Big Lies
28 Juntos?
Notas iniciais
— Não vai falar nada, bobona? — Nimbus falou com um sorriso de canto a canto do seu lindo rosto e isso fez meu coração se aquecer de imediato.
Eu imediatamente pulei em cima dele e dei um abraço forte, tinha medo de soltá-lo e seu corpo simplesmente escorregar como areia. Soltei-o um pouco e olhei em seus olhos
— Você tá aqui de verdade? – falei segurando seu rosto entre as mãos
— Você tá quente – Nimbus colocou sua mão em cima da minha testa pra aferir minha temperatura, ri com o gesto – Você tá rindo do que? Ainda não cuidou daquela gripe né? Vem cá
Nimbus me colocou no colo e eu comecei a rir, uma felicidade absurda brotava no meu peito. Eu me sentia uma criança que ganhou o melhor presente de natal de todos os tempos, cada batida do meu coração parecia o ressonar de sinos badalando a mais linda canção natalina
— Olha pra isso... Você tá até delirando – ele falou enquanto fechava a porta atrás de nós com o pé
— Esse calor todo não é febre
— E o que é então?
— Fogo – falei ao beijá-lo
Meu Deus, como eu tinha esperado esse beijo! O cheiro do Nimbus, seu toque eram como drogas para mim. Uma vez que eu começava a senti-los eu só queria parar quando estivesse totalmente satisfeita.
Ainda sem descolar nossas bocas eu passei a mão por de baixo da sua camisa e senti sua pele quente. Só aquilo me fez arrepiar e querer mais, então levei minha mão até a sua calça jeans querendo me livrar daquele peça grossa que me impedia de ficar mais perto do prazer absoluto
— N-n-não – Nimbus falou ofegante – Nada disso – ele tirou minha mão do seu jeans
— Como assim? Eu quero você agora e depois de novo e de novo e de novo... – falei enquanto beijava seu pescoço e conseguia escutar pequenos gemidos – Quero você pra sempre, quero que sejamos um só
— Eu também quero, gatinha – agora era ele quem segurava meu rosto – Mas não assim...
— Eu continuo sem entender
— Eu ainda me sinto culpado pela sua primeira vez e eu quero que a próxima seja algo especial.
— Já foi especial Nimbus, porque foi com você – senti-me corar
— Jura? – ele fazia cara de cachorro pidão
— Juradinho – fiz um olhar angelical e beijei a ponta dos meus dedos simbolizando minha palavra
— Doeu muito?
— O prazer foi muito maior do que a dor – olhei nos olhos dele – Eu não consigo me imaginar fazendo sexo com nenhuma outra pessoa sem ser você
— Tá vendo? Eu sou um monstro, eu te fiz sentir dor... Ai meu Deus – ele afastou nossos corpos
— Nimbus, você não escutou que eu só quero transar com você? Se tivesse sido ruim é obvio que eu não estaria falando uma coisa dessas! – respondi irritada
— Não sei... – ele agora parecia mais seguro
— Você é sempre tão seguro, não há motivos pra isso, Nim – passei minha mão pelo seu rosto
— Sabe por que eu tô inseguro – um leve sorriso brotou na sua face – É que eu sou virgem
— Deixa de palhaçada – falei aos risos – Virgem de que?
— De Magali ué!
— Que?? Eu me lembro muito bem do que a gente fez no dia do aniversário da Mô! – soltei um sorriso safado
— Aquilo ali foi só uma amostra do que eu posso fazer, ainda tem tantas coisas que eu quero te mostrar – aquilo fez todos os pêlos do meu corpo se arrepiarem – Você é especial e eu quero fazer você se sentir assim em cada milésimo de segundo da sua vida
— Nesse momento, eu já me sinto a pessoa mais especial do mundo!
— Posso saber por que?
— Porque o cara que eu amo largou tudo em Paris só por minha causa — não contive o sorriso em meu rosto
— E quem te disse isso? — ele falou se sentando no sofá
— E não foi? — pude sentir a raiva transparecer na minha face
— Ah... É que lá em Paris não tinha ninguém pra eu poder implicar — ele me puxou para nos aninharmos no sofá — E eu me toquei que não adianta nada estar na cidade mais linda do mundo, ter sucesso, dinheiro ou qualquer outra coisa se eu não tiver você junto comigo
— Eu te amo — falei olhando pra ele — Finalmente eu consigo dizer isso em voz alta.
— Eu também te amo — ele beijou minha testa e passou a mão em meus cabelos
— Mas Nim... — fiz uma longa pausa — Seu show em Paris foi um sucesso, achei que você ia engatar uma turnê, li na internet até que você tá sendo cotado pra apresentar um programa e você deixou tudo isso. Eu me sinto culpada.
— Tudo bem, Maga — ele sorriu — Outra oportunidades vão surgir, mas outra Magali não – ele depositou um beijo em minha testa
Meu coração se aqueceu a cada palavra de sua frase. Ele desistiu de praticamente tudo só pra voltar pra mim, só para eu saber que na sua vida eu era mais importante que sucesso, dinheiro, fama... Eu não conseguia esconder meu sorriso de tanta felicidade, por isso enfiei meu rosto na curva de seu pescoço e pude sentir seu corpo tremer um pouco porque aquilo o fazia sentir cosquinhas. Eu não sabia disso. Me toquei que havia tantas coisas as quais eu não sabia sobre o Nimbus, mas isso não importava, eu teria o resto das minha vida pra descobrir cada mínimo detalhe do homem que eu amava e ser a única mulher que o conheceu tão profundamente a ponto de que nossas almas se tornassem feitas da mesma matéria, AMOR.
— Ei – falei com o rosto ainda em seu pescoço e pude sentir seu corpo tremer mais um pouco com as cosquinhas, mas mesmo assim ele não tentou me afastar – Você sabe que essa vai ser uma longa noite para você não é?
— Por que? – ele se afastou um pouco de mim para olhar em meus olhos
— Você não acha que eu vou aceitar facilmente esse papo de que você se sente culpado por aquela noite no aniversário da Mônica
Comecei a passar a mão por debaixo da sua camisa, percorrendo cada detalhe daquela pele na qual eu queria marcar mais do que minhas unhas, mas sim todo o meu amor e desejo. Nimbus não me parou, então eu comecei a descer a mão pelo volume que começava a se formar na sua calça. Só aquilo já bastava para fazer eu me derreter por dentro
— Ai droga... – sua voz era trêmula – Magali se você continuar assim eu vou ter que te fazer minha aqui no tapete dessa sala
— Bom, é isso que eu quero – apertei o volume em suas calças e um gemido saiu pelos seus lábios
— Mas não é isso que você vai ter – ele retirou delicadamente minha mão e se levantou do sofá indo pra cozinha – Não hoje – selou seus lábios no meu – Hoje é dia de pipoca
Nimbus me deu as costas e foi até a cozinha. Esperei cinco minutos e pude vê-lo de costas no balcão procurando milho. O abracei por trás e comecei a repetir a provocação que comecei na sala
— É... Realmente essa vai ser uma noite longa – ele olhou em meus olhos, mas ainda sem retribuir minhas investidas
Não vai ser fácil desvirtuar o Nimbus, mas está na hora de mostrar que eu também posso ser o pecado.
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