Big Lies
8 Ressaca
Notas iniciais
P.O.V MÔNICA
Acordei com a sensação de que tudo ao meu redor girava, tentei me levantar, mas minha cabeça doeu tanto que eu imediatamente me joguei na cama de novo... Cama? Essa cama não era minha. Pisquei meus olhos diversas vezes para que me visão ficasse em foco. Olhei para os lados e percebi que estava em um o quarto enorme, mas simples. As paredes eram de um tom claro, a cama de casal na qual eu estava deitada chegava a ser maior que a minha em Malibu, estava forrada com um lençol confortável de cor azul escura, o armário era enorme. Eu devia ter feito alguma merda muito grande na noite passada e muito provavelmente tinha dormido com um cara estranho. Me esforcei para levantar e ir até a cômoda, depois de alguns passou já estava lá, peguei uma foto e fechei os olhos. “Por favor, por favor, que não seja nenhum cara nojento” Abri meus olhos e tive uma surpresa... Quem estava na foto era o Dc com uma garota de cabelos cacheados. Fechei meus olhos tentando me lembrar do que tinha acontecido na noite anterior, torcendo pra que eu não tivesse vindo parar na cama do Dc por motivos sexuais e então veio tudo a tona. Eu estava na boate, beijei o Cebola, me arrependi, sai correndo, o Dc apareceu do nada, eu falei um monte de merda, ele me levou pro meu quarto e depois disso era tudo uma página em branco. Como eu vim parar no quarto do Dc? Será que eu e ele...? Eu devia estar mais preocupada com essas perguntas, mas não era isso que estava acontecendo. Olhei a foto de novo, ele e a garota pareciam tão felizes, na verdade eu nunca tinha visto o Dc sorrir desse jeito, nem quando ele ganhava nossas discussões. Será que ela seria namorada do Dc? Eu nunca tinha me preocupado em perguntar esse tipo de coisa pra ele, eu sempre achei que ele é apenas um desses galinhas que pegam e jogam fora. Um sensação estranha invadiu meu peito, mas resolvi ignorar e ir procurá-lo, queria que ele me explicasse o que tinha acontecido na noite passada. Sai do quarto e fui em todos os cômodos da casa, mas nenhum sinal da pessoa que eu queria achar, ele devia ter saído, provavelmente pra não dar de cara comigo quando eu acordasse e ter que me dar um fora educado. Essa possibilidade deixou ainda pior a sensação no meu peito, então resolvi ir pra minha cama e passar o resto do dia dormindo, mas a campainha tocou. Achando que era o Dc nem me dei ao trabalho de olhar pelo olho mágico, mas tive minha terceira surpresa do dia.
– Oi! O Dc está? – eu não podia acreditar no que estava vendo, a garota da foto estava bem na minha frente e ela era muito mais bonita pessoalmente. Só agora eu pude notar o quanto seu cabelo sedoso brilhava e parecia não ter uma ponta dupla sequer, seu corpo e rosto pareciam ter sidos escupidos por um artista plástico, ela era perfeita
– Quem é você? – falei com o tom mais educado que consegui
– Eu sou a Marina. O Dc está? – mas que garota insistente, ela não podia simplesmente ir embora e desistir?
– Não, quando ele voltar eu aviso que você passou por aqui... Maria não é?
– Marina... E eu vou esperar ai dentro mesmo, pode ficar tranqüila que eu já sou de casa, fofa – deu um sorrisinho e passou por mim pra se sentar no sofá
Ótimo, agora eu estava presa em casa com a possível namorada perfeita do cara que aluga um quarto pra mim. Tem como ficar melhor?
P.O.V DC
Podem me chamar de covarde, mas eu preferi sair de casa a ter que encarar a cara da Mônica depois de ter visto aquela cena escrota dela beijando o Cebola. Na hora eu até fiquei de boa, meio que em choque por ter ela tão vulnerável, tão perto de mim, eu até levei ela pro meu quarto pra ter ela mais tempo comigo. Que gay, levar uma garota pro seu quarto só pra a vê-la dormir, mas eu fiz isso e agora não sei como vou explicar o fato dela ter acordado no meu quarto, mas isso eu deixo pra pensar depois que eu colocar minha cabeça no lugar. Falando em colocar as coisas no lugar eu tenho que comprar um presente pra Marina, porque ela chega... HOJE! MERDA! Não acredito que esqueci o dia que minha melhor amiga chega de viagem! Pior ainda é que ela vai passar lá em casa pra me ajudar a reforma o quarto vago pra Mônica... Droga!
Mudei o curso da minha corrida, maldita hora em que eu resolvi correr ao invés de pegar meu carro e dirigir sem destino. Cheguei em casa depois de uns quinze minutos de muitos esbarrões em estranhos e suor, torcendo pra que a Marina não estivesse lá, mas foi ai que presenciei a cena mais engraçada da minha vida. A Marina e a Mônica sentadas no mesmo sofá enquanto a Mônica fuzilava a Marina com o olhar e a Mariana via TV como se nada estivesse acontecendo
– Parece que minhas princesas estão se dando muito bem – falei em tom sarcástico para que elas notassem minha presença.
– DO COOOOOOOOOOOOOONTRA! – a Marina veio em minha direção e entrelaçou a perna na minha cintura – QUANTA SAUDADE! COMO VOCÊ TÁ FORTE! ANDOU MALHANDO? TÁ MUITO GOSTOSO! – coloquei-a a no chão em meio a vários apertões na minha bochecha. A Marina tinha esse jeito totalmente meigo e super protetor
– Algumas pessoas melhoram, outras pioram... Esse é o seu caso
– Eu sei que você quis dizer que eu to linda!
– Desculpa interromper o casal, mas eu preciso falar com você Dc – a Mônica nos interrompeu com uma cara de serial killer que quase me fez ajoelhar e pedir pra ela não me matar
– Você não pode esperar, é que...
– AGORA!
– Ok, ok – fomos até a cozinha deixando a Marina sozinha na sala
– Você é o tipo de pessoa mais nojenta do mundo! Como é que trata a sua namorada assim depois de ter passado a noite comigo?
– COMO?
– Não se faça de idiota e nem vem me dizer que eu acordei no seu quarto, porque tive uma crise de sonambulismo!
– Realmente não foi isso que aconteceu...
– Pelo menos você é cara de pau o suficiente pra admitir
– VOCÊ PODE, POR FAVOR, DEIXAR EU FALAR? – ela ficou em silêncio – Ótimo! Eu não sei o que você lembra da noite passada, mas eu só fiz te trazer pra casa, quando a gente chegou aqui eu te levei pro seu quarto, mas você tava muito louca, então eu resolvi te levar pro meu quarto, porque caso você passasse mal eu podia fazer alguma coisa, mas pode ficar tranqüila, dá próxima vez eu deixo você se engasgar com seu vômito. – Oscar de melhor ator pra mim, por favor
– Você... É UM IDIOTA! EU VOU PRO MEU QUARTO – sai a passos apressados e bateu a porta, parece que o jogo está a meu favor agora
– Então essa é a garota? – a Marina apareceu na porta da cozinha
– Como?
– Dc, até parece que eu não te conheço... Você ta estranho há dias, sempre no mundo da lua, mas o principal de tudo é que você anda super sentimental e nem um pouco implicante
– Eu também te conheço há anos e ainda não sei porque você namora o banana do Franja
– Ok, agora pegou pesado, mocinho! – ela falou com a mesma carinha de brava que tem desde os seis anos – Então eu vou pegar pesado com você também. Primeiro: eu acho que você deve ta descobrindo agora que amor não é algo que se explica muito fácil e que a gente muitas vezes não tem motivo pra gostar de alguém, a gente simplesmente gosta. Segundo: Eu não falei mal da sua “namoradinha” mesmo ela sendo uma grossa me recebendo e eu odeio quando você falar do Franja, você nem se permite conhecê-lo! Terceiro e último... POR QUE DIABOS VOCÊ ME CHAMOU AQUI? Passei antes aqui do que no apt. do Franja, espero que seja algo importante, porque estou perdendo bons momentos.
– Primeiro: eu não amo a Mônica! Ela é a penas uma pessoa chata que vive na mesma casa que eu. Segundo: eu não quero saber dos momentos que você está perdendo, eca! E terceiro, te chamei aqui, porque preciso da sua ajuda com o quarto que está sobrando
– Aquele que você guarda suas coisas antigas? Por quê?
– Sim, esse mesmo... Eu... Eu...
– Você?
– Eu acho injusto a Mônica ficar naquele quarto, então pensei em dar aquele quarto pra ela
– Ah claro... Você acha injusto, entendo perfeitamente – deu um risinho sarcástico – Posso dar uma olhada na bagunça?
– Por favor, me acompanhe! – ofereci meu braço e fomos até a porta do quarto assim. Era incrível como a Marina fazia uma grande falta – Aqui está – abri a porta e a cara dela foi impagável
– Isso aqui parece um... CHIQUEIRO! Isso é um sótão ou um quarto? Só um milagre aqui Dc, antes você precisa tirar toda essa tralha aqui de dentro, limpar tudo e depois você me chama, mas assim é impossível!
– Eu queria terminar tudo hoje logo!
– Não tenho como Dc! Mas a gente pode discutir o projeto e eu tenho uma ótima ideia pra você...
– Que ideia?
– Que tal chamar uma certa baixinha, dentucinha pra te ajudar a limpar o quarto? Isso vai aproximar vocês!
– Eu não preciso me aproximar dela! Tira essa idéia da cabeça!
– Amanhã a gente pode almoçar e discutir sobre essa pequena reforma ok? Agora eu tenho que ir
– Tá certo, nem senti sua falta mesmo – falei abraçando-a
– Eu sei, também senti a sua – depositou um beijo em minha bochecha
Como eu odeio a Marina! Agora ela me deixou pensando nessa idéia estúpida de convidar a Mônica pra me ajudar na limpeza do quarto. Isso é uma péssima idéia porque... Por que... MERDA! Eu nem consigo arrumar uma desculpa boa o suficiente pra não querer passar o tempo com ela. Talvez... Seja uma boa idéia passar um tempo junto com ela, talvez eu veja que ela é insuportável e toda essa pai... ATRAÇÃO SEXUAL PASSE! É isso, eu vou lá convidar a fera.
– Mônica? – falei dando leve batidas na porta de seu quarto
– O que você quer Dc?
– Você pode abrir a porta, por favor?
– Está aberta
– Posso entrar?
– O que eu posso fazer né...
– Nada – entrei em seu quarto e percebi que ela estava de baixo das cobertas – Eu quero te fazer um convite
– E eu te pedir desculpas... – ela ergueu a cabeça pra fora do lençol – Eu fui uma babaca, eu nem quis saber o que houve, fui tirando conclusões precipitadas e sua namorada deve ter escutado tudo
– Minha namorada? – ri alto
– É, a morena bonita!
– Ela não é minha namorada, é minha melhor amiga – sorri – Que por sinal namora o Franja, amigo do... Cebola
– É, eu sei quem é... – ela sorriu fraco – O que você queria hein?
– É que eu to querendo esvaziar aquele quarto que vive trancado e como eu imagino que agora você esteja me devendo uma... Você pode me ajudar?
– SIM! – ela respondeu bem mais entusiasmada do que eu jamais pude imaginar
– Então... – foi ai que eu escutei uma gritaria vindo da sala, eu e a Mônica corremos para ver o que era.
P.O.V MAGALI
Se tem uma coisa pela qual eu tenho que agradecer a Deus é o fato de não ficar de ressaca no dia seguinte, não importa o quanto eu beba. Levantei da cama e fui em direção ao banheiro e só então notei que não estava na minha casa, olhei para os lados desesperada e foi ai que eu me desesperei. Eu podia não estar de ressaca, mas a noite passada era uma folha em branco. Olhei para os lados de novo, dessa vez mais calma e foi ai que vi o que temia... HAVIA UM CARA NA CAMA! SERÁ QUE EU... EU TINHA PERDIDO MINHA VIRGINDADE COM UM COMPLETO ESTRANHO! Calma Magali... É só você acordar ele e perguntar o que aconteceu. Então, vamos lá... Fui lentamente até a cama e antes de fazer qualquer coisa analisei a figura coberta pelo lençol, pelo menos tinha uma bela bunda e um belo contorno, então tomei coragem e tirei o lençol e...
– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – ERA O NIMBUS! AQUELE TARADO TINHA FINALMENTE CONSEGUIDO
– O QUE FOI? – ele acordou assustado, usando apenas uma cueca
– VOCÊ É NOJENTO! COMO VOCÊ PODE SE APROVEITAR DE UMA PESSOA BÊBADA! EU TE ACHAVA UM SER REPUGNANTE, MAS DEPOIS DISSO...
– MAGALI, ME ESCUTA!
– EU NÃO QUERO TE ESCUTAR! EU VOU EMBORA – sai pela porta do quarto e quando já estava perto da porta, ele segurou meu braço – NÃO ME TOCA!
– VOCÊ TEM QUE ME ESCUTAR! POR FAVOR! – foi então que Mônica e Dc apareceram na sala
– O que ta havendo aqui? – a Mô perguntou preocupada
– O SEU AMIGUINHO NOJENTO SE APROVEITOU DE UMA MULHER BÊBADA, SÓ ISSO! E SE VOCÊS ME DÃO LICENÇA, EU VOU EMBORA – sai dali batendo a porta, mas ainda pude escutar alguns gritos vindos de dentro do apartamento. Eu só queria dormir o resto do dia
P.O.V NIMBUS
A Magali tinha saído dali e eu nem tinha tido chances de me explicar... Quando as pessoas vão entender que eu não sou um monstro? Eu posso ter esse jeito meio “nojento” como ela mesma falou, mas é só uma mascará. Eu jamais a machucaria ou me aproveitaria dela
– EU NÃO ACREDITO NISSO NIMBUS! COMO VOCÊ... – Agora quem gritava era a Mônica
– PUTA QUE PARIU, ATÉ VOCÊ? EU NÃO FIZ NADA! SUA AMIGA TAVA BÊBADA, NÃO QUIS ME DIZER ONDE ESTAVA E EU A TROUXE PARA CÁ, ACABEI PEGANDO NO SONO E ELA DESMAIOU DE TÃO BÊBADA QUE TAVA E O MONSTRO AQUI NÃO FEZ NADA! NÃO ENCOSTEI O DEDO NELA! – dei as costas e fui para o meu quarto
– NIMBUS, ME...
– ME DEIXA EM PAZ! SÓ QUERO FICAR SOZINHO
Xx
P.O.V MÔNICA
Por um momento me arrependi de ter aceitado a proposta do Do Contra para ajudá-lo a limpar o quarto, mas eu sempre fui uma pessoa curiosa e desde que havia chegado aquela casa eu queria saber o que ele mantinha trancado a sete chaves naquele aposento. Levantei da cama e fiz minha higiene matinal, me preparando psicologicamente pro dia que estava por vir e a cima de tudo para pedir desculpar ao Nimbus. O que eu fiz com ele ontem foi errado, julguei ele pelo que aparentava, apesar de conhecê-lo muito bem. Fui até a porta de seu quarto e dei duas batidas
– Pode entrar – a voz sonolenta do outro lado da porta me deu permissão
– Oi... – falei meio sem jeito
– Ah... É você, achei que era o Do Contra
– Nimbus...
– Se você veio aqui defender a Magali pode dar meia volta e ir embora, eu quero voltar a dormir
– Claro que não Nimbus, na verdade eu acho que ela tá super errado e vim pedir desculpas pra você. Eu também agi errado, eu sei como você é, sei que você não é o que aparenta
– Tá... – ele deu uma leve pausa – Carona na Ferrari vermelha hoje?
– Eu adoraria – sorri e ele sorriu de volta
Cheguei na faculdade com a meta de fazer a Magali pedir desculpas ao Nimbus nem que para isso eu tivesse que bater nela e bom, é como dizem... Você atraí o que você deseja e lá estava ela com seus habituais shorts jeans, camisa branca e tênis surrado.
– Hey Mags!
– Me diz uma coisa... Como você se sentiu depois de perder a virgindade? Porque até agora a única coisa que senti foi dor de cabeça – tomou um gole de seu café
– Magali, para de tentar agir que nem uma bad bitch! Você não perdeu porra nenhuma, idiota!
– Como assim? Eu acordei na cama do Nimbus e...
– E ele foi um cara muito gentil, porque você tava caindo de bêbada e não quis dizer seu endereço pra ele te levar, então ele te levou lá pra casa, você caiu no sono e ele também. UAU! Que noitada hein?
– Eu fiz aquele escândalo por nada?
– É!
– Quer saber... QUE SE DANE! O Nimbus não é flor que se cheire mesmo
– Você tem que parar com esse ódio pelos homens e ir logo pedir desculpas pra ele!
– Claro que não!
– Mas que merda, Magali! – o sinal tocou
– Tchau tchau, amiga! – ela falou com a cara mais cínica do mundo e me deu as costas
Ok, problema Nimbus resolvido e Magali quase resolvido, agora só faltam... O Cebola! Beijar meu melhor amigo foi a coisa mais idiota que eu á fiz e eu tinha que concertar isso...
– Mô! – olhei para trás e lá estava ele, acho que eu tinha algum tipo de poder do pensamento
– Hey Cê! Estava mesmo querendo falar contigo
– E eu contigo! Mas pode falar primeiro
– Então ok... Mas é um assunto meio tenso
– Pode falar – ele abriu aquele sorriso de sempre
– É sobre o beijo daquela noite... Nós dois estavamos bêbados e foi um erro, um erro bom, é claro, mas ainda sim, um erro – o seu sorriso se fechou
– É, concordo!
– O que você queria falar?
– Nada Mônica! Te vejo por ai
– Tchau... – o Cebola nunca me trata assim, tem alguma coisa estranha nisso
P.O.V MAGALI
Ok... Talvez eu tenha pego um pouco pesado com o Nimbus, afinal o cara me ajudou, mas isso não apaga o fato de ele ter usado cantadas de pedreiro todas as vezes que me viu e de parecer ser o garoto mais tarado do mundo. Ok, eu sei que você vai-me dizer não julgue pela aparência, mas não dá! Entrei na aula, mas nada me fazia prestar atenção no que o gosto do meu professor dizia, então resolvi que se o que eu tinha que fazer pra tirar o Nimbus de uma vez por todas da minha cabeça era pedir desculpas, eu faria isso. Quando tocou para o intervalo eu fui para a ala de Psicologia na esperança de encontrar ele lá e ninguém nos ver, e meu plano deu certo. Avistei-o saindo de sua sala com a cabeça baixa e as mãos no bolso e eu tinha que admitir uma coisa... Ele é bem gostosinho, mas não posso pensar nisso agora. Me aproximei dele
– Hey! – falei o mais natural que consegui
– Veio gritar comigo de novo? Eu não acho que o melhor lugar pra se fazer isso seja na ala de psicologia, eles podem te considerar louca...
– HA HA HA Engraçadinha
– Obrigado, florzinha – ele deu as costas
– EI! Eu ainda não acabei de falar com você
– Se você veio pedir desculpas, eu não aceito
– Como?
– Isso que você ouviu, cansei de ser humilhado
– Mas... – pensa Magali, pensa! – Eu não vim pedir desculpas... Eu vim te chamar pra jantar!
– Jantar?
– É... Isso mesmo!
– Sério?
– Isso mesmo que você ouviu – sorri vitoriosa
– O que te faz achar que eu vou aceitar – dessa vez ele me olhou bem nos olhos
– Nada, mas eu gostaria que você aceitasse
– Ok, te pego ás oito
– Ei...
– Oito horas! – ele me deu as costas
Fale com o autor