Bite me

1 A mulher de cabelos ruivos


Notas iniciais
Cá estou eu meus amigos.. Estou trazendo essa fanfic maravilhosa e espero que gostem ;) .

O trem seguia pelos trilhos em alta velocidade, fumaça esbranquiçada saindo da chaminé. Pelas janelas do vagão via-se apenas um borrão esverdeado dos vales e campos. Gellert Tremaine lia o jornal que haviam lhe entregado assim que o mesmo embarcara de Springfield. Em breve o mesmo chegaria em Londres. Ele trajava um sobretudo castanho, paletó preto, gravata borboleta cinza e no topo de sua cabeça uma cartola.

O mesmo apanhou seu relógio de bolso, onze e meia da manhã o ponteiro marcava. Elevou sua mão até a sua cartola retirando-a, afagou os cabelos negros para trás, em seguida colocou a cartola. O trem ia reduzindo a velocidade, Gellert olhou com seus olhos verdes pela janela, a estação de Londres era feita de tijolos. Ele apanhou sua bagagem, trouxera apenas o essencial. Sua mãe o desejou para que teria uma vida boa em Londres. Ele sentia falta dela, em breve iriam visitá-lo, prometera seu pai.

Descendo do trem, inalou o ar, o cheiro de fumaça adentrou em suas narinas, ele tossiu por alguns segundos. Seguiu pela plataforma calmamente. Sendo assim, ele teria de arranjar uma estalagem para dormir. Saiu da estação, carruagens estavam estacionadas. Andou por algumas horas, o sol batia forte em suas costas fazendo-o suar, ele precisava de um banho, depois de andar mais um pouco finalmente encontrou uma estalagem que possuía uma placa de madeira escrita com letras douradas e garrafais, “Estalagem da Madame LeBeau”.

Empurrou a porta de carvalho, o local possuía paredes brancas encardidas, o chão era de madeira, um castiçal aceso estava pendurado no teto. Havia no estabelecimento um balcão, atrás dele encontrava-se uma mulher de mais ou menos seus cinquenta anos, ela possuía cabelos dourados, usava um vestido longo lilás junto de um xale branco.

— Seja muito bem-vindo, querido! – exclamou da proprietária com um sorriso bondoso no rosto.

— Primeira vez aqui em Londres? – perguntou ela.

O homem concordou com a cabeça, retribuiu o sorriso. Andou até o balcão, a mulher lhe entregou uma chave e o informou onde ficava o quarto.

Subiu as escadas que rangiam, seguiu por um corredor, seu quarto era o número dez. Girou a chave destrancando a porta. O quarto não era muito grande, uma cama encostada na parede, uma escrivaninha, e um guarda-roupa de madeira. Depositou sua mala em cima da cama, abriu a porta que dava para uma sacada, uma brisa entrou pela sacada, ele ficou parado enquanto sentia o vento.

Por sorte o quarto que ele havia pego possuía uma suíte. Abriu sua mala, apanhou a toalha e resolveu tomar um banho. No banheiro tinha um pequeno lavabo, uma banheira de porcelana e uma bacia para lavar as mãos. Encheu a banheira, despiu-se por completo, e tomou um banho demorado.

Secou-se, esvaziou o banheira, abriu a porta. Retirou sua mala de cima da cama, sentia-se exausto. Deitou-se na cama nu e resolveu tirar um cochilo.

Dormiu por duas horas, acordou, vestiu uma roupa confortável e desceu para comer alguma coisa. Por sorte Madame LeBeau o serviu de carne suína e batatas coradas, ele começou a comer, tomou um gole de cerveja. Limpou os lábios com o guardanapo de pano, agradeceu para a proprietária. E foi até o seu quarto para escrever uma carta para a sua mãe.

Destampou o tinteiro, molhou a ponta da pena e começou a escrever brevemente.

Mamãe,

Londres é uma cidade maravilhosa, fui muito bem recebido pela proprietária da estalagem. A comida dela é boa, mas não tão boa quanto a sua. Estou com saudades, mande lembranças ao papai.

Carinhosamente, seu amado filho.

Leu a carta, estava ótima, pegou a vela acesa, selou a carta com a cera. Passava das seis e meia da tarde quando ele foi ao correio para poder enviar a sua carta. Chegou ao correio, paredes brancas, piso de mármore, era um lugar bonito para ser um correio. No guichê gradeado encontrava-se um senhor de meia idade quase careca, trajava roupas finas e uma cartola.

— Boa tarde, senhor.. – começou Gellert – Eu gostaria de enviar esta carta para Springfield, se possível.

— Springfield... – murmurou o proprietário apanhando a carta da mão de Gellert.

***

A noite caiu, a lua brilhava no céu sem nenhuma estrela para acompanhar. O vento leve varreu os cabelos de Gellert da testa, ele deixara sua cartola na estalagem. No meio da praça se encontrava uma enorme fonte de mármore que estava ligada, sendo assim jorrava água para todas as extremidades da ponte. Sentado no banco da praça observava os britânicos, que eram pessoas muito elegantes, trajavam roupas bonitas.

Crianças corriam brincando de pique e pega. Ele as observava, sorriu bobamente, gostava muito de crianças e gostaria de ter filhos, estava apenas com vinte e cinco anos e ainda não havia encontrado uma esposa. Demorou-se um pouco na praça, apanhou seu relógio no bolso do colete cor de vinho, eram oito horas da noite. Ele então ergueu-se do banco com o pensamento de retornar para a estalagem e dormir, pois iria procurar um emprego no outro dia. Atravessou a praça decidido, caminhou com as mãos no bolso pelas ruas. Algo havia lhe chamado a atenção. Seus olhos verdes focalizaram uma moça muito bonita, ela estava parada próxima da porta de um bar. A mesma usava um vestido vermelho escuro com um decote e um corpete preto que apertava os seus seios, sua pele era branca como porcelana, seus cabelos eram ruivos quase vermelhos. Ao seu redor estava um boêmio que provocava ela sexualmente. A moça olhou para o lado enojada ignorando-os.

O homem de cabelos pretos retirou suas mãos do bolso da calça. Aproximou-se da mulher, seu coração batera fortemente ao ver que ela era mais bonita de perto.

— Com licença, cavalheiro. – começou Gellert para o boêmio. – Por que você não volta para o bar?

O boêmio olhou para o mesmo perturbado, e respondeu meio bêbado.

— Cuide da sua vida, rapaz. – e soluçou.

A ruiva sorriu para Gellert, e ele pensou “Santo Deus, como ela é linda”.

— Vamos lá, Barnabas.. – disse a mulher sensualmente para o boêmio.

O homem que ela havia falado ficou atônito, como se estivesse em transe, sendo assim entrou para dentro do bar, deixando-os sozinhos.

Um trovão ribombou no céu, Garret olhou para cima alarmado, indicou a porta para a mulher com a cabeça, e ela logo concordou. Ambos entraram no bar, ele lhe pagou uma bebida.

Sentados no balcão, logo o homem quebrou o silêncio após tomar um gole de seu uísque.

— Eu me chamo Gallert Tremaine, sou de Springfield.

— Encantada.. – respondeu ela com sua voz angelical estendendo a mão para ele beijar.

Ele recebeu a mão dela. Era fria feito gelo, pensou em largar pelo fato de sentir um tipo de choque, mas inclinou sua cabeça e beijou-a.

— Como se chama, minha senhora? – indagou ele.

— Ariel Locksey. – respondeu ela.

Sorriram um para o outro, Ariel tomava o seu vinho tinto com sensualidade. Colocou sua mão destra fria na de Gellert em cima do balcão. Ela olhava para ele com muito desejo, seus olhos eram vermelhos cor de sangue. Pelo visto o homem não havia percebido, pois estava hipnotizado pela sua beleza.

— Por que não vamos para a minha casa? – sugeriu Ariel sedutoramente.

O mesmo concordou com a cabeça hipnotizado. Ela o puxou pela mão e ambos saíram do bar. Ele se sentia meio aéreo, pois havia tomado duas garrafas de uísque.

Caminhavam por um beco escuro, ela o empurrou para a parede com muita força, o homem de cabelos negros pareceu não se importar. Ariel começou a mexer no fecho do corpete, ele olhou com desejo para ela. Ambos começaram a se beijar loucamente, a mulher passava a mão na região de baixo ventre de Gellert excitando-o. A mão dele se fechou nos seios dela apertando-os enquanto se beijavam novamente. Ela deu um gemido de prazer.

Ariel olhou-o com desejo, seus olhos vermelhos sangue o fitaram. Ele a olhou, por uma fração de segundos algo nela havia mudado, no canto de seus olhos brotaram veias negras, seus dentes se alongaram formando presas afiadas, ela fez um barulho estranho como se tivesse rosnando para ele. O homem olhou aquilo tudo horrorizado, largou-a depressa, começou a correr para fora do beco, mas era tarde de mais, ela moveu-se muito depressa. Ele sentiu as presas afiadas perfurando o seu pescoço, soltou um grito de dor ao sentir as presas em seu pescoço. Ela largou o corpo do mesmo no chão com cuidado, o pescoço dele sangrava muito, o chão batido ficou ensopado de sangue. Ariel saíra do beco em uma velocidade absurda.

O que havia acabado de acontecer?

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado. Logo mais o segundo capítulo ;)