Big Lies

9 Apenas você e eu


Notas iniciais
Dessa vez eu não vou começar pedindo desculpas e sim reclamando... Poxa gente, o último capítulo nem demorou tanto e não teve nem dez comentários, fiquei muito triste e desmotivada!! Eu gosto de saber que vocês estão lendo a história. Outra coisa é que esse capítulo como vocês podem notar é bem mais longo e eu tenho dois motivos pra isso, o primeiro é que minhas provas tão chegando e eu preciso estudar, o segundo é que eu até hoje n escrevi o epílogo de Dividida, então eu tenho que fazer pra marcar a história como terminada Espero que vocês gostem desse capítulo, como eu já falei ele tá bem grande e tem muito romance e um pouquinho de hot kkkkkkkk O Nyah me deu uma advertência tanto nessa história quanto em Dividida, subindo a classificação para +18!! Então acho que eu vou honrar essa nova classificação que tal?? Boa leitura e não esqueçam de comentar, se eu tiver um número legal de comentários eu posto mais rápido!!

Nada pode descrever o quando eu odeio meu emprego nesse pub e eu podia apontar vários fatores pra não gostar dele, mas o principal é o fato de que eu nem preciso trabalhar aqui, a mesada que meus pais me dão dá e sobra pra eu me sustentar e comprar o que eu quero, mas se eu parasse de trabalhar as pessoas iam se perguntar como eu consigo pagar tudo e isso ia fazer com que bisbilhoteiros começassem a querer saber da minha vida, então o que me resta é ficar atendendo mesas cheias de velhos tarados. Pelo menos hoje o Dc vem me buscar. Não que eu tenha gostado muito dessa ideia, parece até que ele é meu namorado ou coisa do tipo, mas eu tinha combinado de fazer uma limpeza em um dos quartos junto com ele e já fazia uma semana que eu fugia disso como o diabo foge da cruz. É que eu não queria admitir, mas passar um tempo sozinha com o Dc me deixava nervosa e com medo. Quando se tratava dele eu nunca sabia o que ia acontecer.

– Mônica, você já pode ir. Seu namorado está lá fora te esperando – o gerente do pub e conseqüentemente meu chefe falou e me fez olhar o relógio, era sete e meia, ou seja, o Dc estava meia hora adiantado

– Mas ainda falta meia hora

– Tudo bem, pode ir mais cedo hoje

– Ok – falei tirando meu avental e indo em direção a porta.

O Do Contra me esperava encostado na parede do pub, olhava pra baixo e usava uma blusa preta com o logo de alguma banda inglesa, uma calça jeans que aparentava já ter uns dez anos de uso e se fosse qualquer outra pessoa usando pareceria um mendigo, mas como era ele as pessoa diriam que aquilo ali era um estilo único. Olhei para ele mais uma vez notando que seus cabelos balançavam com o vento, mas mesmo assim continuavam bonitos e de certo modo arrumados. Já bastava de olhar pro Dc, caminhei até ele e toquei no seu braço

– Achei que você só saisse as oito – ele virou-se para mim e me lançou um pequeno sorriso

– O gerente me liberou mais cedo. Vamos? – falei de maneira fria

– Sim, meu carro está bem ali na frente – ele apontou pro carro popular preto que estava estacionado do outro lado da rua

O caminho de volta teria sido um completo silêncio se não fosse pelo Guns’n’Roses que ele colocou pra tocar no rádio. Eu não conhecia a maioria das músicas, mas pelas que escutei a banda parecia ter um som legal e ser uma das preferidas dele. Logo chegamos ao apartamento, hoje o Nimbus não estaria em casa, parece que a louca da Magali tinha chamado-o pra jantar, não me perguntem o porquê, pois até pra mim isso era um mistério.

Entrar no apartamento que eu morava já iria fazer quase seis meses nunca me pareceu tão perigoso. Acho que eu estava ficando paranóica. Joguei minhas coisas no sofá e fui em direção ao meu quarto.

– Não pense que eu me esqueci que você combinou de me ajudar com o quarto — Dc chamou minha atenção

– Eu não me esqueci, só vou tomar um banho e colocar uma roupa mais confortável. Vai ser uma noite longa – quem sabe ele dorme enquanto eu tomo banho não é?

Tomei o banho mais demorado da minha vida, mas eu não podia me prender no banheiro pra sempre. Aquela não era a Mônica, eu era corajosa e não temia um desafio, então coloquei qualquer roupa e fui até a sala. O Dc como sempre assistia algum jogo que passava na tv.

– Pronto – falei sorrindo

– Achei que você tivesse morrido afogada no banheiro

– Engraçadinho... Mulheres, você sabe como nós somos

– Não, eu não sei e nem quero saber – ele falou com um sorrisinho sarcástico abrindo a porta do quarto

– Uau! Isso aqui tá uma bagunça

O quarto era enorme e estava cheio que coisas antigas e poeira. Aquilo ali mais parecia um depósito de coisas velhas do que um quarto. Dentre todas as diversas coisas que tinham lá a que mais me chamou atenção foi uma bateria que estava bem no meio do aposento.

– Você tocava? – toquei no prato da bateria

– Sim, muito bem por sinal... Acho que até hoje eu sei tocar

– Por que parou?

– Eu tinha uma banda, mas eu e os outros integrantes nos afastamos e eu acabei parando de tocar com o tempo, mas eu acho que ainda mando muito bem com as baquetas — ele falou girando os pedaços de pau entre os dedos

– Se não fosse tão tarde eu pediria pra você tocar algo pra mim, pra ver se você é tão bom assim.

– Eu sou bom em outras coisas se você quiser saber... E o que tem a ver ser tão tarde? – ele me perguntou com aquele sorrisinho malicioso de sempre

– Os vizinhos vão reclamar do barulho – resolvi ignorar o que ele falou primeiro

– Quem liga? Vem cá – ele me puxou pela mão para mais perto da bateria – Algum pedido especial? – ele falou se sentando e ajeitando as baquetas em suas mãos

– Nenhum, qualquer música tá ótima

Logo ele começou a batucar algo que parecia ser rock ou um indie, eu gostei da batida da música e acabei me mexendo um pouquinho com o ritmo e vi um sorriso de leve brotar dos lábios do Dc. Mas logo eu voltei para a realidade, devia ser umas onze horas da noite e os vizinhos deviam estar dormindo.

– DC! – eu gritei, mas ele não escutou – DO COOOOOOOOOOOOOOONTRA!

– OI! – ele disse assustado

– Os vizinhos vão acordar

– Você devia quebrar as regrar mais vezes, eu vi que vocês estava gostando da música.

– Sim, mas eu não estou afim de receber uma advertência da policia por causa do som alto

– Ok, senhora politicamente correta

– Que música era aquela?

– Naive do The Kooks... Você nunca escutou?

– Não sei nem que banda é essa

– Acho que eu devo ter um CD deles por aqui – ele entrou mais no quarto e enquanto isso eu fiquei procurando coisas que podia ser jogadas foras e foi ai que eu vi uma caixa diferente das outras, ela não era de papelão e sim marrom de madeira.

– Aqui está o CD! Advinha só, estava na caixa dos CDS – ele falou fazendo uma cara de idiota que me deu vontade de rir

– Vamos ver o que você tem aqui! – eu falei puxando a caixa de suas mãos – Se eu conhecer três bandas que estão nessa caixa vai ser um grande progresso

– Vai ser mesmo, normalmente eu gosto das bandas que poucas pessoas escutam

– Então nem pensar em One Direction né?

– Nada contra, mas eles não fazem muito meu estilo

– Pois eu acho eles muito gatos e fofinhos – eu falei catucando ainda mais na caixa de CDS – RHCP! Essa eu conheço

– Eu acho que a gente ainda tem muita coisa pra arrumar aqui não é? — ele mudou de assunto

– Você decidiu o que vai fazer com a bateria?

– Acho que você gostou bastante dela não é? Então vou levar pro meu quarto, você pode visitá-la quando quiser

– Visitar a bateria e não você!

– Outch! Essa doeu – nós dois rimos

– E essa caixa aqui? – apontei pra caixa de madeira que eu havia visto

– MEU DEUS, ESSA CAIXA NÃO!! – ele saltou pra pegar a caixa mais eu fui mais rápida

– NADA DISSO! – eu falei erguendo-a

– Você é baixinha, eu vou pegar isso super fácil

– Tente se quiser! – foi ai que ele veio pra cima de mim, mas eu fui mais rápida de novo fazendo com que ele caísse no chão de bunda pra cima, foi então que eu tive a ideia... Sentei em cima dele, o imobilizando – Fracote!

– Mônica, por favor, não abre essa caixa – ele falou se debatendo em baixo de mim

– Tarde demais!

Eu abri a caixa, mas o que encontrei ali foi uma grande surpresa. Tinham várias fotos dele e da Marina desde pequenos até alguns anos atrás. Mas o que mais me chamou atenção era uma carta que tinha ali, então eu peguei-a para ler.

“ Marina, eu sei que você só me vê como um amigo, mas eu não te vejo assim, eu queria que você sentisse por mim o mesmo que eu sinto por você, porque eu sei que você é a mulher da minha vida. Eu não aceito te ver com outro cara que não seja eu! O mundo é muito injusto... Eu estou aqui todos esses anos do seu lado e você conhece esse tal de Franja e do nada ele vira o cara que você esperou toda a sua vida. Dói ver que ele tem grande parte do seu amor, que ele recebe todos os seus sorrisos, que ele é o seu primeiro pensamento do dia enquanto o meu é você. Você é tão linda e não tem noção de quantas vezes eu me peguei te olhando do nada. Sempre me disseram que o amor nos deixa idiotas e eu duvidei disso, mas agora eu entendo o que aquelas pessoas queriam dizer, porque é como eu estou. Essa carta nunca vai chegar até você, assim como os meus sentimentos, ela vai ficar guardada dentro de uma caixa. Eu nunca mais quero me sentir desse jeito de novo. Eu te amo”

Minha primeira reação foi rir daquilo tudo, mas eu não conseguia rir, a única coisa que tinha no meu coração era raiva. Raiva da Marina por ter conquistado o amor dele, raiva dele por ter amado a Marina ou amar ainda, eu não sei! Eu só posso estar enlouquecendo, eu estou... COM CIÚMES DO DC! Tantos caras pra eu ter ciúme na face da Terra e eu tinha que ter justo do cara mais irritante. Comecei a remexer mais ainda na caixa para que meu nervosismo passasse e então vi fotos do Dc com outra garota. Essas fotos pareciam ser mais recentes, como se tivessem sido tiradas há no mínimo dois anos atrás. Olhei bem para o Dc na foto, ele não parecia tão feliz quanto nas fotos com a Marina, mas mesmo assim um pequeno sorriso brotava de seu rosto. Olhei para a garota ruiva da foto que usava duas chiquinhas e tinha cabelos ruivos, ela não me parecia estranha e abraçava o Dc como se ele fosse um objeto dela, algo que a pertencesse e não fosse de mais ninguém. Aquilo ali me deu mais raiva então e eu não me controlei dando um tapa na cabeça do Dc que ainda estava embaixo de mim, ele gemeu e se debateu ainda mais. A minha vontade era bater tanto nele até que o cérebro dele virasse um miojo, mas alguma gota de serenidade pairou perto da minha alma e eu recuperei minha calma

– Então quer dizer que você era apaixonado pela Marina? – disse em um tom sereno como se para mim aquilo não fosse novidade

– VOCÊ PODE ME SOLTAR? MINHA BUNDA JA TA DOENDO COM O SEU PESO, SUA BALEIA!

– Me desculpe se eu não sou tão magra quanto suas antigas paixões – falei saindo de cima dele

– Você leu essa carta? E você viu que a Denise é minha ex namorada?

– Denise? Então esse é o nome dela...

– PORRA MÔNICA! VOCÊ LEU A MERDA DA CARTA? E SABE QUE A DENISE É MINHA EX?

– CLARO SEU RETARDADO! – perdi minha calma e acabei gritando

– Eu não acredito que você mexeu nas minhas coisas, eu te pedi Mônica!

– Você me chamou pra arrumar o quarto junto com você, é bem obvio que eu vá mexer nas coisas que estão aqui

– Mas mesmo assim, essas coisas são minhas! Ninguém... ninguém nunca soube desse negocio da Marina – ele abaixou a cabeça e por um momento eu me senti culpada por ter mexido na caixa. Que tipo de garoto ficava desse jeito por causa da merda de uma caixa? Ou seria pela garota?

– Eu escrevi essa carta pra Marina quando eu tinha uns 13 ou 14 anos... – ele falou e deu uma longa pausa — Ela era minha única amiga e eu achava que ela era o amor da minha vida, mas meu Deus, eu estava muito enganado, eu confundi as coisas, eu realmente a amava, mas como minha melhor amiga, como uma irmã. Quando ela começou a namorar o Franja, eu senti ciúmes e acabei confundindo as coisas. Eu era um pirralho idiota, se eu tivesse me apaixonado por uma macaca eu ia achar que ela seria o meu eterno amor.

– Você não tem que me contar essas coisas Dc...

– Mas eu quero – ele me olhou nos olhos, seu olhar não tinha sentimento, era como se ele fosse apenas um robô falando – Eu não sei por que, mas eu me sinto bem do seu lado

– Então ok, eu vou me sentar aqui e você me conta o resto ok? – eu não devia, eu não podia me apegar ao Dc, mas era tudo maior do que eu e mesmo sabendo que eu corria o risco dele me odiar se um dia descobrisse tudo, eu não conseguia parar.

– A garota de chiquinhas da foto é a Denise, ela é minha ex namorada... Quando eu cheguei aqui eu logo a conheci, ela era do jornal da faculdade e cursava jornalismo. O que mais me chamou atenção nela foi o fato de que ela nunca estava pra baixo, sempre falando e tinha umas gírias engraçadas, um dia em uma dessas festas de fraternidade eu bebi demais e nós dois acabamos ficando e continuamos ficando por um tempo, ela me parecia ser uma garota legal e eu fui criando um carinho por ela, então resolvi pedir ela em namoro mesmo sem gostar tanto dela. Foi o maior erro da minha vida... Depois de um mês de namoro a única coisa que ela queria era me mostrar pra todo mundo, como se eu fosse um bichinho de estimação. Ela controlava tudo que eu fazia e até o que eu vestia ou comia, mas você sabe como eu sou, eu nunca fazia o que ela mandava, eu sou o Do Contra e isso acabou fazendo com que a gente brigasse muito. Mas não bastava isso tudo, ainda tinha que ter o fato de que ela se mostrou ser uma pessoa cada vez mais fútil, então eu resolvi acabar tudo. Ela começou a publicar várias histórias falsas sobre mim no jornal e fazer da minha vida um inferno até que se transferiu pra outra faculdade, mas ela voltou esse ano, acho que você já deve ter visto ela no campus. Graças a Deus ela nem falou comigo.

– Ela não me parece estranha mesmo...

– Então é isso! – ele falou meio sem jeito

– Deixa de ser gay Dc! A gente ainda tem muita coisa pra arrumar – desarrumei ainda mais seu cabelos e dei um tapa em seu ombro. Não queria que ele ficasse mal por causa de algo que eu fiz

– Tem razão! Que viagem a minha – ele sorriu – Você pode ver as coisas que estão em cima do guarda-roupa? Acho que são mais leves do que as que estão mais no fundo do quarto. Tem uma escada ali do lado

– Você pode me ajudar a subir?

– Posso sim

Eu fui em direção a pequena escada que estava encostada em um canto qualquer do quarto. O Dc me ajudou a carregá-la e me deu apoio para que eu pudesse subir, mas não foi o suficiente. Meu pé escorregou na superfície enferrujada da e eu fechei meus olhos esperando pelo baque, e ele veio, mas eu não tive nem tempo de sentir a dor em minhas costas e algo caiu por cima de mim, fazendo peso contra meu tronco. Abri meus olhos esperando que fosse alguma caixa pesada que tivesse me acertado, mas o que vi foi um garoto de cabelos negros. Dc se ergueu nos dois braços continuando deitado sobre o meu corpo e me olhando nos olhos. Nossos corpos estavam tão perto que eu podia sentir seu cheiro de tabaco misturado com perfume masculino. Aquele cheiro exalava testosterona e ter seu hálito de menta tão perto do meu rosto dificultava o ato de pensar. Nossos rostos estavam tão próximos que eu podia sentir o roçar dos nossos narizes e de vez em quando um pequeno toque entre nossas bocas. Todo meu corpo queimava, eu queria aquele beijo, eu desejava aquilo e não podia mais negar. Foi ai que eu escutei a porta bater, nós dois nos assustamos

– Eu acho melhor a gente continuar amanhã, to com muito sono – falei empurrando-o delicadamente

– Ok... Só não vai esquecer

– Podemos começar depois do almoço? É que eu tenho alguns trabalhos da faculdade pra fazer, não queria adiar — menti

– Certo

– Vou indo – fiquei na ponta dos pés e selei meus lábios em sua bochecha

Assim que botei meus pés pra fora daquele quarto eu retomei minha consciência. O que eu estava fazendo? Eu estava envolvendo o Dc na minha rede de mentiras e no final de tudo isso, só restaria uma tragédia.

Entrei no meu quarto me preparando para dormir e fugir um pouco da realidade, mas meu celular tocou. Olhei o nome no visor e pensei duas vezes antes de atender, mas era a Magali e seria injusto negar um ombro amigo depois de tudo que ela estava passando

– Mônica?

– Oi

– Ainda bem, pensei que você estivesse dormindo – na verdade, eu estava quase

– Não, to sem sono

– Aah...

– O que você quer me falar?

– Nada

– Você me ligou a essa hora da madrugada pra nada? Diz logo, Magali

– É que bom... Eu e o Nimbus saímos hoje e...

– E ele foi um estupido, idiota, machista...

– Na verdade não. Eu tenho que admitir que eu estava totalmente enganada sobre ele

– COMO? – o apocalipse está chegando

– É, ele foi super fofo e educado...

– Ele não tentou te agarrar?

– Em momento algum...

– SÉRIO?

– Sim

– MEU DEUS, ME CONTA ISSO!!

– Foi assim...

P.O.V MAGALI

Me olhei no espelho dando os últimos retoques na minha mini saia e minha camiseta branca de seda. Hoje seria um dia decisivo, finalmente eu iria ter uma opinião sobre o Nimbus. Uma hora ele agia como se fosse o cara mais canalha do mundo, no outro como se fosse um príncipe de conto de fadas, mas só tinha um problema nisso tudo... Canalhas existem e príncipes não.

O interfone tocou e eu já sabia que era o porteiro avisando que alguém me esperava. Peguei o elevador que logo chegou ao térreo e depois de alguns passos eu já estava na porta do saguão de entrada e podia avistar o Nimbus encostado na porta de um táxi. Ele usava uma calça jeans, uma camisa de mangas compridas, mas esportiva e um tênis que me lembrava um all star. Eu não podia negar que ele era bonito, mas tentei tirar esses pensamentos da minha cabeça.

– Espero que você não faça eu me arrepender de ter te dito onde eu moro – disse sarcástica

– Uma pena, todas as noites eu vou aparecer na sua varanda te fazendo serenatas de amor – me lançou um sorriso cínico

– Engraçadinho...

– Vamos? – falou abrindo a porta do carro para mim

– Sim

– Por que o táxi? – nós já estávamos dentro do carro e eu sentia necessidade em quebrar o silêncio

– Mandei meu carro pra oficina, mas se você não gostou, na próxima nós podemos ir de ônibus – como eu já imaginava, um grosso

– Você hoje está bastante piadista

– Eu sou uma graça, minha querida

– E ai... Aonde a gente vai?

– Você que me chamou pra sair, achei que você fosse escolher

– A gente tá há dez minutos dentro de um táxi e você vem me dizer que não escolheu o lugar pra onde a gente vai?

– Ué, achei que você fosse querer me surpreender!

– E é isso que eu vou fazer – estiquei meu corpo um pouco para frente – Você pode ir pro Veggie Burguer, por favor? – falei ao taxista

– Claro, mas fica do outro lado da cidade

– Não faz mal, quem está pagando é o meu amigo — dei um sorriso de lado para o Nimbus

– Você quer guerra não é?

– Não, fofinho

A “viagem” demorou meia hora e durante todo o trajeto quando nós nos falávamos, era pra brigar ou pra o Nimbus dizer que aquela lanchonete não existia. Depois de muitos palavrões acabamos chegando e o Nimbus acabou pagando cinquenta dólares de táxi. Um a zero para mim.

– Sério que você me trouxe pra uma lanchonete vegetariana?

– Sim, gostou?

– ADOREI! Eu não sou vegetariano, mas estou tentando levar uma vida mais saudável, eu preciso estar em forma para os shows – ele sorriu e abriu a porta da lanchonete pra mim – Mas a melhor lanchonete vegetariana fica do outro lado da cidade

– Duvido que alguma lanchonete seja melhor que a Veggie Burguer!

– Sabe de nada inocente – nós dois rimos e sentamos na mesa

– Algum pedido? – uma garota que aparentava ter uns 17 anos veio até a mesa assim que sentamos

– Eu gostaria de um hambúrguer de soja com verdura e um suco de maçã – respondi pra mocinha que logo escreveu meu pedido em um bloquinho

– Eu vou querer uma salada, uma porção de batatas e um suco de laranja – dessa vez eu vi a bochecha da garota corar e ela se atrapalhar pra anotar os pedidos

– C-c-c-erto – a garota falou dando as costas

– Você sempre causa esse efeito nas mulheres?

– Que efeito?

– De deixar elas coradas e sem fala – eu sorri

– Não, você é a prova viva disso

– Me sinto lisonjeada

Continuamos conversando besteiras por alguns minutos e eu não podia negar que o Nimbus era um cara bem interessante. Fiquei perplexa com a quantidade de lugares que ele já havia conhecido por causa de suas turnês e com alguns truques bobos que ele me mostrou entre uma palavra e outra. Quando nossa comida chegou ficamos em silêncio e eu tive certeza que ele gostava de coisas vegetarianas, já que ele acabou com tudo em menos de dez minutos.

– Já está ficando tarde, acho melhor a gente ir embora – o Nimbus falou assim que eu acabei de comer

– É verdade – caminhamos até a porta da lanchonete e quando chegamos a rua me bateu um calafrio. Realmente estava bem vazio e escuro ali, seria muito difícil acharmos um táxi

– A gente vai ter que andar até a avenida se quisermos pegar um táxi

– Péssimo dia pra deixar o carro na oficina

– Relaxa Maga, qualquer coisa eu te protejo

Andamos mais alguns metros até que chegamos ao ponto de táxi mais próximo. Assim que chegamos eu pude ver um grupo de garotos perto de nós, mas resolvi não ligar, pensar coisas ruins acaba atraindo o mal.

– Maga...

– Não vai me dizer que tem outro problema...

– É que eu esqueci de tirar dinheiro, mas tem um caixa eletrônico ali pertinho

– Meu Deus Nimbus, como é que você sabe que vai sair com alguém e não vem com dinheiro?

– Eu vou ali rapidinho ok? Você quer ir comigo?

– Me recuso a dar um passo a mais

– Não sai daqui, qualquer coisa grita – ele falou me dando as costas

Ótimo, agora eu estava sozinha em uma rua deserta e com um grupo de meninos olhando pra mim como se eu fosse um pedaço de carne. Ir com o Nimbus até o caixa eletrônico me parecia uma ótima ideia agora.

– Psiu gatinha! – fudeu, um dos garotos veio até mim – Não vai me responder? Eu sei que você fala

– Sai daqui!

– Não se faça de difícil, você vem com uma saia curtinha dessa e não quer que eu venha aqui? – o garoto chegava cada vez mais perto e eu não sabia o que fazer

– Se você der mais um passo, você vai sair sem uma perna daqui – O Nimbus apareceu e segurou no ombro do garoto – E mais uma coisinha, a roupa de qualquer mulher não é um convite. Cresça e deixe de ser machista

– Foi mal cara, eu pensei que ela estava desacompanhada

– Mesmo se tivesse...

– Nimbus, vamos embora, o táxi já chegou... Deixa isso pra lá – eu falei querendo interromper a discussão e sair dali o mais rápido

– Ok – entramos no táxi e ficamos alguns minutos em silêncio

– Ele te fez alguma coisa? – Nimbus perguntou quebrando o silêncio

– Não, está tudo bem

– Me desculpe por te deixar sozinha e por todas as bobagens que eu venho te falando desde o dia que eu cheguei, eu fui idiota, mas é como eu falei pra Mônica... Eu fico nervoso perto de mulheres bonitas. Mas pode ficar tranquila, eu vou parar de falar essas besteiras pra você

– Tudo bem Nimbus, eu peguei pesado com você também, é que eu acabei um relacionamento a pouco tempo

– Essas coisas de namoro nunca são fáceis

– Verdade... Pior, é que... – o telefone dele tocou

– Oi Ra... Quando?... Posso sim... Tá certo, amanhã a gente se vê

– Quem é Ra? – a pergunta saiu antes que eu pudesse controlar

– Minha ex namorada, mas nós ainda somos muito amigos e você sabe...

– Ah entendi...

– Acho que chegamos

– É, acho que sim... Obrigada pela noite, foi bem legal

– Até mais – depois disso a única coisa que eu vi foi o táxi amarelo dando partida

Subi rapidamente até meu apartamento e a primeira coisa que eu fiz foi ligar para a Mônica...

P.O.V DC

Eu queria matar o Nimbus por ter chegado em casa justo na melhor hora e ao mesmo tempo estava ansioso pra saber como tinham sido as coisas com a Magali. As pessoas sempre acharam que eu e meu irmão não temos uma amizade forte, mas a realidade é que somos melhores amigos e o Nimbus já me impediu de fazer muitas besteiras. Fui até seu quarto e bati na porta duas vezes.

– Pode entrar

– E ai brother... Como foram as coisas com a Magali? – entrei no quarto do meu irmão que estava tão arrumado quanto sempre. Era engraçado, mas tínhamos a mesma mania de limpeza

– Foi muito bom, mas não acho que tenha sido o suficiente pra mudar a imagem que ela tem de mim e se ela continuar pensando que eu sou uma maquina comedora de mulheres ela não vai querer me ver pintado de ouro. E além de tudo isso ainda tem a Ramona... Você sabe que nossa história nunca teve realmente um fim

– A Ramona? Mas vocês acabaram há anos.

– E mesmo assim ainda nos vemos todas as vezes que eu estou na cidade, eu sei que ela gosta de mim, ela é minha melhor amiga e nós já ficamos umas mil vezes depois do termino.

– Mesmo gostando de você ela já disse várias vezes que sabe que não tem mais jeito e te apoia a seguir em frente

– O problema é esse... – deu uma longa pausa – E se eu não quiser seguir em frente? Marquei de encontrar com a Ra amanhã, vou ver no que vai dar

– Boa sorte... – dei as costas e já ia embora, mas...

– Não pensa que você vem aqui, pergunta o que quer e eu não vou perguntar como foi a SUA noite

– Que noite? Eu fiquei em casa, só isso

– Ficou em casa com a Mônica e em um quarto super escuro

– Não tão escuro... Tinha um pouco de luz lá... Falando nisso, acho que vai ser necessário mais do que uma boa pintura ali – tentei desviar do assunto

– Você não vai me enganar com esse papo, apaixonadinho!!

– APAIXONADINHO? A Mônica só me deixa curioso, ela é misteriosa, tem aquele jeito marrento e é linda...

– E você está totalmente apaixonado por ela – será que só eu não percebia que o que eu sentia pela Mônica era mais do que curiosidade ou atração sexual? É verdade que eu nunca tinha sentido isso com garota nenhuma, mas isso não quer dizer... – Dc?

– Qual é cara! Claro que eu não estou apaixonado

– Dc... Como seu irmão eu vou te falar uma coisa, você pode ir embora depois sem nem me dar uma resposta – ele fez uma pequena pausa – Eu te conheço desde que você nasceu, eu sou seu irmão mais velho, seu melhor amigo e as vezes acho que te conheço melhor que você mesmo. Eu já te vi achando que estava apaixonado pela Marina e também vi a mesma coisa com a Denise e vá por mim, você nunca ficou assim, nunca implicou tanto com alguém, nunca ficou arranjando desculpas pra ficar junto delas e nunca teve tanto medo de uma delas nunca mais olhasse na sua cara. Se você sente pelo menos 1% de vontade de estar com a Mônica, então não deixa que outro cara chegue antes. – eu queria rir e falar pro Nimbus que eles estava muito errado, que não era nada daquilo que eles estava falando que era só uma MALDITA ATRAÇÃO SEXUAL! Mas eu não conseguia negar o que sentia nem para mim, quanto mais para ele, então eu simplesmente dei as costas e sai andando do quarto.

P.O.V MÔNICA

Acordei junto com os primeiros raios da manhã e só de lembrar que mais tarde eu ia ter que passar horas naquele quarto com ele minha vontade foi de voltar a dormir e nunca mais acordar, porém eu não podia reclamar tanto, eu descobri várias coisas sobre o Dc e a companhia dele era até agradável, quer dizer, bastante agradável... Principalmente quando ele ficava em cima de mim quase me beijando e... MEU DEUS! CLARO QUE NÃO! NÃO FOI ISSO QUE EU QUIS FALAR, QUER DIZER, PENSAR! DROGA! Eu não devia e não podia me envolver tanto com o Dc, mas as coisas ficavam complicadas quando ele era tão... ELE! Eu tenho que tirar esses pensamentos da minha cabeça e uma ducha fria vai me ajudar bastante nisso.

Levantei da cama e fui direto para o banheiro, tomei uma ducha mais demorada e coloquei uma roupa confortável para tomar café. Depois de toda arrumada eu fui até a cozinha e...

– Bom dia Mô – certas pessoas agradeceriam por dar de cara com uma visão dessa logo que acordam, mas ver o Dc de cueca box preta na sua cozinha fazendo panquecas não é a coisa que eu queria ver justo quando eu tentava tirar ele da minha cabeça

– O-o-oi – bom plano, talvez se ele pensasse que eu estou tento um ataque epiléptico ele vá vestir uma roupa

– Você está bem?

– Sim, acho que com um pouco de dor de garganta, mas logo fica melhor.

– Minha mãe sempre receita um xarope pra essas coisas, ela é italiana e por isso acaba sendo um pouco super protetora as vezes – ele sorriu

– Mas eu acho que você não puxou ao lado italiano da família, as panquecas estão queimando – tive um ataque de riso

– Droga, droga, droga!! – o Dc estava só de cueca tentando de algum modo acabar com a fumaça que saia das panquecas queimadas

– Eu vou te ajudar – peguei um copo de água e joguei na frigideira, mas não foi uma boa ideia, a fumaça aumentou

– Droga Mônica! Pega uma toalha pra gente abanar isso aqui

– Eu não consigo – eu simplesmente estava tendo um ataque de risos no meio de uma cozinha com um principio de incêndio

– MÔNICA! PARA DE RIR!!

– Me desculpa – continuei rindo

– Sua... – ele começou a rir também e agora parecíamos dois retardados rindo no meio da cozinha

– O QUE HOUVE AQUI? EU SENTI CHEIRO DE FUMAÇA – o Nimbus apareceu desesperado na cozinha

– O seu irmão é uma negação na cozinha e queimou as panquecas – eu continuei rindo

– E essa coisinha ai ao invés de me ajudar ficou rindo – ele parou de rir e fez uma cara de emburrado que na realidade ficou muito escrota

– Deixa de ser gay Dc!

– AS MOCINHAS PODEM PARAR DE BRIGAR E SAIR DA COZINHA ANTES QUE INALEM TANTA FUMAÇA QUE PEGUEM UM CÂNCER DE PULMÃO? – o Nimbus falou irritado

– Ok papai – eu e o Dc falamos em coro

– Vocês parecem duas crianças! Eu vou abrir as janelas e vocês fiquem longe de objetos inflamáveis e que cortem

Saímos da cozinha e fomos para a sala, o Dc como sempre colocou em algum jogo que estava passando na tv e eu resolvi desligar meu cérebro já que não queria escutar coisa como “Uuuuh na trave”

– Uma pena as panquecas terem queimado, eu to com muita fome – fez uma cara de cachorro pidão

– A gente pode pedir uma pizza daqui a pouco e depois continuar a arrumar o quarto...

– Eu gostei da ideia da pizza, mas não dá do quarto

– Eu combinei com você...

– Eu sei, mas a gente pode deixar isso pra outro dia e eu posso fazer a minha especialidade na cozinha pra você! Eu estou de devendo algo decente depois de uma lanchonete de cachorro quente, mesmo ela sendo ótima

– Dc... Você acabou de queimar PANQUECAS! Se você for fazer outra coisa vai por fogo na casa

– As panquecas estavam ficando ótimas, mas você entrou na cozinha e me atrapalhou!

– Se eu topar... Eu vou ficar te devendo um encontro bom, então não!

– Não se eu cozinhar pra você e você pra mim...

– Como isso funciona?

– Eu tento cozinhar algo que você goste e você algo que eu gosto.

– Duvido que você consiga acertar... Eu topo!

– Até mais tarde, te busco no seu quarto ás sete

–X-

Passei o resto do dia pensando em como me vestir pra um encontro dentro da minha própria casa. Acabei optando por um vestidinho pretinho básico de uma sapatilha de cor salmão, coloquei uma maquiagem leve e fiquei esperando sem pressa já que o Dc sempre se atrasava. Olhei pro relógio e era exatamente sete e meia quando alguém bateu na porta. Abri ela sem nenhum dúvida de quem era.

– Oi – o Dc usava uma camisa social branca, um blazer preto e uma calça preta. Seu cabelo estava mais arrumado do que o comum, mas ainda assim continuava desarrumado.

– Bem pontual como sempre – ele sorriu

– Você está linda

– Você também não está nada mal – sorri de volta – E pra onde você irá me levar?

– Minha cozinha fica apenas a alguns passos e eu mesmo irei providenciar nossa comida – ele pegou minha mão e me guiou até a cozinha que ficava a uns dez passos do meu quarto – Algum preferência de vinho?

– Vou deixar você escolher o vinho, mas eu gostaria de começar a cozinhar

– Como a senhora preferir, vou pegar o vinho

Eu já sabia exatamente o que fazer, eu faria tacos vegetarianos e brigadeiro, um prato que minha mãe por ser brasileira tinha me ensinado. O Dc ia amar e eu com certeza ia ganhar essa “aposta”. Eu já sabia onde ficava tudo ali na cozinha, então enquanto ele procurava um vinho eu fui pegando os ingredientes.

– Pronto, acho que esse vai ser bom – ele votou segurando uma garrafa de vinho e servindo um pouco em cada copo

– Você tá querendo me embebedar?

– Claro que não, mas cozinhar assim não tem graça

– Mesmo sabendo que você quer trapacear eu vou tomar um pouco, mas só um pouquinho – peguei a taça que ele tinha servido pra mim

Quanto ao fato do pouquinho talvez eu tenha bebido um pouquinho a mais que isso... Quando os tacos e o brigadeiro já estavam prontos eu já estava bem alegre e ainda faltava o prato do Dc.

– O que você vai fazer pra mim? Macarronada? – eu disse enquanto encostava minha cabeça no ombro dele

– Macarronada? Que coisa mais clichê Mônica

– Aaaf, então deixa eu ver... Sushi?

– Também não... Por que você não me deixa terminar isso aqui e vai pra sala?

– Ok gatão, mas n vale espiar o que eu fiz ok? – antes de ir embora eu dei uma tapa na bunda dele, consequências da bebida

Depois de alguns minutos o Dc chegou a sala trazendo a comida, as taças e o vinho e colocou tudo sobre a mesa.

– O que você fez pra mim? – falei me sentando

– Kebab, é um tipo de sanduíche árabe

– Sério? E como você aprendeu essas coisas?

– Quando eu fiz quinze anos eu pedi a minha mãe pra me pagar um curso de culinária.

– Que tipo de garoto pede um curso de culinária quando faz quinze anos?

– Eu – ele sorriu e hoje mais do nos outros dias o sorriso dele estava lindo – E vocês fez o que?

– Tacos vegetarianos e brigadeiro que é um doce brasileiro

– Vamos lá!!

Passamos mais ou menos meia hora comendo, conversando e principalmente bebendo, porque quando o vinho acabou o Dc ainda inventou de pegar vodca e foi ai que eu comecei a ver tudo dobrado e não parar de olhar pra boca dele e imaginar as mais diversas coisas

– Hora do brigadeiro!! – ele falou mais animado que de costume, provavelmente a bebida estava começando a afetá-lo

– É o melhor doce do mundo

– Pra ser o melhor doce do mundo, eu tenho que aprovar! – ele colocou uma colher na boca – CARALHO ISSO É MUITO BOM! COME TAMBÉM! – enfiou uma colher de brigadeiro na minha boca – Foi mal, te sujei toda

– Não precisa pedir desculpas, mas precisa limpar

– Como assim? Sua boca ta suja e... – fiz uma cara maliciosa e ele entendeu o recado se aproximando cada vez mais da minha boca e chupando de leve meu lábio inferior que estava melado – Brigadeiro acabou de ficar mil vezes mais gostoso

– E se sujar também – eu sorri maliciosa e passei um pouco de brigadeiro no meu pescoço

– Mônica... só espero que você não me mate amanhã por causa disso, você que tá provocando

– Você fala demais Dc! – bastou isso para que ele começasse a destribuir pequenos chupões pelo meu pescoço o que me fez soltar pequenos gemidos e cravar minhas unhas em seus ombros, depois disso ele simplesmente olhou pra mim e não me deu chance de falar nada selando seus lábios nos meus e distribuindo vários selinhos

– Sua boca estava suja também e... – antes dele terminar a porta da sala se abriu e o Nimbus entrou – Achei que você ia passar a noite com a Ramona

– É, mas ela não pode... Me desculpe, eu não sabia que vocês estavam é... Jantando!

– Você não atrapalhou, já tínhamos acabo e estávamos indo dormir! Não é mesmo?

– Na realidade nã... – chutei sua perna – Sim, já estávamos acabando

– Bom, eu vou dormir! Aproveitem o resto da noite meninos!!

Sai correndo da sala antes que o Nimbus desconfiasse de alguma coisa, se é que ele já não estava desconfiando. Entrei no meu quarto batendo a porta com força e me jogando na cama, hoje com certeza meus sonhos seriam com o Dc e esses sonhos seriam nada inocentes.

Notas finais
Gostaram?? Quem diria que o Dc namorou a Denise hein? E que o Nimbus e a Ramona ainda se pegam casualmente... Será que a Magali finalmente vai ver o que perdeu e vai atrás do boy magia? E será que a Mô e o Dc vão ficar juntos? Me sigam no twitter: https://twitter.com/ficmagna Não esqueçam de comentar!!