Bitch, I'm Regina

5 Colo e carinho


Notas iniciais
hei povo e ai? espero que gostem, tem minha coisa ruiva fofa e minha gostosa ruby, e bem emma se deu mal...

* Regina *

– Amor!! — Repreendi dengosa, afinal eu sabia que um dia poderia encontrar Emma novamente, e não posso negar que ansiava por isso, por ela me ver por cima, segurei em sua mão quando ela fez menção de se levantar.

– Regina eu não acredito que você deixou aquela... aquela mulher chegar perto de você, ela te fez tão mal meu amor, você tem de mantê-la longe.

– Você sabe que eu não posso querida, por mais que eu queira ela longe da nossa vida, sabe bem que tem o Henry e que ela tem direitos. — Ela bufou e revirou os olhos de maneira teatral, puxei sua mão mais forte e indiquei a banheira com a cabeça. Ela começou a se despir e logo entrou na banheira, se acomodando em meu colo em seguida.

– Eu sei, apenas esperava que ela tivesse evaporado e nunca aparecesse em nossas vidas, nós somos tão felizes Rê, tenho medo que ela estrague nossa família, que ela roube nosso filho...

– Nossa família é a coisa mais importante pra mim amor, você e o Henry são minha vida e nada nem ninguém irá mudar isso, nem ela nem ninguém nunca tirará o lugar que você tem no coração do nosso bebê. Ele te ama acima de tudo e você sabe disso não sabe? — Afundei meu rosto em seu pescoço e a apertei mais a mim, era incrível a paz que sentai estando ao lado dela.

– Eu sei, mais eu tenho medo dele achar ela mais legal por não lhe dar bronca, ou por deixa-lo comer besteira ao invés da refeição ou de deixa-lo dormir tarde...

– Hei calma, olha pra mim, você é a melhor mãe do mundo Zel, o Henry te ama, e não é porque ela vai deixar ele fazer o que quiser que vai fazê-lo amá-la logo de cara, foi você que o criou, que cuidou em todas as noites de doenças, que estava lá quando ele deu os primeiros passos e quando falou mama pela primeira vez, e nem a Emma nem ninguém podem tirar isso de você. — Segurei seu rosto delicadamente e a fiz virar pra mim enquanto falava baixinho, dava pra ver que seus olhos já estavam úmidos e me deu um aperto no peito por vê-la assim.

– Eu amor tanto vocês, eu não sei o que eu faria se um dia perdesse você ou Henry, acho que eu ia enlouquecer.

– Calma amor vai dar tudo certo, eu prometo!

A apertei mais forte e não pude evita soltar algumas lagrimas junto, afinal imagino a confusão que está na cabeça dela, achando que pode perder seu bebê, pois querendo ou não Emma é a mãe e de um jeito ou outro Henry irá ficar encantado com ela. Mais tenho certeza absoluta que meu príncipe não irá esquecer da sua mama, pois tem um amor enorme por ela e mesmo sabendo que não é filho da Zel desde pequeno demostrou não se importar com isso, e a trata como mãe as vezes até mais que a mim. Saímos da banheira e fomos pra cama sem roupa mesmo, deitei e a coloquei deitada sobre mim e fiquei fazendo um pequeno cafuné, eu sabia que isso logo ia passar e viria a parte mais complicada, a entrada de Emma em nossas vidas de maneira geral.

Estávamos em um silencio confortável e não demorou muito pra que ela levantasse e fosse até o closet buscar algumas peças, logo ela voltou e nos vestimos, ainda teríamos o jantar com nosso garoto e sabíamos que teríamos que conversar antes de dormir. Assim que estávamos já na porta do quarto a abracei forte e lhe dei um selinho demorado, demonstrando ali que nada iria abalar nossa relação. Saímos de mão dada em direção ao quarto do nosso príncipe e logo estávamos em um jantar animado.

Após o jantar ficamos na sala assistindo e não demorou pra Henry adormecer, Zel o levou com cuidado pra cama e fiquei na porta observando enquanto ela alisava seus cabelos, o amor que ela sente por ele sempre foi tão grande e me enche de tanto orgulho em saber que ao meu lado eu tenho as melhores pessoas do mundo. Logo ela se despediu com um beijo em sua testa e me aproximei pra fazer o mesmo, saímos do quarto dele em seguida e fui até a adega pegar um vinho, afinal teríamos um conversa tensa. Após nos servir, sentei em seu colo e ela logo tratou de me mimar, era sempre assim, quando algo ia mal era em seus braços que eu podia achar minha paz.

– O que você sentiu quando a viu?

– Parece que eu estava revivendo todo aquele dia novamente, toda a dor que ela me causou veio como um soco, a humilhação e a raiva que senti, foi tão doloroso sentir tudo aquilo sozinha, minha vontade era correr pra seus braços, ou pro das meninas. — Uma lagrima desceu por minha face e ela logo tratou de enxugar, eu sabia que não devia, no entanto foi um baque muito forte.

– Não fica assim meu amor, eu sempre estarei aqui pra você, sabe disso não sabe? E as meninas sempre estarão ao seu lado para o que precisar, nós nunca iremos te abandonar. O que exatamente ela queria com você?

– Ela foi com uma história de ser jornalista e aparentemente encheu tanto o saco da Belle, que ela foi abrigada a falar comigo e pedi pra que eu a atendesse, afinal ela disse que era uma amiga da escola. Quase não falamos, ela parecia muito impressionada em minha presença e como eu tinha de sair pra atender um cliente acabamos não falando quase nada, mais ela antes de sair pergunto do Henry. — Senti ela me apertar mais ainda, soltar um suspiro e voltar a acariciar meus cabelos.

– E como você pretende levar isso? Quando pretende falar com o Henry?

– Eu ainda não sei, me doeu muito ter de olha-la, não por ainda sentir algo, você mais do que ninguém sabe que a muito tempo ela saiu do meu coração, mais mesmo assim ainda dói lembrar tudo, ainda mais por ela agir como se nada tivesse acontecido, como se não houvesse me deixado na sarjeta depois de quebrar meu coração. Eu só não quero que ela faça isso a ele entende, ela vai entrar na vida dele e sei que ele irá se apegar, de uma maneira ou outra ela é a mãe também, e mesmo que demore uma hora ela irá estar dentro do coração dele e se ela simplesmente o quebrar acho que eu acabo com a raça dela, como deveria ter feito desde o momento que a vi na minha sala. — Bebi mais um pouco e levantei pro nos servir, aproveitei pra deitar minha cabeça em seu colo e deixar as lagrimas caírem devagar por minha face, levando consigo um pouco mais de minha dor.

– Você sabe que as meninas não irão aceitar tão fácil não sabe?

– Eu sei amor, eu sei. Tenho certeza que elas até te aconselharão a me por no mínimo em uma camisa de força. Mais você sabe que eu não posso impedir isso, ela tem direitos, ela não sabia do Henry e eu não posso ser o mesmo monstro que ela foi, e nem posso fazer isso com nosso príncipe, ele tem o direito de conhecer a Emma. — Seu olhar tinha uma angustia e fiquei mal por ser a causadora disso, no entanto não podia tirar o direito do Henry conhecer sua outra mãe, por mais errada que ela foi um dia comigo, todos tem direito a segunda chance.

– Mesmo eu não concordando sei que é o certo, só espero que essa vadia não se aproxime de você, porque se ela ao menos sonhar em chegar perto da minha mulher eu faço ela em picadinhos.

Dei uma gargalhada e ganhei um tapa em meu braço, ver Zelena com ciúmes era hilário, até porque ela fazia uma cara muito fofa. Me sentei em seu colo novamente, só que dessa vez de frente pra ela, fui em direção a seus lábios e ela desviou o rosto, mordi a bochecha com calma, tentei novamente seus lábios e ela virou pro outro lado e repeti o mesmo processo em sua bochecha. Segurei seu rosto e a fiz me encarar, via em seus olhos o ciúme gritando, encostei nossos lábios e mordi seu inferior bem devagar, o puxando em seguida, me afastei apenas o suficiente pra nossos olhares se cruzarem novamente e com toda a verdade que poderia demonstrar no momento falei.

– Você é a única mulher da minha vida e nada nem ninguém mudaria isso Zel, eu sempre serei sua, e você sempre será minha. Eu te amo muito e nada vai fazer isso mudar.

Ela abriu seu maior sorriso e vi algumas lagrimas quererem fugir de seus olhos, levei meus lábios ate ele e beijei cada pálpebra com carinho, após isso nos abraçamos forte como se estivéssemos selando minhas palavras, ficamos alguns minutos assim apenas sentindo uma o cheiro confortante da outra. Levantei de seu colo após um tempo e fui puxando sua mão em direção ao nosso quarto, afinal o dia foi agitado o suficiente pra que tudo que eu mais queira nesse momento é dormir agarrada com ela, sentir seus braços me protegendo e sua respiração me acalmando, e principalmente sentindo todo o amor e carinho que existe entre nós.

Xxxx

* Ruby *

Estava distraída reclamando com Tinker mais uma vez por termos vindo pra essa bendita festa, afinal eu não estava com animo algum pra sair durante a semana pois teria que acordar logo cedo pra ir trabalhar, não que não façamos isso uma vez ou outra, mais desde cedo sentia uma angustia muito forte, tentei me convencer que não era nada, pois fiz questão de me certificar que todos que amo estavam bem, as únicas que não havia falado diretamente eram Regina e Zelena, mais quando liguei Henry havia me avisado que elas estavam no banho, no entanto esse aperto a cada hora só aumentava.

Tinker ainda buzinava em meu ouvido enquanto estávamos chegando próximo ao carro, no entanto parei de ouvir o que ela falava no minuto que meus olhos encontraram aquele ser desprezível em minha frente, fechei meus olhos tentando saber se era ou não real, mesmo depois de tantos anos eu era capaz de reconhecer de longe aquela maldita mulher que acabou com a vida da minha melhor amiga e como se fosse no automático marchei até ela respirando pesado, ouvi por alto Tinker me gritando, mais a única coisa que fiz foi me aproximar e dar um soco com toda minha força pra tirar o maldito sorriso cínico que estava em seu rosto.

Foi tudo muito rápido, ela só percebeu minha presença quando minha mão lhe puxou de vez e assim que ela estava caída no chão montei em cima dela e comecei a acertar seu rosto, ela tentava se defender, no entanto meu ódio era tão grande que minha força havia duplicado. Ela gritava de dor e cada vez mais eu queria deixa-la acabada no chão, só voltei a mim por ter sido puxada por braços fortes e vi que era o segurança da festa que me olhava espantado, olhei pro estado da criatura que se encontrava no chão e não pude ficar mais feliz, seu rosto estava bem machucado e seu nariz provavelmente havia sido quebrado, pois minha mão continha um pouco de sangue, senti Tinker me abraçar forte e me tirar de perto.

Respirei fundo e quando vi Tinker estava chutando sua canela, acabei soltando um sorriso, afinal a baixinha estava tentando chutar mais, no entanto o segurança não deixava ela se aproximar mais. Ela apontou o dedo pra Swan e vi que a vadia estava tentando levantar e segurava o nariz que agora parecia sangrar mais, me aproximei e logo Tinker veio pro meu lado me puxando pra longe novamente, no entanto antes de nós chegarmos próximas ao carro a baixinha voltou próximo a loira que se encolheu e falou exatamente o que estava engasgado em minha garganta.

– Se você ousar chegar perto de Regina outra vez, mesmo que seja só em sonho, o que Ruby fez não chega nem perto do estrago que eu vou fazer, e pode ter certeza Emma Swan, o que é seu está guardado, e eu não vejo a hora de fazer você pagar.

Tinker veio rápido e entrou no carro no lado do motorista, resolvi não contrariar e lhe entreguei a chave, ela abaixou a cabeça encostando no volante e fechou os olhos, busquei sua mão e apertei forte, sabíamos que iriamos enfrentar uma grande barra com a volta dessa vadia, e principalmente que teríamos de proteger nossos maiores tesouros, Regina e Henry, das garras dessa vadia.

Notas finais
que acharam?