Bite me

2 Assassinato brutal


Notas iniciais
Olá leitores, tudo ok? Bom, eu dei uma melhorada no capitulo dois e espero que vocês gostem.. ;)

A chuva caía forte, ouvia-se o barulho de diversos trovões. Um corpo todo molhado se encontrava estatelado no chão. Sangue escorria de seu pescoço, estaria ele morto? A pele do tal corpo estava muito pálida, olheiras arroxeadas debaixo dos seus olhos e nenhum sinal de que respirava. Com certeza algo estranho aconteceu com ele.

Gellert Tremaine abriu seus olhos rapidamente, tinha algo de diferente nele, o sangue que deveria estar escorrendo cessara, em seu pescoço encontrava-se uma marca de mordida. Tentou puxar o ar mas nada aconteceu, ele sentia que não precisava mais respirar, estava praticamente morto. Não se lembrava de nada do que aconteceu. Ele ergueu-se do chão com um pouco de dificuldade, passou a mão destra nos cabelos negros empapados, e abaixou a mão. Seus olhos não estavam mais esverdeados e sim vermelhos como sangue. Em seguida olhou para baixo, viu que havia uma mancha. Sentiu um desejo insaciável de sentir o cheiro daquela misteriosa mancha.

Ele então se abaixou devagar, tocou os dedos muito brancos na tal mancha, olhou apavorado para os seus dedos, em seguida também percebeu que a sua outra mão também estava branca. Atônito, o mesmo seguiu para a avenida. Um casal passeava de mãos dadas e davam risadinhas um para o outro.

O homem morto sentiu sua audição aguçar, ouviu um som muito agradável, o som de algo pulsando, algo correndo nas veias. Sua garganta queimava, pois ele estava sedento. E lá estavam suas duas prováveis vitimas. Ele perdeu os sentidos após partir para cima de ambos em uma velocidade absurda. Veias pretas surgiram ao lado de seus olhos, os dentes alongaram-se, presas afiadas surgiram. A mulher que estava acompanhada de seu parceiro, soltou um grito de pavor.

Decidiu atacar primeiro o homem, derrubou lhe no chão com uma força brutal, suas presas afiadas perfuraram lhe o pescoço. A vítima deu um grito alto de dor. Já a sua companheira fitava tudo aquilo horrorizada, o sangue jorrava para todos os lados que acabou manchando o vestido. Ela começou a correr pedindo por ajuda, mas tarde demais. Gellert terminou de beber o sangue do homem, ergueu-se absurdamente depressa e a atacou por trás fazendo-a gritar. Suas presas afiadas lhe perfuraram bem na veia que passa pelo pescoço, ela tentou se libertar dele, mas ele era mais forte.

Terminou de beber o sangue da pobre mulher. Seus sentidos haviam voltado. Sobressaltou-se ao ver o que tinha acontecido, ele estava ajoelhado ao lado da mulher, olhou para baixo vendo o pescoço dela todo ensanguentado. Colocou suas mãos frias em seu rosto assustado, o cheiro de ferrugem em suas mãos o fez afastá-las do rosto. Em seguida seus olhos se posicionaram no outro corpo caído mais atrás de onde ele estava.

Sua roupa estava completamente suja de sangue, ele se apavorou e começou a chorar colocando as mãos novamente no rosto arrependido.

A chuva havia parado. Ergueu-se por fim e fugiu muito depressa para a Estalagem.

Chegando lá o mesmo subiu as escadas fazendo muito barulho, entrou em seu quarto e foi diretamente para o banheiro. A bacia com agua estava em cima do gabinete do banheiro, o sangue estava ainda fresco em suas mãos, lavou-as rapidamente. Despiu-se completamente, deixou a roupa jogada no chão do banheiro. Abriu a torneira da banheira. Enquanto enchia ele ficou observando o seu corpo, ele estava totalmente branco como porcelana.

***

Não pregara o olho desde quando chegara, ele não se sentia cansado. Tentava se lembrar da noite passada, lembrou-se apenas dos corpos que ele provavelmente teria atacado. O sol batia forte na janela, ergueu-se então da cama e andou em direção da veneziana porta que dava para a sacada. Começou a abrir a veneziana, mas após os raios solares tocarem em sua pele ele soltou um grito de dor.

— Mas que diabos é isso? – indagara ele irritado.

Ele notara que os raios solares queimaram as suas mãos e lhe fizeram bolhas. Deixou então a veneziana do jeito que estava.

Uma leve batida ouviu-se na porta, em seguida uma voz familiar lhe chamou.

— Sr. Tremaine? – indagara a voz.

O mesmo andou em direção da porta, e a abriu um pouco. Madame LeBeau estava parada do lado de fora com um jornal matinal nas mãos.

— Eu lhe trouxe o jornal desta manhã. – falou ela sorrindo para ele.

— Obrigado, Madame LeBeau. – agradecera ele.

Elevou sua mão destra fria até o jornal, sem querer encostou seus dedos frios nos da mulher, ela sobressaltou-se por causa do choque térmico. Antes que ela perguntasse ele recolheu sua mão junto do jornal e fechou a porta bruscamente.

Gellert sentou-se na cadeira da escrivaninha, e lá estava uma grande manchete junto de uma foto de dois corpos familiares caídos na estrada com os pescoços ensanguentados. Leu então a notícia.

Assassinato brutal em Londres

Ontem (21) de março de 1830, houve um brutal assassinato próximo da avenida. Os pescoços das vítimas estavam completamente ensanguentados com uma marca de dentes completamente afiados, não se sabe o que causou a morte desses jovens...

Ele cerrou os olhos ao ler, não aguentaria continuar lendo o resto. Amassou o jornal bruscamente e o jogou para o outro lado do quarto. Ergueu-se da cadeira, foi para próximo do guarda roupa. Sentiu seus olhos encherem-se de lágrimas, em seguida cerrou os punhos e acertou em cheio no guarda roupa com força. O soco havia sido tão forte que acabou rachando a porta do móvel.

— Mas o que? – indagara ele perplexo – O que diabos está acontecendo comigo?

Ouviu-se novamente uma batida na porta, ele ignorou, bateram novamente. Até que Madame LeBeau desistiu de ficar batendo e desceu.

O sol estava se pondo, ele precisava sair e ir se distrair um pouco. Vestiu uma calça amarronzada, acompanhada de uma camiseta de algodão, gravata borboleta e seu sobretudo marrom. Colocou sua cartola, andou até a porta e saiu. Desceu as escadas, a proprietária não estava na recepção. Calmamente ele abriu a porta de carvalho e saiu para a noite que estava completamente estrelada junto com uma lua minguante.

O homem andava tranquilamente pela rua, carruagens passavam, crianças voltavam para as suas casas. Sua garganta voltou a queimar, ele precisava se alimentar. Ouvia o batimento de todos que passavam por ele, cerrou os punhos resistindo a tentação.

Seguiu pela praça, andou mais por alguns instantes. Finalmente bem longe da praça encontrava-se um garotinho de rua. O menininho usava uma boina, um colete preto junto com uma camisa branca, calça e pés descalços. Gellert se aproximou dele, ele se sentia horrível por ter de fazer isso, mas ele precisava se alimentar.

— Olá meu rapaz.. – começou ele sorrindo para o menino.

O menininho elevou seu olhos para o mesmo, viu que ele possuía pele muito branca e olhos vermelho sangue e começou a recuar para trás.

— Não tenha medo, eu não irei te machucar...

Em seguida o menino assustado começou a correr, o homem balançou a cabeça negativamente com um sorriso malicioso. Foi atrás do menino velozmente, pegou-o pelo braço com muita força, a criança começou a chorar de medo.

Os olhos do homem ficaram mais intensos, veias pretas brotaram ao lado dos olhos, seus dentes alongaram-se formando presas afiadas. A criança gritou de pavor.

As presas de Gellert perfuraram a têmpora do menininho fazendo ele gritar novamente. Sangue jorrou, o mesmo sugou todo o sangue da vítima. Apanhou-o no colo, e colocou sobre a calçada, beijou a sua testa.

— Sinto muito.. – dissera ele limpando as lágrimas.

Limpou a boca com o dorso da mão e saiu do local.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.