia um bom controle, não era como a tradicional pela qual havia se habituado e pensava ser normal para uma relação. Em realidade sua mente ainda era fechada quando o assunto girava em torno a vida intima pessoal. Era umas das razões pela qual sempre procurou ignorar qualquer tipo de provocação de teor sexual de Rouge, suas piadas sujas e seus comentários de duplo sentido. Sonic ao contrário de si, não conseguia tal feitio, para o deleite de da morcega que encontrara nele um objeto para constantes brincadeiras nenhum pouco engraçadas para ele, mas que para ela parecia haver um humor, mesmo que doente.
Uma de suas mãos traçou caminho entre as pernas torneadas, alcançando o pênis balançante e o apertando com os dedos de forma cruel, fazendo com que Sonic soltasse um grito surpreso entre seus gemidos.
A posição inverteu, os espinhos era um empecilho irritante, fazendo com que mudasse de ideia sobre a famosa conhecida popularmente como ‘cachorrinho’, mas a intensidade continuava a mesma, talvez até mais rápido ou violento, podiam ouvir os sons de sexo ecoarem pelo quarto, suspiros contidos e gemidos animados, mas a novidade estava na possibilidade de Sonic agora tocar Shadow com certa liberdade, não mais como apoio.
Seus dedos enluvados se fecharam em torno da miríade de espinhos pretos e vermelhos, puxando alguns quando Shadow acabava por usar força demais, em um misto de prazer.
Em verdade o Ultimate Lifeform nunca se importou com o fato de que Sonic estava deliberadamente arrancando seus espinhos, o misto de prazer e a dor fazia com que o momento fosse de alguma forma diferente a cada vez. Seus espinhos cresciam rápido, repondo rapidamente os que foram arrancados, sendo assim ninguém sentiria a falta deles. Sua cintura era rodeada pelas pernas azuis, apertando-o e o incitando para ir mais rápido de uma forma silenciosa, Sonic não estava mais coerente para formar qualquer palavra que fosse e de seus lábios só saiam gemidos.
Mas mesmo depois de tudo, Shadow não tinha coragem de o encarar, não via como o rosto de Sonic denunciava um enorme prazer, ao invés disso ele fazia questão de abocanhar um dos mamilos enquanto ainda tinha uma mão ocupada em apertar e alisar a ponta do pênis de Sonic que latejava em suas mãos. O ouriço azul tomou a deixa para gemer em seus ouvidos, fazendo-o grunhir enquanto prendia entre os dedos seu mamilo sensível e levemente dolorido.
Foi quando que, sua cabeça foi para trás, sua boca aberta em um grito rouco, que ele chegou ao orgasmo. Seu esperma sujando a ambos. Shadow veio logo depois, incapaz de segurar mais tempo com Sonic comprimindo lhe depois de atingir seu ápice.
Ele retirou seu pênis dele, esperma escorria pelo seu ânus e pernas, seu peito subia e descia velozmente, virou o rosto e seu corpo para o lado, deitando em seu lado esquerdo e longe do possível olhar de Shadow.
A colchão afundou levemente com a adição de Shadow deitando ao lado de Sonic. Seu coração disparou com a sensação de Shadow tão perto de si.
Ele o abraçou por trás, entretanto se sentia cansado, exausto, mas parecia que Shadow não.
— Eu ainda não terminei, faker. — Sua voz soava rouca enquanto ouvia os lábios deles soprarem as palavras em suas orelhas sensíveis. — Ainda não estou satisfeito. — Concluiu, o apertando contra si.
Sua mão rodeou o pênis flácido de Sonic, o bombeando e o forçando a se animar e a outra segurava uma de suas pernas, entrou forte e rápido, sem dar pouca importância para os resmungos de cansaço de Sonic.
— Só relaxe, faker. — Foi sua única resposta.
E o coito teve início mais uma vez.
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