Bittersweet.

16 16. O que diabos foi isso?


Notas iniciais
Well, a história teria sido postada um pouco antes, se não tivesse ocorrido alguns imprevistos. Antes de mais nada, queria deixar-lhs sob aviso que, esse capítulo é focado em Shadow, em sua missão. Sim, mais outro salto temporal. Sem mais delongas, boa leitura.

Tudo o que ele esperava para aquela situação era longe do que estava sendo sua realidade naquele momento.

Árvores e mais árvores em uma infinidade de verde, não havia nada senão uma floresta pantanosa, que o fazia ter que calcular seus passos para que não acabasse por ter seus sapatos encharcados de lama e lodo.

— Melhor seu radar estar certo. — Grunhiu entredentes, empurrando folhas que lhe bloqueavam a visão.

Encarrou Ômega com os olhos em fendas, sua pelagem suja e irritado.

— Está 99,99% correto. — Respondeu mecanicamente. Os jatos embutidos em sua retaguarda impediam qualquer tipo de contato com o solo estável.

O Ultimate Lifeform estava exausto, duas semanas se passaram e eles ainda estavam naquela ilha, tinha a sensação de que poderia estar apenas andando em círculos e essa hipótese o fazia cada vez mais carrancudo e irritável.

Recebia por vezes chamadas vinda de Rouge, que não passavam de apenas perguntas repetidas, sempre perguntando quando ele voltaria, sendo respondidas de formas negativas junto a rosnados, na qual ela retrucava com um comentário sarcástico e depois desligava.

Seja lá o que estivesse acontecendo para que Rouge o importunasse tanto, parecia ser urgente. Ele sabia que ela não o ligaria com tanta frequência para absolutamente nada como ela lhe respondia. Ele sentia que tinha algo errado, algo que ele parecia não estar vendo com o ponto de vista correto.

E não ajudava que estava em uma missão de caça ao tesouro com um robô sem qualquer senso humorístico.

— Me recorde por que estou gastando meu tempo nessa porra de pântano?! — Rosnou, por pouco não tinha tropeçado e caído em uma raiz saliente.

— O comandante suspeita que possa haver alguma espécie de labor-

— Era uma pergunta retorica! — Rosnou interrompendo o diálogo de Ômega.

— Pergunta retorica? — Perguntou Ômega, porém por se tratar de uma máquina de inteligência artificial não entendia muita coisa, por estar além de seus chips decodificados.

— Esqueça. — Foi sua única resposta, enquanto tomava a dianteira no caminho pantanoso.

— A cada dia compreendo menos os seres orgânicos.

Shadow ignorou o comentário do seu parceiro de missão.

O estresse parecia estar tomando conta de sua mente, dias sem dormir e comida escassa fazia seu humor piorar a cada hora que passava naquele lugar inabitável. Seja lá o que o Comandante esperava encontrar explorando aquele lugar, ele esperava que tivesse algum grande valor para que ele tivesse eu precioso tempo desperdiçado.

Seus passos apesar de irritados, ainda eram calculados, ele não queria que seus preciosos sapatos fossem danificados, já que era um dos poucos bens que ele possuía, além de servir-lhe como uma lembrança de épocas que não existem mais.

— Alvo localizado. — Ouviu a voz detrás de si.

— Onde? — Perguntou, talvez tivesse finalmente se livrado dessa missão humilhante e desgastante. Ele se arrependeu de ter solicitado a exclusão de Rouge, pelo menos ele não estaria naquela situação humilhante sozinho.

— Aqui.

— O que-

Como em um timing perfeito, o comunicador embutido em seus anéis inibidores começou a apitar.

Não era surpresa alguma para, já acostumado com isso pelos últimos dias. Não estava no ânimo de ouvir mais quaisquer provocações de Rouge.

— O que você quer agora?! — Respondeu com grosseria, porém a sorte não parecia jogar para o seu lado.

Esse é o tipo de cumprimento que se dá a um de seus superiores, Project Shadow? — Não era uma voz que ele conhecia, era de longe o tom sarcástico o Comandante que tratava de fazer de sua vida um verdadeiro inferno só por ele somente continuar a respirar.

— ... — Ele não sabia o que responder, sendo pego totalmente de surpresa. Claro, ele esperava que fosse Rouge lhe importunando para o final não comentar ou perguntar algo importante, além da previsão do seu retorno, o que já estava começando a lhe irritar.

Irei ser breve em minha explicação, apesar de não ter obrigação alguma de lhe atualizar depois dessa demonstração vergonhosa de desrespeito a seu novo superior. — Começou, sua voz mantinha um tom calmo, porém Shadow ainda podia ouvir a ordem e o orgulho naquelas palavras. — O antigo Comandante foi deposto e agora outro está no comando, no caso, eu sou seu Comandante de agora em diante até que eu me aposente ou acaso eu venha a morrer.

— Eu não fui informado de mudança alguma. — Afirmou Shadow, seu tom contrariado por ter sido excluído sobre uma novidade como essa, embora ele tivesse suas dúvidas se chegaria a ter alguma vantagem que essa mudança praticamente insignificante.

Claro que não foi. Assim como 70% dos agentes espalhados em missões. Isso não vem ao caso, estive vendo os últimos relatórios enviados, estou decepcionado que o Ultimate Lifeform não está demonstrando resultados tão satisfatórios como era para se esperar. — Apesar do comentário provocativo, ele não parecia realmente divertido ao dizer aquilo, como seu anterior estaria. Pelo contrário, sua voz demonstrava cansaço aparente, como se ele realmente quisesse ouvir boas notícias.

— Estávamos prestes a atualizar os dados, Comandante. — Sua voz soou em seu comum tom frio e sério, embora sua maior vontade seria cuspir a última palavra, soando ácida em sua língua. — Acabamos de localizar uma grande quantidade de metal, talvez alguma espécie laboratório subterrâneo oculto.

Oh, já não era sem tempo. Envie-nos sua localização atual. Mandarei uma equipe de suporte para que possam investigar mais a fundo. Estarei aguardando novas atualizações.

O contato foi encerrado antes que ele tivesse alguma oportunidade de resposta.

Suspirou, passar duas semanas a fim em um lugar praticamente inabitado fazia o sentir exausto, confessava que não esperava resultado contrário, passou por algumas cabanas que pareciam destruídas há anos, duvidava que ainda existia alguma forma de vida inteligente naquele lugar, caso contrário já teria visto.

Estava praticamente no meio da ilha, onde o mato tinha tomando o lugar, tornando o terreno perigoso e traiçoeiro se não tivesse atenção por onde pisava.

Saltou para um galho de uma das árvores cobertas de musgo, franzindo a cara em nojo pelo local onde foi procurar alguma forma de descanso, já que o chão não era mais seguro de qualquer forma com o pântano que parecia toxico.

Por alguns instantes a imagem de um pequeno ouriço azul apareceu em sua mente, correndo entre as árvores com um enorme sorriso no rosto enquanto os moradores ali lhe cumprimentavam com entusiasmo. Balançou a cabeça.

“Que diabos foi isso?” Piscou, mas ainda era uma tentativa inútil para dispersar a imagem até agradável que havia aparecido em sua mente.

Talvez seja porque seus pensamentos por vezes vagavam para o ouriço azul, parecia tão errado pensar nele, mas era como uma tentação irresistível. Mas sempre que pensava nele, vinha a melancolia. Se sentia culpado por ter seguido tanto tempo com aquela loucura e, apesar de muitas vezes não conseguir controlar a sim mesmo, não queria mais submeter Sonic a aquele ato humilhante.

Sentia pena do pobre ouriço, ele nunca se sentiu culpado por algo de ruim que ele havia feito antes, nem mesmo quando quase se uniu a Black Doom e por pouco não era cumplice de uma tragédia. Nunca. Até aquele momento e justo com Sonic.

Viu com seus próprios olhos Sonic de imagem alegre a vivida para uma sombra triste vagando sem rumo.

Ele parecia tão anormal do que sempre parecia ser, claro, era um mortal como os outros.

Talvez em alguns anos não teria mais o ouriço azul irritante chamando-o para uma corrida e a imagem de Sonic the Hedgehog seria apenas uma memória feliz de um passado em que ele poderia realmente julgar como levemente feliz.

Balançava as pernas tranquilamente no tronco, distraído enquanto ele organizava os pensamentos em sua mente.

Ele iria acabar com aquele jogo, assim que ele voltar, ele não mais voltaria a procurar Sonic para lhe satisfazer. Não iria mais atrapalhar sua vida e estragar mais ainda o que permanecia por sorte intacto.

Ele ficaria às margens, observando enquanto Sonic seguia sua vida. Talvez até mesmo acabe cedendo a insistência de Amy e formem uma família, apesar dele saber que é uma possibilidade remota, ainda esperava que o ouriço tivesse os mesmos desejos de todo mortal pela qual sua vida cruzou.

Casar-se, formar uma família, criar seus filhos e desfrutar de seus últimos anos até que a morte lhe venha carregar para o descanso eterno.

Shadow invejava Sonic por isso, poder ter uma família com quem quisesse, não viver estagnado em um corpo imutável, sendo uma arma viva e temido por tudo e todos. Ele nunca encontraria ninguém para o qual pudesse passar um tempo longo, até que a vida se esvaísse e levasse sua companhia. Nunca.

Ele estava condenado a solidão eternal. Nem mesmo Sonic era invencível. Ele poderia morrer tão facilmente que ele não saberia enumerar ao todo todas as formas de uma vida ser interrompida. Ele mesmo sentia como se estivesse matando o homólogo aos poucos, o sujeitando a algo muito mais humilhante do que seu estado físico naquele pântano.

Talvez seus pensamentos tivessem ido mais além, se o som cada vez mais próximo de hélices não desviassem sua atenção o fazendo olhar para cima, quando viu um dos novos modelos Sigma Alpha sobrevoando por cima de sua cabeça, ele não precisava fazer alguém tipo de sinal, já que Ômega já era bem destacável por sua lataria vermelha e amarela brilhante no meio do verde.

Observava com a expressão em branco quando seus reforços saiam um a um do avião, saltando no ar já que não tinham lugar para um pouco sem que o avião corresse riscos de sair danificado.

Cerca de 15 a 20 soldados se postavam agora a sua frente, sendo liderados por uma figura que até então para si desconhecida.

Não era a overlander de cabelo ruivo curto e olhos azuis que estava no comando daquela equipe como ele esperava sempre que via aqueles rostos da linha de formação, mas sim uma mobian morcega, que estava com expressão fechada em concentração. Sua pelagem negra poderia muito bem servir-lhe como camuflagem caso houvesse necessidade de emergir nas sombras e seus olhos castanhos por detrás de seus óculos não demonstravam quaisquer sentimentos. Sua expressão estava igualmente em branco.

Todos se postavam em posição, enquanto a mobian era a líder, falando e agindo pelos que estavam ali.

— Christmas Island... Nunca pensei que estaria pisando nesse lugar. — Comentou casualmente, recebendo um erguer de sobrancelhas coletivo do grupo ao seu comando e uma expressão curiosa de Shadow.

— Do que está falando? Que tem de errado nesse lugar? — Perguntou um dos soldados na linha de formação, atraindo o olhar reprovativo da líder que parecia ter sido interrompida de seus pensamentos.

— Tudo ao seu tempo. — Foi sua resposta. — E tempo é algo que não podemos perder ficando parados só apreciando a paisagem. — Olhou para Ômega com expressão séria. — E-123, use seus sensores para detectar qualquer entrada, tubulações ou paisagem falsa.

— Afirmativo.

— Desculpe por minha falta de educação, sou Mary, a líder designada dessa equipe. — Olhou para o ouriço que havia descido do tronco em que descansava. A morcega estendeu a mão, um convite para que Shadow a apertasse em cumprimento.

— Shadow the Hedgehog. — Retribuiu o cumprimento, apertando a mão que segurava com firmeza, pouco dando atenção para as unhas grandes pintadas de vermelho que apareciam por sua luva permitir seus dedos nus.

— Ah, sim. Apesar não termos tido a oportunidade de uma apresentação formal. Já ouvi muito sobre você. — Comentou casualmente. “Até mais do que deveria.” Seu olhar se demorou no ouriço, analisando-o, depois desviou para o lado. — Creio que soube tardiamente sobre algumas mudanças... — Começou lentamente.

— Como a mudança de liderança? Há, como se algo assim pudesse ter importância para mim. — Os olhos de ambos vagavam, orelhas atentas ao menor som, os corpos tensos enquanto o grupo ao seu redor se dispersava. Porém ainda continuavam no campo visual dela.

Ela começou a se mover, não antes de direcionar um último olhar para o ouriço que pareceu entender e a seguia.

— Você deve ter se sentido curioso pelo comentário de mais cedo. — Começou calmamente, suas botas impermeáveis afundando na lama, apesar das asas que eram sutilmente maiores que as que de Rouge, ela parecia não ter problemas em se mover no solo.

— Não. — Mentiu com naturalidade, não iria admitir para uma desconhecida que acabara de conhecer algo desse gênero.

Mary apenas sorriu, a forma como ela agia e se portava era incomum, ela não parecia desconfortável como a maioria dos soldados estavam ao estar em sua presença, quase como se não se importasse que ele fosse uma criatura provida de laboratório e que poderia explodir o planeta em um momento de fúria.

Andavam lado a lado e Shadow percebera tardiamente que parecia haver uma espécie de mutualidade entre eles, talvez por serem mobians em um meio hostil como a G.U.N, onde pareciam que todos os overlanders os odiavam, ou pelo menos grande parte deles.

— Há cerca de 30 anos, essa ilha havia sido um lugar bem diferente do que está hoje. — Começou enquanto usava uma faca que tirou do bolso para cortar os cipós e galhos do caminho. — Era governado pelos reis Hedgehog, que eram bons governantes, fazendo o reino prosperar. — A história parecia se assemelhar a uma de livros de histórias para Shadow, mas algo parecia estranho naquela história.

Não sabia porque ela estava contando aquela história, mas mesmo que quisesse, não poderia negar que havia uma espécie de interesse do que ela tinha a dizer.

— Julius e Aleena eram governantes firmes e seus súditos nunca tiveram quaisquer reclamações de seus reis. Mas, um dia a rainha simplesmente desapareceu sem deixar qualquer rastro. Nenhuma carta, nenhuma pista de onde ela poderia ter ido. E o rei enlouqueceu. — Seguiu-se um silencio estranho, a atmosfera parecia maçante. — Surgiram rumores de que a rainha traia o rei às suas costas ou que ela não suportava mais ser esposa dele. Mas sejam qualquer tiver sido a razão, o rei ainda a procurou dia e noite, sem parar. Até que ele se matou. — Um dos soldados a olharam estranho, enquanto outros fingiam procurar por algo enquanto escutavam o que ela tinha a dizer, movidos pela crescente curiosidade.

— Até hoje a rainha nunca foi encontrada, muito menos sabem porque o rei tirou a própria vida. O reino acostumado a monarquia pereceu sem alguém para governar, quando a guerra chegou a Christmas Island, foram todos massacrados, essa terra tinha se banhado em sangue. — Sua voz tinha um pesar enorme, como se lamentasse pelo passado da ilha. — Alguns anos, depois que foi assinado trégua, algumas famílias que conseguiram fugir, voltaram, mas não era a mesma coisa. O enorme e prospero reino de outrora foi reduzido para uma vila minúscula perto do mar, que também pereceu quando a ganância de Ivo Robotnik destruiu tudo e usou seus habitantes como combustíveis para suas máquinas.

— Como você sabe disso? — Shadow não conseguiu conter a pergunta que saiu de seus lábios.

— Um bônus engraçado de se trabalhar para a G.U.N, você tem acesso a todo o tipo de informação tendo os contatos certos. — Sua voz vinha com amargura ao invés de orgulho que seria a reação de qualquer soldado que tivesse essa oportunidade.

Seus olhos se ergueram a tempo de ver a aproximação de Ômega, para onde eles estavam, o robô parou entre eles, e sua voz soou alta o suficiente para que que alguns soldados próximos o ouvisse sem problemas.

— Entrada localizada, aguardando ordens. — Sua voz se direcionava para o ouriço negro, embora Mary tivesse assentido para si mesma.

— Guie o caminho. — Foi a ordem dada pelo ouriço. O robô obedeceu imediatamente e dupla seguiu enquanto a morcega gesticulava para que a sua tropa a seguisse.

A trilha era acidentada, cheia de troncos caídos, cipós e galhos, o que era de admirar que Ômega robusto como era conseguisse guia-los com tanta facilidade apesar de tudo.

O que encontraram eram ruinas do que outrora tinha sido um castelo, apesar de toda a vegetação, ainda se podia ter onde as paredes haviam sido construídas, um assobio veio de um dos overlanders. Porém ambos o ignorou e seguiu.

Restos do que eram o salão principal estavam espalhados, onde antes deveria estar as escadas para o andar superior não existia absolutamente nada senão uma espécie de alçapão que parecia estar no lugar errado.

Shadow entendendo a situação apenas se moveu, alcançando a alça e puxando, não era tão surpreendente que ali haveria uma entrada, seja lá para onde.

Olhou para baixo, não havia escadas. Tomou impulso e pulou sem nenhuma palavra. Mary olhou para Ômega e logo em seguida seguiu o ouriço, a abertura era pequena demais para que pudesse usar suas asas para amortecer o salto, então apenas pulou como o ouriço.

Estava escuro, embora ambos pareciam não ter problemas com a baixa luminosidade, logo ouviram os outros soldados os seguindo, um deles acendeu uma lanterna enquanto os outros apenas pisavam com cautela em piso desconhecido.

Sua rota terminou quando uma porta de aço lhes impedia de continuar seguindo o que parecia totalmente estranho levando em considerado que era um castelo, não um laboratório como os pertencentes a G.U.N, Mary se afastou enquanto Shadow usava sua concentração para usar um Chaos Spears, já que o sistema de segurança era antigo demais para que fosse burlado na maneira tradicional.

O estrondo da explosão foi algo o bastante para causar desconforto, partes da parede se desprenderam, sendo atiradas para todas as direções, até mesmo para os soldados e os dois na frente, que felizmente saíram quase ilesos e não fossem pela sujeira em suas roupas e arranhões na pele descoberta, nem mesmo rostos escaparam dos fragmentos.

A porta cedeu e caiu no chão com um estrondo alto, poeira subiu junto com o cheiro de mofo, fazendo alguns sentirem náuseas e outros tossirem. Diante deles estava a entrada de um laboratório de aparência antiga, parecido com o que algumas vezes apareciam em seriados de época. A iluminação era escassa, embora o zumbido de aparelhos ainda em funcionamento podia ser ouvido. Parecia ter sido abandonado há anos, mas de alguma forma desconhecida ainda funcionava.

Shadow entrou primeiro, depois Mary e o restante, todos andando com cautela, mas não era o bastante para que seus passos não ecoassem e suas respirações parecessem altas demais, apesar o espaço amplo até.

O ouriço congelou no lugar, fazendo com que a morcega parasse de andar para não trombar com o emaranhado de espinhos, acabou por congelar quando percebeu o que fizera Shadow parar.

Presos a fios em uma cúpula criogênica havia 3 ouriços, uma fêmea de pelagem roxa estava localizada ao meio, ao seu lado havia dois mais jovens, que pareciam ter 15 senão 16 anos, uma fêmea de pelagem rosa escura estava ao seu lado direito enquanto um macho de pelagem verde e espinhos bagunçados do outro lado. Ambos estavam nus, fios serpenteavam seus corpos e o ar lhes eram fornecidos pela máscara de oxigênio que havia sido presa aos seus focinhos. Ao fundo havia uma cúpula quebrada.

Não era de se admirar que a rainha nunca foi encontrada, ela nunca havia deixado o castelo.

— Mary para o Comandante. — Conectou seu comunicador no mesmo instante em que entendeu a situação. — A rainha acaba de ser encontrada.

Notas finais
Acaso houver quaisquer erros sejam gramaticais ou de digitação, peço que por favor me avisem. Comentem caso se sentirem inspirados a tal, gosto de saber as reações de vocês. Ah, recentemente eu fazia criado um grupo no facebook, caso sentirem o interesse o link vai estar no meu perfil. Até uma próxima. by: Shadow Shirami