Bitch, I'm Regina
7 Guerra?
Notas iniciais
– Regina precisamos conversar agora !!!!
Ouvi apenas o baque da minha porta e em seguida o barulho dos saltos de Ruby e Tinker a minha frente. Assim que levantei minha vista vi a pobre Belle atrás delas com uma cara de pânico que eu acharia graça se não fosse a situação. Acenei que estava tudo bem e ela saiu fechando a porta em seguida. Respirei fundo, pelo jeito Zel deve ter avisado sobre a volta de Emma e agora teria de ouvir calada todo o ódio e as ameaças que Ruby iria fazer e que Amélia prontamente ia ajudar. As duas começaram a andar de um lado pro outro e me olhavam apreensivas, se olhavam intensamente e depois voltavam a me olhar, acabei jogando meu corpo contra a cadeira me acomodando bem pro que irá vim pela frente, afinal parecia que seria longa a conversa.
– Temos de falar sério Regina.
– Bem, acho que já percebi isso pela maneira discreta que vocês entraram Ruby. – Dei um sorriso um pouco irônico, afinal elas estavam fazendo uma tempestade e ainda não haviam falado nada.
– Pare de falar conosco nesse tom, você não é assim Regina Mills, o assunto é sério.
– Desculpe-me Amélia, pode continuar Ruby. – Segurei o riso, afinal ver Tinker braba era muito engraçado.
Elas se olharam novamente e eu já estava achando estranho, afinal se Zel contou não tinha porque estarem ‘cheias de dedo’ desse jeito, elas estariam gritando aos quatro ventos como iriam tortura-la e matá-la isso sim. Ruby olhou mais uma vez pra Tinker como se pedisse permissão e respirou fundo antes de falar.
– Regina a Emma voltou.
Ruby falou e eu continuei apenas olhando de uma pra outra ainda não entendendo, Tinker percebeu meu jeito e deve ter achado que eu estava em choque e se aproximou da mesa pegando minha mão, e Ruby voltou a falar.
– Nós encontramos com ela ontem de madrugada na porta de uma boate, eu fiz questão de deixar bem claro a ela que se ela tem amor a vida não deve se aproximar de você. Tenho certeza que ela ainda vai lembrar ao menos por alguns dias das minhas palavras.
Abri e fechei minha boca, Ruby tinha um sorriso vitorioso nos lábios e eu tive a certeza que ela havia feito algo a Emma no momento que ela acariciou seu punho direito e fez uma careta, como se sentisse dor.
– Você bateu nela? Meu Deus como você deixou ela fazer isso Amélia? – Tinker apenas deu de ombros e tive a certeza que passou um brilho perverso em seu olhar, Ruby não deu a mínima importância ao que eu falei pois continuou com o sorriso vitorioso.
– Continuando...Sim eu bati e baterei outras vezes se for preciso, pois mesmo deixando bem claro que não queríamos ela perto de você, sei bem que aquela vadia ainda é capaz de vim atrás de você e querer faze...
– Ela veio aqui ontem a tarde. — Cortei logo o que ela ia falar afinal elas tinham de saber logo que não foram as únicas a verem o fantasma do meu passado.
– Como assim? Essa cara de pau teve coragem de vim até seu trabalho? Você a pôs daqui pra fora não foi? Diz pra mim que você deu ao menos um tapa naquela vadia e a pôs pra correr Regina por favor.
Elas me olhavam assustadas e ao mesmo tempo ansiosas pra minha resposta, e mesmo sabendo que iria levar uma baita broca resolvi contar logo tudo, afinal tinha certeza que elas não sairiam daqui até saberem de todos os detalhes. Comecei a contar tudo, nos mínimos detalhes pois sabia que elas iriam perguntar depois, elas mudavam de incrédulas pra raivosas, e percebia Ruby vez ou outra fechar os punhos.
Assim que terminei fiquei apenas observando elas absorverem tudo, pois sei bem que devem estar extremamente chateadas comigo, no entanto não posso mudar minha postura, pois mesmo Henry sendo afilhado das duas e elas terem me ajudado na criação dele e em tudo desde que tudo aconteceu, Emma é a mãe dele e tem direito de conhecer e participar da vida dele.
O silencio na sala já estava incomodo, durante meu relato ambas haviam sentado e eu já estava agoniada delas estarem me olhando sem falar nada. Tinker abriu e fechou a boca algumas vezes, olhou pra Ruby como se eu estivesse louca e levantou de uma vez derrubando a cadeira de tão forte que foi seu movimento.
– Regina por favor me diz que você bebeu, que você está delirando ou tendo surtos, mais pelo amor de Deus não me deixa acreditar nisso que acabei de ouvir.
– Amélia você sab... – Acabei me levantando também, afinal ela estava gritando a plenos pulmões basicamente em cima de mim.
– Não me vem com porra de Amélia, você está louca Regina, essa mulher acabou com sua vida e você ainda tem coragem de dizer que vai deixar ela próxima do Henry ? Você esqueceu tudo que essa filha da puta fez com você?
– Eu mais do que ninguém nunca irei esquecer Amélia, só que não é de mim que estamos falando, o Henry é filho dela e isso eu não posso mudar, infelizmente ela irá fazer parte da vida dele, e isso ninguém pode impedir. Ele tem direito a isso e eu sempre deixei bem claro minha posição. – Ela estava vermelha de raiva e tenho certeza que eu não estava diferente, Ruby continuava sentada e apenas observava toda a confusão.
– É claro que nós podemos impedir!!!! Você é a mãe Regina, ela nem sabia da existência dele e até agora não sei como soube, ela não pode simplesmente chegar aqui bancando a boa moça, agir como se não tivesse acontecido nada e querer entrar na vida dele como mãe presente e amorosa e receber o amor que ele com toda certeza irá dar a ela, isso não é justo!!
Ela começou a chorar e se jogou em meus braços, eu sabia o quanto era difícil pra ela aceitar meu pensamento, afinal foi ela que esteve ao meu lado desde do primeiro minuto e tem todo o direito de estar brigando comigo dessa maneira, no entanto o problema não é comigo, e mesmo ela não gostando não posso impedir meu filho de conhecer alguém tão importante pra sua vida, mesmo que seja a mesma pessoa que destruiu a minha.
– Tinker ele tem o direito de conhecer a outra mãe, você como advogada sabe que se ela correr atrás vai conseguir isso. Eu não quero ter que submeter meu filho a uma briga na justiça ou algo assim. Ela tem direitos só nos resta fazer com que tudo seja o melhor pra ele. – Afaguei seu rosto e limpei suas lágrimas, ela fungava e parecia tão quebrada que me deixava mal ver minha amiga assim.
– Ela não merece Regina, ele é nosso príncipe, nosso bebê e só nosso, ela não merece que ele ao menos olhe pra ela quem dirá que sinta amor.
– Eu sei amiga, mais infelizmente não posso fazer nada pra mudar isso não é mesmo? Eu quero que você arranje a melhor maneira dela ter contato com ele, mais que acima de tudo, arranje uma maneira dela nunca conseguir tirar nosso príncipe da gente, afinal temos de proteger nosso príncipe de todas as maneiras e sei que você sabe bem como fazer isso. – Ela me deu na mesma hora um sorriso enorme e seus olhos brilharam, tinha certeza que em sua mente estavam passando mil maneiras de ‘enquadrar’ Swan em sua aproximação com Henry.
– Por mim ela veria ele uma vez ao ano e olhe lá. Mais sim, você sabe que farei isso, vou deixar tudo pronto para que vocês possam ler e assinar o mais rápido possível, afinal não vamos confiar na palavra de alguém como ela nunca mais.
Me deu um alívio enorme ouvir isso, e fiquei radiante por não ter tido uma guerra maior, apesar de Tinker está com raiva ela sabe que não há nada que possamos fazer pra impedir, e sei que ela achará maneiras de nos proteger de qualquer possível golpe que Emma possa planejar. Afinal ela não pareceu ter mudado nada além da aparência e todo cuidado é pouco.
No entanto o que estava me assustando era o fato de Ruby está calada durante esse tempo todo, afinal se tem algo que ela não consegue fazer é ficar quieta por tanto tempo. Amélia começou a falar de como seriam as visitas e encontros de Swan e a melhor maneira de fazermos isso, e acabei afastando meus pensamentos de Ruby, sabia que uma hora ou outra iriamos conversar.
Após mais de uma hora decidindo como seria tudo, terminamos de conversar e Tinker se despediu de mim dando uma rápida olhada pra Ruby que continuava confortavelmente sentada, fui até a porta e a tranquei, sentando no sofá em seguida, afinal já imaginava que a conversa agora seria tão desgastante quanto a briga com Tinker. Ela levantou e veio até a minha frente, se ajoelhou e segurou minhas mãos, tentei desviar meu olhar do seu no entanto não tinha como fugir.
– Agora somos só nós duas minha princesa, me diz de verdade como você está se sentindo?
– Ah Ruby...
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