Bitch, I'm Regina
4 Ciúmes?
Notas iniciais
Acordei sentindo um pouco de dor de cabeça, pois passei boa parte da madrugada acordada, e não faço de ideia de que horas consegui dormir, afinal a história de ter um filho com Regina me pegou de surpresa. Não sou idiota de imaginar que ela me receberá de braços abertos e menos ainda de achar que ela irá aceitar minha aproximação de Henry tão fácil, até porque eu lembro bem de nosso último encontro e tenho consciência do quanto a machuquei.
Resolvi levantar logo, ainda tinha de ir ao jornal me apresentar e depois teria de pensar no que fazer com relação ao Henry, acabo sorrindo lembrando que tenho um filho, algo que julguei que nunca teria a chance de desfrutar após a confirmação de que jamais seria mãe. Claro que sempre teria a opção de adotar e já estava até pesquisando a respeito, mais saber que tenho um filho com meu sangue foi a maior felicidade que tive na vida.
Após longos minutos no banho, me vesti e sai logo do hotel. Cheguei ao 'Clarim Diário' depois de uns 40 minutos e fui direto pra sala do meu futuro chefe e grande amigo Graham Hubert. Assim que entrei fui recepcionada pelo melhor sorriso galante dele, que mesmo sabendo que curto a mesma fruta nunca desiste de tentar algo comigo, claro que levo na brincadeira, mais sei perfeitamente que se eu der brecha ele tenta novamente. Conversamos sobre como será meu trabalho e outras amenidades, afinal fazia bastante tempo que não nos víamos pessoalmente, resolvemos os últimos detalhes sobre meu primeiro dia e quando já estávamos nos despedindo vi em sua mesa a bendita revista, ele acabou seguindo meu olhar e me lançou um sorriso torto que não entendi na mesma hora.
– Sério que você nem bem chegou e já está de olho na gostosa da Regina? Você tem muito bom gosto devo admitir.
– O que? Não entendi. – Claro que havia entendido, afinal o olhar de malicia dele seguido do tom me deram até um certo desconforto.
– Ora Emma, vi bem o olhar que lançou pra revista, e tenho certeza que já deve ter ouvido falar da Regina Mills, a solteira mais cobiçada da cidade, afinal quem não gostaria de estar na cama dela não é mesmo?
– Vi apenas um outdoor quando cheguei no hotel, mais não a conheço, você pelo jeito tem uma queda pro lado dela não é mesmo? A conhece pessoalmente ou voltou a fase da adolescência em que ficava só vendo fotos em revista? – Falei de maneira cínica, afinal não poderia entregar meu passado com Regina, pra todos os efeitos não nos conhecemos e se Graham sabe algo, melhor pra mim, já facilita minha procura.
– Você continua muito engraçada, devia mudar de profissão, é claro que a conheço e posso te dizer que ela tem um cheiro muito bom, mais infelizmente ela joga no mesmo time que você, mais quem sabe um dia minhas preces não sejam ouvidas e eu não tenha a sorte de levar você ou ela pra cama? Rs.
– Boa sorte com ela, de mim você já sabe bem a resposta. Mais falando sério, será que tenho alguma chance? Uma mulher como ela deve ter alguém serio ou ao menos alguns casos. E você sabe bem que não gosto de dividir. – Não sei o motivo, mais o fato dele falar dessa forma como se ela fosse um pedaço de carne me deu nojo e raiva, afinal ela e a mãe do meu filho e merece respeito, respirei fundo e tentei passar tranquilidade.
– Isso já não tenho certeza, ela é sempre vista com lindas mulheres, mais nada confirmado, nem ao menos temos flagras dela estando em momentos mais íntimos, mais com certeza você irá topar com ela em algum evento, afinal ela sempre está prestigiando eventos importantes e você estará lá pra cobrir. Basta você jogar o charme que sei que tem, e provavelmente você terá chance de se aproximar, afinal ela não é louca de dispensar uma mulher como você.
– Disso tenho certeza, ninguém resiste ao meu charme não é mesmo? Agora preciso ir, afinal ainda preciso arrumar um local pra morar, pois não quero ter de ir a um motel pra levar Regina depois do nosso encontro. – Dei uma piscada e antes que ele falasse mais alguma besteira sai da sala, não estava aguentando ouvir tanta ‘merda’ junta. Afinal as palavras dele me enojaram.
Após sair do Clarim, resolvi dar uma volta e procurar uma imobiliária, afinal não há coisa mais difícil do que arranjar apartamento nessa cidade louca. Após exaustivas horas de procura, finalmente encontrei alguém que pudesse me ajudar, informei o que eu queria e ela ficou de me ligar quando tivesse o que eu precisava. Resolvi dar uma pausa pra comer algo, afinal sai do hotel cedo sem comer nada.
Após o almoço não tinha nada a fazer a não ser voltar pro hotel, no entanto enquanto estava no taxi vi uma placa da Construtora Mills e logo tudo que eu estava evitando pensar durante o dia veio à tona. Pedi que o taxista parasse e após descer fitei o imponente prédio por longos minutos, sabia que dificilmente Regina iria me receber e ainda corria o risco de ser posta pra fora com uma plateia acompanhando. Eu tinha de dar um jeito de conversar com ela a sós, pois tenho certeza que ela irá soltar toda a raiva acumulada de uma vez em mim.
Fiquei rondando o prédio em torno de uma hora, e já estava ficando angustiada, sabia que corria um enorme risco de tudo dar errado, mais não podia deixar para outro dia, tinha de aproveitar o pingo de coragem que havia em mim, respirei fundo e entrei no prédio. Me identifiquei na recepção e logo fui encaminhada pra cobertura, onde ficava a sala da presidência, no caso a de Regina. Não pude deixar de reparar na beleza do local, pelo pouco que pesquisei dela sabia que era uma famosa arquiteta, no entanto não imaginava que ela pudesse ter tanto bom gosto, afinal a última lembrança que tenho dela com relação a isso não se compara.
Assim que chego até sua secretaria tenho de me ‘rebolar’ afinal não tenho hora marcada e ainda forço minha pose mais metida tentando a todo custo falar com Regina, quero a vencer pelo cansaço, mesmo ela insistindo que Regina tem compromisso, continuo insistindo na mesma tecla, afinal se ela realmente tem de sair vai logo dar um jeito de me atender e despachar, como ultimo recurso uso meu nome e fico com o coração a mil quando a secretaria entra na sala pra tentar falar com ela, os minutos parecem congelar e solto o ar que estava prendendo assim que ela volta e após me analisar completamente me manda entrar.
Confesso que foi um choque, afinal não esperava nada além de ser retirada por seguranças no mínimo, respiro fundo algumas vezes e entro na sala, acabo ficando mais encantada ainda com tudo, e claro que fico chocada com a mulher a minha frente, claro que as fotos já mostravam o quanto ela estava linda, no entanto estar cara a cara com ela era completamente diferente, era como se fosse outra pessoa completamente diferente da que eu namorei.
Ela fez sinal pra que eu sentasse e fiz de maneira automática, não deixando de analisar cada pedaço de seu corpo, vi que ela fazia o mesmo, afinal eu também estava diferente, 10 anos se passaram, mais nada se comparava a mudança dela. Depois de minutos que não sei dizer quanto tempo ela acabou me tirando do transe, falou algo que sinceramente não prestei a mínima atenção, a única coisa que vi foram seus lábios se movendo de maneira sensual, percebi que ela me encarava de modo desafiador e acabei me sentindo desconfortável, afinal eu estava em seus domínios, tentei falar no entanto não consegui pronunciar nada além de seu nome.
Ela me cortou de maneira educada e ai percebi que ela não faria nada comigo, pelo contrário ela parecia muito segura de si em cada atitude, e eu acabei ficando acuada por sua presença. Continuei a olhando de maneira até certo ponto descarada, afinal lembrei do que Graham falou sobre tê-la em meus braços e acabou passando em minha cabeça como seria estar com essa nova Regina na cama. Fui tirada de meus pensamentos impuros pela secretaria entrando na sala, informando sobre o compromisso, Regina pareceu voltar a postura formal e me dispensou no entanto eu não sairia daquela sala sem ter as respostas pra minhas dúvidas, fui em direção a saída, afinal seria bem melhor encara-la por pouco tempo após mostrar meu interesse pois não saberia qual seria sua reação com tal assunto.
Perguntei de uma vez e pra minha surpresa ela não hesitou em responder e diferente do que eu esperava não surtou ou negou, continuei a fazer as perguntas e a maneira que ela falava dava a entender que éramos apenas um casal normal que se separou, nunca quem ouvisse nossa conversa diria que a fiz sofrer tanto. Respirei fundo e sai da sala, eu precisava por a cabeça no lugar, afinal tudo foi completamente estranho e não sei se estou preparada pra estar tão próxima de Regina sem pensar em coisas impuras. Acabei nem falando com a secretaria, não queria correr o risco de Regina me pegar lá e mudar de ideia, sai do prédio e peguei o primeiro taxi que vi, precisava urgente de um bom banho relaxante e umas boas latas de cerveja, que sabe até ficar um pouco alta, afinal eu estava desejando Regina Mills, e isso definitivamente seria a minha ruina.
Fale com o autor